Laços de Sangue

10 Emoções perigosas


Dylan acordou sentindo cheiro de café, o que era um pouco incomum, já que a maioria dos moradores da casa atualmente eram vampiros. Ele desceu as escadas apenas com uma camisa e uma calça de moletom, o cabelo totalmente bagunçado por ter acabado de acordar e rosto ainda um pouco sonolento.

O que já era minimamente estranho, ficou pior ainda ao constatar que só Madeline estava na cozinha. Assim que o viu, a loira sorriu docemente.

Isso não era estranho. Maddie na maioria das vezes estava sempre de bom humor.

—Bom dia, Dylan. — desejou com um sorriso, o fazendo rir consigo mesmo tentando imaginar em quem estaria de bom humor em um domingo de manhã.

—Século ruim, princesa. — retribuiu, com um pequeno sorriso de canto.

Em algum tempo de convivência durante os 6 anos em que se conheciam, Dylan acabou se acostumando a chamá-la com esse apelido carinhoso. Mesmo após a loira anunciar que estava namorando, ele não parou de chamá-la assim já que a mesma não demonstrou nenhum desconforto. Obviamente, esse tipo de tratamento só acontecia quando eles dois estavam sozinhos.

Ao seu ver, nem mesmo Charlie sabia disso. E por um momento Dylan tentou imaginar a reação da ruiva se ele a chamasse assim. Provavelmente ela riria já que esse tipo de apelido não se enquadra a ela. Já duquesa, sim.

—Está mau humorado por que Charlie dormiu com o Christian ontem? — perguntou meio incerta, oferecendo uma xícara com café.

Dylan achava isso extremamente fofo em Maddie. Ela nunca falava transar ou sexo por considerar muito vulgar.

O caçador riu sem humor, pegando a xícara e sentando em uma das banquetas do balcão.

Para dois vampiros, Charlie e Christian não são nada discretos.

—Maddie, eu sirvo de bolsa de sangue e máquina de sexo pra uma vampira com mais de 350 anos que é completamente apaixonada por um vampiro morto em mil seiscentos e bolinha. — falou com sarcasmo. — Acho que posso lidar com isso. —

A loira apenas riu bebendo um gole do café em sua xícara.

Dylan notou que a mesa da cozinha estava postas para um café da manhã. Tinha waffles, ovos e bacon.

—Você quem preparou? — questionou, vendo ela assentir.

—Eu preparei mais especialmente para o Caleb já que toda que vez que dormimos aqui ele acorda reclamando que não tem nada para comer além de sangue. —

Dylan riu um pouco, sabendo que isso é exatamente o que o amigo diria.

—Mas se quiser comer, fique a vontade. Eu faço mais depois. — ofereceu, vendo o caçador balançar a cabeça.

—Não, eu vou ficar só no café. Obrigado, princesa. — sorriu.

Dylan levou a xícara até seus lábios e bebeu um gole do café, sentindo seu corpo finalmente acordar quando sentiu o gosto amargo e quente descer pela garganta.

—Então… como vai o seu relacionamento? Hardin, não é? — arqueou a sobrancelha tentando lembrar.

Ele tinha consciência de que a amiga namorava com ele já fazia um ano e alguns meses, mas… o cara é um completo idiota então por que se dar ao trabalho de lembrar seu nome com certeza? Nem mesmo Charlotte o chamava pelo nome. Era sempre: "namorado idiota, namorado babaca ou humano desprezível"

Madeline sorriu um pouco envergonhada.

—Tudo normal. Normal demais… — murmurou, fazendo-o dar uma risada nasalada.

—Não me surpreende uma bruxa chamando outra pessoa de normal. — falou, vendo-a apenas sorrir.

—Hum… Dylan, posso perguntar uma coisa? — ela indagou, deixando sua xícara sobre o balcão e juntando as mãos.

—Claro. — respondeu, bebendo mais um gole do café.

—Você gosta da Charlie? —

A pergunta o pegou de surpresa, quase o fazendo engasgar com o café.

