Laços que nos Une.
3 Arco I: E.V.A - Capítulo 03
Notas iniciais
Eram exatamente sete horas da manhã quando Laxus desperta de seu sono. A madrugada discutindo uma estratégia com Erza, Gray e Mira foi devera cansativa, mas as horas que passou em claro eram necessárias já que o papel de um mestre vai muito além do que perder algumas horas de sono.
No fim do corredor do segundo andar da Guilda, localizava-se seu quarto, ainda deitado e olhando para o teto, refletia sobre tudo que discutiu com seus colegas, sobre o relato de Loke e sobre a decisão de contar ou não ao mestre da Sabertooth o que o espirito da constelação de leão falou. Por fim, decidiu manter essa informação para si até o momento em que a equipe responsável pela missão averiguasse o local e entrasse em contato relatando alguma descoberta.
Sentou-se à beira da sua enorme cama, olha para o lado esquerdo dela e solta um suspiro frustrado antes de se levantar para fazer sua higiene matinal. Aquela situação já o estava incomodando algum tempo. “ Ela fez de novo! ” Pensou antes de caminhar, completamente nu, para o banheiro afim de tomar um revigorante banho e se livrar do cansaço que ainda persistia, cansaço que se devia não somente ao fato das longas horas em debate com seus companheiros, mas também aos momentos que tivera com ela após todos deixarem o prédio da Guilda. Esse sim, de fato, foi o que roubou todas suas energias.
Minutos mais tarde, o mestre, devidamente vestido, deixa seu cômodo e caminha para o salão principal para fazer sua refeição. Descendo as escadas, percebe que o local tem a presença de uma única pessoal, talvez pelo horário ou por suas missões os outros membros ainda não haviam chegado ali.
– Ohayo, Mestre! – Mira o recebe com um lindo sorriso. No entanto, Laxus sentou-se em frente ao balcão com um semblante um tanto aborrecido. Ele encara a Strauss por uns instantes antes de falar qualquer coisa.
– Já disse para não me chamar de mestre, Mira. Principalmente quando estamos a sóis.
– Hai, hai. – Sorriu apenas. – Preparei seu café, espero que goste. – E depositou a sua frente uma bandeja com diversas comidas. Laxus não fala nada, solta mais uma vez aquele suspiro de frustração.
– Mira, quando isso vai acabar?
– Laxus...
– Tudo isso já está me fazendo perder a paciência. Estamos juntos a quase três meses e você quer manter segredo de todos? Porque?
– Já falamos sobre isso, Laxus. Por favor, espere mais um pouco!
– Você não imagina o quanto me aborrece quando passamos a noite juntos e ao acordar você não está mais lá.
– Sei sim, mas não podemos ser descobertos ainda. Por favor, espere até o trio da Raijinshuu retornar juntamente com o Elfmam. Preciso conversar com uma pessoa antes de qualquer um saber.
– Você acha que seu irmão possa não gostar do nosso namoro, Mira?
– Não falo dele. Francamente, Laxus, você nunca percebe os sentimentos ao seu redor?
– De quem você está falando?
– Falo de alguém que possa sair profundamente magoado com o nosso envolvimento. Não quero que nossa felicidade seja a infelicidade de outra pessoa. Por isso quero conversa com ela antes, entende?
– Tudo bem, vamos continuar do seu jeito.
Mirajane sorrir para ele de forma carinhosa antes de pegar umas louças e começar a seca-las, porém é interrompida quando Laxus se debruça por cima do balcão e a pega pelo antebraço. Ele a puxa carinhosamente para mais perto e lhe rouba um beijo. O ato começou com uns simples selinhos que se transformaram em beijos cálidos e urgentes. A garota, que fora pega de surpresa, agora corresponde à altura, esquecendo até mesmo do copo que secava e o derrubando ao chão.
– O que foi? – Ela pergunta quando ele se afasta rapidamente pegando sua bandeja para ir a uma das mesas do salão.
– Estou fazendo o que você pediu. Sendo discreto. Kinana e Lisanna se aproximam.
– Oh! – foi o único só que ela expressou.
Em questão de segundos, as garotas que ele havia dito surgem pela porta principal da Guilda. Conversavam e sorriam entre si até pararem em frente ao balcão onde Mirajane se encontrava.
– Ohayo, Mira-san, Mestre. – Kinana cumprimentou os dois que estavam ali
– Ohayo, Mira-nee, Mestre – Lisana fez o mesmo.
