Laços

1 E depois?


Notas iniciais
Yo, minna! Tudo bem com vocês? Bom, antes de começarem a leitura, tem algumas coisas que eu gostaria de esclarecer: a história narrada a seguir acontece depois da luta entre Pain e Naruto, quando o loiro derrota Nagato e a vila está sendo reconstruída. Seguirei a mesma linha de comportamento dos personagens no anime e mangá, sendo que isso pode mudar no decorrer da trama. A história em si não seguirá o mesmo rumo do anime. Mesmo assim, aviso pra quem ainda não chegou nessa parte da história: Cuidado! Ela pode conter spoillers! Pequenininhos, mas tem! Ah, esta é minha primeira fic, então sejam bonzinhos comigo, ok? E por favor, não deixem de comentar, dar suas opiniões e sugestões, elas serão muito importantes para mim!Bom, chega de enrolação.Boa leitura, e nos vemos nas notas finais!

Sakura andava apressada em meio aos destroços de Konoha. Havia muita coisa a ser feita, muitos feridos a serem tratados. Estava exausta, mas não podia parar. A tensão pelo coma de sua mestra a deixava tristonha e mais nervosa que o habitual. Nem mesmo as gracinhas de Naruto conseguiam mais animá-la. “Quando será que isso vai acabar bem?”, pensava.

Quando enfim chegou à barraca verde, entrou sem cerimônias, já estava até tirando de sua bolsa alguns objetos que iria usar para tratar das pessoas que ali estavam. Mas quando levantou o rosto na direção dos feridos, viu que a menina Hyuuga já estava lá, enfaixando o braço de um senhor de cabelos totalmente brancos. Hinata sorriu ao ver a rosada entrar.

–Sakura-san... você estava tão ocupada e cansada, que tomei a liberdade de fazer os primeiros socorros de alguns dos moradores feridos nas barracas do leste. – falou, tímida.

Sakura sorriu. Hinata estava ajudando em tudo o que podia, e estava sendo de muita utilidade. Talvez, sem ela, Sakura não conseguisse dar conta de tudo, uma vez que a principal médica ninja do País do Fogo estava em coma, e sua discípula Shizune ainda não se recuperara o suficiente para ajudar. Nem mesmo dispunham de equipamentos para agilizar o tratamento e recuperação dos feridos, pois tudo havia sido destruído.

Mas graças ao byakugan de Hinata, haviam conseguido recuperar muitas coisas em meio aos destroços. A Vila da Areia mandava recursos, honrando e fortalecendo sua aliança com a Vila da Folha. E a morena de olhos perolados não era uma ninja médica, mas era a ela que Sakura recorria quando estava exausta demais para utilizar as próprias habilidades. Havia dias em que sequer tinha mais chakra suficiente para prosseguir, então Hinata utilizava seus olhos para informar que pontos do paciente precisavam de atendimento imediato, quais mereciam mais atenção. Se não fosse pela ajuda dela...

–Obrigada, Hina – falou, sentando-se perto de Hinata enquanto ela terminava de enfaixar o braço do pobre senhor. – Está vendo aqui? – falou, apontando para o ombro do homem – enrole a faixa aqui com força. Vai facilitar os movimentos e evitar maiores dores.

–Certo – respondeu a morena, obedecendo habilmente às instruções de Sakura.

–Ótimo. Está sentindo alguma dor? – perguntou ao velho.

–Não... a menina do clã Hyuuga cuidou bem de mim. Logo estarei novinho em folha!

Sakura fez a mesma pergunta ao restante das pessoas que se encontravam na barraca. Todas já haviam sido tratadas por Hinata, e além daquela barraca, mais cinco contaram com sua presença. Sakura sorriu para Hinata, satisfeita. Iria visitar as barracas no dia seguinte. Ainda havia feridos em estado mais grave ao Sul de Konoha, pessoas cujos ferimentos não permitiam que fossem levadas para outro lugar. Sakura dirigia-se à saída da barraca, indo para o centro da cidade paracontar das melhorias no estado de saúde das pessoas do Leste e logo depois iria para o Sul, quando Hinata ofereceu-se para acompanhá-la até o centro.

