Laço de Gelo
1 Castelo e Caverna
Notas iniciais
Num universo longínquo onde tudo era gelado e frio, uma menina de cabelos rosa claro e olhos azul água, vagueava com o seu grande urso branco em cima da neve branca. O céu estava limpo, mostrando a luz do sol que os aquecia. Estes não estavam muito longe da sua caverna, pois estavam à procura de mantimentos. Ela fez um buraco no chão para conseguir algum peixe enquanto o urso sentava-se ao lado observando o ambiente.
Depois de algumas horas, pescaram três peixes e acharam algumas plantas que encontraram a caminho para casa. Voltaram à habitação, entregaram os mantimentos ao pequeno velho de barba branca e sentaram-se no chão.
– Isto não dá para muitos dias… — Afirmou o homenzinho que tinha uma voz particularmente velha. – Amanhã teremos de arranjar mais Noaline.
A menina assentiu e olhou para as chamas que aquecia a casa. O urso tocou com o focinho no braço da menina e esta olhou-o e fez mimos.
– Eu vou dar uma pequena volta... – Disse Noaline levantando-se.
– Com pequena, queres dizer grande. – A menina sorriu pois sabia que ele tinha razão e saiu da caverna...
~o~
Uma outra menina, muito mais nova, com cabelos azuis claro e lindos olhos de cor azul água vivia na grande cidade. Mas não era uma menina como as outras, era a princesa do reino congelado! Estava dentro do grande castelo cristalizado e brilhante, com que todas as pessoas sonham ter. A pequena ainda estava a dormir até alguém a acordar.
– Menina, já são horas de acordar. – Disse um dos mordomos, um dos mais fieis que tinham em serviço enquanto abria os cortinados. A menina tapou-se com o cobertor violeta, tentando esconder-se do sol. – Você sabe que tem horário para cumprir... Ainda sou despedido por sua culpa.
A pequena levantou-se logo de seguida com medo que isso acontecesse. O homem riu-se com o sucedido e saiu do quarto. Esta vestiu-se rapidamente e desceu as longas escadas brancas que davam a um corredor cheio de quadros com personalidades da realeza. Ignorou-os pois ela os vê todos os dias e já não se impressionava com o poder expressivo de cada um deles. Entrou na sala onde, no centro, estava uma mesa enorme para refeições. Seu pai estava sentado no lugar mais longe da entrada enquanto sua mãe estava sentada mais ao centro da mesa. A mãe sorriu para a pequena e esta retribuiu, enquanto o pai observava a filha e continuou a sua refeição.
– Bom dia. – Disse a menina caminhando em direcção ao seu lugar.
– Bom dia Naheiju. – Responderam os pais.
A menina sentou-se e comeu o pequeno-almoço, calada. Depois de todos terminarem todos se levantaram e saíram da sala para cumprir o horário...
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