Notas iniciais
Heey pessoal, tudo bem? Como prometido e seguindo o programado, mais um capitulo. Espero verdadeiramente que gostem! E cadê vocês meus leitores? tem alguém aqui? hehhe eu não gosto de ficar enchendo saco para pedir comentários, mas gostaria de saber se estão gostando. Eu sei que demoro para responder, mas sempre me alegro com eles. Boa leitura e qualquer erro e perdoem!

Capítulo LX

—Natsu!- fora quase impossível não soar entristecido ao observar o estado do amigo. O rosado não estava mais preso à cadeira, mas ainda permanecia preso as correntes. Sentado ao chão encostando as costas contra a parede, ergueu o rosto observando o gatinho passar por entre as grades com facilidade e sorriu.

—Olá Happy!- sorriu, porém, sem o costumeiro brilho e calor que emitia. Não pode deixar de notar como o amigo estava mais frigido e de semblante apático, e aquilo deixou o gato pensativo a respeito do que havia acontecido no meio tempo em que esteve fora.

—Me desculpe por te deixar Natsu!- o rosado sorriu ladino antes de negar com a cabeça. Os braços apoiados nos joelhos e em suas mãos girava uma espécie de anel de metal.

—Está tudo bem Happy!- soou sincero, mas o semblante culpado se manteve no gato. — obrigado por cuidar de Lucy e dos outros quando não pude fazê-lo!- apesar de discreto, havia certo tom amargo na voz do garoto. Como se culpasse por tudo que estava acontecendo.

—Ela está bem!- falou observando o olhar perdido do amigo, olhando a frente, com a cabeça em algum outro lugar que não fosse ali.

—Hum!- fora a única resposta do capitão, e o exceed ergueu uma sobrancelha observadora.

—Você está bem?- talvez fosse uma interrogação estúpida quando estava nítido como ele estava mal. Mas não se perdoaria por não questionar se o amigo precisava de si.

—Sim!- estava monossilábico, o completo oposto de como costumava ser com o pequeno amigo.

—Eu vou ficar com você Natsu!- atraiu a atenção do garoto para si. – e você vai estar melhor, e então, vamos todos juntos ao portal de Scorpion!- ergueu o dedão em um joia para o rosado, que acabou por sorrir com aquilo.

—Isso séria ótimo Happy!- abriu um sorriso pouco mais sincero ao bichano que pareceu satisfeito. Aos poucos, ele percebia o pouco de seu amigo ali. Natsu também estava lutando.

**

—Foram colher informações a respeito de Natsu?- o ruivo confirmou com o gato que assentiu mastigando seu peixe.

Ficara bastante tempo junto de seu amigo, antes de subir e repassar as informações ao mestre.

—O que poderiam conseguir em Alakitasia?- foi à vez de o loiro questionar com uma face de incompreensão. Sentado na poltrona, com as mãos no queixo e reflexivo, estava Makarov.

—Creio eu, que foram atrás do pai de Natsu!- após as falas do mestre, todos sem exceção o olharam em choque. Incluindo o gato que deixou o peixe cair na mesa.

—Mas Lucy sabe que Natsu jamais aceitaria isso!- o bichano refutou, na esperança de que o humano estivesse errado. Sabia que aquilo traria mais dor ao amigo.

—Situações difíceis, pedem medidas desesperadoras!- a resposta não lhe causou o conforto que esperava e apenas se sentou angustiado, nem mesmo o peixe lhe parecia tão atrativo.

—Eles podem conseguir alguma coisa estando com a sereia. – Gildarts cruzou os braços frente ao peitoral forte e observou o mapa da mesa. – mesmo que ele minta, ela conseguiria ver suas memórias.

—De qualquer forma, isso não pode acarretar negativamente ao pirralho?- o loiro questionou o que todos desejavam saber, entretanto, não obtiveram coragem de inquirir.

—Por isso deixaremos para dizer a ele quando voltarem, e de preferência com alguma resposta!- devolveu o mestre acalmando os ânimos dos presentes. – Natsu melhor do que ninguém sabe como é ter de fazer coisas que não se agrada para ajudar os amigos!