As duas andavam em silêncio até que Sakura falou:

–Nossa, Hinata... não sei o que teria sido de mim sem você para me ajudar. Tantos feridos para poucas pessoas que possam ajudar... – suspirou, triste.

–Quero ajudar no que puder, Sakura-san.

–Ótimo, mas não exagere. Você também se feriu muito naquela luta... ainda estou de olho em você. – avisou, puxando um pouco a faixa de curativo que Hinata usava enrolando a testa, por baixo dos cabelos. Seu tronco também estava enfaixado, mas só um pouco. Não era nada grave, afinal.

Hinata sorriu, corando um pouco.

–Não precisa se preocupar com isso, Sakura-san... já estou bem, estou ótima...

–Eu sei. É só por precaução.

Continuaram caminhando. O dia agradável e o céu azul contrastavam com a destruição que se estendia por todo o território de Konoha.

–Hinata... posso perguntar uma coisa?

–Claro, Sakura-san...

–Quando você vai falar com o Naruto?

Hinata parou imediatamente de andar, surpresa com a pergunta. Seus olhos estavam arregalados e seu rosto estava quente... o que quer dizer que já estava vermelha como um pimentão. Era mesmo chato que não pudesse se controlar direito quando se tratava do Naruto.

Sakura parou um pouco mais a frente de Hinata. Esperava por uma resposta.

–Fa-falar o quê, Sakura-san?

–Hinata, você não pode mais viver com medo de dizer o que pensa. Ou será que só disse aquilo no meio daquela luta porque achou mesmo que fosse morrer?

Sakura estava se referindo à luta com Pain, quando o mesmo encurralou Naruto e ela correu para o meio do campo de batalha, para proteger o loiro e... acabou dizendo que o amava.

Hinata pensou que seu rosto fosse explodir. Como era possível que ficasse mais quente, mais vermelha?

Sakura não pôde ouvir o que Hinata dissera para Naruto naquele dia, pois sequer pôde se aproximar da luta. Não teve a coragem de Hinata. Mas a lesma da Hokage havia dito a ela. E... a rosada já desconfiava, claro. Todos já desconfiavam.

–Eu... eu... – gaguejava Hinata.

–Hina, — falou a rosada, pondo a mão no ombro de Hinata e olhando para ela com carinho. – O Naruto pode ser um baka, desengonçado, escandaloso, mas... ele é a pessoa mais maravilhosa que eu conheço. Tenho certeza de que ele pode gostar de você, assim como você gosta dele. E caso isso não aconteça, ele não irá te magoar. E continuará seu amigo.

–Sakura-san...

Ela sabia, não sabia? Sakura devia saber. Devia saber que Naruto era apaixonado por ela. Hinata sabia disso desde que eles eram crianças. Todos da vila sabiam. Não era possível que ela não soubesse. Mas Hinata também sabia que, mesmo que Sakura amasse Naruto, tal amor era como o de uma irmã. E que o coração da rosada pertencia a...

–Quero te ver viver sem medo, Hina. Quero te ver de novo lutando com vontade pelo que você quer, como fez naquele dia, quando protegeu o Naruto. Quero te ver feliz porque... porque você merece.

Hinata ouvia àquelas palavras em silêncio. Como faria aquilo? Como viveria sem medo, sem sua timidez descontrolada?

–Estou indo direto para o Sul. Vá para o centro e conte o resultado dos tratamentos aqui no Leste. E... fale com ele, Hinata.

Sakura deu um forte abraço em Hinata, e foi andando na direção do Sul de Konoha. Hinata viu a rosada se afastar, e ficou perdida em pensamentos, apenas imaginando como...

Como falaria com Naruto?

***

Quando Hinata chegou, viu Kiba sobre Akamaru, com a cara emburrada. Os dois mexiam nos destroços, Akamaru latia, e Kiba ia para perto dele, mexendo ainda mais nos destroços.

–Kiba-kun... o que está fazendo?

–Minha mãe está me obrigando a procurar tudo que tem o cheio da nossa família no meio dessa zona – falou, de mau humor. – Akamaru e eu já estamos cansados, mas ela disse que só sairíamos daqui quando achássemos pelo menos metade de nossas coisas.

