Leão do Inverno
45 Bônus — Q&A
Notas iniciais
Leoa:
Como surgiu a ideia para LDI?
Babi: Segundo a Toki, foi uma epifania. Ela, durante uma ceia de natal, se não me falha a memória, simplesmente imaginou uma história de amor entre gêmeas, onde uma morreria. E foi dessa forma que ela me apresentou o projeto, muito superficial, a princípio, e juntas fomos moldando até o momento de postar a fic. Eu aceitei logo de cara, porque, como dá pra ver pelos meus shipps e tudo o mais, tenho um fraco absurdo por incesto na ficção.
Julguem-me. ¯_(ツ)_/¯
DornishGirl:
Pergunta pra Alex: Você ainda fuma?
Samantha: Não. Ela largou esse hábito horrível. Não largou, Alex?
Alexandra: ... É-é. Claro- Claro que larguei.
Lovely Dragon:
Pro Thomas: Qual faculdade pretende fazer? Bora um multiplayer qualquer dia desses?
Thomas: Fui admitido em Arquitetura e Urbanismo em Oxford pouco antes da Alex acordar do coma. O gosto por projetos e desenhos foi uma das únicas coisas boas que herdei do meu pai.
Ethan: Além do dinheiro, os cabelos louros e o queixo quadrado, você quer dizer.
Thomas: Eu ouvi um rato passando por aqui ou é impressão minha? Bem, de qualquer forma, eu adoraria o multiplayer. O Fifa 2016 está muito bom. Você joga CoD?
DornishGirl:
Uma pergunta pra autora: vocês se considera fã da fic como a gente?
Babi: Sim! Acredito que porque os capítulos simplesmente fluem quando eu vou escrever, eu me sinto meio “ai meu Deus” quando eu finalmente paro para ler como ficou. Não que eu psicografe ou algo assim, mas às vezes eu ligo o “modo escritora” e só desligo no fim do capítulo. É comum eu escrever um capítulo inteiro de uma vez – umas sete ou dez páginas sem parar. Então quando acabo e leio, começo a surtar com as coisas que estão acontecendo. Além do mais, por ter sido uma história que eu compartilhei com a Toki, quando nós plotávamos os capítulos juntas e eu adotava as ideias dela, eu ficava meio “Senhor, eu não sei lidar com isso. Me segura que eu não tô passando bem.” Eu sou fã, e uma fã muito histérica, por sinal. (Lua em capricórnio, gente.)
WilloouWish:
Pergunta pra Alex: O que aconteceria se a Sam se apaixonasse realmente pela Belle ou pela namorada da Belle depois de você se lembrar das parada tudo?
Alexandra: Isso não aconteceria. Ela me ama. Nunca deixaria de me amar, muito menos para se apaixonar pela Belle. Mas caso acontecesse, eu estaria superaberta a um poliamor.
Samantha: Seria interessante.
Katherine: Alguém. Me tira. Daqui. Agora.
WilloouWish:
Pergunta pra autora: Seria uma opção viável a mãe delas ser uma lésbica enrustida que teve uma decepção amorosa no passado e por isso odeia homossexuais?
Katherine: Eu acho que não entendi muito bem a pergunta.
Babi: Seria uma hipótese engraçada, mas-
Katherine: Ela está supondo que eu seja degenerada?
Babi: É tudo uma questão de criação, mesmo. Nada de traum-
Katherine: COMO VOCÊ OUSA?!
Babi: Alex, você ainda tem algum daqueles seus calmantes aí na bolsa?
Lovely Dragon:
Pra Alex: O que mais gosta na Sam? Gosta de tomboys?
Alexandra: Eu amo tudo nela, não acredito que poderia escolher algo que mais gosto. Até a forma como ela respira ou umedece os lábios me fascina, entende? Como ela dorme, ou come, ou anda. É tudo tão maravilhoso e eu simplesmen-
Katherine: Pelo amor de Deus, só responda a próxima pergunta antes que eu enfie uma caneta na minha jugular!
