Le Banquet
3 Capítulo 2 - La Vie Quotidienne
Notas iniciais
Eu acho que é a partir desse capítulo que a história fica legal, vamos ver se vocês acham também.
Começou a vagar pela feira. Havia tempos que não o fazia, mas costumava dizer que é igual a andar de bicicleta, nunca se esquece. Como havia acordado às 6 da manhã para ir até lá, conseguiu os melhores vegetais, algumas frutas e legumes, apenas as coisas mais importantes para os pratos que gostava de fazer. Alguns temperos especiais, coisas que só ele ele sabia que combinavam, tudo para deixar seus pratos mais saborosos, pois sabia que o principal era entregue direto no restaurante, como as carnes, e também verduras e legumes.
Comprimentava tudo e todos por onde passava, e apostava que estava brilhando mais que o prórpio sol. Uma coisa que descobriremos em cada capítulo dessa história é o ego inabalável de Frank Iero. Ele conhecia cada centímetro de si (dentro e fora), e conseguia colocar isso em harmonia, coisa que pouquíssimas pessoas conseguem. Ele havia conquistado a si mesmo.
E agora cativava aos que estavam ao seu redor.
E, estando feliz como estava naquele dia levemente ensolarado, distribuiu mil sorrisos e elogios. Conseguiu tudo o que queria, do curry à pimenta especial, do mais bonito pêssego ao mais cheiroso manjericão. Quando se deu conta, já havia terminado as compras do dia e estava rumando ao restaurante. Chegou adiantado, sorridente e levemente ofegante.
Mas gostava de caminhar. Tinha um carro em sua garagem, que comprou quando voltou aos Estados Unidos, mas pouco usou. Não saía muito pela noite, para dar um descanso ao coração e à bunda, já falamos disso antes. E então aproveitava a sua disposição para caminhadas longas, ora suando pelo calor excessivo, ora gostando da brisa. Ainda não havia pego um dia de frio, mas gostava desses também, gostava de ficar com o nariz vermelho e os olhos lacrimejantes.
Encontrou Bob logo depois, e foi recebido por um abraço. Deu um beijo em sua bochecha – costume europeu -, e conversaram um pouco. O resto do pessoal chegaria depois, então Bob passou algumas informações cruciais para o sucesso de Frank, deu-lhe alguns nomes de clientes especiais e contou como gostavam de seus pratos, ensinou alguns truques da cozinha do restaurante e como lidar com os funcionários e explicou que enquanto Gerard não voltasse, ele estava apto a dar ordens aos funcionários da cozinha, mas quando voltasse, pediu que se lembrasse de agir como sub chefe e apenas dar o toque final aos pratos. Ele dizia isso com frequência.
Frank assentia, anotando tudo mentalmente.
Ao passo que a hora do almoço foi chegando e os funcionários também, os ingredientes-base já estavam todos prontos, e então os pedidos começaram a chegar.
Frank sentiu algo crescendo em seu estômago, uma quentura conhecida, a ânsia de cozinhar novamente. E então era como se estivesse ali há muitos anos, como se conhecesse aquelas pessoas e se sentisse confortável em dar ordens e cozinhar num local estranho.
“Jenny, essas batatas precisam de mais alguns minutos no forno, oui?”
“Bob, a carne já está no ponto,”
“Julian, limpe a bancada pra mim, por favor?”
E eles pareciam contentes em ter Frank ali. Durante o almoço, contou de alguns fatos da sua vida, perguntou sobre a vida deles, e foi simpático e atencioso, do modo que sempre foi. Ganhou logo de primeira o carinho dos cozinheiros, e, ao final do almoço recebeu um elogio importante.
George entrou na cozinha, sendo conhecido apenas pelas suas reclamações. Os funcionários tremeram e fizeram caretas, mas ele apenas perguntou:
“Onde está o chef?” O que foi uma surpresa, já que comia ali há alguns anos e nunca havia pedido pra falar com o chef. Era um milagre quando saía sem dizer nada, sem reclamações. Frank se apresentou prontamente. “Quero lhe agradecer pelo almoço do hoje. Alguns dos meus acionistas de Taiwan vieram aqui hoje, e ficaram encantados. Meus parabéns.” E estendeu a mão para um cumprimento.
