Laços
11 Nosso laço é forte o suficiente para aguentar os nossos erros?!
Notas iniciais
Como culpar o vento pela desordem feita,
Se fui eu que esqueci as janelas abertas!
Hinata havia pedido demissão do hospital antes de Shion e Naruto voltarem para Konoha, mas somente agora ela conseguia se livrar de vez. Tsunade lhe dissera que ela só estaria livre do cargo quando arrumasse alguém competente o suficiente para substituí la e finalmente esse alguém apareceu.
Naruto lhe mandou uma mensagem de texto após o ocorrido no cemitério.
– Hinata sinto muito pelo que disse, eu sei que você sofreu com a perda de seu pai e de sua irmã. Sinto muito mesmo, gostaria de estar pedindo desculpa pessoalmente, mas tenho que viajar hoje. Espero que me perdoe!
Hinata ignorou a mensagem assim como as ligações. Ela não estava brava ou coisa do tipo, ela só não se sentia preparada para encara ló, por mais que doesse admitir ela se sentia vulnerável quando o assunto de perder quem amava surgia e ela preferia fugir a encarar os fatos de cabeça erguida, era uma perfeita covarde.
Ela caminhou até o carro que havia ficado pronto e estava como ela se lembrava antes de destruí ló no acidente que Naruto causara e ele nem se quer se desculpou – Idiota, nem se importou comigo... mas eu não o culpo você passou por muita coisa ruim. – pensou ela.
Dirigiu o Impala 67 por cerca de três horas até chegar em uma cidade pacata, ali ficava o orfanato "Sonhos" para onde ela havia feito um deposito alguns dias atrás. Ela fez a transferência no banco central de Konoha, Sai a atenderá prontamente sem questionar para onde o dinheiro ia e ela agradeceu pelo moreno ser discreto e por não ser curioso como a esposa Ino.
Agora Hinata admirava a reforma que fizeram no orfanato com satisfação, o dinheiro havia sido usado para uma boa causa. Ela via as crianças correrem por todos os lados e ela se perguntava. – O que levaria um ser humano a abandonar esses seres cheios de amor. – ela não sabia, pois daria a vida para ter seu filho nos braços - hoje ele estaria com nove anos, ela sorriu pela primeira vez ao lembrar do filho, talvez por que estava rodeada de crianças que sorriam e brincavam e ela apenas observava.
– Senhorita Hyuuga. – uma voz feminina a tirou de seus devaneios ela correu os olhos até encontrar a pequena mulher de cabelos castanhos parada ao lado olhando a com expectativa.
– Sim, sou eu. – disse Hinata se virando totalmente para a mulher.
– Meu nome Misty gostaria de agradece lá pela doação ao instituto Sonhos em nome de todos. – disse sorrindo e estendeu a mão para a morena que fez o mesmo, as duas se cumprimentaram.
Hinata: — Eu que agradeço a oportunidade de poder visitar as crianças. – disse, Hinata passou o dia com as crianças. Ela brincou, ensinou várias coisas para todas que ficaram fascinadas com a beleza e carisma da morena de olhos de lua, como um menino a chamava. Havia sido um ótimo dia a Hyuuga se sentia feliz.
Ela voltou para Konoha ao cair da noite chegou em casa tomou um banho e caminhou para a cama e adormeceu o dia havia sido cansativo e incrivelmente relaxante e feliz para ela. – Preciso mais disso, preciso desse êxtase de alegria que as crianças me proporcionam. – pensou e adormeceu.
Os dias se passaram, Hinata desaparecia de Konoha. Ela passou a visitar as crianças sempre que podia uma vez por semana ela ia ao orfanato, gostava da sensação de paz que tinha quando estava com as crianças.
Cinco semanas havia se passado e Naruto não a deixava em paz, ligava para ela todo santo dia e ela ignorava como sempre. Kushina e Sakura diziam que ele ligava e perguntava dela e ela dizia que estava ocupada demais se afastara um pouco delas, pois sabia que elas não poderiam mentir para o Uzumaki. Mas Hinata sempre que podia ligava para Sakura e para Kushina.
