Notas iniciais
Olá meus amados, fiéis e queridos leitores. Como estão? Infelizmente não deu para postar o capítulo semana passada, mas cá estou eu lhes ofertando o capítulo lindo de bonito. Pequeno, fofo, quieto, mas aquele ditado, essencial. Espero verdadeiramente que gostem. Qualquer erro me perdoem, ainda sigo usando o celular. Hoje tem revelação em hehe Boa leitura!

Capítulo XXIX


Sob um chão rochoso e frio um homem se ajoelhava perante a potência daqueles que possuíam a superioridade e divindade. Os joelhos feridos com cortes abertos que escorriam do mais conhecido e escarlate vermelho do sangue humano enquanto suas mãos se fechavam uma na outra as esfregando implorando que fosse ouvido por aqueles que jurara obterem a salvação.


—Oh meu amado Deuses nós proteja nessa caminhada perante ao inimigo, lhe peço Deus Ares que nos guie nesse percurso e a Deusa Atena que nos conceda a sabedoria necessária para prosseguirmos com tal ato. – o homem fechava os olhos enquanto focava-se mentalmente em conjurar uma prece que pudesse ser sua salvação.- que os Deuses estejam convosco.


—Eles não irão te ouvir!- uma voz perfurou pelo local assustando o jovem coitado que olhava temeroso em meio a escuridão em busca do que lhe pudesse estar a espreita como um felino pronto para o bote.- eles nunca escutam.- quando seus olhos se acostumaram ao escuro e pode aí fim enxergar um homem de preto encostado na pilastra de mármore. Seu coração dera um pulo que era apenas o indicativo que ainda estava vivo, por enquanto. Seus lábios tremeram amedrontados enquanto o homem se aproximava lenta e vagarosamente como se para desfrutar de cada reação obtida do homem agachado sujo de fuligem e sangue pelo corpo.


—C..c..omm...o ou...saaa.- o homem nem ao menos conseguia aditar uma frase inteira sem gaguejar. Seu corpo inteiro tremia de medo, antes fosse por conta do chão friorento no qual se encontrava.- é um luu..gaa...r sa..Gr..ado.


—Ah você diz este templo?- ele apontou para o local olhando ao redor com um pesaroso e descrente olhar. Se virou novamente para o homem com seus olhos vermelhos causando um calafrio por todo o corpo do ser agachado a sua frente. – acha que este lugar faz alguma diferença?- ele se aproximou e abaixou para ficar da altura do homem.- eu não me importo aonde esteja, seja nesse imundo templo ou no barro.- ele segurou o homem pela jugular apertando com uma força mais do que necessária fazendo o homem tremer mais.- onde ou como um homem morre, não interfere na sua vida inteira de merda.- ele segurou sua adaga levando até o pescoço do homem encostando delicadamente a lâmina na pele e assim gerando um pequeno filete de sangue no local. – você me traiu Ezequiel.- sua voz sairá fria e calculada como cada mísero passo em sua vida.- deve pagar as consequências.- Ezequiel sentia os olhos arderem em teimosas lágrimas que insistiam em escorrer por seu rosto misturando-se com a fuligem agarrada a sua pele. Em uma imagem e deplorável de um coitado que ele era. O homem vestido inteiramente de preto o segurou pelo braço e o jogou no chão perto dos pés da mulher que havia se aproximado.- o tire daqui Kyouka, rezar pelos Deuses inúteis não irá ajudá-lo.- ele deu um sorriso ladino carregado de maldade.


—A sereia é filha da primeira sereia.- quando Kyouka segurou o homem pelo braço e o foi retirando ele berrou entre os pulmões fazendo o outro reagir de maneira séria.- contudo não fora o primeiro filho da sereia denominada Mavis.- o homem apertou os olhos buscando entender as palavras do homem escanifrado e fez uma menção para que Kyouka parasse em um silencioso pedido que fora atendido prontamente.- ela estava grávida quando se tornou sereia, entretanto ela não tinha conhecimento da criança.- ele escutava tudo o que Ezequiel dizia atentamente.- toda vida a Deusa sabia do fruto na barriga da garota e mesma assim permitiu que ela fizesse a transição para sereia.- o homem dera um sorriso de escárnio.- quando ela completara a transformação a vida da criança fora perdida, servindo como um pagamento por ir contra a própria natureza.- o homem balançou a cabeça para que Kyouka retirasse o homem dali, que gritava em piedade.- o senhor não conseguirá.