—O que? Não! Claro que não! — negou ainda surpreso. — Princesa, a única coisa que eu sinto pela Charlie é amizade. Acho que se tivesse mais tensão sexual causada por testosterona em volta dela, essa casa ia explodir! — falou, o que a fez rir e baixar o olhar envergonhada.

O caçador espremeu os olhos e seus lábios se curvaram em um sorriso malicioso. —Você e seu namorado já… sabe? — perguntou, fazendo gestos com a mão.

Madeline arregalou os olhos.

—Não! Quer dizer… eu ainda não me senti preparada para isso. — confessou. — Não que ele não tenha tentado, mas… — ela se calou, fazendo Dylan sorrir e levantar, aproximando-se dela.

—Princesa, você não tem que se sentir forçada a nada. Se ele realmente gostar de você, vai respeitar seu tempo. — falou, segurando suas mãos. — Além do mais, qualquer coisa use um feitiço nele que o faça bater a cabeça com tanta força que não lembre do que o atingiu. —

Madeline riu, soltando suas mãos das dele apenas para abraçá-lo pela cintura.

—Obrigada. — disse com a voz abafada, e após alguns segundos Dylan a abraçou de volta, aspirando seu cheiro doce de baunilha.

—Sabe que eu sempre vou estar aqui, não é? — sussurrou entre seus cabelos loiros, como se Madeline precisasse ouvir isso e ela realmente precisava.

A loira se afastou um pouco, encarando os olhos castanhos de Dylan com os seus olhos azuis.

—Estou contando com isso. — sussurrou de volta.

Dylan sorriu, direcionando seu olhar para os lábios rosados da bruxa e constando o quão linda ela era. Sentia-se um idiota por nunca ter percebido isso até ela começar a namorar com babaca estudante de Direito.

Madeline alternava de vez em quando o olhar entre os olhos e boca de Dylan, e o caçador sentia seu corpo cada vez mais quente. A prova disso foi quando viu a língua dela passando, inconscientemente, no lábio inferior.

Aquilo foi o seu estopim e ele rapidamente subiu suas mãos para o pescoço de Maddie e a puxou para si.

Seus lábios encaixaram-se como duas peças de um quebra-cabeça perfeito. Dylan sentiu as mãos delicadas da loira subirem até seus cabelos, puxando-os delicadamente. Isso o levou a encostá-la no balcão da cozinha e descer suas mãos para cintura e perna dela.

No andar de cima, Charlotte e Christian saiam do quarto, mas assim que a ruiva viu o que estava acontecendo na sua cozinha, girou nos calcanhares e tampou a boca do Garcia, o empurrando de volta para o quarto sobre um olhar confuso.

Alguns segundos depois, Dylan sentiu uma forte dor na cabeça, o levando a agonizar de dor e levar as mãos até ela, caindo de joelhos no chão logo em seguida. E tão rápido como chegou, ela se foi.

Ele olhou para Maddie que tinha um olhar assustado. Suas mãos estavam segurando o balcão com tanta força que os nós dos seus dedos estavam brancos.

—Me desculpe. — ela pediu, sem olhar para o amigo.

Dylan levantou lentamente, usando o balcão como apoio.

—Tudo bem. Eu que não devia ter feito o que fiz. —

A Martínez desencostou do balcão e ficou de frente para o caçador que tentava entender o que ela estava fazendo. Então, sem mais nem menos, ela desferiu um tapa em seu rosto.

—Madeline! Por que fez isso? — perguntou com a mão no rosto, embora ele soubesse a resposta.

—Isso foi por me beijar sabendo que tenho namorado. — respondeu.

Foi aí que, do nada novamente, ela deu um passo à frente e o beijou, deixando-o um pouco confuso, mas mesmo assim retribuiu o beijo dela.

—E isso é porque você beija muito bem. — sussurrou, um pouco ofegante.

Então Madeline saiu da sala, deixando um Dylan levemente confuso na cozinha. Mesmo assim, ele sorriu.

***

—O cheiro está bom. — Charlie comentou, descendo as escadas acompanhada de Christian.