Laxus faz menção com a cabeça em resposta, já que naquele momento encontrava-se com a boca bem cheia de um pedaço de bolo.
– Ohayo, meninas. Porque estão tao cedo aqui? – Perguntou a Strauss mais velha.
– Vim mais sedo porque ainda não terminei de organizar o deposito de suprimentos da Guilda, Mira-san. Gomen, esqueci de avisar a você sobre isso. – Disse Kinana.
– Sem problemas, Kinana-san. Se precisar de ajuda e só me chamar. – Disse antes da colega entrar por uma porta.
– E você, Lisanna? Para que essa mochila aí, vai sair a trabalho? – Pergunta ao ver o acessório nas costas da irmã.
– Não. Para falar a verdade eu quero ir junto com o Natsu e os outros atrás das garotas da Sabertooth. – Disse empolgada. – Claro que o mestre precisa me autorizar para isso. – Direcionou-se ao Dreyer.
– A equipe já foi formada, Lisanna. Gomen. – Respondeu o mestre.
– Mas eu posso ser útil, sei disso.
– Lisanna, tudo ficou decidido nessa madrugada. Como a Raijinshuu*, Shadow Gear* e até mesmo Gazille, Lili e Juvia estão a mais de três meses atrás de pistas do paradeiro Mestre Makarove, os escolhidos para irem como equipe de apoio para a Time Natsu foi Max e Warren.
– Mas eu posso fazer parte dessa equipe de apoio, Mira-nee. Por favor! – Implorou a caçula.
– Gomen, Lisanna, mas já eles partiram. – Mirajane informa. – Erza passou por aqui as seis da manhã para informar que pegariam o primeiro trem, as seis e trinta. A essa hora eles já estão bem longe de Magnolia.
...
Já eram três da tarde quando o grupo de magos da Fairy Tail chegou a Verona, cidade onde ocorreu os desaparecimentos. A viagem durou bem mais do que eles estimavam, tiveram que trocar de trem duas vezes e por último alugar um veículo para chegarem ao seu destino. Isso foi um alivio para os dos dois Dragon Slayers, Natsu e Wendy, que passaram a viagem toda sentindo fortíssimos enjoos, mas já estavam se recuperando do mal-estar.
Horas antes, Erza e Gray havia explicado o que tinham planejado com o mestre durante a madrugada. A estratégia seria a seguinte: Erza, Gray, Natsu, Lucy e Wendy se dividiriam a procura de pista dentro da cidade com o apoio aéreo de Chales e Happy. Warren e Max estavam responsáveis por averigua a floresta que ficavam em volta. Porém, devido os desaparecimentos, ninguém estava permitido sair sem um acompanhante, então se dividiriam em três pares e um trio. Quatro dispositivos de comunicação via lacrima seria entregue entre eles para o caso de encontrarem algo ou acontecera alguma coisa. Durante a noite, fariam a roda em duas duplas dentro e fora da cidade e revezariam se necessário. Relatorias diárias eram para ser repassados ao mestre, que também tinha um dispositivo de comunicação. E o mais importante, voltarem sãos e salvos para Guilda.
Então assim que os Dragons Slayers se sentiram melhor, eles deram início à investigação. Chales e Happy voarão sobre o céu da cidade. Nastu e Lucy ficaram responsáveis pelo o norte e leste da cidade. Erza, Gray e Wendy com o sul e o oeste e Max e Warren com a floresta. Todos se encontrariam ao anoitecer em frente à prefeitura, localizada no centro da cidade. E assim as horas passaram, verificaram todas as ruas, prédios, casas e hospitais... e nada. Não encontraram absolutamente nada. Era como se todos estivessem evaporados, pois em algumas casas eles tiveram a impressão que famílias sumiram durante uma refeição já que as louças estavam postas além das comidas podres dentro das panelas.
No final do dia todos se reuniram no local combinado, conversaram um pouco e falaram o que viram, porem nada de suspeito. Gray sugeriu que procurassem um lugar onde pudessem preparar alguma comida, tomar um banho e que pudessem dormir depois. Todos concordaram e acharam uma casa confortável onde ainda havia eletricidade e comida estocada. Lucy ficou encarregada de preparar os enlatados que tinham encontrado na dispensa da casa enquanto os rapazes tomavam banho e Erza tentava se comunicar com a Guilda.