–Sua mãe também é problemática assim? – perguntou Shikamaru, aproximando-se dos três. Ele apoiava-se em uma moleta.

–Shikamaru-kun, ainda está assim? Quer que eu peça a Sakura-san para dar uma olhada em sua perna novamente? Ou quer que eu olhe seu fluxo de chakra, ou pegue algum remédio para você?

–Não, obrigado, Hinata. Seria um saco você ficar apertando minha perna que nem a Sakura fez...

Hinata riu. Kiba e Akamaru continuaram sua busca pelos destroços, e Shikamaru aproximou-se um pouco mais de Hinata.

–Está sentindo dor?

–Não muita... só quando piso no chão ou quando... a Sakura me examina. Aquela garota ser uma ninja médica é algo muito problemático.

–Shikamaru-kun! Sakura-san anda muito cansada, está trabalhando muito e...

–Eu sei, eu sei... só estou brincando. E ela só apertava minha perna quando eu dizia alguma coisa que a deixava nervosa... como dizer a ela que ela fica nervosa com muita frequência.

Hinata riu mais abertamente. Falar de Sakura apenas deixava sua conversa com ela ainda mais vívida em sua memória. O que faria agora? Deveria procurar Naruto?

–Hinata? Hinata! O que foi? Por que está ficando tão vermelha? – Shikamaru movia uma das mãos na frente do rosto de Hinata, para chamar sua atenção.

Hinata saiu de seus devaneios e disse aos garotos que estava cansada, e que iria até perto da fronteira, longe de todos, para descansar um pouco. Mas que, caso alguma emergência aparecesse, não hesitassem em chama-la.

–Não vá para muito perto da fronteira, Hinata. Estamos em estado de alerta, a fronteira está sendo vigiada no caso de aparecerem invasores. Tome cuidado. – alertou Shikamaru.

–Pode deixar. Tchau, Shikamaru-kun, kiba-kun! Tchau, Akamaru!

Hinata saiu de perto dos garotos ainda mais absorta em pensamentos. Como poderia falar sobre seus sentimentos com Naruto se ao menor sinal de estar pensando nele já ficava vermelha como um tomate?

Lembrou-se de Kiba de cara emburrada revirando aquela bagunça... Kiba era diferente, um de seus melhores amigos. Sempre esteve por perto quando ela precisou, sempre lhe deu força para seguir adiante, sempre aceitou treinarem juntos para tentar melhorar as habilidades de uma Hyuuga nada habilidosa em combate. Graças a esses treinamentos tinha evoluído muito. Será que se contasse para Kiba o que estava sentindo, ele lhe daria o mesmo conselho que Sakura? Será que ele a julgaria? Será que...

Hinata parou de andar. Já estava distante o suficiente. Ainda havia restos da construção do que um dia foi Konoha onde ela parou. Estava exausta, muito mais do que admitia para todos. Precisava apenas de alguns minutos de descanso e silêncio, apenas alguns minutos pensando em sua vida, apenas alguns minutos de sossego...

–AAAAHHHHHH, MAS QUE DROGA!

Hinata sobressaltou-se com o grito. Aquela voz tão conhecida, aquele escândalo... não era possível que tivesse vindo parar justamente onde Naruto estava. Com a expressão marcada pelo choque, virou-se e viu Naruto, a alguns metros de onde estava sentada, procurando algo em meio aos destroços.

–DROGA, DROGA, DROGA, DROGA, DROGA!!! – praguejava Naruto, impaciente. Estava procurando seu colar, seu precioso colar que havia ganho de Tsunade quando a vencera numa aposta. Ela o havia desafiado a fazer o rasengan. Uma boa lembrança, apesar de ter apanhado muito. Fazia tanto tempo... como pôde perder aquilo?

–Vovó Tsunade vai me matar... – falava, agora mais baixinho. – Se souber que perdi o colar do avô dela, que foi de seu irmão e de seu noivo... vai me matar, me matar!