—Ele vai compreender, mesmo que seja difícil inicialmente. – completou a albina com seu jeito doce. – todos estão lutando arduamente, e nos também devemos fazer nossa parte, que é estar do lado dele!- Laxus se aproximou da namorada a beijando docemente na testa.

—Exatamente Mira!- o mestre soou mais animado, não poderiam perder as esperanças ou apenas focar nas coisas negativas. – Happy, não diga nada sobre isso ao Natsu!- o gato assentiu de prontidão.

Era deveras difícil esconder coisas de seu melhor amigo, ainda mais sendo tão apto a fuxico quanto Happy. Todavia, se esforçaria para proteger o amigo, em um momento como aquele, não era viável repassar informações que deixariam Natsu irritado. O que o amigo necessitava no momento, era de calma e a força dos amigos, para que se mantivesse sendo o mesmo de sempre. Ao menos até descobrirem a “cura” para aquele empecilho.

Caminharam aos seus lugares correspondentes, ficando somente o homem ruivo e o mestre que estava sentado, reflexivo na poltrona. Como Natsu estava indisposto, Makarov acabou por assumir temporariamente o posto de capitão, mas sem sobressair às ordens do rosado.

—Tem certeza que foram por esse motivo?- questionou Gildarts com os braços cruzados, observando o mais velho com curiosidade.

—Sim, tenho acompanhado os passos de Igneel por precaução!- devolveu desviando do olhar de surpresa do ruivo. – até aonde sabia, ele estava em Alakitasia, especificamente na cidade de Baltaz. – Assentiu digerindo as informações. – Lucy pode ter pedido que Sting usasse seus informantes para descobrir onde ele estaria. – deduziu pelas suas perspectivas do que a loira teria feito, por base de que Sting conhecia pessoas que sabiam quem era Igneel.

—Acha que podem ter conseguido alguma informação?- não disfarçou como estava ansioso com aquilo. Sua vontade era de seguir os amigos, no entanto, seria de mais utilidade ali.

—Creio que sim, Lucy é muito perspicaz e sempre estratégica em suas decisões, não as segue por base de emoções. – explicou seu ponto tirando por base a frieza das sereias em lidar com os acontecimentos. Sempre agiam racionalmente.

-Isso fora antes dela desenvolver sentimentos pelo garoto. – lembrou o ruivo que fez com que Makarov suspirasse cansado.

—Vamos pensar que ela não agiria prematuramente sem ter certeza, de que salvaria ele!- aquilo era algo que ele tinha como fato.

Não havia como duvidar dos olhos determinados que Lucy o olhou antes de partirem, e ele confiaria na jovem que aos poucos adentrou seu coração se tornando uma filha como os outros. E sabia que ela conseguiria.

**

Crocus

Não compreendia o porquê havia sido chamado naquele local, quando sua base principal era na cidade de Era. Entretanto, baseando-se nos últimos acontecimentos, estava trabalhando em todas as regiões do reino de Fiore.

O barulho da grande porta sendo aberta atraiu a atenção do homem que direcionou seu olhar da moeda que girava entre os dedos, para os que adentraram. Notou então, as pessoas que entraram a sala e se recordou de serem os que se denominaram como legião, soldados treinados por Zentopia para combater forças malignas, especificamente demônios e magia negra.

Não resistiu ao riso soprado que se mostrou nos lábios, desgostoso com aquilo. E ignorou o olhar de repreensão do amigo ao lado e observou os outros sentarem as cadeiras à frente. Logo a porta fora aberta novamente, e dessa vez era o rei de Fiore que adentrava o local com seu fiel escudeiro. Todos sem exceção se ergueram e realizaram uma reverência ao pequeno senhor que ergueu à mão, em um sinal que indicava que aceitava o cumprimento e que deveriam se erguer.

—Agradeço a presença de todos!- falou firme enquanto todos se sentavam novamente aos seus devidos lugares. Doranbolt observava tudo calado, não se sentia confortável na presença de ninguém ali além de seu parceiro. – e de suma importância que juntemos forças, para combater a desgraça que assola o reino. – a fala fez com que o moreno reagisse com uma careta, já imaginando o decorrer da reunião. – vamos conseguir vencer usando do conhecimento do bispo. – o pequeno homem a qual se encontrou uma vez realizou uma reverência após o rei, o indicar com a mão. – e com as forças e tropas do conselho. – indicou então a direção onde estava Ogre sentado duas cadeiras ao lado de Doranbolt. O homem realizou a mesma reverência antes de dar continuidade ao assunto.

