Le Banquet

22 Capítulo 21 - C'était ici


Notas iniciais
OLÁ! *estoura a champanhe* 100 comentários, é uma honra ter vocês comigo! Tenho um espacinho pra cada uma no meu coração.
Mais um e acaba, mas vamos pensar no hoje.
Paris, Paris...

A noite cai em Paris e Frank respira de novo o ar puro que a capital francesa exala. Gerard acabou por aceitar a viagem, depois de alguma persuasão. Fazia frio lá, e Frank estava tirando os lençóis que havia colocado em cima de seus móveis para que não estragassem quando deixou a cidade, pois sabia que iria voltar hora ou outra, e queria que seu apartamento ainda estivesse intacto, esperando por ele. Havia deixado Jubarte com sua mãe, que aceitou de bom grado o cachorro babão e dourado, que na verdade trazia muito felicidade ao que quer que fosse. Frank desejava passar mais horas com seu cãozinho, mas era difícil. Ultimamente estava se concentrando apenas em Gerard e no trabalho. Mas esperava que pudesse mudar essa história quando voltasse novamente à cidade que nunca dorme.

Gerard adentrou e deu de cara com um singelo sobrado completamente diferente com o qual Frank tinha em Nova Iorque. Quando tirou todos os panos brancos que conservava seus móveis, aquele lugar era novo. A casa cheirava a cravo e madeira, tudo era marrom, verde e vermelho. Talvez o lugar mais aconchegante que Gerard jamais havia visitado. Era como um lar. Por mais que fizesse frio, lá dentro era morno. O contrário da casa de Frank em Nova Iorque, que era moderna, com muito preto, branco e vermelho, alguns objetos extravagantes, ali era tudo simples.

Era um refúgio.

“E então?” Frank perguntou, com os olhos brilhantes, o coração pulsando forte nas têmporas. Tremia em antecipação.

“É lindo, Frankie. É muito diferente de Nova Iorque.”

“Eu sei. Eu acho que aqui tem outro clima, não conseguiria ter um apartamento como o de lá... Preciso te mostrar toda a casa, me acompanha?”

Gerard fez que sim.

Sim, queria ser absorvido por aquela casa que tinha tudo o que sempre desejou. Na sala, um sofá confortável e imenso, marrom. Uma televisão, um tapete felpudo, uma mesa de centro, uma lareira. Na cozinha, móveis de carvalho, os utensílios pretos e uma mesa grande, pois não tinha sala de jantar. Aquela não era uma casa impressionista, era um lugar confortável. Ainda no primeiro andar, Frank lhe mostrou um escritório que era mais como uma biblioteca, onde nem se conseguia enxergar as paredes, apenas estantes com livros e mais livros, do chão ao teto, uma mesa iluminada pela única grande janela do lugar, com uma cadeira de couro.

“Uau, Frankie.” Foi só o que conseguiu pronunciar.

Visitou o banheiro de Frank, que ao invés de uma banheira preta contava com uma branca, com pés de cobre, tudo contrário ao excêntrico apartamento que morava em Nova Iorque.

O quarto de Frank, em particular, era o lugar mais acolhedor da casa. A cama, também de madeira, como a maior parte da casa, tinha lençóis muito brancos e contava com uma colcha xadrez, as paredes num verde claro, dois criados-mudos e tudo aquilo cheirava à... Amor. Era surreal.

Frank o puxou para um beijo lento e apaixonado, as mãos fazendo carinhos leves em suas costas, que tinham um arrepio que corria desde seus pés, o provocando tudo aquilo que sentia quando estava junto à ele.

Enquanto beijava Frank com afinco, seus lábios trabalhando para dar a ele o mesmo que estava sentindo, quase se esquecia dos telefonemas cada vez mais frequentes de Penelope, que, sim, o queria de volta com todas as forças. Isso o deixava confuso e agitado. Estava confortável com Frank, mas algo lhe incomodava. A história inacabada com Penelope o deixava ainda preso à ela. Tinha que dar um ponto final para seguir sua vida com Frank.

Mas isso podia esperar.

Porque Frank desabotoava sua camisa ao passo que percorria a língua devagar contra seu peito, arrancando um gemido do fundo da garganta, suas mãos passeando nos cabelos macios de seu pequeno.

–x-

Agora eles estão no supermercado comprando as coisas que devem para a ceia de natal, como um casal apaixonado, que é o que eles são, na verdade.Você pode sentir inveja, tudo bem. Porque eles combinam como ninguém, com suas mãos entrelaçadas perfeitamente e sorrisos infantis tomando seus lábios, enquanto escolhiam o melhor peru de natal. Passeiam como se conhecessem um ao outro há décadas.

Suas mãos estão entrelaçadas.

Lá fora a neve começava a cair lentamente, como se estivesse em câmera lenta. Hoje era dia de suéteres natalinos, narizes vermelhos por conta do frio, chocolate quente e o próximo dia seria simplesmente uma das datas mais importantes para Frank: o natal. Então compraram o que deviam para a ceia do dia seguinte, indo para casa na neve, as mãos congelando. Ainda tinham que montar a árvore, e então tinham os passos largos e estavam ofegantes.