—Eu sou um master chef, Charlie. Claro que o cheiro está bom. — sorriu para a ruiva, beijando sua bochecha. — Bom dia. —

—Bom dia. — os dois vampiros responderam, sentando na mesa da cozinha junto a Caleb que se empanturrava de waffles. — Minha nossa, quer morrer engasgado? — murmurou, o encarando. Ele apenas ignorou a ruiva, comendo mais waffles. — Cadê a Maddie? — Charlotte perguntou como quem não queria nada, servindo-se de café e ouvindo um suspiro pesado de Dylan.

—Está com o namorado idiota. — respondeu, virando a panqueca.

—Nossa. Já foi trocado pelo babaca? — Chris indagou, recebendo um franzir de sobrancelhas do caçador.

—Christian! — Charlie repreendeu, dando uma cotovelada em suas costelas.

—O que? Você disse que queria ouvir dele sobre o que aconteceu e assim é mais rápido. — justificou. — Ele não iria contar por conta própria. Pelo menos não enquanto você e ele não estivessem sozinhos. —

—Vocês estavam ouvindo? Charlie, onde está minha privacidade? —

—Não! A gente não estava ouvindo! — esclareceu. — Não o início, pelo menos. Estávamos saindo do quarto quando eu vi o que estava acontecendo, voltamos para o quarto sem fazer barulho e eu juro que tentei não ouvir, mas eu torço por isso desde que vocês se conheceram. — sorriu, demonstrando que realmente estava feliz pelo beijo dos amigos. — Eu quero saber tudinho. Me conta. — pediu, colocando seus pés na cadeira e abraçando seus joelhos.

—Céus. Você parece uma adolescente. — Dylan balançou a cabeça, voltando a preparar as panquecas.

—Ei, os costumes do século XVII não me permitiam ser assim. Então dá um desconto. — respondeu.

O som de uma foto sendo tirada chamou a atenção de Charlotte. Ao virar o rosto na direção do som, viu Caleb com um celular na mão.

—Caleb! —

—Desculpa, ruivinha, mas Christian disse que ia me dar os waffles dele se eu tirasse uma foto sua assim. — se desculpou, devolvendo o celular ao vampiro que fez a troca com um prato com alguns waffles.

—Não me culpe, você estava fofa. — falou, virando o celular para mostrar a foto a ela.

—E feia. — disse, esticando o braço para pegar o aparelho, mas Chris o afastou do alcance. — Eu acabei de acordar, qual é. —

—Você não conseguiria ser feia nem se quisesse. — piscou para ela, guardando o celular no bolso da calça moletom.

Charlotte revirou os olhos, mas deixou a foto de lado por hora voltando a encarar o amigo caçador que colocava um prato com várias panquecas na mesa a frente da ruiva. Dylan fingiu que não estava sendo encarado por uma vampira de 376 anos curiosa sobre um beijo de amigos que não era para ter acontecido.

—Meu trabalho aqui acabou. — Caleb falou, acabando de beber o resto do suco de laranja do seu copo. — Vou tomar um banho enquanto vocês fofocam sobre o beijo da Maddie e do Dylan. — sorriu, levantando.

—Filho da mãe. Você viu? —

—Claro, cara. Eu dormi no sofá. — respondeu rindo, caminhando até a escada. — E o som do tapa que ela te deu deve ter acordado todos os vampiros dessa casa. —

E então sumiu no andar de cima.

—Mereço. — murmurou.

—Vai, Dylan, conversa comigo. Sou ótima em dar conselhos amorosos. — Charlie sorriu, derramando calda sobre suas panquecas. — O Chris não irá sair falando seus podres para toda a cidade, não se preocupe. — falou, quando notou o amigo encarar o vampiro ao seu lado.

—Não senti confiança. —

—Chris. — ela virou para encarar o homem ao seu lado que fazia uma carinha feliz nas suas panquecas com chantilly e amoras. — Está com medo de um cara desse te explanar para Deus e o mundo? —

—Bom, não falo apenas por mim. Maddie já não gosta dele, então… — deixou a frase no ar, fazendo a ruiva suspirar.

—Chris, você sabe que o que será dito aqui ficará aqui, não é? — perguntou

—Eu posso te dar a resposta depois de comer minhas panquecas com carinha feliz? — sorriu, mostrando sua obra de arte.

