Notas iniciais
Olha só quem está de vooolta? Até que não demorei muito não é? hehe Aqui está pessoal, mais um capitulo fresquinho de Le Chant des Sirènes dessa historia que eu tanto amo. Estive pensando esses dias se alguns abandonaram a historia, ou se transformaram em fantasmas. Contudo, gostaria de agradecer a cada um que comentou e favoritou, isso me inspirava e dá animo de prosseguir com a historia. Espero que gostem do capitulo de hoje, mais uma coisa será explicada. Leiam as notas finais, tem uma surpresinha. s2 Boa leitura e qualquer erro me perdoem.

Capítulo XVIII

Em algum lugar de Alakitasia

Seus passos eram silenciosos, pegadas em meio à neve eram deixadas para trás. Suas mãos estavam no bolso do seu, sobretudo na tentativa de fugir do frio. A neve caia formando um manto branco sobre o continente de Alakitasia.

Ele entrou na taberna se guiando até o balcão, ignorando os olhares sobre si. Sentou se na baqueta e levantou a mão onde o barman prontamente já começava a preparar sua bebida. Ele não falou nada, não era preciso.

— Você em terra firme, deva ser algo a me preocupar?- ele olhou de canto para o velho que se sentou ao seu lado. Ele apenas voltou à concentração em sua bebida. — o mundo das sombras está inquieto. — ele se virou para o homem. — o que ele está planejando no fim?

—Ele pretende roubar o poder da sereia. — ele disse simplesmente, o homem trabalhava para ele, não havia mal em falar e mesmo que houvesse, não seria de fato um problema. Ele viu o homem esbugalhar levemente os olhos. – por que tamanha surpresa?- ele riu de canto bebendo sua bebida.

—Isso é impossível!- o homem olhou para os lados e falou mais baixo. Para o caso de algum enxerido pudesse estar os ouvindo. — ela tem magia pura, da luz. No fim, o corpo dele renegaria o poder. Apenas o causaria dor. — o homem de cabelos longos riu.

—Achas que ele é tão burro a ponto de não planejar algo?- ele olhou com uma sobrancelha em pé ao velho a sua frente. — me admira ver que você pensa que o mestre é idiota ao ponto de agir precipitadamente.

—Não fora... — antes que ele terminasse o outro o impediu.

—Não importa! O mestre tem um plano e o único que irá sofrer no fim, será a desprezível da sereia.

**

Quando os portões se reabriram, Natsu não pensou duas vezes antes de mandar que seguissem para dentro daquele local novamente. Diferente de como fora a primeira vez, o lugar estava iluminado e com um vasto pasto verde. Ela havia purificado aquele lugar.

Eles desceram do navio disposto a procurar por Erza e a sereia. Estavam eufóricos após a batalha. Haviam perdido alguns de seus companheiros, estavam feridos, mas desejavam com todas suas forças que Erza também estivesse bem. Não suportariam perde-la também.

Mais a frente Lucy andava majestosamente junto de Taurus, e quando a avistaram gritaram extasiados. Aparentemente tudo havia dado certo, e nas costas de Taurus havia uma cabeleira vermelha Scarlet e na hora Jellal perceberá que era Erza e correrá até eles. Os outros o seguiram ávidos por notícias.

—Erza?- Jellal se aproximou conferindo cada detalhe e canto do corpo da ruiva. Taurus entregou a garota ao azulado que a olhava com tristeza. Ele se sentia culpado, ele falhou na própria missão de proteger e cuidar de Erza. Ele se abaixou e delicadamente tocou seus dedos na face delicada, sentindo a pele alva e macia.

—Ela está bem! Como portadora dos portões do zodíaco eu posso controlar quem fica no portal. — Natsu se aproximava e ouvia atentamente a conversa. — eu os tirei e deixei apenas quem poderia ter sido pego pelos demônios, para que assim todo o mal fosse extinto. Por sorte Erza não estava com machucados profundos. Entretanto, creio que ela pode ficar sensível por reviver memórias doloridas de seu passado.

—Irei leva-la para o navio. — ele olhou para Lucy, ela podia enxergar toda a dor e angústia que ele estava sentindo. Jellal poderia ser fechado, mas ainda assim era muito transparente nas coisas. Lucy mal conviveu com eles e tinha certeza que ele tinha muita afeição pela ruiva. Mas não uma afeição de irmãos como ele tanto falava. – tem... Certeza que ela está bem?- Lucy sorriu um sorriso acalentador.

—Sim, eu nunca deixaria nada acontecer a Erza. — Jellal deu um meio sorriso. — mais tarde irei olha-la novamente. — ele assentiu se levantando a carregando como se ela fosse à coisa mais preciosa do mundo. E de fato era.

