Le Chant des Sirènes
8 Capítulo VII
Notas iniciais
Capítulo VII
Ela poderia anotar cada coisa que vira nesse pouco tempo, poderia escrever cada coisa que notará nos humanos, mas não passaria de míseros rascunhos do que deveria ser um grande fato histórico, ela poderia anotar e ainda assim não estaria da maneira que sentia, não poderia colocar em palavras cada momento que vem vivendo, havia encontrado pessoas boas, e talvez começasse a achar que a humanidade teria sua feliz noticia de melhora, mas ainda haviam pessoas corrompida pelo mal, manchando sua alma com sentimentos vazios e sem verdadeiro propósito, sua cobiça e ignorância os levava a um grande e imenso vazio, uma alma vazia era pior que uma alma cheia, almas vazias poderiam facilmente se preencher de sentimentos seja maus ou bons.
Poderia anotar simplificado cada sentimento que Cobra demonstrava apenas com seu olhar. Tinha a alma escura com sentimento de ódio, medo e solidão, fazendo assim se afundar em um abismo da ignorância e maldade, sabia que as mãos daquele jovem homem estavam sujas de sangue de inocentes, poderia ver sua arrogância se sobressair de quaisquer sentimento como arrependimento. Ah sentimentos , por que sempre mudam as pessoas?
—Esta tentando me assustar?- o sarcasmo era algo estritamente nítido na fala de Natsu.- acha que tenho medo de sua medíocre tripulação?- Cobra gargalhou alto.
—Você faz jus à sua reputação.- cobra deu um sorriso de lobo.- Natsu Dragneel, ouvir dizer que tem o estopim curto, acho que vai ser divertido irrita-lo!- Natsu apertava os olhos, Cobra parecia se divertir com as reações que causava no rosado.- única coisa medíocre aqui e sua tripulação e você, achando que são alguma coisa.- Cobre sentou-se em cadeira a frente de Natsu, que já não estava com uma cara de que estava com muito paciência.- são amaldiçoados, apenas inúteis como vocês para serem rebaixados por um peixinho do mar.- Lucy levantou uma sobrancelha.
—Pelo que posso notar, além de desprovido de sanidade e desprovido de inteligência também.- Cobra olhou com as sobrancelhas em pé para loira, até mesmo Natsu se surpreendeu com a voz da sereia.- Acho que quando perdeu o olho perdeu junto dele seu cérebro.- algumas pessoas ao redor que prestavam atenção na conversam, riam de Cobra, que arregalava os olhos e apertava os lábios, com tamanha petulância da garota.- Por que você não faz um favor e cale a boca, quando todos nós sabemos que quem urinária nas calças quando vistes uma sereia seria você.- e aquilo foi o estopim, os homens gargalhava alto, até mesmo Natsu ria da situação, Cobra era visível mais que sua irritação sobre a loira.
—Não se deixar levar Erick!- uma voz feminina com um peso de sensualidade foi se ouvida, antes que cobra falasse alguma coisa. Uma mão delicada passou lentamente pelo ombro de cobra, e uma garota surgia ao seu lado, os cabelos brancos iam até os cotovelos, seus olhos cor de anil eram carregados de malícia assim como seu sorriso, sua roupa era provocativa e demasiadamente vulgar, lançou os olhos até Lucy e fazendo uma careta logo depois, incomodada por alguém chamar mais atenção que ela.- Não perca seu tempo com eles, poderá fazer isso depois.- a albina olhou para Cobra com as sobrancelhas levantada em um aviso mental entre os dois.
—E você quem é?- Natsu perguntou sem muita paciência, a jovem virou o rosto para olhá-lo de cima a baixo, em uma avaliação mental.
—Angel da Oracion seis.- O rosado virou os olhos já impaciente com tais pessoas, Angel aparentemente se divertia olhando o como uma presa.- Você é realmente tudo que dizem!- sorrindo de lado Angel olhava provocativa para o rosado que levantou as sobrancelhas surpreso, Lucy revirava os olhos, como uma mulher poderia ser tão vulgar?
—Exatamente como dizem.- cobra sorriu de escárnio.- um bando de imprestáveis.- Tudo acontecerá muito rápido, e um momento cobra estava sentado sorrindo sarcasticamente, no outro estava no chão logo após o soco de Natsu, Cobra o olhou com irá nos olhos.