Ela estava sentada assistindo tv enrolada em um cobertor o inverno estava castigando Konoha com o frio, a campanhinha tocou duas vezes seguidas, ela se levantou ainda enrolada e caminhou até a porta e a abriu se deparando com aquelas orbes azuis safiras que não via a semanas.
Hinata: — O que faz aqui? – perguntou debilmente – Ele não estava do outro lado do mundo? – se perguntava mentalmente.
Naruto: — Vim conversar com você! – disse e esboçou um meio sorriso de canto, adentro a casa sem ser convidado e ela fechou a porta se virou ficando frente a ele.
Hinata: — Diga então. – disse e começou a caminhar até o sofá se sentou e abraçou os joelhos por baixo do cobertor. Naruto se sentou no outro sofá ao lado dela encarando a.
Naruto: — Eu te machuquei muito no velório da Shion... – disse com melancolia lembrar se de Shion ainda o causava dor. – E sei que eu sou a última pessoa que você quer ver, mas eu queria me desculpar pelas coisas estúpidas que te disse. – disse sincero e ela via isso nos olhos deles.
Hinata: — Tudo bem... você estava nervoso tinha acabado de perder sua esposa. – disse com o tempo ela esqueceu tal sentimento, mesmo que ela soubesse que ele não deveria ter dito. Ela não quis mais guardar sentimentos ruins dentro de si, queria se libertar de todas aquelas dores e estava conseguindo indo visitar as crianças do orfanato, Naruto sorriu feliz.
Naruto: — Eu estava muito nervoso e triste, eu a vi morrer sem poder fazer nada e isso me corroí até hoje Hina...Hinata... mas isso não me dava o direito de dizer se você tinha sofrido alguma perda ou não. – ele disse se corrigindo por chama lá de uma forma tão íntima.
Hinata: — Não tem problema Naruto... todos cometemos erros.
Naruto: — É... — disse e sorriu de canto ele disse mais algumas coisas que Hinata nem prestava atenção, estava fascinada com o sorriso de canto que ele exibia. – Como seria beija ló hoje? – pensava olhando os lábios dele se moverem lentamente, ela balançou a cabeça afastando esse pensamento e ele a encarou confuso, ela corou pela primeira vez depois de anos na frente dele, como se ele fosse capaz de ler seus pensamentos. Naruto abriu a boca em um “O” não acreditando no que via.
– Ela corou por quê? Meu Deus ela corou. – ele pensou olhando o rosto de Hinata corado.
Naruto: — Por que você corou? – perguntou e o rubor do rosto dela aumentou e ela o encarou com um olhar furioso.
Hinata: — Eu não corei. – esbravejou ela se levantando, a coberta que cobria seu corpo deslizou lentamente e caiu sobre o sofá revelando a camisola de seda que ela usava, o tecido quase transparente moldavam suas curvas, o comprimento ia até o meio de suas coxas o decote no busto deixava o corpo dela mais atraente ou seria alucinação do loiro que a admirava, ela caminhou até o quarto sem notar o loiro engolindo em seco. Naruto ficou estático parado sentado no sofá sem entender o porquê seu corpo reagirá daquela maneira. Hinata iria buscar água para afastar a coloração que sabia estar impregnada em seu rosto, mas quando se levantou e a coberta caiu se lembrou da roupa que vestia então foi para o quarto trocar de roupa.
– Quando foi que ela ficou tão atraente? Por que estou assim? Tão fascinado. – ele pensará e balançava a cabeça, como podia estar pensando isso de Hinata, estava louco ou estava carente já fazia meses que não tocava ninguém. Na verdade nenhuma mulher o fez querer toca lá não até agora. Por um momento sentiu o desejo de tomar os lábios dela para si para se lembrar do gosto que ela tinha. Hinata voltou, agora ela usava um sobretudo vermelho que combinava perfeitamente com sua pele na opinião de Naruto.
Naruto: — Eu vou indo... – disse se levantando, ele queria fugir de seus próprios pensamentos e desejos. Hinata se encostou na soleira do corredor o observando, Naruto daria o mundo para descobrir o que ela pensava. Ela apenas concordou com um balançar de cabeça e o acompanhou até a porta com os olhos, ele girou a maçaneta e abriu a porta, mas antes de sair olhou mais uma vez para ela e saiu fechando a porta em seguida.