—Ok, vamos para uma abordagem diferente. Se eu souber que você fez algum comentário a respeito de hoje para a Maddie ou o Dylan, eu quebro todos os seus ossos umas dez vezes, no mínimo. — ameaçou.

—E o que eu ganho se ficar calado? —

—Seus ossos ficam inteiros. —

—Você fica linda irritada, sabia? — sorriu, segurando o queixo dela com os dedos. — Relaxem, pessoal. Eu sei guardar um segredo. — falou, soltando o queixo de Charlotte e comendo uma amora.

—Pronto. O homem está na rédea curta. — sorriu para Dylan que suspirou sabendo que a ruiva não desistiria tão cedo.

—O que você quer que eu conte, Charlie? Que eu gosto de uma amiga que namora? Que eu odeio o fato de só ter me dado conta disso quando ela já estava namorando aquele idiota? Ou… —

—Eu quero que você me conte o que quiser contar. — o interrompeu. — Embora eu já soubesse que você gostava dela, porque eu noto essas coisas, né, você nunca conversou realmente comigo sobre. Só soltou algumas frases e quando eu perguntava você dizia que não era nada. —

—Quando se trata dos outros você nota isso rapidinho, não é? — Christian murmurou, fazendo a ruiva o encarar um pouco confusa.

—Se eu não te conhecesse diria que está com ciúmes. — falou com os olhos semicerrados.

—Ainda bem que você me conhece então, não é? — sorriu, colocando um pedaço da panqueca na boca.

—E aí? — ela voltou sua atenção para o caçador.

—O que eu quero contar é que não tem nada que eu possa fazer, então acho melhor você desistir de torcer para esse casal dar certo. — respondeu, fazendo a ruiva abrir a boca para contestar, mas ele a interrompeu: — Charlie, a Maddie namora. E por mais que eu, você e todo mundo ache aquele cara o maior idiota que já conhecemos, ela gosta dele. Não posso atrapalhar o namoro dela só porque percebi tarde demais que gosto dela. —

—Pois devia. — Christian respondeu, atraindo a atenção dos dois para si. — O relacionamento dela com o tal… Hardin, não é? Já não é mais aquele mar de rosas que costumava ser no início pelo que a Charlie me contou. Todos vocês já pareceram perceber isso e até mesmo a própria bruxinha, só que ela não quer admitir ainda. —

—A Maddie tem que saber que ela tem uma opção, Dylan. Uma opção muito melhor que aquele humano babaca e eu não digo isso apenas porque sou sua amiga. — Charlie falou, dando continuidade a linha de raciocínio de Chris. — Você é um cara incrível. É bonito, inteligente, divertido, simplesmente incrível na cama e o mais importante: você respeita a Maddie. — disse, o olhando nos olhos. — Você a escuta, a ajuda, a compreende… o idiota do namorado dela não faz nada disso. Qualquer pessoa que saiba o quão incrível você é, se apaixonaria por você. Eu me apaixonaria por você sem nenhum problema. Aliás, você não quer se apaixonar por mim, não? Seria muito mais simples. — brincou, fazendo o amigo rir.

—Nem você acredita nisso, Charlie. —

—Não mesmo. — sorriu.

—Eu vou pegar umas bolsas de sangue. Você quer? — Christian perguntou, levantando.

—Duas, por favor. — pediu, vendo ele caminhar até a escada, mas girando os calcanhares e entrando no corredor a esquerda que dava para as escadas que levava para o porão enorme que tinha sob a mansão. — Mas sério, Dylan, devia contar a ela. Se por acaso ela te rejeitar para ficar com aquele idiota, você vai seguir em frente e arranjar outra pessoa que reconheça seus sentimentos. —

—Você não conseguiu superar um marido que foi morto há três séculos, Charlie, não é assim que as coisas funcionam. — falou sorrindo, mas o sorriso logo se desmanchou quando se deu conta do que falou. — Desculpa. Eu não devia… —

—Não, você está certo. — falou, balançando a cabeça. — Mas hoje estamos falando de você e da Maddie. Outro dia falamos sobre eu não conseguir superar um marido morto há mais de três séculos atrás. — sorriu, mostrando que ela realmente não estava magoada com o que foi dito. — Então, já sabe o que irá fazer? — perguntou após um tempo.