—O conselho estará a sua disposição meu rei!- respondeu o homem com respeito na voz. O que fez com que o moreno fizesse uma careta no rosto em desagrado.

Havia entrado nas tropas do conselho, por que era uma organização independente que cuidava para que o reino se mantivesse em paz. E agora, ver o conselho submetido a um rei interesseiro, o deixava levemente irritado e frustrado com a situação. E distinto do sentimento do soldado, o rei sorriu satisfeito com as palavras do homem representante do conselho.

—Primeiramente iremos reunir informações para que encontremos algum padrão. – Arcadius o soldado do rei, falou atraindo a atenção dos demais. – estudaremos o modus operandi para identificar os elementos comuns, em crimes que podem ser desconexos, para que possamos deduzir quem está por trás e também descobrir quais são as potenciais vítimas. – depositou sobre a mesa uma pasta com vários arquivos. – como bem sabe, um é acidente. – colocou a foto do primeiro caso na mesa. – dois é coincidência. – do segundo caso. – três é padrão!- e então o terceiro caso contatado.

—Bispo, caso sejam os demônios os autores dos crimes, quais seriam suas vítimas?- Ogre questionou com a mão no queixo observando os vários arquivos sobre as mortes na cidade de Crocus.

—De certo, pessoas com emoções conflituosas, os quais são facilmente manipulados. – explicou o homem de túnica. – como depressão, e até mesmo pessoas com problemas familiares.

—Qualquer brecha sentimental é uma porta de entrada para eles!- finalizou o homem de cabelos brancos a qual segurava um cajado. Doranbolt o reconheceu como Byro o líder da legião.

— O que fizeram a essas pessoas para que ficassem assim?- questionou o moreno jogando os arquivos do conselho, com um retrato desenhado das vítimas.

—É conhecido como Katsuryoku, um ritual antigo que consiste em roubar a vitalidade de outros seres, para que o demônio possa se apossar por tempo indefinido no corpo do humano. – as palavras do bispo causaram um arrepio nos presentes, como se a sala houvesse se tornado um gelo. – contudo, é um ritual muito complexo, demônios pequenos não conseguem realizá-los.

—Isso não é uma boa notícia!- Lahar suspirou frustrado. Já o amigo, parecia bastante interessado no assunto.

—Dizem às lendas que os demônios eram seres que se formaram pelo caos, mas foram esquecidos por qualquer outra divindade. – começou o bispo atraindo a atenção dos demais. – os seres se formaram através de todas as coisas ruins, eles se fortaleciam cada vez que o mundo caia em desgraça e aos poucos adquirindo mais forças. Todavia, foram expulsos da terra pelos próprios Deuses a fim de manter o equilíbrio, afinal, se as pessoas desacreditavam nos Deuses por ocorrer apenas desgraças, parava de realizar orações e consequentemente os tornavam mais fracos. Era inaceitável que os seres desprezíveis obtivessem mais forças que as Divindades. – a atenção estava completa no pequeno homem de túnica e chapéu. – então, presos na parte mais profunda do tártaro, os demônio somente poderiam habitar a terra se possuíssem um corpo que não fosse astral, entretanto, demônios grandes, mais fortes, só conseguiriam sair se fossem invocados.

—Está me dizendo que tem alguém invocando essas merdas?- não disfarçou a insatisfação e o amigo tentou segurar Doranbolt para que não houvesse mais desacato. Afinal, Zentopia era uma organização independente, assim como o conselho, contudo, nem mesmo o conselho possuía jurisdição sobre eles.

— A questão é que não adianta tentar impedir os demônios quando tem alguém que os trará de volta. – Byro falou com firmeza ignorando o moreno de pavio curto. – já que demônios são seres imortais, mesmo que sejam mortos, voltam ao tártaro como se nada houvesse acontecido. – ergueu o queixo com superioridade antes de prosseguir. – devemos encontrar a pessoas que estão os chamando, e então, dar fim a essa infestação.