Na cozinha, Lucy estava apreensiva sobre não ter tido sucesso nesse primeiro dia de busca. Perguntava-se onde as garotas da Sabertooth podiam estar e se estavam bem, assim como todos os moradores da cidade. Outra coisa que a deixava pensando era o fato de ter acordado ao lado de seu companheiro de equipe.
“ Ele fica tão bonito enquanto dorme, nem parece o rapaz peralta que é. Oh! O que estou pensando? Se concentra Lucy! ”
– Está tudo bem, Lucy-san? Seu rosto esta vermelho!
– Wendy, nem vi você chegar. – Falou meio assustada. — Estou bem sim.
– Vim perguntar se você já terminou, os rapazes saíram do banho então podemos ir agora. – Sorrio alegre com a ideia de poder tomar um banho depois do longo dia que tiveram.
O banho foi calmo e refrescante para as garotas da Guilda, apesar do espaço ser pequeno. Logo após todas se trocaram ali mesmo para evitar possíveis constrangimentos e depois se juntaram aos rapazes para a refeição.
– Certo. Estava delicioso, Lucy. – Elogio Erza.
– Mas não fiz grandes coisas, já que tudo eram enlatados. – Sorriu constrangida.
– Não desmereça o que fez. – A ruiva falou seria.
– H-hai.
– Otimo! Agora vamos começar a fazer as rondas. Natsu, você fica aqui com Wendy, Charles, Happy e Lucy. Max e Warren vão na direção do litoral enquanto Gray e eu vamos patrulhar a cidade. – Disse já se pondo em prontidão
– Porque eu tenho que ficar enquanto a cueca de gelo vai? – Natsu pergunta.
– O que você disse, olhos puxados? – Gray se põe a frente dele pronto para briga.
– Parem vocês dois! – Erza interfere de forma rígida, deixando os dois com um medo mortal dela.
– H-hai, Erza-sama. – Falam ao mesmo tempo em que se abraçam.
– E vocês? – A maga ruiva falava agora com os outros dois rapazes. – Tem alguma coisa para reclamar também?
– N-não, Erza-sama.
– Então vamos. Qualquer coisa usaremos os dispositivos de comunicação para nos falarmos.
– Boa sorte e tenham cuidado. – Desejou a Dragon Slayer do Ar às duplas que estavam de saída.
Assim que eles partiram para as rondas, Lucy pedi a ajuda de Wendy, Happy e Charles para tirarem os móveis daquela sala. A loira pretendia fazer daquele cômodo o dormitório dele. Eles arrastaram a mesinha de centro, as poltronas e outros objetos para próximo a parede enquanto isso, Natsu estava em um canto da sala sentado ao chão chateado por Erza não o levar para patrulha.
– Que droga! Eu queria ter ido com eles.
– Para de reclamar, Natsu! Foi bom você ficar aqui para o caso de acontecer alguma coisa. – A Exceed falou enquanto levava os sacos de dormir para o centro da sala.
– Ei, Charles! Sabia que Natsu e eu dormimos na casa da Luce? – Happy falou de forma suspeita e chamando a atenção de todos ali.
– Isso não é novidade nenhuma. Vocês vivem invadindo o apartamento dela e dormindo sem permissão. – Respondeu sem surpresa.
– Mas é que dessa vez eles estavam na mesma cama abraçadinhos. – A malicia na voz do Exceed azul deixou não só Charles surpresa como deixou Wendy constrangida por esta ouvindo sobre a intimidade dos amigos e Lucy soltando fumaça pelo nariz. Já Natsu olha para outro lado como se não tivesse ouvido nada. — Eles se goxxxxtam!
– Oh, isso é novidade! – Charles comenta.
Nesse momento Lucy começa a correr atrás do felino fazendo ameaças de mortes enquanto Happy suplica ajuda do companheiro, mas para infelicidade dele, Natsu encontrava-se meio perdido em pensamento. O comentário de Happy o leva de volta ao apartamento da companheira de equipe. Pensava nos momentos que passou a observando dormir ou nas horas em que acordava para verificar se estava bem. Mas o que ele não parava de pensar era dos braços dela envolta do seu corpo. Ela com certeza o abraçou involuntariamente, contudo, ele sentiu algo tão bom naquele tipo de contato e de tê-la sob seu peito que preferiu ficar daquele jeito mais uns minutos antes de se levantar para se preparar para a viagem.