Quando o silêncio se foi obtido no local o homem olhou ao redor pelas grandes estátuas de mármore dos Deuses e na frente delas estando Zeus o pai dos Deuses. Ele quase rira observando toda aquela inautenticidade que pregavam que os Deuses eram justos e sempre ajudavam os necessitados. Ele sabia que as orações de fato eram ouvidas, contudo não era de fato absorvidas já que pareciam ignora-las.


Fechou os olhos por alguns segundos, não estava de fato rezando apenas a chamando e ele sabia que ela iria até ele. Ezequiel pode ter feito muitas coisas como ousando se unir aos outros escravos para montar um motim contra si. Contudo ele havia lhe dado a mais bela das informações, que de fato não lhe causava nada, mas lhe dava a deliciosa sensação de ter conhecimento de algo que deveria ser como uma profanação diante de quem lhe havia cometido.


— Quanta insolência você obtêm para pensar em me ameaçar!- ele deu um sorriso ladino ao ouvir a voz que apesar de singela carregava certa aspereza no tom.


—Olha só, quando costumam fazer orações vocês simplesmente evitam ajudar a quem lhe chamam.- ele se virou olhando a deusa que vestia um vestido azul com bordado de escamas nós seios e cetim pelo restante da saia, os olhos tão azuis quanto o céu mais limpo e o longo cabelo negro solto preso em uma pequena e simples coroa de prata com pedras azuis. Simples para uma rainha dos mares.- contudo quando lhes é dito algo do agrado de vocês, não pensam duas vezes em vir.


—Não me venha me dar sermões como se compreendesse a magnitude da divindade.- a deusa disse seria e direta em suas palavras. Mesmo que estivesse com a compostura de uma deusa, era nítido que estava se contendo.- você não tem conhecimento de nada.


—Tenho conhecimento de que a grande Deusa Anfitrite rainha do mar, permitiu que Mavis Vermilion fizesse um sacrifício sem que obtivesse o consentimento da mesma.- ele disse firme fazendo a deusa engolir em seco e fechar as mãos em punhos.


—Eu achei que a criança estivesse morta, nem mesma a mãe deveria ter sobrevivido.- a deusa disse de maneira mais contida, não que devesse alguma explicação ao ser a sua frente, toda via não permitiria que ele a acusasse.- ela chegou ao meu santuário com fio da vida quase arrebentando, não sei como ela sobreviveu as batidas nas rochas.- ela olhou fundo nos olhos do homem a sua frente.- talvez fora sua vontade de viver que a fez se manter viva, ou... Seu amor.- o homem apenas permaneceu a olhando sem demonstrar alguma reação.- foi essa força que me fez lhe conceber sua segunda chance de viver, mesmo que não tenha sido da maneira esperada.- a deusa analisava cada mísera reação do homem, mesmo que fosse quase nulas.- não sabia que a criança estava viva, mas infelizmente não sobreviverá a mutação. Mavis sofrerá um aborto espontâneo e isso a fez cair em sua depressão profunda.


—Que eu saiba ela possui outra filha.- a mulher pela primeira vez reagirá de modo diferente além de sua perfeita compostura olhando de olhos arregalados para o homem.- soube que é a sereia celestial.- Anfitrite fechou os punhos em ódio.


—Não ouse encostar um dedo nela- ela falou firme.


— Se não irá fazer o que? Permitiu que uma criança já morresse, qual o problema em permitir mais uma ?- o sarcasmo escorria dos lábios do homem com sua clara intenção de ferir a deusa. Usando a água que havia no templo a deusa criou uma corrente de água e o jogou com força na pilastra de mármore o apertando com força contra o local. A água parecia queimar suas roupas e ameaçava a chegar a pele. Anfitrite surgiu a sua frente o olhando com desdém.


—Não ouse fazer algo com aquela criança.- ele a olhava irritado, mas a deusa apenas o olhava com olhar superior.- então, me será permitido a intromissão.- a água parecia ter se transformado em lâminas que o perfurava conforme encostava em sua pele. — Me compreendeste Zeref?- ela citou o nome de maneira fria e calculada e depois o soltou caindo no chão e se virou para se retirar dali.- eu nunca permitiria que tirem minha sereia de mim.


—Por ela ser seu trunfo? Por ser sua criação mais poderosa?- Zeref falou irritado enquanto se levantava do chão.


—Por ela ser minha filha.- a Deusa disse firme antes de sumir dali. Anfitrite não permitiria falhar com outra vida novamente. Devia isso ao bebê de Mavis e a própria Mavis.