A única coisa que passava na cabeça de Hinata quando ela o observava era em como ele reagiria se soubesse sobre o filho, talvez ele a odiasse para sempre.
...
Sakura passou a mão na barriga que ainda estava lisa, havia descoberto a gravidez há algumas semanas. Agora estava com pouco mais de dois meses de gestação e esperava ansiosa a hora de descobrir o sexo do bebê.
Estava arrumando algumas roupas no quarto que começava a criar para o filho, agora que estava grávida a rosada imaginava um pouco a dor de Hinata ao perder o filho, ainda se lembrava dos gritos dela.
Flashback On
Sakura chegou correndo Tsunade havia ligado para ela dizendo sobre o acidente de Hinata e de Hanabi. Desesperada a rosada corria pelo corredor, não era médica, tinha acabado de iniciar o curso de medicina e apenas fazia o estágio no hospital por conta do curso de técnico em enfermagem que fez em alguns meses. Ela avistou Tsunade ao longe no corredor e correu gritando.
Sakura: — TSUNAADEE... – gritou, a loira parou. – Onde esta Hinata e Hanabi? – disse quando se aproximou de Tsunade.
Tsunade: — O acidente foi grave, Hanabi está em coma e Hinata está dopada, ela passou por uma cirurgia.
Sakura: — E o bebê? – perguntou preocupada.
Tsunade: — Sinto muito Sakura, mas eu não consegui salvo ló... por muito pouco Hinata não esta morta também... – disse e saiu a passos apressados tentando esconder o choro pelo fracasso em salvar o filho de seu neto, Sakura ficou paralisada em choque. Tsunade caminhou onde estava Hiashi parado, ela disse algo ao homem que escorregou na parede e se sentou no chão e começou a chorar desesperado.
Sasuke chegou logo em seguida, os dois eram os únicos que sabiam que Hinata havia voltado para Konoha e que estava grávida e que ninguém poderia saber, Hiashi pediu a Hinata que ninguém soubesse do filho e que depois que ele nascesse Hinata voltaria para Tokyo para cria ló lá, mas ele a queria por perto durante a gestação para cuidar dela. Tsunade foi a escolhida para cuidar da morena, mas ela não poderia dizer a ninguém que Hinata estava em Konoha e que estava grávida de Naruto.
Sakura nunca soube explicar como Tsunade conseguiu leva Hinata e Hanabi para lá sem que ninguém descobrisse, o hospital havia acabado de ser construído e nem havia sido inaugurado.
Quando Hinata acordou e Tsunade lhe contou que o filho estava morto, Sakura e Sasuke ouviam os gritos dela ecoarem pelos corredores do hospital, era doloroso ouvir os gritos de Hinata. Sakura se sentia incapaz por não poder fazer nada para ajuda lá, Sasuke abraçou a rosada forte, naquela época nenhum dos dois nutriam sentimentos um pelo outro eram apenas amigos.
Sakura: — Sasuke faça ela parar... por favor – implorou querendo que os gritos de dor da morena cessassem, mas o Uchiha nada podia fazer. Sakura de longe via Hiashi ajoelhado no chão puxando os próprios cabelos enquanto se derramava em lágrimas, para ele era a morte ver tamanha dor em sua filha.
Flashback Off
A rosada agora entendia a dor que Hinata sentiu, pois só de imaginar perder o filho que gerava no ventre a fazia se desesperar. Sakura nunca entendeu o porquê de Hinata e Hanabi estarem indo embora de Konoha, Hinata nunca tocou no assunto tinha curiosidade em saber, mas sempre que tocava no assunto ela dizia que era assunto dela e de Hanabi.
Talvez fosse melhor não saber, já que aquele assunto a machucava tanto. Sakura olhou e percebeu que já havia terminado de arrumar se virou e se deparou com Sasuke na soleira da porta, ele trajava uma calça social com a camisa branca e gravata frouxa no pescoço estava de braços cruzados a observando. Ela sentiu o coração ir na boca com o susto, levou a mão no coração e suspirou.