Desanimado, continuava revirando tudo. Hinata levantou-se, pronta para sair dalí de fininho. Ainda não estava pronta. Ainda não era hora para aquilo. Esteve evitando encontrá-lo desde o dia em que ele derrotou aquele Pain. Não sabia como ele reagiria quando a visse, depois do que elatinha dito. Por todos os Kages! Tinha de sair dalí.

Desajeitada e nervosa, Hinata não conseguiu ser tão silenciosa quanto queria. Naruto parou de revirar os restos de Konoha e olhou na direção de onde vinha um barulho e... a viu.

–Hi... Hinata?

“Ain!”, pensou Hinata, desesperada. Virou-se devagar, achando que iria morrer... não morrera na luta contra o Pain, mas morreria ali com certeza. Seu coração acelerou, como se concordasse e confirmasse seus pensamentos. Iria ter um troço. Com certeza iria.

–Na-Naruto-kun!

Ele correu para onde ela estava.

“Não, não, não, não, não...”, pensava, desesperada. Estava a ponto de ativar o byakugan para conseguir enxergar por qual caminho sairia dali mais rapidamente.

–Hinata! Oi! Não vi você desde aquele dia...

–Naruto-kun, desculpe, mas eu tenho que ir! – disse, já virando-se e preparando-se para correr. Sentiu a mão de Naruto em seu braço.

–Espera! Você chegou em boa hora... será que pode me ajudar? – falou, sorrindo.

Negar um pedido do Naruto-kun? Não conseguiria. A essa altura, Hinata sentia que em breve estaria respirando fundo a cada dois segundos para evitar o treco que ela sabia que em breve teria. Imaginaria como ele a levaria de volta aos ninjas médicos, será que a colocaria nos braços? Algo lhe dizia que seu rosto apresentava um tom de vermelho nunca visto antes. Mas se ele viu, fingiu que não notou. Apenas sorria para ela, aquele sorriso aberto, desconcertante, acolhedor...

–Ah... claro. Do... do que você precisa, Naruto-kun?

–Vem comigo – disse, pegando-a pela mão.

Hinata o seguiu sem relutância. Em se tratando de Naruto, era mole como gelatina. Não conseguia lutar. Tudo o que conseguia fazer era desmaiar e ficar vermelha toda vez que ele chegava perto...

–Lembra do cordão que a vovó Tsunade me deu? Aquele que nunca tiro, nem pra dormir, nem pra tomar banho, nem pra comer ramen? Então... eu perdi! — Falou, sorrindo sem jeito como uma criança que sabe que fez coisa errada. Naruto era engraçado. Tudo nele fazia Hinata sorrir. Seus olhos, o jeito como coçava a cabeça, como falava rápido as coisas, como comia ramen feito louco... quando lembrava daquele sorriso, pegava a si mesma rindo sozinha.

–Pe-Perdeu?

–Sim! – falou – Perdi, e foi no meio da luta com aquele maluco do Pain, tenho certeza. Eu não tiro aquele colar nunca, Hinata.

–Hum... eu posso procurar com o byakugan...

–Isso, isso! Por isso disse que era ótimo você estar aqui. Estou revirando tudo há horas, e não encontro nem pista do cordão... com você vai ser moleza!

–Byakugan!

Hinata olhava atentamente por entre os escombros.

–Hinata... e como você está?

–Ahn?

–Você se feriu, Hinata. Eu vi. – falou, sério, mas sem olhar para ela.

Hinata desfez o byakugan, surpresa com o tom de Naruto.

–Ah... estou bem! Estou ótima! Sakura-san cuidou muito bem de mim... ela está cuidando de todos. Ela é uma ninja médica muito boa...

–Ela é mesmo, não é? –falou, sorrindo para Hinata. Mas Hinata não quis olhar para aquele sorriso. Dava para ver como o rosto de Naruto se iluminava quando ele falava em Sakura. Concentrou-se e ativou o byakugan novamente.

Realmente, Sakura havia se tornado uma ninja muito talentosa, principalmente no que diz respeito às suas habilidades médicas. E estava cada vez mais parecida com Tsunade, o que fez Naruto estremecer um pouco. Quando lembrava dos cascudos que Sakura lhe dava...

