Laços Eternos
7 Capítulo 7
Renata O fim de semana chegou e marcamos a ida ao cinema. Durante todo o resto da semana Matt me evitou, não entendi o porque . Alguns dos amigos deles ficaram insinuando certas coisas, e acho que meus amigos já desconfiavam de algo, isso se já não tinham certeza. Bem, chegamos ao shopping, ainda não estava no horário da seção, era costume irmos mais cedo e darmos umas voltas nas lojas. Sah comprou algumas roupas e como sempre me fez carregar suas sacolas. Chegada a hora da seção seguimos para a sala que passaria um filme qualquer cujo quem havia escolhido era And, ou seja, o filme era aquelas series policiais entendiantes. Assim que consegui fui para a praça de alimentação comprar pipocas, refrigerante e chocolate. Estava na fila aguardando minha vez de ser atendida quando avistei a pouco mais de um metro a minha frente aquele que havia feito de tudo para não me ver. Ao me ver me encarou por um longo instante e eu desviei o olhar para a atendente que me chamava. Paguei o lanche e virei-me para sair, Matt colocou-se a minha frente impedindo a minha passagem.
— Licença. — Disse num tom frio. — Ah claro, quer ajuda com seu lanche? — De forma alguma. Prossegui andando e ele me segurou pelo braço. — Que foi? — Minha voz foi tomada por raiva e bufei revirando os olhos. — Ei. Que foi que te fiz ? — Jura? — Anh? — Você me deixou sem notícias o resto da semana, simplesmente sumiu. — Puxei meu braço de volta e fiz um gesto no ar. — Simplesmente Puff. — Eu tive de resolver uns assuntos. — Sua gangue de anjos malvados anda aprontando? — Ei, Shhhh! Fala baixo sobre isso. — Ta ta. Porque sumiu? — Invadiram nosso QG. — QG? — Modo de falar, era onde a gente se encontrava. E machucaram um dos meus. Fiquei abismada. — Mais esse cara ta bem ? — Sim, não foi nada de mais, só uns arranhões . Mais você ta bem? — To, desculpa... — Tudo bem, não te preocupe. O sorriso de Matt, aquele ousado e atrevido sorriso que me atingia a alma, me fez suspirar. Ele abaixou a cabeça e me deu um selinho. — Agora deixa eu ajudar. — Ele disse estendendo as mão e pegando os lanches. — Só vou deixar isso com eles, odeio filmes policiais. Matt riu. — Ok, eu deixo lá ai te levo pra casa ou pra onde você quiser ir. — A Vick ta em casa? — Está sim. — Ok, vou pra lá. Como o prometido assim que voltou o garoto me levou para a sua casa. Foi estranho meus tios nos olhando com cara de " Nossa, já viraram amigos ? " . Sentei-me no sofá ao lado de minha prima que deixou claro que percebera as trocas de olhares entre Matt e eu. — Ok tio, pode deixar que aviso ao meu pai do tal almoço pro garotinho aqui. — Baguncei o cabelo de Matt — E Vick você vai dormir na minha casa hoje. Ela riu e assentiu seguindo pro seu quarto e pegando as suas coisas. Matt ficou abraçado a mim e eu o abracei pela cintura. — É bom ver que Matt já fez amigos. — O pai do garoto disse. Ambos sorrimos. — Renata não é minha amiga. — Matt disse para meu espanto. Arregalei os olhos e permaneci em choque. — Não? — Perguntei. — O que são então? — Meu tio insistiu. — A Re é minha namorada. — Anh? Sou? — É — É? — Vick disse ao voltar de seu quarto. — É! Mais que merda! Não entenderam? Eu e ela nos gostamos e estamos juntos. — Re? — A garota perguntou incrédula . — Ér, ele tem razão. — Me pronunciei. — Vocês são primos! — Foi a vez de minha tia sair do choque . — Sim, somos primos, primos e namorados. — Eu disse. — E não ligo pro que vocês pensem, gosto dela, terão de aceitar. — Matt completou — E seus pais Renata ? — Tia Mary perguntou. — Irei informa-los assim que deixar ela e Vick . — O garoto falou. Certo meus tios nos rejeitaram, e meus pais ? Peraí Eu e o Matt ? Estranho . Chegamos em casa. Vick nem olhou pra mim durante o percurso e meus pais nos esperavam na porta, a expressão de ambos era rígida e tensa. Encarei-os e aquela expressão se desmanchou transformando-se em um sorriso preocupado . — Não gostamos, mais respeitamos. — Foi meu pai quem disse. Vick ficou confusa. — Tá. — Eu disse também sem entender. — Então, esse é o belo Matt. — minha mãe estendeu a mão para o garoto que a cumprimentou . — É um prazer senhora. — Matt disse no seu tom mais cordial, gentil e educado. — Tia, só tia. — Ta bom tia. — Matt sorriu. — Só vim deixar as garotas, já vou indo. — Espera. — disse e olhei para os outros que entenderam e entraram . — Mais fácil do que pensei. — Ri. — Verdade. Matt me abraçou e me beijou. Sorri e também o beijei. — Vou indo, amanha venho buscar vocês . — Matt disse e me beijou novamente. — Tem mesmo que ir? — Tenho sim Linda, tenho que ir ao QG . — Deixa eu ir ? — É arriscado. — Por favor ?
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