Sakura: — Quer me matar?
Sasuke: — Ainda não! – disse sorrindo caminhando até ela e segurando em sua cintura e lhe dando um castro beijo, ele olhou nos olhos esmeraldinos. – O que estava pensando?
Sakura: — Na Hina... – disse e uma lembrança se fez presente em sua mente.
Sasuke: — Na Hinata?
Sakura: — Daqui dois dias é o aniversario da Hina, temos que comemorar... – disse se animando e esquecendo os pensamentos tristes de antes. – Não é todo dia que se faz vinte e seis anos Sasuke. – disse e o moreno suspirou, odiava festa de aniversario. – Amanhã falarei com a Ino para me ajudar a organizar algo. — disse, Sasuke apenas concordou com a rosada que sorria animadamente.
...
Minato caminhava até a porta para atender quem tocava a campainha, abriu e lá estava o loiro com uma cara de cansado e uma bagagem em mãos.
Minato: — Naruto que bom que voltou. — disse abraçando o filho que retribuiu o abraço.
Naruto: — Voltei para ficar, não vou mais embora. — disse, o pai deu passagem para ele entrar e assim eles caminharam para a sala, Kushina apareceu em seguida apertou o filho e se derramou em lágrimas dizendo que estava com muitas saudades e que achava que ele jamais voltaria.
Naruto levou sua bagagem para seu quarto tomou banho e desceu até o escritório do pai, bateu na porta e entrou assim que o pai o autorizou.
Minato: — Conseguiu resolver seu problema na empresa?
Naruto: — Sim, era um problema com um dos sócios... — disse os dois conversaram por longas horas sobre os negócios, Naruto contou as coisas que descobriu, sobre o acordo que pretendia propor a Sasuke. Contou sobre sua vida sem Shion, que sentia falta dela, mas que agora começava a se acostumar com o fato que ela nunca mais voltaria e que ele estava sozinho sem esposa. Que por muitas noites perdeu o sono com a lembrança da morte dolorosa de sua esposa, que passou a ter pesadelos durante a noite depois da perda de Shion. Também contou em como sua mente martelava sobre a maneira que ofendeu Hinata sendo que ela apenas queria o ajudar com palavras amiga. Ele não entendia, mas sua vida sempre o levava a Hinata como se estivesse destinado a encontra lá ou como se ambos estivesse ligados de algumas forma.
Minato: — Por que não vai até a casa dela se desculpar?
Naruto: — Ela não vai querer me ver, ela não atende minhas ligações..
Minato: — Mesmo assim... você deveria tentar, o máximo que ela vai fazer é te colocar para fora. — disse sorrindo.
Naruto: — Talvez tenha razão.
Minato: — Naruto. – chamou e o louro parou estava quase na porta do escritório. Naruto olhou para o pai esperando o que o homem iria dizer. – Sinto muito por sua esposa e sei que com o tempo irá superar... não se esqueça que estou aqui para te ajudar no que precisar filho. – disse e loiro assentiu feliz e saiu do escritório e caminhou para o quarto e trocou de roupa e seguiu para a casa de Hinata, ele apenas pegou uma blusa de frio.
Minato encontrou a mulher sentada na cadeira com as mãos em cima da mesa segurando uma xícara que fumegava com o chá de ervas que ela bebia.
Kushina: — Onde ele foi?
Minato: — Atrás de Hinata.
Kushina: — Você acha que eles ainda podem ter uma chance?
Minato: — Sinceramente? — perguntou se sentando frente a ela e se servindo do chá, ela assentiu. — Eu não sei, eles passaram por muitas coisas ruins... se algum dia eles se amaram de verdade talvez ainda exista chances, mas isso só o tempo irá dizer. — disse, Kushina tomou um gole do chá, ela sabia que somente o tempo iria mostrar se eles ainda tinham uma chance ou se estavam fadados a viverem separados.
Kushina: — Eu queria tanto que eles se entendessem e ficassem juntos... Ele esta viúvo, ela nunca se relacionou a sério com ninguém.
Minato: — Ela namorou o Sasuke não se esqueça.