—Já estou cansado de suas merdas!- todos prestavam atenção na atual confusão.- ofenda meus amigos novamente e eu juro que arrancarei sua língua fora.- Lucy olhava Natsu de olhos arregalados, algo que ninguém poderia negar era como ele devoto aos seus amigos, como os protegia, como cuidava deles, era de certa forma admirável.
Cobra estava visivelmente nervoso, a veia saltada em sua testa era prova de que o ruivo também estava em seu limite, Cobra pois se a tentar a se levantar, mas Natsu pisou no peitoral do ruivo o impedindo de se levantar, antes que cobra pudesse reagir Natsu estava o socando, e uma gritaria começava a surgir na taberna, Angel apenas sorria mesmo com seu amigo naquele estado. Cobra havia conseguido se livrar dos socos e revidara um no rosto do rosado, que ficará paralisado olhando incrédulo para o homem a sua frente, os dois jaziam de pé e se olhavam mortalmente e quando Natsu ia atacar novamente uma voz grossa surgiu.
—Ora, por favor vamos acabar com esse teatro.- todos olharam para o homem que se aproximava devagar, as mãos atrás das costas, olhar sério, era um homem com uma energia extremamente pesada, sua áurea era negra assim como dos dois presente.- Não está na hora disso.- ele parou ao lado de Cobra que virou o rosto emburrado. Os cabelos brancos tapava os olhos, era alto e forte.- sou Brain, capitão da Oracion seis!- quando ele os olhou, e Lucy finalmente pode ver o seu rosto devidamente, observou as tatuagens de linhas pelo rosto do homem, e seu corpo congelou. Fleches de uma época não tão distante vieram a sua mente, suas irmãs sendo capturadas e torturadas, com humanos arrancando as pedras em suas caldas, tentando tirar suas joias e ela se lembrou, lembrou de Brain comandando aquela terrível chacina, Lucy sentiu sua cabeça rodar e ficar meio zonza, se segurou na mesa para que não caísse, Brain reparou a olhando de olhos apertados, Natsu se virou olhando a sereia e vendo os olhos de Brain sobre a garota, entrou na frente de Lucy tapando a visão. – está tudo bem minha jovem?- Lucy fechou os olhos com força, sentindo falta de ar, como se respirar queimasse seus pulmões, sentia sua mão tremer, não conseguia se controlar, não sentia medo de Brain, mas as lembranças que ele a fazia lembrar eram dolorosas. Ao ouvir a voz de Brain, Lucy só lembrava de quando ele gritava para pegar e arrancar cada pedra, ferindo suas irmãs, cortando-as como se fossem nada.- Não estou me lembrando dessa jovem, sempre observei de longe.- Natsu olhou para trás vendo que Lucy não melhorava, se virou de volta para Brain.
—Não é de seu interesse! Se nos observava e por que somos importantes, já vocês eu nunca os vi.- Natsu tentava desfocar o assunto da sereia, mas Brain era astuto.
—Preferimos apenas observar de longe.- tentava olhar por cima do ombro do rosado.- Não acho que uma moça como essa, seja para a Fairy Tail.- Lucy se apoiou em Natsu por impulso, apenas queria tocar em alguém que fosse real e não de suas lembranças, Natsu arregalou os olhos ao sentir uma mão da sereia em suas costas, ficou surpreso e se surpreendeu mais ainda quando tudo que a sereia estava vendo, passou diante de seus olhos como um flash.- Por que sinto que ela não me é estranha, talvez eu devesse conversar...
—Você não vai fazer nada com a Lucy!- o rosado fora decidido em suas palavras, fazendo Brain levantar as sobrancelhas em questionamento, não pode deixar de sorrir de lado. Natsu levou uma mão para trás segurando a mão da jovem que estava tremendo, o contato com a pele quente dele com a macia de Lucy, fizera a loira encarar as mãos unidas, tentou se soltar, mas Natsu a segurou firme, com a intenção de passar algum conforto. O que estranhamente estava acontecendo, Lucy estava se acalmando.- vão embora enquanto eu ainda estou paciente.- cobra sorriu de escárnio, e antes que retrucasse, Brain o segurou pelo ombro.