**

As moiras eram as três irmãs responsáveis pela personificação da condução dos destinos, tantos dos humanos quantos dos Deuses. Utilizando de seu tear mágico conhecido como roda da fortuna, elas controlavam o fio da vida de todos os seres, desde o nascimento até a morte.

Empunhavam respeito até mesmo nos Deuses, que mesmo que discordassem de suas ações, deveriam respeita-las, pois eram através delas que ocorria a existência da ordem no universo.

Segundo as lendas, as três irmãs habitavam uma espécie de caverna escura onde ficavam tecendo seu tear. Mesmo que os humanos soubessem com exatidão o local da caverna, jamais se aventurariam por lá, temendo que o fio do tear indicasse sua má sorte ou até mesmo a morte.

Contudo, alguns marujos se aventurariam pelo local, os sete em especifico sentados no bote relativamente grande. Adentravam um local de aparência estranha, com copas de árvores escuras e tortas tapando a visão do céu, a neblina ao redor formava uma névoa que impedia de enxergarem além do barco. A água a qual empurravam o bote era escura e pegajosa e por vezes algo se agarrava aos remos, os forçando a puxarem com brusquidão até que ficassem livres. Alguns sons inaudíveis eram possíveis de serem ouvidos de algum lugar daquele pântano.

Em um local, sem nome e sem qualquer tipo de ligação com qualquer reino, se encontrava o pântano que levava em direção a caverna das moiras. Como se aquele lugar em especifico fosse expulso pelos outros, e vivesse por si só ali.

—Não acredito que estamos fazendo isso!- Juvia falou após observar a água e notar uma espécie de vulto boiando. Abraçou o próprio corpo para afastar o arrepio que surgiu na pele.

—Elas são aquelas irmãs que só possuem um olho?- questionou Jellal a loira. Os quatro homens presentes estavam responsáveis por remar e levar o barco até o local. Haviam se separado da embarcação da Sabertooth apenas para irem às moiras, depois se encontrariam novamente. Já que o navio os esperava próximo dali.

—Não, essas são as Greais as quais são constantemente confundidas. – respondeu à loira. – as Greais possuem apenas um olho e dente a qual usam alternadamente, são as responsáveis por guardar o caminho que leva até a morada das gorgonas.

—Quem? – questionou Gajeel alheio a qualquer lenda ou mito. Seu conhecimento sobre história era quase nulo.

—Gorgonas!- respondeu a pequena azulada e recebeu um olhar de incompreensão do moreno. Suspirou revirando os olhos antes de responder. – são as três irmãs que possuíam serpentes na cabeça no lugar dos cabelos, e corpos cobertos por escamas, elas têm o poder de transformar aquele que olhar em seus olhos em pedra.

—Muito bem Levy-chan!- a loira sorriu para amiga que se sorriu tímida.

—Três irmãs novamente?- questionou Gray após constatar a coincidência das histórias. As duas deram de ombros, e quem respondera fora a ruiva que estava quieta até então.

—São as tríades da mitologia grega!- os olhos foram até si a qual direcionava um olhar para a mata densa. – o número três é um número sagrado para o povo grego, e não somente elas, mas possuem várias outros seres.

—Certamente!- concordou a loira, que após sentir um arrepio na espinha, virou-se enxergando um pouco mais a frente, a caverna. – vocês ficam aqui!- recebeu um olhar pasmo dos seis presentes, contudo, ignorou se levantando do bote. – é melhor que eu vá sozinha, para que não interpretem erroneamente nossa visita. — ditou sincera prendendo a arma de Hefesto no cinto, assim como o chicote. – as moiras não gostam de serem interrompidas sem motivo plausível.

—É perigoso!- Juviu falou o que todos sentiam naquele momento, mas a loira apenas sorriu calmamente.

—Está tudo bem!- falou na tentativa de tranquiliza-los. – elas não são tão horripilantes quanto pensam, é comum outros serem mitológicos pedirem favores. – falou sincera acalmando um pouco os amigos. – se formos todos juntos, pode causar uma reação negativa, já que elas não gostam de desordem.