Alexandra: Desculpe, mãe. E, hm, lamento, mas não muito. Apesar de que gostar de alguém vai muito além da aparência física, o que me atrai nas mulheres em geral é o fato de elas serem femininas. As curvas, o jeito, as roupas, a feminilidade em si me encanta e excita, entende? Não que tomboys não sejam mulheres, mas por elas terem um perfil divergente do estereótipo feminino, não me chamam a atenção.
poussey-accent-a-droite-bitch:
Pergunta pra Sam: O que a Alex faz na cama que deixa você mais descontrolada?
Samantha: Eu realmente preciso responder isso?
Alexandra: Ela gosta de ouvir coisas safad-
Samantha: A PERGUNTA FOI PARA MIM E EU ME RECUSO A RESPONDER. Próxima pergunta.
Lovely Dragon:
Pra Sam: A Alex fode bem? (TO RINDO MAS EU PRECISO SABER ISSO) Tem ideias de músicas autorais no piano?
Samantha: Sobre as músicas, sim. Assim que terminei meu estágio, gravei um CD com as minhas melodias na gravadora onde eu estava trabalhando. E, bem, sobre a Alex- E-eu- Que tipo de pergunta- Céus-
Evony: Ela fode absurdamente bem. Eu não sei que tipo de mágica há naquela língua, mas qu-
Samantha: A pergunta foi para mim!
Evony: Eu só estava te ajudando, querida.
Samantha: Alguém pode, por favor, tirar essa garota daqui?
FaberryBear:
Pergunta para as gêmeas: Na maioria das vezes, quem é que domina? (porque ficou bem equilibrado: antes a Alex era a ativa, mas depois a Sam resolveu dar uma de fêmea Alpha.)
Alexandra: É óbvio que sou eu quem domina. Sam é a delicada da relação.
Samantha: Eu tenho dedos de pianista. Pense nisso.
WilloouWish:
Para Evony: Porque Diabos você tem que ser tão filha da mãe, até mesmo quando não faz nada para ser filha da mãe?
Evony: Pergunta pra Senhorita Wasilewski aqui.
Babi: Ela é a dona da fic. Ela tem que causar, independente de qualquer coisa.
Samantha: Não vamos esquecer quem são as protagonistas, por favor.
Evony: Não vamos esquecer quem ganhou uma fanfic toda só pra ela, porque brilhava demais para ser coadjuvante.
Samantha: Não vamos esquecer que casal foi endgame.
Evony: Não vamos esquecer quem precisou aparecer só três vezes na história pra virar a rainha do mundo.
Samantha: Não vamos esqu-
Alexandra: PRÓXIMA PERGUNTA.
BiaFelix:
A pergunta que eu quero fazer pra Evony é "quando você vai me dar a famosa chance? Vamos sair pra, sei lá, tomar alguma coisa quem sabe A INICIATIVA PRA SE BEIJAR"
Evony:...
Evony:...
Evony:...
Babi: Cadê ela?
Alexandra: Foi atrás da garota.
DornishGirl:
Pergunta pra autora: Você pensa no "universo de fundo" da história ou apenas no que você põe nos capítulos? Você planeja as vidas dos outros personagens, por assim dizer? Você pensa no futuro deles após o fim da fic? Você pensa no que a Belle e a Emma (ou o Tom e a Via), estão fazendo enquanto eles não aparecem na história? Ou, resumindo a ideia, você é do tipo que pensa que a história é apenas o que os caracteres contam e que quando chega o último ponto final é como se tudo deixasse de existir ou que é como uma espiadinha num ponto específico de um mundo cheio de vida que pra você vai sempre existir?
