Le Chant des Sirènes
68 Capítulo LXVII
Notas iniciais
Capítulo LXVII
Havia sempre um prelúdio que antecedia a desgraça, como um arrepio na espinha ou a sensação de pavor. E quando um lampião simplesmente explodiu quando estavam no portal de Scorpion, alguns interpretaram aquilo como um sopro de aviso do destino.
Com muitas superstições e lendas cercando o sobrenatural, era difícil saber qual a veracidade de cada um. E ninguém queria tirar a prova por si só.
Contudo, o navio da Fairy Tail havia avançando aonde nenhum outro ousou pisar os pés. Os portais não eram apenas uma lenda, e sim uma maldição viva lembrando a todos em como a ganância pode ser destrutiva. Corrompidos por sentimentos ruins, se alimentavam do medo e sofrimento alheio, se deleitando quando se entregavam a escuridão.
Afinal, tudo o que a escuridão toca, ela corrompe. E era daquele modo que Natsu se sentia todo vez que entrava em um portal, era diferente. No entanto, daquela vez um arrepio em sua espinha havia se apossado de seu ser e um extremo vazio se instalou em seu estômago. Observou suas mãos tremerem como se estivesse com frio, e não no calor escaldante do portal, apenas as gotículas de suor escorrendo de sua pele eram o indicativo de que sentia os três sóis acima de sua cabeça.
—Está tudo bem? — virou o olhar em direção a sereia que o encarava com certa preocupação no olhar, não era de se esperar que ela soubesse exatamente como ele estava se sentindo, como um livro aberto.
—Sim! — respondeu sem dar muita importância lançando olhares ao redor. Eles navegavam por um mar de areia sendo somente aquilo em todo meio quilômetro do local, apenas areia em seus montes se quebrando contra o casco do navio como ondas. – Tem alguma coisa estranha com esse lugar…- a sereia ergueu os olhos para observar a face do rosado, em como ele estava suando e não passou despercebido as mãos tremendo aonde disfarçadamente repousavam no leme do navio.
—Sua receptividade com relação aos portais vai aumentar drasticamente. — Virou o rosto em sua direção em um supetão. – Digamos que você e os espíritos, estão interligados devido a sua ascendência. – Bufou levemente irritado, como se não fosse o bastante ter a sensação de vozes em sua cabeça vinte e quatro horas por dia. – Vai ficar mais intenso cada vez, pois eles vão se sentir atraídos pelo seu poder.
—Ótimo, tudo o que eu precisava! — o sarcasmo sempre seria sua única resposta a qualquer que fosse a pergunta, uma forma de mascarar como se sentia de verdade. Natsu jamais admitiria aquilo, mas estava assustado. Já vira homens se perder na escuridão, no próprio poder e não era algo agradável.
—Não se preocupe, sempre lhe trarei de volta! — não houve incerteza em sua fala, a voz não ousou tremeluzir. Era a verdade mais sincera que havia dito em toda sua vida, como uma promessa velada entre os dois apenas nos olhares intensos. E ele não tinha dúvidas disso.
O navio sacolejou como se algo o jogasse para o lado com força, a areia por baixo do casco parecia se movimentar com mais agressividade e aquilo demonstrava que algo estava errado.
Marujos curiosos corriam em direção a proa do navio se segurando na balaustra para observar, com os olhos ávidos capturando o momento exato em que uma onda gigantesca se formou caindo com força sobre o barco.
Mal houvera tempo de gritos ou de pulos desesperados ao mar de areia para se salvar, apenas a força se chocando contra a madeira e a quebrando em dois. Sentiam a areia os sugando cada vez mais para baixo enquanto buscavam desesperadamente por ar e encontrando apenas as minúsculas partículas, adentrado seus orifícios e os impedindo de inalar.
Apenas calor os queimava como se a areia fosse aquecida na brasa, e o cheiro de morte se impregnou no encalço em uma canção de terror.
