Laços
22 Somos capazes de transformar desejos em realidade!
Notas iniciais
Eu sou forte, quando estou em seus ombros
Você me levanta, para mais do que eu posso ser
...
Após os amigos irem embora, Hinata estava sentada em sua cama no escuro pensando em tudo que Sasuke dissera, pensando em todo sofrimento e pensando no mal que Kaguya fizera e em como ela havia arruinado sua vida e no peito de Hinata crescia um ódio que ele jamais imaginou sentir por alguém.
Olhando o brilho da lua que entrava pela janela, ela analisava sua vida e buscava uma brecha para que tudo fizesse sentido, caminhou até a janela e admirou a lua, já passava da três da madrugada e ela ainda não havia pregado o olho. Estava ansiosa para conhecer o filho, mas saber que ele corria perigo despertava nela um sentimento inexplicável, um sentimento que a faria dar sua vida pela do filho mesmo não conhecendo seu rosto.
Hinata se lembrava de quantas vezes Kaguya se consultava com Sakura e no quão amigável e doce ela era, mas nunca imaginaria o monstro que se escondia por trás daquela face. Agora entendia por que fora ameaçada, Neji e Sasuke estavam investigando.
— Maldita... – murmurou de punhos fechados. – Eu sei o que você quer Kaguya... — olhou para lua, como se o astro levasse sua mensagem até a mulher.
Hinata retirou de dentro de seu guarda roupa uma caixa a abriu e de lá tirou uma pasta preta colocou em sua bolsa, voltou a guardar a caixa e pegou de dentro da caixa com rosas azuis desenhadas sobre sua cômoda uma chave e saiu de casa carregando a bolsa, entrou no carro e desapareceu na escuridão da noite.
Flashback On
— Hiashi sua filha desonrou o Clã.
— Ela é apenas uma criança. — Hiashi tentava fazer com que os homens voltassem atrás na palavra, mas nada podia ser feito, Hinata estava sentada na cadeira sendo julgada como se fosse uma criminosa, mas o único crime que cometera fora amar e se entregar a um amor juvenil. Na sala de reuniões do Clã estavam todos os membros presentes, sua família julgava e condenava sua filha e o que ele podia fazer? Nada, era apenas um pau mandado de um monte de anciões que tinha o poder. Mas Hiashi não poderia demonstrar isso para sua filha, complicaria mais ainda sua vida.
— Hiashi não importa, ela manchou o nome de nossa família.
— Hinata Hyuuga... — a garota levantou os olhos, o pai abaixou a cabeça enquanto um membro de sua família se pronunciava. — A partir de hoje não poderá fará mais parte dos negócios da família, será deserdada e nunca poderá assumir a presidência da empresa. O nome Hinata Hyuuga é uma mancha que será apagada de nossas vidas e seu pai não poderá interferir.
Hinata chorava silenciosamente olhando a expressão dura de seu pai, sabia que ele estava magoado.
— Hinata pegue suas coisas e saia imediatamente do clã Hyuuga e nunca mais volte. — Hiashi disse, a garota saiu correndo desesperadamente.
— Hiashi terá que mudar seu testamento.
— Tudo bem eu já providenciei os papeis, estão todos aqui assinados.
— Muito bem.
Hiashi se retirou da sala e foi atrás de sua filha, havia preparado tudo para ela. Não deixaria sua primogênita desamparada, por mais decepcionado que estivesse, sabia que ela cometera um erro, mas ainda assim era sua filha e nunca a deixaria de amar. O único sentimento ruim que tinha era direcionado a Naruto Uzumaki por ter exposto sua filha daquela maneira covarde e estúpida.
Flashback Off
O carro estacionou em frente a fazenda, voltar ali trouxe a Hinata lembranças boas e ruins, mas não fora ali pela nostalgia, fora ali atrás de documentos importantes. Abriu a casa que cheirava a poeira, ascendeu as luzes, ainda era noite, foi até o escritório onde seu pai passava grande parte do tempo quando ainda era vivo, buscou em meios a papeis velhos e empoeirados o que desejava encontrar e os encontrou, sorriu.
...
Sakura acordou com a claridade do sol em seus olhos, nem percebera quando cairá no sono, Sasuke estava ao seu lado em um sono profundo. A rosada caminhou até a cozinha e preparou um café da manhã para ela e seu marido, olhou no relógio eram seis horas.
Ouviu a campainha tocar, olhou outra vez para o relógio, atendeu a porta e se deparou com Hinata.
— Hinata?
— Sakura, eu preciso de sua ajuda. – a morena entrou, a rosada fechou a porta e seguiu para a cozinha onde serviu café para si e para Hinata, a morena parecia precisar, estava com olheiras parecia não ter dormido.
— Hinata para que precisa de minha ajuda? – ambas beberam o liquido.