Frank estava ansioso.

Guardava em segredo, mas quando comprou o sobrado, o fez principalmente por conta do pinheiro enorme que ficava em frente à casa. O seu sonho era enfeitá-lo, mas só iria fazer isso quando tivesse alguém especial.

Achou que havia encontrado a pessoa perfeita para esse trabalho.

Enfeitaram o pinheiro em frente à casa de Frank com bolas muito coloridas e brilhantes, verdes, roxas, brancas, azuis e amarelas, Frank sempre sorrindo como uma criança, muito animado. Depois, colocaram uma inifinidade de luzes e ligaram a uma tomada que ficava próxima à arvore, na parede da varanda, posta ali justamente para momentos assim. Frank correu buscando uma câmera polaroide, e puxou Gerard para perto de si, eternizando o momento com duas fotos, uma para cada um, em frente a árvore, sorrindo feito loucos.

–x-

Frank cortava o peru, enquanto flocos de neve caiam do lado de fora da casa. Mal parecia, pois estava tudo aquecido por ali. A ceia foi feita por ele e Gerard, que fizeram como manda a tradição, assando o peru e fazendo as especiarias de natal. A guirlanda já estava na porta, e eles já estavam trajados com suéteres com renas e trenó.

Tudo estava indo perfeitamente bem.

Se não fosse a mensagem de texto no celular de Gerard pouco antes da ceia.

Dizia: “Feliz natal. Quero você de presente, embrulhado e com laço.”

Maldita.

Gerard a ignorou, como havia feito nos últimos tempos, mas era difícil, ela estava sempre se fazendo presente de forma ou outra, com ligações e telefonemas cheios de jogos e brincadeiras. Era difícil.

Frank parecia não se importar, ou não percebia que isso estava acontecendo com certa frequência. Não se pode dizer que ele não estava abalado ou com medo dessa situação, mas afinal, ele é Frank, certo? O que poderia abalar seu ego, sua segurança?

Depois de comer e estarem devidamente satisfeitos, deitaram no sofá com suas sobremesas, que obviamente Frank havia feito.

“Sabe, Gee. Tenho um presente.” Ele diz, olhos pesados depois de tanta comida e trabalho. Apesar de Gerard ter lavado a louça, ele foi quem mais teve afazeres durante o dia. E tinha facilidade em dormir, na verdade. Principalmente quando Gerard o acariciava os cabelos ou as costas. Era seu sonífero natural.

“Sério? Tenho algo pra você também!” Deixou de lado sua torta de pêssego para correr até o andar de cima, onde estava sua mala, e voltou em um segundo, fazendo Frank despertar. “Não é nada demais, você sabe... Comprei no supermercado ontem, escondido. Não tive tempo para comprar em Nova Iorque.” Falou, dando ombros.

“Tudo bem!”

“Vi que você tem vários livros, comprei um pra você. Espero que ainda não tenha esse.” Ele disse, entregando um pacote. Frank o abriu. Era O Apanhador no Campo de Centeio, um livro o qual tinha muito ouvido falar, mas nunca havia comprado. Um clássico.

“Oh! Obrigado, Gee!” Lhe disse, beijando o rosto repetidas vezes.

“Feliz natal, pequeno.”

“Feliz natal, boneca.” Falou, entregando uma pequena caixinha à Gerard. Era preta, de veludo.

“Alianças de compromisso?” Ergueu as sobrancelhas. “Não achei que estávamos nesse nível!” Disse rindo fraco, tendo medo de que Frank achasse que estivessem nesse nível, nunca antes tendo falado à respeito.

“Bobo. Abra.” Ordenou Frank somente. Gerard assentiu. E abriu.

Eram dois colares idênticos, e haviam dois pingentes em forma de cachorro.

“Ohn! Tem como ser mais gay?” Gerard zomba, tirando os colares com um sorriso grande sondando o rosto, se encaminhando para colocar o colar em Frank.

“Ah, pára. As mães carregam esses colares com os pingentes dos seus filhos, e Jubarte é o nosso. Nada mais justo.” Disse formando um bico nos lábios, falsamente chateado.

“É lindo. Obrigado.”

Gerard se sentia muito feliz ao lado de seu pequeno. O rodeou entre seus braços, de forma com que Frank ficou deitado sobre seu peito. Way beijou seus cabelos. Frank era lindo de todas as maneiras. Era carinhoso e atencioso. Era perfeito.

Mas porque ainda ficava confuso?


Notas finais
Ok, amanhã (ou depois) tem capítulo 22 e prólogo, vocês podem me dizer qual seria a melhor hora pra se postar? Um horário que vocês estejam aí, ou quase todos.
TÔ MUITO FELIZ COM ISSO AQUI ♥ Obrigado por sempre comentarem, estarem por aqui comigo, e acompanharem essa história até bem comum, mas que escrevo com muito cuidado pra vocês.