A sereia usou de seu poder para sair por sobre a areia e fez o mesmo com quem encontrou pelo caminho, e esses que conseguiam se erguer em meio ao caos, jogavam cordas aos outros marujos que eram sugados cada vez mais pelo monte bege. Apesar de todos os esforços, alguns marujos apenas se afogaram desesperados caindo ao fundo da terra desconhecida.
Todos observavam com pavor enquanto ajudavam aqueles que se encontravam mais feridos, sangue estava por todo o local, escondidos em meio aos grãos. Ferimentos causados pelo próprio navio se dispunha de seus corpos, uma quantia de dez homens não havia sido encontrados, uma perda significativa em apenas meia hora de portal.
Um homem se ergueu desesperado, chamando por seu irmão, gritando a todos pulmões enquanto cavava na areia em busca daquilo que jamais encontraria.
—Zeke! — Erza se encaminhou, afundando seus pés sob chão em busca de retirar o homem da agonia sem fim.
No entanto, antes mesmo que se aproximasse do homem, algo se movimentou na areia e um segundo depois uma calda de metal subiu acima e segurar o homem, se embrenhando em seu corpo antes de esmaga-lo em mil pedaços.
Tamanho fora o susto que os marujos apenas gritaram correndo em qualquer direção ao contrário, o pânico havia se instalado. Erza havia ficado petrificada observando o corpo espalhado em pedaços pelo chão, com o sangue se acumulando ao redor, apenas despertou no momento em que sentiu uma mão segurar a sua e a puxar para longe. Era Jellal quem segurava avidamente sua pele, a deslocando para longe do perigo.
O monstro abaixo da terra foi se alimentando do medo daqueles que ousaram entrar em seu caminho, sua calda com a ponta afiada como uma lâmina, perfurava o coração de cada um que encontrava. Ainda escondido por baixo da areia, com apenas a sua enorme cauda a vista, todos sabiam que no momento que ele se erguesse, seria o fim.
Não havia dúvidas quanto aos poderes das sereias, elas não eram os seres mitológico mais forte, porém, eram as mais inteligentes e manipuladoras. Sendo assim, quase ninguém arriscava enfrentá-las, havia algo de simbólico em como uma sereia lutava e em como ela sempre se garantia em vencer.
— Goiteía! — a frase dita por Lucy fora quase um cântico, e a areia em volta do animal se dispersou como uma névoa,
Exibindo então um ser de quase dois metros de altura, usando um tipo de armadura de metal enferrujada com sua calda espinhosa e venenosa. Os olhos eram negros e tão opacos que não refletia a luz, dando a sensação de estarem os sugando em sua direção.
Um berro ensurdecedor surgiu do que seria a boca do bicho, com seus dentes pontudos em diversas direções. E tão rápido quanto o raio, o animal passou correndo entre os marujos, perfurando a pele de cada um que estava no caminho. A cauda não era apenas um simples metal afiado, era também venenosa e roubava o ar quando em contato com a corrente sanguínea.
Os corpos dos marujos caiam ao chão agarrando-se ao pescoço na busca incessante pelo o ar que não vinha. Uma espada parou o ferrão a dois segundos antes de acertar a pequena Wendy que ia correr para ajudar os feridos. Olhos azuis se arregalaram observando quando a espada da sereia se forçou contra o metal o partindo ao meio e mandado em outra direção o ferrão.
Armas feitas por um Deus possuíam um poder que qualquer outra arma jamais empunharia, assim como também não era qualquer um que a sustentava. E com uma habilidade perfeita em combate, a loira entrou em uma luta corporal com o animal que se defendia usando de suas patas como espadas chocando o metal contra o ouro.
Tamanha fora a surpresa de Lucy quando a cauda cresceu novamente com um ferrão ainda maior e mais mortal. Mal tivera tempo de reagir antes da cauda se enroscar em seu corpo como uma cobra peçonhenta, subindo por sua pele até se embrenhar em seu pescoço lhe tirando o ar ao erguê-la sob o chão.
Sentiu então o ferrão em seu pescoço antes de um grito sair de seus lábios, como um sôfrego de uma sereia que causara dor aos ouvidos. Seus olhos se tornaram brancos quando viraram e então, ela parecia estar em outro lugar.