—Vamos!- os dois tentaram negar, mas Brain era um homem de pulso firme.- Agora!- ele olhou sério para os dois.- vamos voltar para o navio, os outros nos aguardam.- ele olhou para Natsu, mas especificamente atrás dele.- tenho a certeza que nos encontraremos novamente.- com essas palavras convictas os três se foram, e a farra já voltava entre eles, Natsu se virou olhando a Loira que aos poucos fora se acalmando, levantou os olhos achocolatados para o rosado que a olhava de olhos apertados.
—Você está bem?- Lucy se surpreendeu com a pergunta, e apenas assentiu com a cabeça.- o que aconteceu? Ele realmente fez aquilo?-Lucy o olhou surpresa.
—Como assim? Você viu?- ela perguntou claramente surpresa, Natsu colocou a mão na cintura.
—Sim, quando tocou minhas costas!- a loira arregalou os olhos, e Natsu apertava os seus.- o que foi aquilo? Como aconteceu?
—Não sei.- ela disse sincera, estava parecendo algo normal vê lembranças um do outro, Natsu soltou o ar pesadamente.
—E por isso que odeia os humanos?- Lucy o olhou.- já fizeram isso mais vezes?- a loira assentiu abaixando a cabeça.
—Parece que temos nossos próprios motivos.- Natsu passou a mão nos cabelos, olhando ao redor, Lucy o observou e decidiu perguntar, não deveria abusar da paciência do rosado, mas ela não importava.
—O que aconteceu com você?- Natsu a olhou sabendo exatamente do que ela falava, Lucy o olhava esperançosa, estava curiosa.
—Não é bom lugar para lhe contar.- Lucy apertou os olhos cruzando os braços.
—E você por acaso vai me contar?- Natsu passou a mão nos cabelos, e pegou uma bebida e bebendo logo em seguida.
—Não, por que eu contaria para você? Você é uma delas não é?- Lucy arregalou os olhos, e lá estava novamente a frieza de Natsu.- Happy fique de olho nela, eu vou me divertir.- dando uma última olhada em Lucy que também o encarou de volta, Natsu sumirá com duas garotas em seu encalço.
—O Natsu é um idiota mesmo, ele não sabe reagir a seus sentimentos, ele é sempre escandaloso.- Lucy olhou para o pequeno gato azul sentado na mesa.- nem sempre ele quer ser grosso, e só mecanismo de defesa e reação.
—Por que está me falando isso?- Lucy arqueio uma sobrancelha, o gato deu de ombros pegando um peixe de sua bolsinha verde.
—Por que vocês dois e estranho!- Lucy fez careta obviamente não compreendendo o pequeno gato.- se odeiam sem motivo aparente.- Lucy sorriu de escárnio.
—Sem motivo? Aquele idiota tentou me matar.- Happy engasgou com o peixe e olhou de olhos arregalados.
—Sério?- depois balançou a cabeça.- Isso não importa.- Lucy o olhou com uma careta.- antes disso, vocês se odeiam por coisas que não envolve vocês, são coisas da suas espécies, não precisam se odiarem.- o gato a olhou com olhinhos de pena.- tenho certeza que no fundo Natsu não queria fazer isso, as vezes ele age impulsivamente, como se ele perdesse o controle de si.- Lucy apertou os olhos, antes que perguntasse algo, eis que surge cana ao seu lado com um costumeiro barril de bebida no braço.
—Me diga Lucy, pretende passar o tempo apenas olhando para o nada?- a loira deu de ombros, não sabia bem o que fazer lá.- que tal um pouco de bebida?- a loira fez uma careta.- ande, só um pouco.- Lucy olhou para bebida e depois de uns segundos, decidiu por tomar, afinal o que poderia acontecer?
**
A cabine do capitão Brain era escura, e fria. Colocará os braços em cima da mesa e estava pensativo, sua mente vagava na loira que estava junto de Natsu Dragneel, algo lhe dizia que Natsu estava guardando um grande tesouro, e estava despertando a curiosidade de Brain. Certamente aquela não era uma simples garota, e por algum motivo não era estranha para Brain.
—Eu deveria voltar e acabar com a raça daquele infeliz!- Cobra falou convicto, estava extremamente nervoso com Natsu, e queria voltar e acabar com a arrogância do rosado.