–Naruto-Kun... não acho nada.

–Hinata, pode procurar mais um pouquinho? Por favor? Preciso estar usando esse cordão quando a vovó acordar... e vai ser logo, você pode apostar. E se ela não me vir com esse cordão, vai me bater e a Sakura também vai se souber que irritei a mestra dela em plena recuperação e, como diz o Shikamaru, isso vai ser tão problemático... – pediu, já quase chorando.

Hinata concordou em procurar mais um pouco. Talvez, se pudesse se afastar dele e se concentrar mais... talvez se fosse um pouco mais para o centro do território de Konoha, poderia ter uma visão de todos os pontos da área.

–Que bom que você apareceu... ia dar um trabalhão procurar sozinho – falou, sorrindo. – e podemos conversar, não é? – continuou – Faz dias que não vejo você, Hinata. Sei que está ocupada ajudando a Sakura-chan e os outros, mas...

Hinata engoliu em seco. Sentiu uma leve vertigem, mas tentou se concentrar no byakugan. Não podia desmaiar alí. Não podia pensar em Naruto carregando-a nos braços na direção contrária da vila, para um lugar distante onde viveriam só eles dois...

O byakugan se desfez com aqueles pensamentos.

–Hinata? Está tudo bem? É a segunda vez que você desfaz o byakugan.

–Na-nada! Não é nada, Naruto-kun! – falou, apressada, tentando não olhar diretamente para ele.

–Tem certeza? Aaaahhhh! Entendi! Você deve estar muito cansada, não é Hinata! Sakura-chan e os outros me disseram que você está ajudando bastante... deve estar com pouco chakra. E eu aqui, te amolando com as minhas besteiras!

–Nã-não, Naruto-kun, tu-tudo bem! Vamos achar seu cordão, você vai ver. Não se preocupe comigo... estou bem. – falou, em um tom agudo, quase gritando de tão nervosa. Sua agitação fazia seu longo cabelo mover-se de forma estranha. E quando o vento veio um pouco mais forte... Naruto pôde ver a faixa que enrolava a testa de Hinata.

Muito sério, ele aproximou-se de Hinata. Tocou levemente sua franja, e a levantou.

–Isso... isso está doendo?

–O-o Q-quê?

–Perguntei se isto está doendo.

O rosto de Naruto era sério... seus olhos não estavam mais tão alegres. A mera lembrança de Hinata no campo de batalha enquanto ele estava impotente era torturadora. Não sabia direito como ou porquê aquilo havia acontecido... mas não deixaria acontecer nunca mais. Nenhum de seus preciosos amigos se machucaria mais por causa dele.

–N-não! Naruto-kun, estou bem! Sakura-san já cuidou disso...! – disse Hinata, entrando em desespero com a proximidade de Naruto. Jurou a si mesma que jamais comentaria sobre os machucados que se espalhavam por seu corpo. Naruto não precisava se torturar por ela, quando tinha salvado tantas vidas, e toda a vila.

Então, ele fez o que ela não esperava: a abraçou. Quando Hinata ouviu sua voz, era baixa, em tom de súplica.

–Me desculpe, Hinata... Me desculpe... Eu não podia ter deixado isso acontecer... você se machucar desse jeito por minha causa, você ou qualquer outro... prometo nunca mais deixar isso acontecer.

Hinata reprimiu sua vertigem. Sentia que ia desmaiar, sim, ia desmaiar. O cheiro de Naruto, sua pele, seu abraço... seu abraço na verdade fazia seus machucados doerem, mas não diria isso a ele, não importava. Lutou bravamente contra o desmaio que ameaçava vir. Então, reuniu toda a coragem que tinha, e, lembrando-se das palavras de Sakura, disse:

–Na-Naruto-kun... eu... eu preciso conversar com você!

Notas finais
Oi! Acho que o capítulo ficou grande, mas quando vi, já era! Lembrando que a opinião de vocês é muito importante para mim e para o rumo dessa fanfic!Pretendo postar o próximo capítulo logo, loguinho, então aguardem! Bjks!