Era escuro, havia o barulho de gostas de água caindo de alguma superfície, mas não via nada além da escuridão e sentindo a água por baixo de seus pés.
—Sabia que meu veneno é alucinógeno Lucy Heartfilia?- a voz esganiçada causara um arrepio em seu pele. – como um presente antes da morte.
—Ninguém vai morrer! — sentiu uma dor terrível ao proferir as palavras, como se sua garganta estivesse extremamente ferida e a menor das falas fossem ditas com grande esforço.
—Já morreram, não viu? — sentia o tom de ironia antes de algumas imagens de seus amigos sendo atacados e mortos pela criatura, diante de seus olhos. E tudo que ela pode fazer foi ficar quieta e observar, seu corpo estava como uma rocha.
—Você não vai conseguir me enganar com essas mentiras! — um sorriso de escárnio foi a última coisa antes da imagem desaparecer.
—Oh por favor, não fale, deve estar sendo doloroso. — olhou ao redor em busca de Scorpion, mas novamente via apenas escuridão. – sabe, a voz da sereia é o seu poder, não posso permitir que corra o risco de usá-la contra mim como fez antes. — O som parecia cada vez mais próximo, porém, não havia nada. – Mas você não costuma usá-la, não é? É apenas desprezo por que é forte sem precisar usá-la ou é apenas medo? – sentiu a cauda tocar sua pele do rosto e tentou se afastar, sem sucesso. – Tem medo de que acaba enfeitiçando esses humanos inúteis? Quem garante que já não estão enfeitiçados? Acha que eles realmente gostam de você? – a sua frente uma forma exatamente igual a sua, surgiu. Os cabelos estavam opacos assim como os olhos os quais carregavam um ódio mortal.
—Cale a boca! — soou friamente, as mãos apertadas de modo que seus nos estavam brancos.
—Está confiante por que acha que quebrou a maldição? — por um mínimo segundo, ele quase atraiu sua atenção, apenas uma olhada em direção a voz, o que não passou despercebido pela criatura. — a maldição nunca é desfeita, ela jamais os deixaram em paz, não ao menos que um esteja morto. – Um calafrio percorreu sua pele como um aviso ruim, da morte que chegava silenciando lhe tomando o que era seu por direito. – Me pergunto quais dos dois que vai ser o escolhido.
—Eu lhe digo quem vai morrer…- fios dourados caiam por sobre seu rosto tapando a visão de seus olhos. – Você!
Antes que fosse premeditado, uma corrente prendeu o espírito pelo pescoço o trazendo com brusquidão até a sereia que o recebeu com soco de regulus impact o jogando com força contra uma parede de pedra.
—Você quebrou meu tempo invertido? — scorpion estava em choque enquanto tentava se erguer, antes de ser atingindo por vários outros golpes.
A cada segundo a sereia trocava seu star dress com agilidade usando um poder a cada minuto, o deixando embasbacado. Ela estava nitidamente mais forte do que quando fora no primeiro portal.
Desviava dos golpes com rapidez, no entanto, alguns eram fortes demais ou veloz para fugir a tempo. Seu corpo já estava sentindo a desintegração que o poder da luz estava causando em sua escuridão, o corroendo cada vez que as mãos de luz atingiam sua armadura de metal.
Todavia, ele sabia que seu veneno estava surgindo efeito na sereia, notava isso a cada respiração pesada ou movimentos mais lentos quando ficava difícil inspirar. Em uma luta silenciosa de sua cura tentando combater o corpo estranho, é mesmo que fosse rápido, ainda a causava dano o suficiente para deixá-la vulnerável.
Com isso em mente, usou da sua mão de espada para atingir o joelho da loura quando ela deu um passo em falso. A lâmina cortou sua pele branca e por vez fazendo com que o vermelho carmesim se destacasse ao escorrer pelo tom alvo. Outro golpe foi desferido em sua barriga perfurando lenta e tortuosamente até atravessar do outro lado, depois apenas a jogou com força em direção a parede de pedra, soltando seu corpo como um inseto preso em sua espada. Consequentemente o ferimento de lucy abriu significantemente a deixando deitada por sobre o líquido quente e viscoso.