***


Antes que finalmente pudesse conhecer e ver o tão sonhado festival que Lucy sempre escutará, fora trocar sua roupa para irem se encontrar com os outros. Mal podia acreditar que estava indo fazer algo tão ... Humano e distante de sua verdadeira identidade. Contudo Lucy não conseguia disfarçar sua empolgação ao presenciar tamanha magia e emoção que era desfrutada por apenas momentos como esse. Sentia seu sangue passar por suas veias de maneira rápida lhe proporcionando a sensação de adrenalina que a fazia se sentir viva. Coisa que havia obtido com frequência desde que havia de juntado a Fairy Tail, eram tamanhas emoções e sensações até então desconhecidas libertadas do seu mais profundo ser e havia algo ali que a fazia desejar cada vez mais e mais, como uma sede insaciável de algo até então inapreciável.


Ela abriu a porta vendo Natsu com sua costumeira roupa preta com um sobretudo azul escuro por cima parado na parede com os pensamentos longe. Como se algo dentro de si havia sido ligado uma descarga passará por seu corpo fazendo cada centímetro do seu corpo se arrepiar e lhe proporcionar uma sensação agradável. Ela sorriu enquanto o observava distraído em seus próprios pensamentos e por uma milésimo segundo ela desejou saber o que lhe tanto prendia a atenção.


Quando suas orbes se guiaram até os olhos dela era como se uma conexão fosse feita de uma maneira impossível de ser desfeita. Ele a olhava como se fosse única no mundo inteiro como se cada detalhe nela fosse importante e todas as vezes era como se fosse a primeira vez, ele nunca deixava de se surpreender com a beleza dela, ele sentia que cada dia retirava uma casca invisível de Lucy lhe permitindo ver coisas nunca antes vistas. Ela não ficava para trás e parecia lhe retribuir cada olhar com seus olhos castanhos que obtinham um brilho único, ela via algo nele que ninguém mais parecia ver e pela primeira vez Natsu sentia- se... Especial. Ele não se importava em morrer se ainda mantivesse esse olhar em mente.


— Você poderia me ajudar?- sua voz soava como uma melodia em seus ouvidos e lhe causava uma descarga que sentia até em suas entranhas. Era baixa e delicada, mas ele escutara, ele sempre a escutaria não importa aonde estivesse.


—Claro.- ele passou a mão no pescoço como um toque que não conseguia abandonar e Lucy abriu a porta lhe dando caminho para entrar e parou em frente ao espelho meio embaçado nas pontas que havia no quarto. O garoto de cabelos róseas se aproximou dela a olhando através do reflexo no espelho e ela lhe devolvia o olhar da mesma maneira intensa.


—Poderia fechar meu vestido para mim?- ela pediu ainda o olhando e sem precisar citar alguma palavra ele assentiu se aproximando devagar como se quisesse captar e guardar cada reação da loira. E quando ele chegou mais perto de si ela respirou fundo e os dedos do capitão se guiaram até o longo cabelo loiro e o levou delicadamente para frente de seu ombro direito fazendo questão de roçar os dedos na pele desnuda a fazendo arrepiar e ele adorou aquela reação que causou. Depois desceu o dedo ainda tocando a pele macia pela costela até às amarras do vestido e as puxou em seguida amarrando. Depois como em uma tortura silenciosa voltou sua mão para a pele desnuda do ombro tocando delicadamente o ombro sentindo a pele responder com um arrepio e seus olhos foram até os delas no espelho que o olhava em uma forte conexão invisível. Ele se aproximou sem se segurar e talvez não quisesse se segurar.
Chegou tão perto que seu queixou encostou no topo da cabeça dela e ele se abaixou na curvatura do pescoço e ali cheirou sentindo aquele tão famoso e conhecido cheiro. Sua pele com a barba semi raspada encostando em na pele dela fez Lucy se arrepiar inteira e sentir fisgadas no estômago e prendeu a respiração quando os lábios grossos do capitão encostou em sua pele e fora subindo até o pescoço, Lucy sentia as pernas bambearam como se estivesse entrando na forma humana pela primeira vez. E para continuar naquela deliciosa tortura os lábios de Natsu foram então até o ouvido de Lucy que já deitara a tempos o pescoço permitindo descaradamente que ele tivesse passagem em sua pele imaculada.


—Eu trouxe algo para você.- a voz rouca e baixa bem próxima de seu ouvido lhe proporcionou coisas que ela nunca achou serem possíveis. Quase fechou os olhos, mas permaneceu com eles abertos para não perder completamente a dignidade. E então ele levou os dedos até o pescoço dela e aí ela percebeu ele colocando um colar no local. Ela piscou os olhos surpresa olhando pelo espelho o cordão tão delicado e lindo.- me lembrei de você quando o vi.- Lucy não disfarçou o grande sorriso que surgiu em seu rosto ao observar o cordão. Era um fino cordão de prata com alguma pequenas pedras de diamantes separadas como estrelas e em seu meio uma pequena pedra azul. Era delicado e extremamente belo.