“E eu pensando que ela iria acordar aos gritos e pronta para me dá um soco. ”

Sorriu com a lembrança do momento em que ela acordou e se viu abraçada a ele. Natsu decidiu continuar de olhos fechados quando Lucy começava a despertar. Ele pode sentir a respiração e os batimentos dela acelerar rapidamente além do aumento da sua temperatura. “Com certeza ela ficou corada. ” Mas o que o surpreendeu foi que ela preferiu ficar deitada sobre seu peito ao invés de sair e brigar com ele por ter dormido em sua cama. Poderiam ter ficado mais tempo daquele jeito se não fosse pelo seu companheiro ter acordado naquele momento também e fazer comentários desnecessários. “ Os jovens de hoje não perdem tempo. Depois de ouvir aquilo Lucy deu um grito e o empurrou para fora da cama.
“Realmente ela é estranha! ”
Natsu já ia falar para Lucy, que naquele estava puxando os bigodes do Exceed, para deixa-lo em paz quando se põe em alerta.
– Natsu-san! – Wendy o chama apreensiva.
– Sim, estou sentindo. – Falou
– Natsu, o que foi? – Lucy faz a pergunta preocupada.
– Uma pressão magica muito forte se aproxima. – Respondeu.
– De que direção está vindo? – Quis saber a maga celestial que já se preparava para um possível combate.
– De todas as direções. – Respondeu confuso.
Todos estavam confusos e em alerta pois se um inimigo estava pronto para atacar eles não podiam ficar de guarda baixa. Fizeram um círculo no centro da sala um de costa para o outro, Charles já estava em sua forma humana. Lucy segurava seu chicote enquanto Wendy e Natsu tentavam escutar qualquer tipo de movimento próximo a eles. Porém, foi Happy que viu algo estranho.
– O QUE É ISSO??? – Gritou assustando a todos.
Uma densa neblina vermelha surgia do chão sorrateiramente.
...
– Mais rapido Gray! Essa neblina está por toda a cidade. Precisamos encontrar os outro.
Erza e Gray corriam pelas vielas da cidade em direção a casa onde estavam antes. A neblina parecia estar ganhando altura a cada segundo e a ruiva tinha um pressentimento ruim sobre aquilo.
Assim que viraram a esquina eles puderam ver a casa. Erza que corria a frente do mago do gelo conseguiu chegar primeiro a residência e estava pronta para abrir a porta quando ouvi o som de algo caindo. A ruiva olha para atrás a tempo de ver o corpo do amigo caído logo à suas costas e a neblina o cobrindo.
– GRAAAYYY! – Grita em desespero antes de sentir-se fraca e perder a consciência também.
...
Na parte litorânea de Verona, Max e Warren corria contra a neblina fazendo o caminho reverso da casa pois todas as ruas estavam tomadas e não tinha nenhum caminho seguro ate la. O nevoeiro avança cada vez mais, era como se os seguissem. Eles não paravam de pensar nos outros companheiros, mas torciam para estarem bem.
– Droga, esta nos alcançando. – Disse Max.
– Vamos para as docas, é o único lugar livre dessa neblina. – Sugeriu Warren.
Entao forçaram seus corpos a correrem mais rápidos, pois tinha medo da nevoa ser venenosa. Chegaram as docas onde tinham vários barcos atracados no posto.
– Ela ainda se aproxima, Warren!
– Não tem outro jeito. Vamos ter que pular no mar. – Sugeriu quando se viram encurralados.
A neblina estava a um metro deles quando saltaram da passarela para o mar. Por sorte os dois sabia nadar e recuaram mais alguns metros dali indo para áreas mais profundas. A neblina não avançou mais, contudo ela permaneceu ali. Os dois rapazes puderam ver, graças a luminosidade da lua cheia, que a cidade toda estava tomada por aquela estranha neblina vermelha.
– Será que o pessoal está bem? – Perguntou Warren.
– Droga, o aparelho não está funcionando. Da próxima vez cria um aprova d’agua, seu idiota. – Esbravejou.
– Calma, vou tentar falar com eles telepaticamente.
Warren leva uma mão a sua têmpora direita e se concentra por alguns segundos. Max fica observando o amigo até ver seu semblante passar de concentrado para preocupado.
– O que houve, Warren?
– Não consigo encontra Erza e os outro. – Falou. – Espera, encontrei o Natsu.
– Que bom. – Max fica mais aliviado ao ouvir isso.
– O q-que é isso? A consciência do Natsu está desaparecendo.
– Como assim seu idiota, tenta falar com ele logo.
– S-sumiu... N-Natsu e os outros sumiram.
Continua...
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