—Quanta humilhação!- Racer falou com a intenção de irritar mais o colega, Brain bateu as mãos na mesa atraindo a atenção dos ali presente.
—Chega com isso!- ele olhou para cada um.- algo me diz que a Fairy Tail está mesmo com intenção de fazer algo grande, vamos planejar bem nosso ataque, eu quero aquela garota.
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Natsu voltará do pequeno bordel ao lado da taberna e se sentia mais renovado, pelo menos havia se livrado da bagunça que estava sua mente, com Oracion seis, com Lucy, com tudo que ultimando lhe vem tirando a paz de espírito, o que na verdade não era deveras muito difícil.
Mal haviam entrado na taberna e perceberá que estava mais barulhenta do que quando havia saído, apertou os olhos, já imaginando ter haver com sua tripulação, um frio subiu por sua espinha só de imaginar ter que pagar mais prejuízos, que muitas vezes era de si próprio. Guiou os pés está onde a multidão gritava, multidão aparentemente de homens, estavam perto da pequena banda que tocava uma música animada, se infiltrou no meio daquele tanto de corpos suados e bêbados, até que chegasse a ponta, revirou os olhos olhando os homens por onde passará, e ao se virar, arregalou os olhos com a cena a sua frente. Lucy dançava com Cana, gargalhavam alto, Lucy subiu na mesa, e rebolava sensualmente, sem usar da vulgaridade, os homens gritavam indo a loucura, Lucy nem ao menos parecia notar, passava as mãos nos cabelos com os olhos fechados, estava realmente radiante e dançava como Natsu nunca havia visto antes, Lucy era sensualidade em pessoa, até mesmo sem querer. Natsu até mesmo podia dizer que estava hipnotizado. Piscou os olhos e viu o gato sentado comendo peixe e se aproximou.
—Não pedi que ficasse de olho nela?- o gato deu de ombros, enquanto deliciava de seu peixe, não dando muita importância ao rosado, Lucy dançava em cima da mesa com Cana.
—E eu estou olhando!- o gato disse como se fosse óbvio, Natsu o olhou com olhos apertados. Olhou para Lucy que agora dançava com Hibiki da Blue pegasus, o rosado revirou os olhos.
—Tsc!- se aproximou de Lucy com a mão na cintura em seu ar autoritário.- Lucy desça daí!- a loira o olhou e com tamanha maturidade, deu-lhe a língua e voltou a dançar, Natsu bufou e a puxão pela mão, a fazendo descer, a loira o olhou de olhos apertados, e começou a dar tapas fracos, mas que ardiam no peitoral de Natsu que a olhava de olhos arregalados.
—Seu idota, que voxe acha que é? Nain manda em mim!- Natsu segurou para não rir da forma que ela dizia tudo embolado.- Voxe só sabe me maltlatar, não se meta comigo, seu cabelo de Lula!- e novamente ela batia nele, que tentava segurar os pulsos finos, mas firmes.
—Aí, aí, AÍ! Já chega!- Lucy arregalou os olhos e fez beiço, abaixando a cabeça.- vamos!- tentou segurá-la, mas a loira puxou o braço com força de volta, Natsu levantou uma sobrancelha.
—O que te faz pensar co vo com você?- ela colocou a mão na cintura tentando se manter em pé, já que estava um pouco tonta, Natsu deu de ombros a pegando pelas pernas e a colocando por cima de seu ombro, a garota se debatia, enquanto os homens da caverna gritavam, coisas como “ isso aí”, “ sortudo”. Lucy se debatia e falava palavras emboladas, apenas fazendo Natsu gargalhar, enquanto a levava facilmente pelos ombros.- me xolta, oia vo te quebrar.- Natsu apenas a jogou a ajeitando em seu ombro.- tá rodando, AAAHHH!- e simplesmente do nada, Lucy começou a gargalhar, enquanto Natsu a levava para o navio.
Lucy ainda batia e balançava as pernas na tentativa de fugir dos braços fortes de Natsu, que não dava o braço a torcer e a segurava firme, a garota o xingava com palavras emboladas, algumas pessoas os olhavam em curiosidade, o rosado apenas gargalhava da situação da loira, chegando no navio a levou até sua cabine e a colocou no chão.