Kushina: — Ah não conta, eles confundiram os sentimentos fraternal... eles sempre se amaram, mas nunca como homem e mulher.
Minato: — É... e Hinata fez Sakura consola ló e olha hoje estão casados...
Kushina: — O destino gosta de brincar com as pessoas! Será que eles foram destinados a ficarem juntos?
Minato: — Talvez sim, se os laços que os unem forem fortes o bastante.
Kushina: — Laços... talvez exista um laço que os unam.. — disse pensativa e eles tomaram o chá em silêncio, Naruto apareceu na cozinha alguns minutos depois.
Naruto: — O que vocês estão fazendo?
Minato: — Bebendo chá, quer? — perguntou mostrando a xícara para ele.
Naruto: — Quero. — disse pegando uma xícara e se servindo do chá, tomou um gole. — Gostoso e quente. — murmurou, Kushina tinha acabado de tira ló do fogo havia feito outra remessa já que ela e o marido acabaram com a primeira.
Kushina: — Cuidado.
Minato: — Como foi com Hinata.
Naruto: — Bem... ela me desculpou...
Kushina: — Vocês conversaram sobre algo mais?
Naruto: — Não... acho que ela não gosta muito de mim, ela ficou em silêncio e nem me acompanhou até a porta. — disse indignado. Kushina e Minato riram um pouco da maneira que ele disse, eles conversaram por algum tempo até o loiro se levantar.
Naruto: — Vou me deitar, estou cansado... boa noite pai... – disse beijando a testa do pai. – Boa noite mãe. – disse beijando a bochecha da mãe e caminhou para o quarto deixando o casal sozinho mais uma vez. Logo Kushina e Minato fizeram o mesmo foram dormir.
...
Naruto olhava Shion agonizando de dor na cama de repente tudo se escureceu e ele ouviu choro e o choro cessou quando ouviu o grito estridente de uma mulher.
– NÃO... — ela gritou, Naruto viu em meio a escuridão um filete de luz e caminhou até lá e encontrou um mulher de vestes brancas seus cabelos longos cobriam grande parte de seu pequeno corpo, ela estava ajoelha no chão. Quando ela levantou o rosto para fita lo, ele viu sangue muito sangue nas mãos dela subiu o olhar para o rosto e os olhos pérolas sem vida estavam lá.
Ele pulou na cama com os olhos arregalados estava suado e seu coração batia freneticamente no peito causando um incômodo. Era mais um pesadelo, mas era a primeira vez que via Hinata em um pesadelo, sempre sonhava com Shion com o sofrimento dela.
Sentou se na cama e passou a mão nos cabelos os bagunçando mais, os fios estavam úmidos por conta do suor olhou no relógio já era quase manhã, o sol logo daria o seu espetáculo levantou se e caminhou até a janela e a abriu por completo contemplando os raios laranjas que se misturavam com o azul claro e negro da noite, o sol logo sairia, ele caminhou até o banheiro tomou um banho, vestiu uma calça de moletom azul e uma blusa de mangas pretas ainda estava feio. Saiu do quarto e caminhou até a cozinha e encontrou seu pai fazendo café.
Minato: — Acordado a essa hora?
Naruto: — Perdi o sono...
Minato: — Outro pesadelo com Shion? — perguntou seu filho já havia o dito sobre os pesadelos na noite anterior.
Naruto: — Com ela e Hinata.. — murmurou intrigado, não gostava de ter pesadelos ainda mais pesadelos ruins como aquele.
Minato nada disse, sabia que o filho nunca gostou de ter pesadelos, mas o que ele poderia fazer? nada, nada podia ser feito aquilo logo passaria. Os sentimentos de Naruto ainda estavam a flor da pele, mas logo a tempestade se acalmaria dando lugar a calmaria das ondas.
O loiro mais velho colocou café para filho e pegou alguns pães e bolachas no armário.
Minato: — Acho que o pão não está murcho.. — disse sorrindo, havia ficado com preguiça de sair no frio para comprar pães frescos, sabia que Kushina reclamaria, mas não se importava. Naruto sorriu com o pai, o homem pegou na geladeira leite, suco e manteiga entre outras coisas, eles tomaram café.