Babi: Eu sou incapaz de não imaginar o cenário de fundo. De verdade, talvez por fazer personagens profundas demais, eu tenha necessidade de traçar, além do presente, um passado e um futuro. E quando se lida com uma história em que cada pessoa tem um papel a desempenhar, é impossível não pensar no que elas estão fazendo no momento em que outra cena está sendo desenvolvida – foi justamente o caso do Ethan e da Victoria, a Olivia enquanto Alexandra estava na Alemanha, Belle e Emma ficando noivas enquanto Sam tentava reconstruir aos poucos o espírito da Alex... Então, é, sempre vai ser um mundo cheio de vida pra mim, com infinitos caminhos e possibilidades.
Thomas: Então, hm, você pensa com frequência no que eu fico fazendo com a Olivia? ( ͡° ͜ʖ ͡°)
Lovely Dragon:
Pra Anabelle: (me come, por favor) Gosta de trabalhar como psicóloga? Pode me falar um detalhe apaixonante de Emma?
Anabelle: ~cof cof~ Eu adoro exercer a psicologia. Sinto que o fato de ajudar as pessoas a se entenderem me ajuda a encontrar meu lugar no mundo. A mente humana é fabulosa, sabe? Fascina-me. E, hm, sobre a Emma...
Emma: Querida, pense bem-
Anabelle: Ela é a criatura mais fofa do mundo quando acorda. Ela coça os olhos com as costas das mãos, como um bebê, e afasta as pálpebras bem devagar. Os olhos dela geralmente estão muito claros nas primeiras horas do dia e isso é encantador.
Emma: Hmpf.
Anabelle: E ela cora com elogios.
Swances:
Pergunta para Olivia: Você culpa a Alex por ter se viciado? Qual foi a parte mais difícil de ficar limpa outra vez?
Olivia: Antes, eu culpava. Não só a ela, mas ao meu pai, pela negligência, ao Harry, por ter me engravidado, e a qualquer pessoa que não fosse eu. Mas depois de um tempo eu percebi que ninguém era responsável pelo meu destino senão eu mesma. Foi justamente quando Thomas entrou na minha vida, e quando eu enfrentei a pior parte da reabilitação, que foi aceitar que eu tinha uma doença, e lutar a cada dia contra ela. Curar-se da dependência é impossível, mas você pode manter o vício sob controle. A parte mais difícil é viver um dia após o outro, pois a batalha é progressiva e interminável, e se você não tiver um alicerce, algo em que se apoiar – seja isso a religião, ou alguém que você ama, ou qualquer tipo de objetivo concreto – você fracassa.
LilithLockwood:
Pergunta pra autora: Qual foi sua inspiração pra fazer um romance desse tipo? Existe um pouco do seu pessoal nesse conto? Acha que um envolvimento entre irmãs ainda é visto de forma muito preconceituosa pelos leitores? Percebo que ambas são completamente diferentes uma da outra. Você aderiu partes de seu comportamento a cada uma das personagens, retratando cada lado seu ou foi apenas um lapso de momento e inspiração pra escrever a Obra?
Alexandra: Resumindo, você quer saber se ela também pega a irmã dela?
Babi: Fui criada como filha única, só pra deixar claro. Sobre o preconceito por parte dos leitores: eu acredito que haja muito, sim, porque, convenhamos, é um assunto absurdamente polêmico. Ainda que muitos sustentem a teoria de que “toda forma de amor é válida” isso se torna um assunto delicado quando falamos sobre irmãos em uma relação não-fraternal, algo que envolve, além da questão cultural, todo um lado ético-político.
Agora, a respeito da personalidade das gêmeas, eu acho que a Toki concorda que fui eu quem lapidou, embora tivéssemos decidido antes que elas seriam bem opostas. Então, sim, assim como em todas as personagens que eu crio, eu coloquei traços meus nelas. Pequenos detalhes, como tiques nervosos, alguns pensamentos característicos, frases que eu costumo usar... Essas coisas. Eu sou bem sincera quando digo que o que escrevo é parte de mim. Eu faço minhas horcruxes até mesmo nos cenários! (◕‿◕✿)
DornishGirl:
Pergunta pra autora: Alguém é seu alter ego ou era pra ser mas mudou conforme o andamento da história?