Um sorriso de satisfação cobriu a face desfigurada da fera, mas então, uma sensação quente e agonizante tomou conta de seu corpo. E então, como se fosse retirado de um sonho a força, estavam novamente no portal em meio a areia e aos outros marujos. A sereia estava desacordada apoiada em um corpo grande e forte, e observou sua causa sendo segurada com firmeza por aquele mesmo corpo.
E então ele viu, olhos vermelhos como o fogo do inferno o observando de volta, como se a morte estivesse lhe dando um olá e uma amostra de para aonde homens como eles iam ao fim. E por um segundo ele temeu.
A cauda de metal se enroscou no braço de Natsu em busca de apertá-lo até que o arrancasse de seu corpo. Contudo, a reação do capitão fora algo completamente inesperado, apertando contra os dedos o metal até que o deformasse com seu calor, fazendo com que derretesse por completo, caindo em líquidos vermelhos como a larva de um vulcão.
Observou embasbacado o ar ao redor se tornar rarefeito, quase impossível de se respirar e atmosfera tão quente que parecia queimá-lo vivo.
E lá estava, o sorriso de satisfação na face do rosado que ainda tinha os olhos vermelhos o encarando, como se agora ele estivesse dentre do de seu tempo invertido obedecendo a suas regras. Notou a sereia desacorda apoiado no braço direito do garoto e em como ela não parecia se afetar pelo calor escaldante, seus machucados feitos no seu tempo estavam ali expostos e vivos, porém, somente isso. Era como se ela não sentisse o mesmo que sua calda agora disforme.
—Você é um demônio!- não conseguiu disfarçar o pavor ao observar o garoto a frente.
—Oh, pode ter certeza que sou! — soltou a cauda em frangalhos do animal apenas para se abaixar e depositar delicadamente o corpo da sereia no chão. – Você machucou algo que me pertence. — O espírito afastou alguns poucos passos, se preparando para atacar. – E você sabe o que acontece quando machucam algo meu? — virou o rosto lentamente com os olhos brilhando como chamas de uma lareira. – Eu destruo!
Scorpion ergueu as mãos formando diversas lanças de areia afiadas feito o metal mais puro, e a jogou em direção ao rosado. No entanto, no momento que as lanças acertaram sua pele, derreteram logo após a perfurarem, se tornando vidro líquido.
O espírito chocado demais para conseguir reagir, não conseguiu se prevenir a tempo do ataque do garoto que apenas usava as mãos socando cada parte do metal de sua roupa que apenas se derretia ficando disforme conforme os golpes o moldavam.
—Que porra está acontecendo? — Gray questiono enquanto segurava a loira nos braços a erguendo. Olhava embasbacado para a luta e em como o espírito parecia estar fracassando.
—Não sei, nunca vi o Natsu assim! — Erza estava da mesma forma assim como todos que presenciavam a luta. – Precisamos tirar Lucy daqui, ela precisa limpar o veneno da corrente sanguínea para acabar logo com isso, sinto que Natsu vai matar Scorpion.
—Acho que já é tarde! — arregalou os olhos olhando para o amigo que encarava a luta de longe e seguiu o seu olhar.
O corpo grande de Natsu era pequeno perto do espírito, no entanto, não parecia um problema enquanto ele estava sob o corpo de metal do animal o deformando a cada soco até que seus braços se ascenderam como duas chamas brilhantes e vermelhas.
—Puta merda, isso é fogo? — o moreno estava em choque demais para fazer algo além de apreciar com comoção a cena a sua frente.
As chamas se apossaram do corpo do espírito como se estivessem famintas para se alimentar de alguma carne pútrida. Aos poucos elas queimaram a armadura até chegar a pele do ser que gritou de modo ensurdecedor ao senti-las, feito brasas queimando sua pele até que o corroesse o suficiente para encontrar os ossos em algumas partes.