—Qual seu poblema?- Natsu levantou a sobrancelha com um sorriso de lado, a loira ficará pálida e havia se apoiado em Natsu, enjoada com o balanço do navio, acabou vomitando na blusa de Natsu. O rosado arregalou os olhos logo em seguida fazendo uma careta de nojo ao ver o estado de sua blusa, Lucy gargalhou caindo na cama do capitão. Natsu Fazia ânsia de vômito e xingava mentalmente a loira, tirou a blusa a jogando longe, olhou enfurecido para a loira que olhava seu peito nu descaradamente, Lucy se aproximou tocando em uma cicatriz que o rosado tinha em sua barriga, localizada no canto esquerdo. Lentamente colocou os dedos na cicatriz, tudo sobre os olhos do rosado.- foi.. elas?- Natsu soltou o ar pesadamente e assentiu. Lucy piscou os olhos e olhou nos olhos do rosado e novamente estava gargalhando, Natsu revirou os olhos indo até seu armário a procura de uma blusa, Lucy correu e pulou nas costas do rosado o fazendo esbugalhar os olhos, Lucy cruzou as pernas na cintura de Natsu e os braços no pescoço.- Minhas pernas doem, minha cabeça também.- ela fazia beiço com suas bochechas coradas, a deixando de certa forma fofa.
—E o que isso tem haver comigo?- o rosado balançava os ombros.- saia de cima de mim.- Mas a loira era firme, e o prendeu mais forte.
—Suas costas e quentinha!- ela deitou a cabeça nas costas do rosado, que balançava na tentativa em falsa de tirá-la.- Para de balançar!- ele a olhou incrédulo enquanto a loira fechava os olhos.
—Saia Lucy!- a loira apenas ignorou, Natsu foi pisando duro até a cama, e se virou de costas, e deitou, caindo em cima da sereia que gritou, enquanto o rosado permanecia quieto em cima dela.
—AH vou murrer!- ela ainda falava embolado e tentava empurrá-lo.- saia de cima de mim!- Natsu gargalhou satisfeito, mas Lucy fora rápida o jogando para o outro lado da cama e antes que fugisse o rosado a segurou, mas ela acabou por cair em cima dele, Lucy olhava a proximidade em que se encontravam.- Não me mate!- ela disse firme, e o rosado a olhou com dúvida.- Você já tentou me matar! Não somos amigos.
—Claro que não!- o rosado olhou para os olhos de Lucy vendo alguns fios caindo sobre seu rosto.- Não somos amigos, não vou te matar se não me irritar.
—Acha mesmo que consegue?- a loira gargalhou.- tenho pena de você.
—Não vou te matar.- Lucy o olhou com seus olhos inocentes.- preciso de você.- Lucy sorriu de escárnio, e depois o olhou brava.
—Voxe apenas usa as coisas, depois que as coisas perdem utilidade joga fora?- Lucy saiu de cima dele.- Voxe e apenas mais um como Brain, apenas vazio.
—Não sou como ele.- Natsu se sentou.- Eu apenas sei do que é capaz!- Natsu a olhou no fundo dos olhos.- sei o monstro que é.- Lucy arregalou os olhos.
—Nem todas sereias são assim!- Lucy sentia vergonha de suas irmãs que haviam se corrompido pelo mal.- e como os humanos, acabam se perdendo na escuridão de sua maldade.- Lucy olhou para Natsu.- posso ser um monstro, mas não sou a única aqui.- Natsu arregalou os olhos para a loira, e antes que Lucy se virasse para ir, ele a segurou pela mão, fazendo a paralisar.
— Um monstro?- A voz de Natsu era baixa, Lucy se virou o vendo de cabeça baixa.- Eu devo ser mesmo, já que meu próprio pai me jogou as sereias.- Lucy o olhou curiosa, Natsu ainda permanecia de cabeça baixa, como se contar aquilo ferisse seu orgulho ou algo mais.
—Seu pai?- Natsu olhou para o lado e soltou devagar a mão de Lucy, que analisava as mãos se distanciarem.