—Obrigada Lucy!- ela assentiu e ele se virou com Wendy atrás de si para garantir cuidados a Erza. Lucy então olhou para Natsu que até então não parava de olha-la, eles ficaram em um tipo de conexão que nada e ninguém poderia atrapalhar e nem se eles quisessem, eles conseguiriam fugir daquele olhar. Era como se só houvesse os dois.

—Lucy-san, você é a sereia mais linda que vi. — ela piscou os olhos saindo do transe e olhando Taurus. — seu corpo e tão delicioso, digo, lindo. — Taurus era um assanhado de primeira categoria. Talvez ultrapassasse até mesmo Macau e Wakaba.

—Você é o espírito estelar Taurus? O grandalhão mais forte?- Gajeel perguntou descrente, Taurus assentiu colocando as mãos na cintura em uma pose.

—Sou o espírito estelar Taurus e sempre guiarei e seguirei a Lucy-san, a deusa da sensualidade, da beleza, minha rainha. — Natsu revirou os olhos por tamanho exagero.

—Obrigada Taurus!- a sereia agradeceu sua devoção, e ele pegou sua mão sobre os olhos atentos de cada um ali presente. Ele colocou a chave dourada do portal de Gemini e fechou os dedos da sereia pousando sua mão em cima. — confio em você mestra Lucy, sei que libertará a todos. – Lucy assentiu convicta, ela tinha certeza disso. Era o que ela mais queria e tinha a plena certeza que conseguiria.

**

A sereia passou pela porta a fechando atrás de si, com seus passos delicados e quase inaudíveis ela adentrou aquele local que ela estava conhecendo mais do que gostaria.

Ele estava sentando em sua poltrona de costas a ela enquanto mexia em alguma coisa em seu peitoral. Ela foi para frente dele e foi quando ele pareceu a notar, seus olhos foram de seus pés com a bota preta subindo pelo vestido branco com uma fenda do lado direito deixando sua coxa quase complemente expostas. Subiu os olhos pelo espartilho preto que apertava a cintura fina e levantava mais seus seios sob o decote do vestido que possuía ombros caídos. Seu cabelo longo caia como cascata dourada e seus olhos castanhos eram como um espelho em que ele poderia ver qualquer coisa. Ela era fudidamente linda. Um martírio e uma ofensa a quem a contemplava.

Ele permaneceu deitado de modo despreguiçado e a olhando profundamente.

—Eu sabia!- ela se abaixou tocando o peitoral dele sem notar ou não se importar com a proximidade que fora necessário para isso. Ela abriu mais a blusa dele enquanto ele a olhava meio surpreso. — você está ferido. — ele segurou o pulso dela, e diferente das outras vezes. Ele fora delicado, ela levantou os olhos até o rosto dele a fim de encontrar alguma coisa, mas não havia nada. Ele era a única pessoa que ela não conseguia ler.

—Não tem problema, não está me incomodando. — ela apertou os olhos confusos. — eu prefiro quando você me toca sem usar magia, acredite dói. — ela deu um sorriso olhando para o lado e voltando de pé. — tenho certeza que não vieste em meus aposentos apenas por preocupação comigo. — ela o olhou e ele levantou uma sobrancelha. — correto?

—Eu... Eu sinto que lhe devo explicações. — ele levantou a mão para que ela parasse.

—Você não me deve nada Lucy, não precisa explicar. — ela piscou os olhos não sabendo disfarçar a surpresa. — todo mundo tem alguma coisa que prefere esconder, que a mágoa. — ele a olhou nos olhos. — e agora vejo que não existem exceções. – ele esperava que ela fosse embora ou lhe desse alguma resposta carregada de sarcasmo, mas ele surpreenderá com as palavras que saíram da boca da sereia.

—Sim, eu sou filha de Mavis Heartfilia Vermilion, a primeira sereia e também sou chamada de princesa dos mares. — Lucy soltou a respiração pesada antes de prosseguir. — uma vez por ano as sereias são libertadas da maldição para que possam reproduzir. Elas atraem marinheiros, ou qualquer homem que esteja passando por perto. Elas o enfeitiçam com seu canto e beleza e então dormem com eles para que possam engravidar então elas os deixam com a mente embaralhada onde não sabem distinguir sonhos da realidade. Quando a sereia engravida ela fica sete meses* sem se transformar para a criança nascer, se for uma menina ela será uma sereia, mas se for um menino ele é entregue ao pai ou a qualquer outro humano. Diferente das mulheres, eles não possuem nenhum poder e geralmente tens a saúde mais precária que um humano normal. – Natsu ouvia tudo atentamente, nunca ouvira falar sobre como as sereias se reproduziam. — Mavis havia por muito tempo se negado a dormir com qualquer pessoa, as outras sereias surgiram de mulheres que quase morreram no mar e a deusa Anfitrite as salvara lhes concebendo o dom de serem sereias, e as seguintes surgiram da união com os humanos, para que assim elas possuíssem uma forma mais humana, já que as primeiras sereias odiavam humanos e por muitas vezes os torturavam e se alimentava deles em forma de vingança pelo que passaram.- ela olhou nos olhos de Natsu.- após alguns anos, Mavis conhecera um bom rapaz, jovem e bonito que possuía bom coração. Ele contava histórias a ela sobre amores impossíveis, e ela acabou por se entregar a ele e então ela finalmente me teve. Eu sou a primeira e única filha de Mavis, em meu sangue corre o sangue da primeira sereia dotada de força e poder.