—Tome cuidado!- a ruiva a encarou sereia a qual assentiu em concordância. – estaremos de prontidão!- concordou novamente antes de sair do bote.

Usou sua magia para andar sobre as águas, aonde nitidamente observava as almas que obtiveram o fio cortado, flutuarem até chegaram ao local das almas. Direto para o tártaro aonde seriam recebidas pelo Caronte, e então encaminhadas ao julgamento que decidiriam seus destinos.

Algumas almas passavam pelos portais para se prepararem para outra vida, ou pagarem seus pecados. E então, encaminhados ao campo Elísios conhecido como paraíso grego. Isso se alma fosse boa, outras apenas ficavam vagando pelo tártaro sofrendo as consequências de suas ações posteriores.

Os portais foram criados quando o tártaro pareceu ficar pequeno para abrigar a quantidade de almas perdidas, já que os humanos estavam cada vez mais propícios a seguirem caminhos perniciosos.

Adentrou a caverna escura, por baixo de seu solado barulhos de ossos se quebrando era ouvido. Como um aviso de que aquela caverna era o hábitat de quem estava no topo da cadeia alimentar. Porém, a sereia não se deixou abalar e caminhou mais para o fundo, tão escuro que era quase impossível ver o que estava frente. Ao fundo, um barulho agudo de uma roca girando era se ouvido, e mais a frente com uma pequena luz que os fios presos a rolos estampados na parede, poderiam oferecer, observou as três mulheres tecendo o fio de tom branco quase transparente.

Costumavam dizer que a roda do tear, representava a posição do indivíduo na vida, ou seja, o topo era uma parte privilegiada, enquanto a inferior não era. Era uma simbologia para os momentos de sorte e azar na vida dos seres.

—Quem está aí?- a roca parou, e as três mulheres de longos cabelos escuros se viraram aos poucos para observar quem era o intruso.

A aparência das moiras era como donzelas sombrias, com dedos finos, cumpridos e dentes longos. Deitaram a cabeça observando a sereia com os olhos negros nevoados.

—Lucy Heartfilia, sabíamos que viria até nós algum dia!- a outra falou de forma cantada, fazendo com que a sereia unisse a sobrancelha em incompreensão.

—Há apenas duas coisas as quais... — uma começou dizendo com a voz esganiçada.

—Você mais deseja saber... — a segunda completou, de altura um pouco mais baixa que as outras.

—O que aconteceu com sua mãe... — Lucy arregalou os olhos de tamanha que fora sua surpresa.

—E o que o seu amado é... — uma sempre completava a fala da outra, como se fossem uma pessoa.

—No entanto, só podemos lhe fornecer uma informação. — disseram em uníssono. A loira se viu perdida por alguns segundos, sua cabeça girava e o coração batia acelerado.

No entanto, mesmo que desejasse saber o que houve com sua mãe, não possuía em mãos o poder de alterar o passado, quanto poderia mudar o futuro se soubesse o que Natsu era. E entre o passado e o futuro, ela escolheria seu futuro. E ao erguer o rosto e observar as três mulheres encurvadas que a encaravam ansiosas, prosseguiu decidida.

—Desejo ter uma seção com Mayi Dragneel!- as mulheres sorriram com seus dentes compridos e a loira lançou a pequena bolsa recheada de dracmas, o qual as mulheres seguraram no ar.

Abriram a bolsa e sorriram satisfeitas quando observaram as moedas douradas brilhantes e voltaram à sereia.

—Trato feito!- esticou o braço para que a sereia caminhasse até o centro da caverna, aonde possuía uma pequena corrente de água. – sente- se aqui...

—A água é a ligação com a vida... — a outra completou, as vozes causavam arrepios em sua pele.

—E com ela você vai conseguir pisar no outro lado...- as três caminharam de volta a roca e observaram a sereia fechar os olhos e iniciar seu encantamento.

Concentrou-se nas imagens que havia visto na mente de Natsu, e tudo aquilo que ele dizia sobre a mãe. Pensou na ligação forte que possuíam, e no amor ao ponto da mulher entrar na frente dos murros do homem, para impedir de ferir o filho. E então, chamou por ela.