Naruto: — Hoje eu irei conversar com Sasuke...
Minato: — Boa sorte... ele logo estará na empresa...
Naruto olhou o relógio e ja passava das seis e meia, se levantou e caminhou para o quarto e vestiu um terno e caminhou para a empresa Uchiha.
No caminho analisava tudo, o prédio do Uchiha era sofisticado e elegante de cor neutra e antigo, com janelas de vidros adentrou no salão e uma jovem se encontrava na recepção.
Naruto: — Olá eu gostaria de conversar com Sasuke Uchiha. — a garota o olhou.
– A sala o sr Uchiha é no último andar, a secretária dele lhe atenderá. — disse e sorriu amavelmente, ele agradeceu e se encaminhou para o elevador apertou o botão para o último andar.
A recepção onde se encontrava a secretária era elegante com dois sofás vermelhos frente a uma tv de plasma e ao fundo uma mesa com vários papéis um notebook entre outras coisas, as paredes pintadas cada uma de uma cor, vermelho, preto e branco, sorriu era a cara do moreno irritante.
Karin saiu de uma sala e encontrou Naruto olhando para o enorme cômodo.
Karin: — Naruto? posso ajudar.. — disse e o loiro olhou para ela que estava se ajeitando na cadeira frente a ele.
Naruto: — Eu quero conversar com o Sasuke.
Karin: — Só um minuto... — disse e pegou o telefone, discou o número e esperou. — Sr Sasuke, Naruto Uzumaki está aqui... — ela pausou ouvindo a resposta do Uchiha. — Sim... — ela disse e desligou. — Pode entrar Naruto. — disse e sorriu ajeitando os óculos, ele caminhou até a porta e entrou, ela suspirou pesadamente estava cansada queria sua cama.
...
Sasuke esperou o loiro entrar na sala, queria saber o que ele queira já que não o via desde a discussão no cemitério. O moreno se arrependera do que fizera, mas ao ouvir aquelas palavras a Hinata o deixou completamente fora de si, nunca deixaria que machucassem sua irmã outra vez.
O loiro entrou e deu um meio sorriso, Sasuke percebia a mudança nele estava um pouco mais magro e tinha olheiras profundas de que perdia noites sem dormir, suspirou ele estava em cacos pela perda.
Sasuke: — Olá Naruto.
Naruto: — Olá... eu queria dizer que não vim aqui para brigar nem nada, eu vim lhe propor um acordo.
Sasuke: — Qual?
Naruto: — Sua empresa cria fragrâncias, a minha desenvolve vidros... Sasori e eu resolvemos lançar uma linha de frascos de perfumes e gostaríamos que você os usasse em sua colônias.
Sasuke: — Qual o seu projeto?
Naruto: — Sasori e eu fizemos alguns esboços. — disse entregando uma pasta preta ao moreno que o folheou atentamente. Sasuke ficou impressionado com a beleza dos frascos criados por Naruto e o tal Sasori.
Naruto: — Estamos com o projeto de abrir uma filial aqui em Konoha, mas precisamos de sócios e eu pensei em você já que o nosso ramo tem algumas ligações.
Sasuke: — Entendo. — disse ainda olhando os desenhos. — O seu projeto é muito bom Naruto, mas como sabe eu teria que marcar uma reunião com você e o Itachi.
Naruto: — Claro...
Sasuke: — Sasori quem ele é?
Naruto: — Meu sócio e amigo
Sasuke: — Ele está em Nova Iorque? — perguntou e Naruto assentiu. — Peça a ele para mostrar o projeto a Itachi.
Naruto: — Sim... hei Sasuke e eu queria te agradecer...
Sasuke: — Por? — perguntou com uma sobrancelha arqueada.
Naruto: — Por me fazer enxergar a estupidez que cometi com Hinata... sei que gosta muito dela.
Sasuke: — Não precisa agradecer até por que eu me descontrolei, eu amo a Hina... ela é uma irmã para mim...
Naruto: — Eu sei... bom obrigado mesmo assim! — disse e saiu da sala do moreno.
...
