Renata

Foi realmente assustador ver a cara das lideres de torcida no treino hoje. Estava apavorada com a situação. Não era como Matt, não estava acostumada a lhe dar com a atenção de toda a escola. Além disso fiquei bem incomodada com aquela atadura em meu pulso. Voltamos para casa e Matt almoçaria conosco. Estávamos eu, ele, Vick, Jen e Savanah no meu quarto. Jen e Savanah sentavam cada uma em uma das poltronas confortáveis que haviam ali. Vick estava sentada no tapete e recostada a parede. Matt estava sentado na cama e recostado a cabeceira e eu com a cabeça deitada em seu abdômen.

— Vocês dois vão ficar de namorico mesmo? — Savanah perguntou certamente achando graça da situação.

— Vamos sim. — Matt falou.

— É daqui pra pior. — Vick disse. — Não sabe o que passei ontem!

— Isso tudo é falta do Eric? — Perguntei a ela.

— Eric? Quem é esse tal de Eric ? — Matt perguntou.

— Meu namorado e você não tem nada a ver com isso! — Vick foi logo cortando o garoto ele revirou os olhos. — Não sei vocês mais cansei de segurar vela.

— Er nós também. — Savanah respondeu por ela e Jen.

As três levantaram e caminharam ate a porta. Jen e Savanah já haviam saído quando Vick parou de frente a porta.

— Por que em vez de ficar de agarração com ela, você não faz algo que preste e da um jeito nesse curativo dela? — Ela disse a ultima palavra e bateu a porta.

— Irmãs! — Ele disse revirando os olhos outra vez. — Onde ta a maleta ?

— Ali. — Apontei a mesinha enquanto me levantava para ficar sentada.

Matt se levantou e buscou a maleta. Sentou-se na cama ao meu lado e foi tirando a atadura.

— Vai voltar ao QG hoje? — perguntei enquanto ele desenrolava a faixa.

— Ah sim. Vou ter de fazer parte dos vampiros. Argh . — ele respondeu a desenrolar a ultima volta que a faixa dava em meu braço. — Droga! — ele falou ao ver o ferimento.

— Que foi? — Olhei para meu pulso e percebi o porque ele estava com a expressão tensa. — Droga! Droga! O que é isso?

Matt pegou o soro dentro da maleta e limpou o ferimento.

— Alguém te cortou com a relíquia. — Ele falou .

— E?

— E que agora sua transformação começou.

— Transformação? Ãn? Achei que só os mestres transformavam.

— Isso quando a relíquia tem um mestre, caso contrario ela transforma todos que forem cortados ate encontrar um novo mestre.

Minha mente foi tomada por rejeição.

— Eu queria ser uma alada não uma vampira! — Berrei.

— Ei Shhhh. Vai ficar tudo bem.

— Eu posso parar a transformação?

Matt abaixou os olhos e em seguida levantou-os olhando para os meus.

— Matt? — Supliquei.

-Se não completa-lá você morre.

— Ein? — o pânico me invadiu. — E como completo?

— Sangue humano.

— Não! Para de graça.

— Não to com graça.

Vick entrou no quarto e viu que Matt segurava meu pulso.

— Por que ainda não terminou isso? — Ela disse apontando pro curativo.

— Ahn...- Matt começou ao ver Vick se aproximar.

— Aiin, não to vendo isso! Re que tatuagem é essa? — Vick perguntou.

Permaneci calada não sabia o que dizer.

— Você é louca ou o que?

Assim como a marca de Matt a minha vinha do pulso a parte de trás do polegar. O corte já estava fechado e só sobrara uma linha de um vermelho

claro.

— Eu só achei que ficaria legal. — Respondi.

— Não é por que Matt tem uma tatuagem parecida que você precisa ter uma. Vocês são namorados, não parecidos. — Vick brigou.

— Ta. — Respondi sem saber o que dizer.

Vick revirou os olhos e saiu do quarto . Diferente da marca de Matt, a minha era uma guerreira e ao invés de asas, esta tinha presas e garras. O garoto pegou meu braço e o enfaixou.

— Me desculpe. Não devia ter lhe levado. — o garoto parecia se sentir culpado.

— Não foi culpa sua. Eu que insisti.

— Não teria acontecido se não tivesse concordado.

— E agora?

— A escolha é sua. Quer continuar com isso?

— Quero viver! Mais não quero matar ninguém.

— Não vai.

— E quanto ao que ele disse ontem, sobre você precisar de uma humana?

— Só queriam fazer da forma tradicional, mais o sangue pode ser colhido antes.

— Bolsas de sangue?

— É...

— E o que ele quis dizer com controle anormal sobre as relíquias ou algo do tipo?

— Ahn , nem eu sei direito, sei que sinto todas elas. Acham que posso controlar mais que uma.

— E pode?

— Creio que sim.

— Eu to com medo.

— Não precisa estar. To contigo nessa.

Sorri e afundei o rosto em seu peito.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!