Babi: Acho “alter ego” meio forte para descrever, mas eu me identifico muito com a Alexandra. Mesmo. Em vários aspectos da vida dela, na rigidez e frieza parcial. Porém, depois que ela conseguiu finalmente se entender com a Samantha e acabou sendo transformada pelo amor dela, nossas personalidades começaram a divergir.
Gabriela Meneses:
Pergunta para a Emma: como você lida com a relação da Alex com a Belle?
Emma: Eu não acho que eu tenha que lidar com nada. Anabelle não nasceu quando eu entrei na vida dela, ela teve um passado e nesse passado Alexandra estava inserida, mas agora eu sou o presente e o futuro dela. Se ela quer manter a garota por perto, como amiga, vou aceitar, e tentar meu melhor para que a relação delas seja aprazível.
Alexandra: Delicada como uma tijolada na cara.
Anabelle: E ela continua tendo armas em casa, portanto guarde seus comentários para si.
Khaleesi:
Cerejas, qual foi o maior desafio em escrever essa fanfic?
Babi: Pra mim foi o enredo em si. Era banal, e eu não estou acostumada a nada banal. Quero dizer, em todas as minhas histórias, o romance era apenas um complemento para uma coisa muito maior e mais complexa. Em Leão do Inverno, o romance e a vida cotidiana das protagonistas é o foco principal, e foi muito complicado para mim, porque eu vejo esse estilo de história como algo um tanto insípido, sabe? Não tem guerras, ou lutas, ou conspirações. Não tem castelos, nem exércitos, muito menos bruxas e demônios. Foi um verdadeiro desafio, mesmo, mas eu gostei – tanto que fiz uma história quase normal para a Evony.
DornishGirl:
Por que esse número de palavras? É aleatório ou tem um significado?
Babi: Eu tenho TOC. É sério, eu sinto muita necessidade de deixar as coisas relacionadas a minha escrita muito bem organizadas, e embora algumas pessoas possam achar que isso impõe certos limites a criatividade, eu acho muito reconfortante. E, justamente por eu ter esse TOC, eu acabei dando um sentido pra esse “2.908”, que até pouco tempo era bem aleatório, mesmo. Meu número da sorte é sete, então:
(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧ 8 x 0 + 9 – 2 = 7 ✧゚・: *ヽ(◕ヮ◕ヽ)
Anabelle: Querida, você já pensou em recorrer a algum tipo de acompanhamento psicológico?
Aoi Tsui:
Pergunta para o Thomas: Você sabia que sua namora tinha crush na sua irmã?
Thomas: E como não ter, não é mesmo? (☞゚ヮ゚)☞ ☜(゚ヮ゚☜)
ElavadorCamren:
Pergunta para a Belle: Você não tinha medo de ser descoberta e denunciada quando se relacionava com a Alex? Você acha que conhecê-la psicologicamente influenciou no seu “poder de sedução”?
Anabelle: Sim, eu morria de medo, mas eu amei Alexandra de uma forma que jamais achava possível, até antes de conhecê-la. Ética e moral tornaram-se apenas palavras, então. O risco era válido, desde que eu pudesse ser o motivo daquele sorriso maravilhoso. Mas eu jamais utilizei da minha influência como psicóloga para seduzi-la. Pelo menos não intencional e conscientemente.
Alexandra: Olhe pras suas pernas. Quem precisa de influência como psicóloga quando se tem pernas assim?
Samantha: Alguém vai dormir no sofá, hoje.
Emma: Alguém vai dormir no Pronto Socorro, hoje.
Mary Sun:
Pergunta pra Katherine: Qual é o seu problema, mulher? Suas filhas são maravilhosas, a Alex nunca te fez nada, e mesmo você implica com ela só por causa da orientação sexual da menina? Seje menas.