— Preciso que me diga onde encontro Kaguya. – Sakura quase cuspiu o café quando ouviu o que Hinata dissera.
— Está louca? Como assim? O que pensa em fazer?
— Sakura... preciso apenas que me diga.
— Não, eu não vou te ajudar... Hinata essa mulher é perigosa... olha o que ela fez durante esses anos com você, não faça loucura.
— Não vai me ajudar? – perguntou e a rosada negou. – Tudo bem Sakura eu te entendo. Ela se meteu com a Hyuuga errada, e ela vai pagar por tudo que me fez. – Hinata se levantou. – Bom dia Sakura. – a morena saiu da casa, Sakura a seguiu até o lado de fora quando a morena entrou no carro e saiu.
— HINATA... HINATA ESPERAA...
— Sakura o que houve? – Sasuke apareceu na porta preocupado e meio sonolento.
— Sasuke a Hinata esta indo atrás da Kaguya...
— Sakura fica tranquila, ela não vai encontra lá.
— Assim espero Sasuke, Hinata pode cometer uma loucura.
— Ela não vai. – Sasuke não sabia dizer como, mas sentia que Hinata não faria nada de ruim, a mulher queria respostas e mesmo que fosse perigoso Kaguya não a machucaria, não quando o circo estivesse pegando fogo. Afinal Neji já estava deixando algumas pistas vazarem propositalmente.
...
— Senhora a Hyuuga já sabe de tudo. – um homem disse entrando na sala onde a loira se encontrava bebendo vinho. Kaguya se sentia satisfeita, Hinata agora sabia de todo seu plano e com certeza estaria a procurando.
— Estou indo... – ela saiu.
...
Hinata tinha que ir em um lugar especial. Os portões se abriram, o carro entrou e ela desceu do carro assim que o estacionou em frente a mansão onde anos atrás fora humilhada. Todos olhavam para ela e murmuravam com sua ousadia.
Ela respirou fundo, a última vez que estivera ali sairá correndo assustada e com medo, mas agora estava determinada a virar o jogo, Hinata sabia da historia por trás de Kaguya, afinal qual Hyuuga não sabia? Ela caminhou indo até a sala de reuniões do Clã, abriu a porta com tudo e lá estava as mesmas pessoas que a julgou, exceto por algumas exceções, Neji estava lá ele sorriu quando ela entrou, os velhos a olharam com irritação.
— Como ousa entrar aqui novamente. Se me lembro bem você foi proibida de voltar a esse clã.
— Eu não me importo, estou aqui por que minha vida foi arruinada por culpa de uma vadia e eu sei que existe aliados aqui dentro dela e eu quero saber quem são.
— Como você ousa.... – um homem se levantou, mas sua fala morreu quando todos o encararam. – Você não tem o direito de entrar aqui e dizer essas coisas, quem arruinou sua vida foi você mesma. – Hinata sorriu.
— Hinata... o que tem a dizer. – Neji se pronunciou. – Seu pai deixou claro no testamento que você não seria herdeira.
— Sim meu pai deixou isso bem claro, ele deixou tudo para Hanabi, mas... – ela olhou cada homem a expressão de ódio nas faces eram nítidas e ela estava adorando aquilo. Estava se vingando deles e logo se vingaria de Kaguya e ela sabia que aquele homem iria levar o acontecimento até a mulher. – Como sabem Hanabi Hyuuga faleceu ainda nova, mas meu pai deixou claro que um neto herdaria tudo independente de qual filha fosse.
— Sim, mas você não tem um filho. – o velho que a expulsou se pronunciou batendo as mãos na mesa.
— Pelo contrario, eu tenho e você sabe bem disso. Afinal meu pai não conseguiria esconder tudo sozinho, esse maldito clã o ajudou. Mas apenas uma pessoa tirou meu filho de mim e essa pessoa se chama Kaguya. – Hinata dizia sarcasticamente, provocando cada vez mais os homens, Neji também se divertia e já sabia quem ali estava mais nervoso.
— Está louca?
— Não estou louca, eu estou aqui para assumir o que é do meu filho... e quero que você diga a Kaguya que ela nunca colocara as mãos na herança do meu pai, eu prefiro destruir esse clã a ter que ver aquela mulher usufruir do dinheiro do meu pai. – apontou para o homem.
— Toma cuidado Hyuuga, seu filho não esta contigo... você nem o conhece. – ele disse, mas Hinata estava confiante demais para fraquejar.
— Será mesmo que Kaguya sabe de tudo? Ela pode ser boa em certas coisas, mas eu conheço a historia dela... afinal uma mulher apaixonada é capaz de tudo, até buscar por vingança quando é rejeitada.
— Você não pode falar assim dela sua pirralha... Kaguya tem tudo planejado e você vai pagar... – todos ficaram de boca aberta, Neji arregalou os olhos olhando o homem cuspir fogo e Hinata sorrir.