Ino estava sentada na bancada da floricultura observando as flores, Sai estava no banco só o veria na hora do almoço o que ainda faltava muito tempo para acontecer, pois ainda era nove da manhã, ela tinha acabado de abrir a floricultura. Ouviu o cantar do sininho que colocará na porta ao olhar para entrada viu seu irmão entrar.
Ino: — Olha quem é vivo sempre aparece.. — disse dobachada do loiro, ele revirou os olhos.
Naruto: — É meio vivo. — murmurou se sentando frente a loira que suspirou tristonha. — E você conversando com as abelhas.. — debochou da loira que estreitou o olhar o fuzilando. Ela percebeu a indireta já que não havia nenhum cliente ali, ela mostrou língua e se virou de costa fingindo estar emburrada. Ele gargalhou da atitude infantil da loira.
O sininho tocou mais uma vez e os dois irmãos olharam na direção da porta e por ela viram uma Sakura sorridente entrando. A rosada ficou feliz por ver Naruto de volta, ela sabia que ele havia apenas tido um momento de raiva naquele dia tão triste.
Sakura: — Naruto não sabia que tinha voltado... fico feliz. — disse sorrindo quando parou ao lado do louro.
Ino: — Bom dia testuda sabe eu não sou invisível. — murmurou irritada por ter sido ignorada pela amiga.
Sakura: — Ah Ino-porca não se ofenda... Bom diaa. — disse indo até a loira e a abraçando. — Você esta muito ciumenta. — disse e eles riram.
Naruto: — Vocês não cresceram... — disse debochado das duas que deram de ombro.
Ino: — Sempre existe um lado criança em nós. — disse mostrando língua outra vez para o loiro que revirou os olhos.
Sakura: — Bom eu vim aqui pedir sua ajuda Ino... como sabe depois de amanhã será aniversário da Hinata.
Ino: — Já? Não acredito que ela já vai entrar na nossa turma. — disse rindo, Hinata era a caçula do grupo. — Ano passado ela fugiu de você.
Sakura: — Sim, ela sabia que eu iria fazer alguma comemoração...
Naruto: — Ela não gosta de comemorar?
Ino: — Não...
Naruto: — Por quê?
Ino: — Eu sinceramente não sei... ela mudou muito depois que voltou de Tokyo.
Naruto não entendia bem o porquê ela havia mudado, talvez fosse a dor de perder quem amava tão cedo. Queria entende lá, mas queria que ela deixasse que ele se aproximasse.
Naruto: — Eu posso ajudar?
Sakura: — Claro... eu estou pensando em fazer apenas um jantar para ela o que acham?
Ino: — Acho mais que perfeito, se fizer uma festa igual a ultima vez ela irá embora carregada... – disse se lembrando do aniversário de Hinata a dois anos atrás quando Sakura inventou de fazer uma festa surpresa e a morena bebeu e reclamou a festa toda dizendo que “odiava festas de aniversario, não gostava de lembrar que estava ficando velha”.
Sakura: — Quem podemos chamar?
Ino: — Acho melhor só nos e meus pais, afinal ela não tem muito contando com os outros... acho que ela se sentira mais a vontade só com a gente!
Sakura: — Tem razão, Naruto... você vai? – perguntou a ele que parecia não prestar muita atenção no que elas diziam, ele olhou confuso e assentiu mesmo sem se saber o que ela dizia.
Ino: — Você sabe aonde vai idiota? – perguntou, pois conhecia a cara de tapado do irmão, ela sabia que ela não havia prestado atenção na conversa. Ele sorriu sem graça e negou com a cabeça fazendo as duas mulheres bufarem. – Você vai no jantar de aniversário da Hinata?
Naruto: — Ah sim, vou sim... – disse sem graça por ter sido pego no seu ato desatento, mas algo em sua mente gritava dizendo que algo aconteceria nesse jantar, ele só não saberia explicar se era algo bom ou ruim e desejava do fundo de sua alma que fosse algo bom.
...
O que nenhum deles sabia era que esse jantar prometia revelações das quais laços poderiam ser quebrados para sempre, onde um coração ferido atiraria pedras para todos os lados sem se importar com a consequência de seu ato.
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