Frank sentiu os olhos marejados e as mãos suarem frio. Era por isso que dedicou tanto tempo de sua vida dentro de uma cozinha. Esses elogios o faziam feliz como nenhuma outra coisa fazia. Sorriu largamente e estendeu a mão, agradecendo muito, enquanto todos olhavam espantados.
Quando George saiu, os funcionários fizeram uma leve comemoração, congratulando Frank, e já aguardando as próximas críticas, que seriam boas se continuassem como estavam.
Depois, Frank foi para sua casa ter um descanso, porque voltaria para o jantar. Não conseguia tirar sorriso do rosto e desacelerar o coração. Deitou no sofá, se perdeu em pensamentos. Estava infinitamente feliz. Contente com seu trabalho, sua vida americana, consigo mesmo. Cochilou por algumas horas.
Levantou e decidiu comprar um cachorro.
Foi até uma feira local, e decidiu por um Golden Retriever ainda filhote, que não parava de chamar a atenção se jogando contra as grades da gaiola em que estava, choroso. Era ainda muito pequeno, e a mulher que o cuidava explicou:
“A mãe o rejeitou, mas ele está muito novo, então está para doação. Possivelmente não sobreviverá sem a mãe, mas de qualquer forma...” Comentou com pesar.
Frank o levou sem pestanejar.
Iria chamá-lo de Jubarte (ele era rolicinho como uma baleia, explicaria mais tarde).
E ele não só não iria morrer, como se tornaria seu mais fiel amigo. Comprou todos os apetrechos necessários para o cuidado do animal, e foi para casa. Ficou cuidando do pequeno até a hora de ir ao trabalho, e o deixou em casa com sentimento de culpa.
O jantar foi muito proveitoso também. Dessa vez sem algum elogio especial, mas não poda exigir demais, não é? Pela noite, uma chuva fina caiu na cidade que nunca dorme, e então Frank teve que pedir carona. Quem o levou foi Bob, e este entrou para conhecer o filhote e conversar.
Bebericando vinho, depois de quase uma hora, Bob começou a contar a história de Gerard.
“Frank, sabe, preciso te dizer o porquê de Gerard estar assim. Não contei pra ninguém, mas agora estou meio bêbado, então preciso desabafar, você entende, não? Sendo assim, Gerard perdeu a esposa, e é por isso que não consegue mais cozinhar. Perdeu a paixão pela cozinha no momento em que foi deixado.”
“Agora entendo. A morte de alguém próximo deve causar esse tipo de coisa.”
“E quem disse que ela morreu? Ela só fugiu com um cara.”
“Oh.”
“Ele era maluco por ela. Uma pintora excêntrica. Maluca. E um dia ela foi embora, deixou só um bilhete. Gerard chorou por dias, e depois começou a ficar raivoso e mau-humorado. E agora, essa merda.”
E Bob dormiu. Frank se assustou porque foi quase como um desmaio. Dormiu no sofá de Frank, que ainda estava rindo quando o amigo fechou os olhos com um suspiro e caiu no sofá. Ele o ajeitou levemente, jogou uma manta sobre Bob, e decidiu ir para a cama e deixá-lo ali. Levou Jubarte consigo, mas não antes de lhe alimentar.
“Você vai sobreviver, garotão.” Falou para o cachorro. “Boa noite.”
Não sabia qual foi a última vez que havia dito boa noite para alguém. Estava contente por ter um amigo.
Notas finais
Ah, sim, eu estava esquecendo, eu imagino o Frank assim: http://data.whicdn.com/images/36489370/tumblr_m9nald4Roz1qbu3mvo1_500_large.gif (Talvez com o cabelo um pouco mais comprido e sem piercings, definitivamente.)
E além do mais, gosto de pensar que o Frankie e o Gee são meio "fashionistas" nessa fic, haha, viagem demais ou sim?
E vocês, em que fase imaginam ele?
xo
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