—Por que ela foi banida?- Natsu não tinha certeza se deveria perguntar sobre isso, Lucy poderia muito bem não querer falar sobre isso. Afinal era um assunto delicado a ela.

—Sereias vivem sob muita restrição, afinal somos as responsáveis pelo equilíbrio da natureza. As leis são criadas a fim de manter essa pacificidade. Se você cometer algum erro de não segui-las, você é exilado nas profundezas dos mares sem seu poder para se defender. Uma sereia sem seus poderes é inútil, ela não pode se defender e nem possui poder para com as criaturas marinhas. — ela virou o rosto focando em qualquer outra coisa do cômodo. — minha mãe foi exilada por quebrar uma das leis e quase afetar o equilíbrio. Uma sentença de morte. E bem provável que tenha falecido. — Natsu apertou os olhos confusos.

—O mar tem regras bem restritas. — ela assentiu, ele ficou a olhando antes de soltar o ar pesadamente. — eu sinto muito por sua mãe Lucy. — ela o olhou surpresa. — ele se levantou e levou sua mão até o ombro dela, mas parou no ar incerto se deveria prosseguir. Até que lentamente colocou a mão no ombro da sereia, com sua mão grande e quente sobre a pele macia. — você não precisa ser forte a todo o momento. Vocês se envolveram com seres humanos para manter a parte humana. E os humanos sempre dão prioridade ao que sentem. Eles se permitem sentir. Você tem o direito de sentir raiva, de sentir dor, você não é obrigada a guardar isso. — ela o olhava com os lábios levemente abertos. Ele deu um sorriso de lado. — ao menos é isso que os humanos fazem. — ela soltou o ar pesadamente desviando o olhar. Ela não poderia fazer isso, era inconcebível, ela era uma sereia. Jamais deve demonstrar fraqueza.

—Eu sou uma sereia e inconcebível eu... — antes que ela terminasse o rosado a puxou para um abraço a deixando de boca aberta. Por que ele estava agindo assim? — o que pensas que está fazendo?

—Demonstrar sentimentos não faz de você fraca. — ele colocou a mão nos cabelos dourados e o outro braço dava volta em sua fina cintura. — eu odeio como vocês lidam com as coisas. Não exilamos um companheiro e nem diminuímos um amigo que está sofrendo. Isso não é certo! — Lucy estava com as mãos no peitoral do garoto ainda sem reação. — hoje eu te liberto do peso de ser uma sereia e de ser a mais forte delas, agora você é apenas Lucy Heartfilia, da Fairy Tail. – Lucy apertou a blusa do capitão em suas mãos, talvez ela realmente precisasse daquilo. E como novamente naquele dia ela fez algo que nunca fizera antes. Ela chorou. Ela se abriu com quem menos esperava demonstrar fraqueza.

Sereias sentiam sim, sentia em dosagens bem maiores, a diferença era que elas não eram permitidas a demonstrar.

E naquele momento Lucy ficou feliz de estar ali. E só por alguns segundos se permitiu pensar em como seria ser apenas Lucy Heartfilia da Fairy Tail. E por um segundo desejou ser somente aquilo.

**

Pesadelos não são reais, são peças pregadas pelo subconsciente usando de sua fraqueza algo para assusta-lo. Mas seus medos esses sim eram reais, e de fato ela ainda não sabia controlá-los e por muito tempo aquilo esteve escondido no fundo de sua alma, ate que fora arrancado de maneira fria e cruel e ela se sentiu exposta. Sentiu medo, medo de um passado que ainda a machucava no futuro.

Ah dores tão fundas que levam anos para se curar ou talvez nunca se cicatrizem elas estão ali, você apenas se acostuma com elas.

Erza levantara em um pulo da cama e sentia a respiração descompassada, ainda podia sentir a sensação que sentira naqueles minutos que pareciam infinitos. O sangue passava rápido por suas veias ainda em adrenalina. Ela respirou funda decidida a superar, novamente isso. Talvez ela nunca tenha superado de verdade.