—Ignorar tudo? — sugeriu, recebendo um olhar duro de Charlotte.

—Se eu fosse você, contava para ela. — Christian falou, voltando para a cozinha com quatro bolsas de sangue e sentando na sua cadeira após entregar as de Charlie. — O pior que pode acontecer é o que? Você levar um não? Sem contar que vocês disseram que o namorado dela é o maior babaca então é questão de tempo até ele fazer uma merda tão grande que a bruxinha não vai conseguir perdoar. — deu de ombros.

—Seu conselho é tão bom, Christian. Não sei porque não o segue. — Dylan falou com sarcasmo, recebendo um olhar de poucos amigos do vampiro.

—Eu não entendi. — Charlie murmurou confusa, olhando de um para o outro. — Você está a fim de alguém? Por quê não me contou? —

—Lottie, não escute o que o Dylan está falando. Não tem ninguém, ok? — assegurou, fazendo ela assentir. — Aqui, suas panquecas. — sorriu, empurrando o prato com as panquecas de Charlotte decorada com chantilly, amoras e mirtilos.

—Adoro panquecas com carinhas felizes. — sorriu, cortando um pedaço delas e comendo, erguendo o olhar para Dylan que já se encontrava na sala. — Ei! Nossa conversa não acabou. —

—Acabou sim, eu tenho que correr. Tchau. — acenou, saindo de casa.

—Que palhaço. — murmurou.

Ela suspirou e abriu uma bolsa de sangue, colocando um pouco em uma xícara vazia que tinha sobre a mesa. Charlotte bebeu o líquido vermelho e passou a língua entre os lábios, soltando um suspiro.

Christian e ela comeram suas panquecas e secaram suas bolsas de sangue em silêncio. A ruiva tinha as pernas em cima das coxas do moreno e vez ou outra ele fazia desenhos imaginários nas pernas desnudas dela.

—Chris? — o chamou, após beber o último gole de sangue que tinha em sua xícara.

—Sim? —

—Você por acaso está gostando de alguém? — perguntou, vendo ele arquear a sobrancelha. — Porque se tiver eu quero que você me diga para que eu possa parar com os flertes e insinuações. Eu ficarei triste por perder meu parceiro de cama favorito, não conte isso ao Dylan, mas a última coisa que eu quero é estar te impedindo de ficar com alguém que você gosta e ser feliz. Então… —

—Ei. — a chamou, segurando suas mãos que não paravam de gesticular. — Não dê ouvidos ao que o caçador falou. Não tem ninguém, nenhuma outra mulher. — disse firme, a olhando nos olhos. — Só você, sweet child. E eu sou feliz com você. —

Charlotte sorriu, desviando seu olhar do de Christian enquanto ria um pouco.

—Eu tenho que te dar um apelido? Sinto que tenho que te dar um. — falou, entrelaçando seus dedos nos de Chris.

—Eu iria gostar muito. — respondeu, aproximando seu rosto do de Charlie. — Você pode me chamar de amor, docinho, minha vida, benzinho, baby, sunflower… — a cada sugestão de apelido, ele dava um beijo no rosto dela.

Charlotte riu ouvindo as sugestões dele.

—Mas você não me deu um buquê de girassóis. — lembrou.

—Quer me chamar de Amor-Perfeito? Tudo bem, eu aceito. — sorriu, roçando seus lábios nos dela.

—Não, é cafona até para mim. — riu, pressionando os lábios. — Eu pensei em… guardian ou mon chéri. — sugeriu.

—Os dois. — sussurrou ainda sorrindo. — Eu aceito até ser xingado de filho da puta por você e ainda o trato como um apelido extremamente carinhoso apenas porque ele saiu desses seus lábios. — a ruiva riu novamente, passando seus braços ao redor do pescoço de Christian enquanto o olhava nos olhos.

—Então… Embrasse-moi, mon chéri. — sussurrou de volta, sentindo os lábios dele pressionarem os seus.

Notas finais
Comentários são bem vindos e contribuem com a continuação da história.