— Diga a ela que ela mexeu com a pessoa errada...
— Hinata criança você é apenas uma peça no jogo dela jamais... olha para você foi expulsa de seu próprio clã.
— Entrarei com o pedido de posse, já que seu filho Hinata é menor de idade. – Neji disse, os anciões olhavam admirados com a coragem da Hyuuga e sem acreditar que Kaguya voltara novamente para atormentar os Hyuugas.
— Vamos ver quem joga melhor. – Hinata saiu deixando o homem furioso. Agora Hinata tinha a missão mais importante a fazer iria conhecer seu filho. Voltou para casa tomou um banho comeu alguma coisa, pegou o celular e ligou para Sakura.
Ligação On
— Sakura... eu preciso vê lo.
— Hina... te levaremos até ele..
— Obrigada Sakura... estou indo para sua casa.
Ligação Off
...
Fazia cerca de vinte minutos que o loiro estava frente a casa de Sasuke, esperando que a senhorita atrasada chegasse logo. Suspirou olhando para frente vendo o carro da morena virar a esquina com muito velocidade correu para a porta rápido para se desvencilhar da maluca. Hinata estacionou frente a casa e desceu olhando com deboche para o loiro que estava estático.
Hinata sorriu para Naruto, o que fez o loiro se perder em meio ao brilho que emanava do corpo dela. Felicidade era exatamente que Hinata sentia e o loiro sabia exatamente que a razão daquele felicidade toda tinha os tão azuis quanto os dele, e uma inocência refletida através da criança que esperava por Hinata dentro da residência Uchiha.
Hinata: — Naruto...
Naruto foi tirado de seus pensamentos, olhou outra vez para a morena. – Hinata... eu sei que está ansiosa para conhecer nosso filho, mas antes eu gostaria de te dizer uma coisa...
Hinata desmanchou seu sorriso olhando seria para Naruto. – Seu assunto não pode esperar? – loiro balançou a cabeça olhando a nos olhos, ela soltou um suspirou frustrado. Sua ansiedade era tanta que estava cogitando a hipótese de fugir de Naruto e correr para conhecer o filho.
Naruto: — E nem pense em fugir de mim senhorita Hyuuga. – disse fazendo Hinata fazer bico inconformada por ele a conhecer tão bem.
Hinata: — Então diga logo, eu estou com pressa...
Naruto- Ta, bom... você está indo sabendo toda a verdade, mas seu filho não sabe. Ele não sabe que somos os pais dele... tenha cautela...
Hinata: — Isso é simples... iremos contar. – passou por ele, mas sentiu se ser puxada pelo braço direito a fazendo girar e bater de frente com o peito de Naruto que a segurava firmemente, Hinata apoiou suas mãos no peito dele para não cair, eles se olhavam nos olhos.
Naruto: — O que vai dizer.. ah oi Menma eu sou sua mãe, durante esses anos todos eu achei que você estava morto então me afoguei em magoas e dor, mas agora estou aqui. – disse tentando imitar a maneira que ela falava. Hinata estreitou os olhos olhando seria para ele. – Eu não estou te ofendendo, estou tentando te mostrar que Menma é apenas uma criança que por mais esperta e inteligente que seja ainda assim é uma criança... temos que ser cautelosos. – Hinata suspirou. e olhou para o chão se livrando das mãos de Naruto.
Hinata: — Engana lo será muito pior.
Naruto: — Não vamos, apenas iremos com calma.. ele é apenas um menino inocente... o único que não merece sofrer Hina...
Hinata se sentiu estranha de repente quando seu apelido foi dito com tanto carinho, suspirou. – Eu quero conhece lo. – ela estava de costa para o loiro. Ele caminhou até estar ao lado de Hinata, o loiro entrelaçou seus dedos nos dedos de Hinata unindo suas mãos, Hinata o olhou, ele sorriu.
— Me deixa ficar ao seu lado? Me deixa fazer certo dessa vez Hina? – os olhos perolas navegava no mar azul que transmitia sinceridade, os olhos da morena marejaram e ela sorriu de canto de boca e olhou para as mãos unidas e assentiu suavemente com a cabeça enquanto uma brisa bagunçava levemente seus cabelos.
Os dois entraram na casa de Sasuke, todos estavam na sala esperando por eles. Sakura quando viu Hinata encheu os olhos de lágrimas. Neji e Madara estavam sentados no sofá bebendo algo em uma xícara.
Sasuke apareceu na porta atrás de Sakura, todos olharam para ele. – Hinata ele esta no quarto de hospedes. Hinata soltou da mão de Naruto e entrou recebendo todos os olhares e ela atravessou a sala e sumiu no corredor atrás de Sasuke, Naruto a seguiu. Todos permaneceram na sala, aqueles momentos eram apenas deles e de mais ninguém. Sakura colocou a mão na barriga sentindo o bebe mexer e sorriu contente, por si e pela amiga.