Olhou para seu lado onde Jellal dormia com a cabeça em sua cama e sentado na cadeira, parecia desconfortável, contudo o azulado não parecia se importar dormindo em um sono pesado. A ruiva tentou se mover da cama a fim de sair, não suportaria ficar de cama por muito tempo, ela odiava ficar dependente dos outros e causar problemas. Entretanto ao mover, Jellal acordara na hora se sentando atento olhando com uma face peguinhada de sono, mas ao ver Erza acordada ele arregalou os olhos.

—Erza?!- engano dela se ela pensou que ele estava em um sono pesado. — está tudo bem?- ela assentiu se sentando encostada na cabeceira da cama. – me desculpe, por não cuidar de você.

— Eu não preciso que cuidem de mim. – ela disse simplesmente. — sei me cuidar. — ele assentiu e cruzou a mão uma na outra apoiando em seus joelhos. Ele parecia esta vivendo um dilema interno.

— Sei bem disso, mas eu nunca me perdoaria se algo acontecesse a você. — ele levantou os olhos a olhando profundamente. Ela sentia que ele podia ver o fundo de sua alma e mesmo com toda escuridão e feridas, ele ainda a olhava como se ela fosse a mulher mais linda no mundo. Ela desviou os olhos, era equivocado ele olha-la daquela maneira se havia outra em seu coração. Ela sabia que era errado, por isso doía olha-lo.

— Isso aconteceu por que fui fraca, por que ainda deixo que isso me afete. — ele negou com a cabeça com tamanho absurdo dito. Erza era pessoa mais corajosa que ele conhecia. E nunca aceitaria que ela se achasse menos que isso.

—Não diga isso Erza. Isso poderia ter acontecido com qualquer um. — ela olhava para suas mãos que havia pequenas escoriações. –você é a pessoa mais corajosa que conheço e por suportar isso novamente, só mostra o quão forte você é. – ele colocou a mão no seu pescoço a fazendo olha-lo nos olhos, e aproximou encostando sua testa na dela. Erza sentiu as bochechas esquentarem, ela poderia ser durona, mas não com Jellal ele sempre a desarmava. – eu nunca mais vou deixar algo acontecer a você. – eles olhavam um para o outro em uma conexão que nenhum deles parecia querer desmanchar. Até a porta se abrir e por ela passar uma Wendy juntamente de Charles.

—Me desculpem!- Wendy falou apressada com o rosto feito tomate. — eu não queria atrapalhar!- eles se afastaram e Erza sorriu.

—Não atrapalhou nada Wendy. — ela olhou de canto para o azulado que ainda a olhava.

— Eu vim ver como estava Erza-san. — ela se aproximou ainda meio tímida, sabia que havia interrompido um momento bastante intimo.

Wendy refez os curativos de Erza enquanto a ruiva conversava com ela e Jellal apenas observava tudo, ate que uma barulheira surgiu em cima no convés e eles se se entreolharam imaginando o que poderia está acontecendo. Subiram correndo e ao chegarem logo notaram outro navio parado ao lado do Fairy Tail. No meio da desordem estava alguns marujos que não pertenciam à tripulação deles, e um deles possuíam uma espécie de foice gigante.

— Ora ora, se não são as fadinhas.- o homem com a foice ditou as palavras com um sorriso macabro no rosto. Erza levantou o queixo encarando o homem. – soube que tens um tesouro com vocês, sinto em lhes dizer, mas vim pega-lo para mim.

Fim.

O horror visível tem menos poder sobre a alma do que o horror imaginado.

—William Shakespeare-

Notas finais
The end!!! E ai? gostaram? Nalu shippers passam bem? Me atrevo a dizer que ame escrever esse capitulo e a coragem de Lucy para se abrir com Natsu e a sensibilidade dele de perceber que ela estava quase implorando por socorro. Ser sereia possui seus pôs e contra. E não, o pai de Lucy não é o Zeref. Algumas coisas a mais serão reveladas bem mais a frente. exemplo, nem Lucy sabe o por que sua mãe foi exilada. Possuem alguma ideia de quem pulou no navio? Esse capitulo foi mais morno, mas ele é necessário e iria ficar muito grande, então eu deixei ele especialmente para contar mais sobre a sereias. E o próximo será mais animado, um pouco de ação nesse bagaça. Não tem data de previsão para postar, mas tentarei ser rápida. Enfiiiim, eu estou preparando uma historia especial de agradecimento pelos mais de 200 favoritos em Le Chant des Sirènes. Vou fazer um especial com outra historia agradecendo por essa? confuso eu sei. hehe Mas será um curta especial no universo real de Fairy Tail deles magos e tudo, continuando o mangá, mas sem spoilers dele. Não possui previsão também, mas e logo. Se interessariam? Muito obrigado por lido, aguardo vocês no próximo. Beijocas e Arigatou! I.C.S