Katherine: Levítico 18:22 “Não te deitarás com um homem como se deita com uma mulher. Isso é abominável!”.
Anabelle: Emma, querida, não! Guarde a arma! Guarde. Isso. Isso. Ótimo.
Lovely Dragon:
Pra Katherine: Moça, tu sofre viu. Já pensou em deixar os preconceitos de lado e voltar a ser uma família?
Katherine: Eu os amo, embora muitos duvidem disso, já que a autora fez questão de expor-me como o monstro da história. Talvez um dia eu aprenda a lidar com os defeitos deles, ou eles se redimam e resolvam arrepender-se de seus erros, mas por ora as feridas estão muito profundas e recentes. É muito difícil abdicar de suas convicções. É quase impossível mudar quando o que estão lhe pedindo para aceitar vai contra tudo o que você acredita.
Babi: Ela é de Leão. Ela nunca vai admitir que a errada da história é ela, gente.
DornishGirl:
Quando você começou a escrever você já sabia de tudo que ia acontecer ou foi criando conforme foi escrevendo? E se você já sabia, como é ler os comentários e ver nossas reações sendo que você já sabia como tudo ia acabar?
Babi: A princípio, o plot inicial era: “gêmeas apaixonadas. Uma morre, volta como fantasma, mas é impossibilitada de ressuscitar. A outra fica triste e se mata.” Foi o que a Toki me apresentou, mas eu a convenci (porque eu não sou uma assassina tão sangraria assim!) de não fazer isso. Então chegamos à conclusão de que elas terminariam juntas e “aparentemente” vivas. Era tudo o que tínhamos de concreto para seguir, o restante dos capítulos nós montávamos pouco antes de postar (embora já os imaginássemos em nossas cabeças).
Depois, quando a Toki não pôde mais continuar, eu tracei o restante da história num único dia.
Sobre ler os comentários e reagir as reações de vocês: é muito agoniante! Porque eu quero muito dizer o que vem em seguida, mas não posso. E, às vezes, quando vejo a revolta de vocês, torna-se frustrante, principalmente – a exemplo do final do Livro Um – quando as pessoas se decepcionam ou se chocam e ficam tão magoadas ou tristes que querem desistir da história. Isso me desanima muito, por não poder gritar que vai ficar tudo bem.
Black:
[...] Sabe aquela cena em que o garotinho, David, acorda, após anos congelado? (AI – Inteligência Artificial). Eu me lembro, ainda que não de maneira clara, do estado de torpor, [...] da sensação de profundo vazio ao vê-lo 'despertar'... Você pode esquecer o eventos, mas as cicatrizes continuarão lá, esperando, implorando, desejando, na esperança de que em algum momento, nesse curto espaço de uma vida, volte para nos aterrar. E elas voltarão.
Assistindo ontem ao filme, lembrei do capítulo em que o homem ruivo propõe à Alexandra o retorno à sua casa, à sua vida... E me lembro de ter sido exatamente essa a impressão quanto a sua volta: frio, vazio. Uma sensação que, ainda que prevista, se confirmou quando Samantha já não poderia reconhecê-la, sequer notá-la. [...]
Ainda que sob perspectivas diferentes, há, sobretudo, o desejo. O desejo de poder voltar pros braços daqueles que amamos. De viver 'antes que isso acabe.'
E se soubéssemos, assim como o pequeno David veio a descobrir? Se nos dissessem que, “uma vez que o caminho tempo-espaço de um indivíduo tivesse sido usado, ele não poderia ser reutilizado”? Voltaríamos? E se a nós fosse dado a chance de um último encontro? Um último beijo? Um último abraço? Fazer amor. O derradeiro amor. Como tornar esse punhado de horas eterno? Algumas perguntinhas pra essa escritora linda! Ou, se assim ela desejar, a essas gêmeas maravilhosas.