E assim que abriu os olhos, a sua frente, estava uma jovem de longos cabelos castanhos e olhos verdes. Algumas semelhanças deixavam implícito que eram parentes.

—Mayi?- falou baixo, ainda receosa quanto à reação da mulher à frente, porém, a mesma lhe forneceu um sorriso simpático.

—E quem é você minha jovem?- a mulher ainda era nova, e possuía traços que revelavam que perdera a vida muito cedo. Aquela constatação lhe causou um sentimento de pena e tristeza.

—Eu me chamo Lucy!- sorriu pequeno e respirou fundo antes de prosseguir, organizando bem as palavras que diria. – seu filho... — os olhos verdes a encararam com expectativa. – é alguém muito importante para mim, e eu gostaria de ajudá-lo, se me permitir. – a sereia até mesmo pensou que a mulher desconfiaria ou não diria nada, no entanto, se surpreendeu com as palavras ditas.

—O selo está se desfazendo, certo?- arregalou os olhos surpresa enquanto a mulher suspirou. O espectro observou suas mãos, tão pálidas e quase invisíveis. – não temos uma noção de tempo no mundo dos mortos, mas imagino que seja isso. – ergueu o rosto a loira novamente.

—Me diga como posso ajudá-lo!- falou sincera tentando conter a ansiedade. – ou melhor... Diga-me sobre o passado dele. — notou os olhos da mulher se tornarem opacos por algum segundo. – ele não é apenas humano, certo? – questionou baixo, ciente de que estava cavando em um local perigoso.

—Sim!- Mayi respirou fundo antes de prosseguir. – quando me casei com Igneel, pensei que nunca mais seria feliz novamente... Até que conheci um homem, ele era uma pessoa de poucas palavras, porém, me senti especial com ele e acabei me deitando com o mesmo. – abaixou a cabeça colocando os fios por detrás da orelha. – pouco tempo depois, eu me descobri grávida e me vi feliz novamente. – sorriu pequeno ao se recordar daquele momento. – mas quando a criança nasceu eu soube que ela era diferente, assim como Igneel percebeu não ser o pai, ele ficara possesso e descontava a raiva na criança. – suspirou forte, antes de prosseguir. – então, eu procurei pelo pai dele, mas não o encontrei apenas um de seus homens o qual me ajudou... E colocou o selo em Natsu, mas avisou que teria um tempo limitado. – olhou nos olhos castanhos da sereia. – eu tive sorte que não o mataram, pois caso o pai descobrisse de sua existência poderia mata-lo!

—Por quê?- questionou não compreendendo os motivos para tal maldade.

—Apenas me disseram que meu filho era um perigo a todos ao redor, foi à única justificativa que me forneceram. – soou frustrada. – o pai era um ser único e muito forte e poderia ver em Natsu uma ameaça. – arregalou os olhos castanhos. – Hades cuidou para que a parte fosse selada e ficasse escondido e protegido. – encarou com uma sobrancelha erguida, o nome lhe era familiar, mas não sabia onde poderia tê-lo ouvido.

—Quem é o pai dele?- questionou aquilo que lhe tanto martelava sua cabeça. E ao notar o corpo da mulher tremeluzir, temeu que não houvesse tempo o suficiente para descobrir, mas para a sua surpresa, a mulher dissera um nome antes de sumir.

—Zeref, o nome dele era Zeref!

Fim!

“Conta-me o teu passado e saberei o teu futuro.”

—Confúcio-

Notas finais
FIIIIM! Com algumas descobertas, Lucy descobriu de quem Natsu é filho heheheheh Aguardem para mais informações, o próximo está só taca o pau doido. Natsu já está ficando opaco e frio, como acham que ele vai reagir quando souber? Espero que tenham gostado, e domingo se Deus quiser sai o próximo kkk, caso ocorra algum problema, avisarei no insta. Mais uma vez obrigada e espero que tenha gostado do capitulo, como eu disse anteriormente, está entrando em um momento que vai abordar diferentes personagens. Beijocas e Arigatou! I.C.S