Tudo ficou em silêncio por alguns minutos, antes de Natsu erguer o rosto e observar o céu escuro sob sua cabeça. E ali ele viu ele mesmo, sombrio e aterrorizado, mas intocável.
Ergueu-se os braços para cima como se louvasse algo, e aos poucos a escuridão e tudo aquilo que a compunha iam sorrateiramente em seu corpo, se enroscando por volta de seu corpo antes de adentrar cada abertura de sua pele. Ele inspirou o ar, inalando a névoa escura para dentro de si assim como os lábios abertos se deleitando como em um manjar.
Os olhos castanhos da sereia se abriram com dificuldade e observou quando o portal era limpo de toda a escuridão, que agora estava se entrando em Natsu. O rosto se virou em sua direção, e os olhos vermelhos carregados de algo maligno fora a última coisa que viu antes de apagar por completo.
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—Impossível! — o cilindro escorregou de sua mão se espatifando ao chão, espalhando cacos por todo o chão.
O homem permanecerá em choque observando o lacrima acima da mesa, com a cena que ele ousou ser impossível ocorrer.
O lacrima havia sido destruído pouco depois do fogo tomar conta, porém, fora o suficiente para que o deixasse estupefato.
—Por acaso está velho demais para conseguir segurar as coisas? Sabe, sua magia negra não pode mantê-lo são apesar de forte. — Apenas ignorou o que Mard Geer dizia, o homem havia se empoleirado em seu navio desde que trouxera o elixir da imortalidade para análise.
—Ele…ele…- o homem de cabelos pretos apenas observou Purehito ou Hades como ele gostava de ser chamadao. Talvez o próprio Hades achasse insolência se soubesse.
—Está gago também? Realmente está velho! — sentou sobre a poltrona jogando seus pés sobre a mesa a qual balançou sobre o peso dos braços de Hades se chocando contra. Mard Geer por um lado apenas o observou com uma sobrancelha erguida.
—Aquele moleque destruiu o selo. – O homem se ergueu de supetão o olhando em choque. — Por alguns segundos, mas o fez!
—Como? Isso não é impossível? Magia de selo são poderosas o suficiente para ninguém além de quem os fez desfaça! – estava com os cabelos em pé apenas em imaginar com o que aconteceria se Zeref descobrisse, o inferno chegaria a terra com mais rapidez.
—Sim, ele não pode desfazê-lo e nem a sereia! — soou convicto, haviam poucas coisas que Hades não duvidava, e sua magia era uma delas. – Mas o tempo passa diferente nos portais, assim como o tempo tem uma dimensão diferente, talvez isso tenha desencadeado esse pequeno relapso.
—Relapso? Zeref vai se alimentar da gente vivo se descobrir disso seu maldito! — O homem lançou um olhar frio em sua direção, não se importava que o moreno fosse mais forte que ele, algumas coisas ele simplesmente não suportava.
E a burrice e a ignorância era uma delas, Purehito era um homem de extremo intelecto, por isso ele sempre estava a frente de todos.
—Aquela garota quebrou o tempo invertido do espírito, sabe o que é isso Mard Geer? A porra de um espaço aonde tudo acontece de forma diferente e lenta conforme o espírito controla, e ela saiu dele como se fosse apenas uma porta. – continuo falando seriamente enquanto observar o lacrima aonde alguns segundos passavam as cenas.- e aquele garoto, a trouxe de volta dele, o tempo acontecesse diferente para quem está fora, o que foram horas para ela, foram segundos para ele, mas ele não precisou de mais do que isso para trazê-la e ainda destruir o selo.
—Tá me dizendo que…- antes que o moreno continuasse, o outro prosseguiu sério o olhando.
— Que aquele dois são uma força da natureza que não deveria existir, e consequentemente incontrolável, e não obstante indestrutível. – Suspirou passando a mão em sua barba branca. – A única coisa certa para quando duas forças se chocam, é a morte!
Fim!
“Você não tem lugar para se esconder
E estou me sentindo como um vilão, estou faminta por dentro
Uma vez que olhar em meus olhos
Você estará correndo porque estou chegando
E vou te comer vivo”
—Ruelle-
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