Alexandra: Eu voltaria. Um milhão de vezes, se fosse possível, ainda que soubesse que seria efêmero. Se Loki tivesse me dito, me contado quais eram as condições... Ainda assim, eu teria voltado. Talvez eu enlouquecesse por completo se ficasse lá por mais tempo, ou talvez apenas me tornasse apática gradativamente. Mas continuaria voltando, porque mesmo a mais pálida fagulha da fogueira que é o amor que eu sinto pela Samantha seria preferível à simples ausência dela. Eu voltaria, mesmo que fosse por apenas um dia, como foi com David. A mais simples, insignificante das migalhas desse sentimento que o destino me oferecesse, eu aceitaria, agradeceria, e guardaria comigo. Que ficasse gravado em mim, queimado em minha pele, como uma cicatriz, então. Ainda que doesse, ainda que ferisse e me matasse aos poucos, seria minha forma de fazer durar pela eternidade – de cavar, de cultivar essa lembrança, de torná-la imortal.
Luísa M. Carvalho:
Bárbara, eu ainda estou em dúvida. O Livro Um termina com a Alexandra morta, sendo enterrada. Ela foi velada e sepultada. Mas ela acordou de um coma no Livro Três e passou a acreditar que foi tudo algo de sua cabeça. Ela está certa em pensar assim? Aquilo tudo foi um projeto do coma? Ou ela realmente morreu e voltou? Eu acredito nas duas hipóteses da mesma forma e isso está me deixando louca.
Babi: Você já leu Dom Casmurro? Nessa obra, Machado de Assis deixa, no final, um mistério (talvez o maior de toda a literatura brasileira) que nos persegue até hoje: “Capitu traiu ou não Bentinho?”. Foi tudo coisa da cabeça delirante do nosso protagonista – inseguro por natureza –, ou ele realmente tinha motivos para desconfiar dela?
Em Leão do Inverno, eu tentei deixar a mesma questão no ar, de modo diferente, claro. Alexandra morreu ou não? Os Livros Três e Dois aconteceram, ou são apenas um delírio da cabeça dela? Ela ainda está em coma, sonhando? Ela está viva e louca? Ela está morta e presa num tormento cíclico? Kitty, o Leão das Winter, realmente salvou as duas dessa separação tão dramática que o destino impôs? Loki tornará a aparecer e destruirá tudo de novo? Será que, um dia desses, Alexandra irá abrir os olhos e ver-se novamente na Sala do Trono, prestes a ser lançada em outro plano? (Parte daí, das dúvidas, a instabilidade mental da Alex que eu tentei expor nos últimos capítulos.)
É algo que eu espero que os leitores interpretem. É um final que eu desejo que vocês suponham e acreditem por si só. Estou aberta a discussões, caso vocês precisem debater sobre isso, no entanto.
LilithLockwood:
Segunda temporada começa quando?
Babi: Bem, eu- Pessoal? Aonde vocês vão? Alex, por que você está correndo?
Samantha: Estamos indo embora antes que você resolva escrever mais e matar todos nós.
Anabelle: Adeus, pessoal! Foi um prazer conhecê-los.
Babi: Nossa... Okay, então. Deixem-me sozinha, mesmo, como se eu fosse um monstro. Ugh.
Mas, então, pessoal, muito obrigada mesmo por terem acompanhado até aqui. Espero que depois de todo o drama e tensão pelos quais os fiz passar, esse Q&A tenha descontraído e sanado algumas dúvidas.
Jamais serei capaz de expressar toda a minha gratidão para com todos vocês. Como eu canso de dizer, eu não seria uma autora se não houvesse leitores. Devo todo o sucesso da história a vocês. Cada palavra foi escrita com todo o carinho possível, justamente para retribuir esse amor que me é oferecido em tamanha quantidade.
Muito obrigada pela chance que me deram – que deram à fanfic, apesar de tudo. Obrigada por permitir que eu apresentasse a vocês um dos vários Universos que residem dentro de mim.
Infinitamente obrigada. Amo vocês, com tudo de mim.
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