Hinata parou frente a porta do quarto ouvindo a voz da criança que brincava, através da porta fechada ela o ouvia tentar imitar o som de um avião, pelo que deduzia. As mãos trêmulas seguraram a maçaneta, o coração acelerou, ela se perguntou se aguentaria tamanha emoção, talvez não fosse o momento ainda, mas ela precisava conhecer o filho que tiraram dela. Fechou os olhos segurando o choro, abaixou a cabeça ainda de olhos fechados, tentando imaginar como seria o filho, ainda era capaz de ouvir a voz do menino.
“- O avião caiu... buumm... ambulâncias foram ao resgate...”
Sentiu sua cintura ser envolvida e alguém segurou em sua mão que ainda segurava a maçaneta da porta.
— Eu estou aqui com você... entre Hina... – Naruto sussurrou no ouvido de Hinata, ela abriu os olhos, ele soltou sua cintura e abriram a porta juntos.
Quando a porta se abriu iluminando o rosto do loiro e da morena, eles puderam ver o menino que estava sentado segurando um brinquedo, uma ambulância e em sua volta vários carros e bonecos. O menino olhou para os dois, curioso.
— Oiie...
— Fala garoto, como você está. – disse Naruto entrando e dando um soquinho na mão do menino que sorriu quando o loiro entrou. Hinata ficou estática na porta vendo seu filho pela primeira vez e as lágrimas desceram por seu rosto, tinha vontade de gritar. – Do que está brincando...
— De super herói, o tio Sasuke me deu esses brinquedos...
Hinata não ouviu mais nada do que os dois a sua frente diziam, ela estava gravando em sua memória cada detalhe daquele menino que estava a sua frente, os olhos azuis de Naruto junto das marquinhas, a pela mesclada entre o bronzeado do loiro e a pele alva dela mesma, os cabelos negros azulados semelhantes ao seu. Mas o menino tinha algo diferente, a maneira como ele sorria lembrava sua amada irmã. Hinata sentiu as pernas bambearem, se apoiou na soleira da porta, fechou os olhos e limpou as lágrimas, levantou o olhar quando tocaram em seu ombro, ela se deparou com Naruto.
— Hinata vem... – ele disse deslizando a mão do ombro dela até tocar em sua mão e a conduzir para dentro do quarto. Ela sentou ao lado de Menma e Naruto em sua frente. – Menma... quero que conheça uma amiga...
Menma olhou para Hinata no fundo dos olhos dela, o coração da morena acelerou mais e mais. O menino sorriu ternamente para ela e Hinata tentou conter o choro que estava preso na garganta, ela não conseguia pronunciar uma única palavra somente admira ló.
— Eu vi você tocando...
Hinata sorriu mesmo querendo chorar, ele havia a visto, no meio de tantas e tantas pessoas. – Me-meu nome é... é Hi... Hinata... – a morena gaguejou e uma lágrima escorreu sem seu consentimento. Menma não entendia o por que ela chorava da mesma maneira que Naruto fizera quando o conheceu.
— Você também está feliz por ter me conhecido? – perguntou o menino se aproximando e secando suas lágrimas, Hinata colocou as mãos sobre a do menino e acariciou e seu peito explodiu de emoção e ela não conseguiu mais conter o choro. Menma olhou para Naruto desesperado, o loiro mesmo com olhos marejados sorriu ele segurava para não chorar também.
— Sabe o que a faria feliz? – sussurrou para o menino que o olhava em expectativa. – Abrace ela Menma... – foi o que o menino fez, envolveu seus braços em torno de Hinata que retribuiu o abraço de bom grado, ela soluçava em meio ao choro. Mais era um choro diferente, era o choro de felicidade.
— Hinata... eu já sonhei com você... – ele murmurou em meio ao abraço. Naruto não queria ficar de fora, envolveu ambos em seus braços e eles ficaram ali.
Enquanto sentia se envolvido por Hinata e Naruto, o menino se sentiu protegido por uma família, ele nunca soubera como seria abraçar seus pais, mas desejou naquele momento sentir exatamente essa segurança. Os rostos de ambos sondavam sua mente, Naruto era loiro e tinha as mesma marquinhas que ele e Hinata tinha a pele alva e os cabelos negros azulados. Menma desejou que eles fossem seus pais, pela semelhança física que tinham e muito mais pelo amor que ambos transmitiam a ele e a proteção que sentia naquele momento cheio de carinho, talvez Menma soubesse a verdade, mas estava emocionado demais para montar o quebra cabeça que se formara em sua vida onde apenas uma peça bastava para ser resolvida. Mas nunca em hipótese nenhuma duvide da inteligência de uma criança, elas capazes de simplificar coisas das quais adultos nunca são capazes.
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