—Meu pai sempre teve ódio de mim, não sabia bem o por que, mas ele sentia repulsa de mim. Como se eu realmente fosse um monstro.- a lucidez de Lucy voltava, e ia embora aos poucos sua embriagues.- Eu sempre tentei ganhar seu reconhecimento, mas ele apenas me desprezava, depois da...- Natsu respirou fundo como se fosse difícil dizer tais palavras, nem mesmo acreditava que estava contando a Lucy.- morte de minha mãe, ele ficou enfurecido e quando eu achei que ele não poderia me desprezar mais, ele mesmo mostrou que poderia, me jogou em seu navio pirata, e disse que eu deveria sofrer como minha mãe sofreu, me jogou ao mar, onde era conhecido por muitos piratas morrerem por sereias. Fora embora sem olhar para trás.- Natsu olhou nos olhos de Lucy e ela pode ver dor neles.- foi quando elas apareceram, eram bonitas e tentavam de todas formas me enfeitiçar, mas por algum motivo.- Natsu sorriu de escárnio.- Seus encantos não funcionavam em mim.- Lucy arregalou os olhos, não conseguindo disfarçar a surpresa.- elas ficaram com ódio, e me prenderam e me torturavam por dias, na tentava de matar e roubar minha vitalidade, mas não funcionou e eu consegui fugir, e me torneio o mais jovem capitão do Fairy Tail.- ele olhou ao redor.- ele são as únicas coisas que tenho, que sempre esteve comigo, não deixarei nada acontecer com eles, principalmente o que aconteceu comigo.- ele a olhou convicto em suas palavras.
— Entendo.- Lucy abaixou os olhos.- Mas acho que deve saber, que eu nunca fiz isso e nunca pretendo fazer, ganhar poder e vida, através da vida de outros, não é algo que quero.- levantou os olhos olhando Natsu.- Não é um poder na qual me orgulho, e muito menos escolhi.- olhava um nos olhos do outro, Natsu sentia a convicção de Lucy em sua voz.- assim como nem todos humanos são maus, nem todas sereias são, eu definitivamente não machucarei eles, você já é outra história.- Natsu deu um sorriso de lado e depois olhou a loira de volta.
— Assim espero!- Lucy sorriu de lado e depois tapou a boca segurando o vômito, Natsu fez uma careta, depois de se controlar a loira sentou na cama e deitou.- Não acompanhe a Cana!- Natsu virou para olhá-la e viu que Lucy já havia dormido, com o rosto sereno e corado.- Tsc, viu, ninguém consegue acompanhá-la.
—Obrigada por me contar.- ela respirou fundo.- Eu precisa saber sobre minhas irmãs.- Natsu a olhou, tocou o ombro da loira, mas ela apenas resmungou, voltando a dormir, Natsu a observou, e percebeu o quanto Lucy era pura, apesar de tudo, inocente mesmo que não demonstrasse, era diferente do que ele esperava ou já tinha visto.
**
O antigo capitão jazia de seu descanso do mar, se aposentará da vida de pirata, e vivia sobre terra firme. Havia passado seu dever a Natsu, ele sabia que o garoto sempre merecerá, era sempre dedicado e não havia ninguém que defendesse os entes queridos como Natsu, ninguém entendia o sentido de amizade melhor que Natsu, e Makarov já estava satisfeito com apenas isso, e ele sabia que Natsu honraria e protegeria o nome do Fairy Tail, sempre fora um garoto um tanto instável, mas era prestativo, Makarov confiava em seu neto e Gildarts para guiá-lo e instruir quando necessário.
—Seu sucessor, não teme a morte.- o pequeno senhor olhou a senhora a sua frente, que preparava medicamentos com sua cara emburrada de sempre, Makarov sorriu.
—Sim, Creio que ele fará de tudo para limpar o nome do Fairy Tail.- a velha apenas bufou, não tinha muita paciência com as pessoas.- obrigado por ajudá-lo.
—Rum, não fora nada demais.- ela olhou para o senhor ao seu lado.- essa missão é suicídio, ninguém conseguiu, ou morreram ou voltavam totalmente loucos.- Makarov apenas sorriu, confiava em seus garotos, como seu antecessor ele deveria apoiá-los.- aquele garoto vai se perder na escuridão.- Makarov se endireitou engolindo em seco.
—Eu creio que alguém vá impedi-lo disso, gosto de pensar que alguém vai livrar Natsu da escuridão.- Makarov disse convicto, gostava de acreditar no bem de seu considerado neto.
— Não crie falsas esperanças!- a senhora o olhou com seus olhos sérios como de costume.- Não se sabe quando aquele garoto vai se perder.