—É lindo Natsu.- ela disse empolgada sorrindo olhando para o espelho, e o grande sorriso no rosto dela fora o suficiente para Natsu.- eu amei.- ela se virou ficando de frente para ele onde seus narizes quase encostaram pela proximidade.- obrigada!- ela disse olhando em seus olhos, mas não demoraram muito ali descendo até os lábios dele onde lhe chamavam a atenção mais do que deveria e o sentimento era mútuo já que o capitão não conseguia tirar os olhos dos lábios tentados da garota.


—Não foi nada.- ele disse baixo e colocou a mão na cintura dela, era como se ele quisesse aproveitar cada momento que tinha para poder tocá-la.- vamos?- ela assentiu corada olhando para o chão quando juntos se guiaram para fora do quarto.


Natsu havia feito questão de levar Lucy para um local mais afastado dos outros em uma cerejeira no topo de uma clareira para que ela pudesse observar sem nenhuma interrupção. Depois a levaria para a festança, mas no momento ele a roubaria.


—Onde estamos?- ela perguntou depois de observar que eram os únicos ali.


—É meu lugar favorito em Magnólia.- ela olhou para ele que se sentou em baixo da árvore e depois a olhou.- estou lhe oferecendo exclusividade.- ele dera um sorriso ladino a fazendo revirar os olhos, mas sorrir logo depois. Apontou com a cabeça para que ela se acomodasse ao seu lado.- os outros estão aonde ficam a maioria das cerejeiras e ocorre toda a festividade, vamos para lá depois.- ela assentiu se sentando ao lado dele observando o sol se pôr, que deixava o lago com uma aparência diferenciada. Eles ficaram em silêncio apenas aproveitando a sensação um do outro quando escurecerá e Natsu se deitou na grama olhando para cima atraindo a atenção da loira.- vai começar, deita. – sem entender muito bem, mas extremamente empolgada a jovem lhe fez o que foi pedido e se deitou ao lado do rosado olhando as flores rosadas da árvore até que elas começaram a brilhar ficando de várias cores como um arco íris. Lucy abriu os lábios impressionada e encantada olhava tudo maravilhada depois ela se sentou olhando para o lago que brilhava refletindo as luzes da árvore e mais a frente abaixo na cidade vários pontos brilhantes e coloridos. Algumas pétalas caíram ao redor de si e ela deixava a mão esticada as pegando no ar ainda encantada com tudo.


— É lindo!- ela disse observando tudo com um enorme sorriso no rosto, era tão pequena as coisas que deixavam Lucy feliz e animada, parecia uma criança conhecendo o mundo pela primeira vez, e de fato estava. Mas Natsu sabia que Lucy era naturalmente assim inocente, humilde, e perfeitamente delicada.


—É sim, é linda!- Natsu repetiu concordando, contudo ele não estava olhando para a árvore ou qualquer outra coisa que não fosse Lucy. Seus olhos estavam na sereia.


Fim!

“O homem, em sua arrogância, pensa de si mesmo como uma grande obra, merecedora da intervenção de uma divindade.”
—CHARLES ROBERT DARWIN—

Notas finais
Eitaaaa bichão! Alguém desconfiava que homem secreto fosse Zeref? Hahahahah Eu nem ia revelar isso por agora, maaas decidi que não havia muito necessidade de esconder já que quem vai demorar a saber sãos os personagens. Mas Izzy, como ele tá vivo? Só mais a frente que irá explicar isso, meus caros, desculpem. Tia Anfitrite linda maravilhosa aparaceu, e deixou bem claro que não vai deixar nem por um decreto levarem a Lucy dela, ela é muito apegada a nossa sereia. Mavis e Zeref tiverem um bebê, mas ele morreu durante a transição de Mavis. :( Eeeeeee, claramente Importante. Natsu tá caidinho pela Lucy sim meu povo. Tragam o rodo para puxar a baba do menino. Enfim, eu amei demais essa parte deles, ele tá tão encantado com ela que tão até comportando como gente. Espero que tenham gostado, mesmo que tenha demorado um pouco ou que o capítulo tenha sido pequeno ou sem graça. Enfim, obrigada a todos que leram e favoritaram, sou muito grata. Beijocas e Arigatou! I.C.S