—Natsu e forte, eu sei que ele consegue!- ele lembrará do sorriso do garoto, da sua bondade.- ele é um bom garoto, e impaciente, mas é uma pessoa boa.
—Sim, mas a escuridão vive nele.- a senhora fazia seus afazeres quando sentiu algo, congelou no mesmo local, arregalando os olhos, seu corpo tremia, sentia em seus ossos. Makarov notando o estado da amiga a olhou com preocupação.
—O que houve Porlyusica?- a senhora o olhou, sua cara era assustada e Makarov sabia que não era algo bom.
—Algo terrível está vindo!- Makarov arregalou os olhos, pensando em seus filhos.- algo muito maligno estar por vir.
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A noite estava calma, a escuridão era densa e a neblina era forte, como se para dar um toque assustador no fim. Sentado encarando o vazio com mil pensamentos em mente, um homem colocava seu plano em prática, emanava uma energia extremamente negra, com seu olhar afiado, colocava todos o temendo, era pulso firme e ah quem diga, insensível a qualquer tipo de sentimentos.
Uma mulher adentrou o local, tinha cabelos verdes por baixo de um capacete, um tanto peculiar, se abaixou reverenciando o homem, que nem ao menos se dera o trabalho de olhar a mulher.
—Meu senhor, ela está pronta!- o homem guiou seus olhos para a mulher que mantinha a cabeça abaixada, um sorriso de lado surgiu de seus lábios, levantando se ele a seguiu até seu destino.
Era um pântano um tanto peculiar, e lá amarrada pelas mãos, com metade do corpo submerso na água, jazia uma sereia, a beleza de fato era algo escultural, longos cabelos castanhos escuros, e grandes olhos azuis, límpidos como o mar, sua calda prateada emitia certo brilho, com os lábios rachados e pulsos sangrando ao estar amarrada com a erva que lhes fazia mal, a sereia não parecia estar no seus melhores dias, ao levantar o rosto e ver o homem a sereia paralisou, apenas a presença daquele homem era algo perturbador, virou o rosto desviando o olhar, não demonstrava medo, orgulhosas como sempre.
—Você sabe o que eu quero?- a voz do homem causava arrepios na sereia, ele agachou ficando mais próximo da jovem, que finalmente ousou encará-lo.
—Provavelmente não serei útil!- ele sorriu sarcasticamente, a jovem tentava demonstrar frieza e controle da situação, mas sabia que não tinha chances.
—Onde está a sereia celestial?- arregalando os olhos azuis, ela o olhou com surpresa, com certeza não esperava que fosse isso.
—Por acaso acha que sabemos onde está todas as sereias?- mesmo na situação que se encontrava não abandonará o sarcasmo ou o deboche.- o mar e imenso, não ficamos procurando uma a outra.- o homem sorriu de escárnio.
—Mas sei que se quiser pode encontrá-la!- ele deitou a cabeça de lado avaliando bem a sereia, tocou em seu queixo fazendo a garota sentir repulsa e virar o rosto bruscamente retirando as mãos do rosto dela.- e você vai me contar!- pegando o pescoço da jovem e segurando com força ele invadiu seus pensamentos, ouvia muitas vozes, via coisas em lampejos, mas nada do que ele queria, soltou irritado e frustrado, a sereia tentava regular a respiração.- Você realmente não foi útil.- um punhal formado por uma sombra negra, surgiu das mãos do homem, e fincou no abdômen da jovem levantando e a rasgando até o ombro, a vida se perderá dos olhos da jovem, que morrerá em um último grito de agonia.
Levantou frustrado, estava nervoso e coitado daquele que o irritasse mais. Foi a passos largos guiando até seu navio, parou do lado de um de seus subordinados, um homem de cabelos negros e totalmente devoto.
—Arranque as escamas, e a deixe aí.- o homem assentiu com um sorriso satisfeito no rosto. Olhou para o lado onde alguns corpos de sereias se mutuavam, com escamas arrancadas, e machucados, o homem manteve seu olhar frio.- bicho horrendo.- se retirou seguindo até seu navio, com um semblante sério e destemido.- Eu irei encontrá-la!
Fim.
“O amor não prospera em corações que se amedrontam com as sombras.
—William Shakespeare-“
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