Lavar o cabelo?
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Caros leitores
Amantes ou não do Intrépido professor de poções,
trago a vocês um história curta que fiz pensando naquelas madeixas negras.
Pensei inicialmente em colocar esse desejo dentro de outra fic mais longa. Mas fiquei muito empolgada com a ideia, resolvi pô-la em prática... kpspskspkspsspk
A imagem peguei da intenet, nao é minha.
Capítulo único – Lavar o cabelo?
Hogwarts tinha um cobertor branco jogado por seus telhados rústicos. A estação fria culminava a escola com lamentos, advindos do vento que cortava seus corredores de pedra. O exterior sombrio e solitário contrastava com o seu interior. As paredes brilhavam com a luz das tochas que se perdiam nos diversos enfeites adornados pelo castelo. Ouvia-se de longe a algazarra dentro do salão principal, preenchido com delícias advindas do banquete de Natal. O cheiro de chocolate quente e nozes predominava na mistura de odores entre os corvinos bem vestidos.
— Luiza – a garota de cabelos azeviche se surpreendeu com o ataque da amiga, que pulara em suas costas, quase a fazendo mergulhar no creme do cupcake — vamos no Dedos de mel amanhã.
— Amanhã é Natal Morgana, a doceria não abrirá – retrucou Luiza ao presentear a corvina com um dedo de creme em seu nariz arrebitado, sorrindo marota.
— Vejo que continua com a cabeça acima do teto encantado – riu sem se importar ao lamber o creme da face – pois terá um evento especial. Portanto abrirá – disse ao passar o resto do creme na bochecha da outra.
— Eca – a pequena limpou a face e correu dando a volta para evitar ser lambuzada com outro doce, e então, sentou-se no banco em frente a colega para continuar a conversa. Uma ação fácil, pois, se encontravam na ponta da grande mesa da Corvinal.
— Morgana, sabe que tenho outros planos. Porque quer sabotar sua amiga? – Luiza sabia que a outra nunca apoiou suas ideias, mas ainda esperava um pouquinho de compreensão.
— Por Merlin, não me diga que vai dar continuidade nisso – A ruiva se sentou também mordendo o cupcake sem creme. Então viu a menina desviando o olhar para a mesa ao lado. Seguiu o olhar já sabendo o que ela procurava. O assento vazio ao lado de Dombledore – Luiza, tem tantos garotos legais que você pode conhecer amanhã. Porque insistir nesse morcego que só te despreza?
— Ele não me despreza – Morgana ergueu as sobrancelhas desconvencida — ele me permite ficar na sala todos os dias após as aulas. Só nos dois – falou devagar a última frase como para engrandecer o fato.
— Limpando caldeirões e lendo livros a cinco metros de distância. Com muito custo depois de perseguir e atormentar o homem durante três anos. Isso é escravidão, não afeição – a ruiva retrucou vendo a amiga encolher a cada palavra. Suspirou segurando-lhe a mão – olha Luiza, eu me preocupo com você, já estamos no último ano e nossas vidas irão mudar completamente em pouco tempo. Não fique presa nesse amor platônico.
— Minha cabeça sabe que você tem razão – apertou a mão Sardenta – já meu coração.. – arrumou a postura vendo a ruiva lhe olhar com pena – mas não precisa se preocupar, minha resistência tem limite, amanhã será a última tentativa.
O revirar de olhos da corvina terminou em um sorriso vencido. A risada das duas foi então interrompida pela cacofonia dos corvinos que passaram correndo com os cabelos cheios de creme de avelã. Algum grifinório viu a brincadeira das meninas mais cedo e resolveu fazer algo semelhante, só que em uma escala maior. Os gritos e risadas preencheram o espaço até algum professor pôr ordem na casa.
[...]
Luiza desceu pelos corredores com destino as masmorras, depois de limpar o excesso de doce entrelaçado nas madeixas de azeviche. Se esgueirou escondida nas sombras, evitando ser interceptada por algum colega ou pelo inconveniente Pirraça.
Chegou em frente à porta tanto visitada suando profusamente. Respirou fundo para recuperar o fôlego e encher o peito de coragem.
Era uma garota tímida e aplicada, alguns anos atrás nunca se imaginaria correndo pelo castelo, muito menos fazendo isso pela ansiedade em ver seu professor de poções, que a tantos trouxe terror.
Seu coração martelava como louco. Sabia que sua luta insistente tinha trazido uma pequena tolerância do bruxo por si. Poderia ter sido alocada em Sonserina pela sua determinação, não fosse a adoração por pequenos animais e objetos fofos.
Os dedos tocaram a madeira envelhecida fazendo ressoar duas batidas ocas. Após aguardar alguns minutos a porta se abriu apresentando uma sombra conhecida.
— Shirin – o bruxo suspirou – porque não estou surpreso.
— Professor Snape gostou do meu presente? – a corvina sorriu segurando as próprias mãos com força desnecessária.
As sobrancelhas do sonserino se ergueram em uma óbvia indagação.
— Não viu a caixinha com fitas douradas sobre sua mesa? – a pequena murchou.
— Se está falando daquela coisa ridícula, então aconselho procurar nas cinzas de minha lareira – os olhos de amêndoas se arregalaram. Sabia que precisava desmotiva-la, mas se arrependeu de imediato, pois doía ser o autor de sua dor – o conteúdo no entanto estava.. comestível.
A mulher riu em um misto de alívio e embaraço.
— Fico feliz que tenha gostado. Não tinha certeza se o chocolate meio amargo com rum seria de seu agrado.
— Nunca tive muito apreço por doces. Apesar de ter ouvido em algum lugar que os gostos mudam com a idade – o bruxo tinha uma necessidade irredutível de evitar respostas afirmativas. Mas foi suficiente para ampliar o sorriso da pequena.
— Mais alguma coisa Shirin? – o pocionista disse com intenção de se retirar.
— Sim. Ah. Você deve se lembrar dos meus irmãos. Creio que devo ter contado sobre eles uma ou duas vezes. – a corvina piscou se atendo ao cerne de sua visita.
— Paul e Willian Shirin. Bem mais que algumas vezes, devo dizer – a bruxa corou envergonhada — Paul estava trabalhando na Romenia com Carlinhos Weasley, e Willian se aventurando pelo mundo atrás de lendas urbanas para escrever um livro, se não me falha a memória.
— Desculpe. Devo ter me excedido. Isso sempre acontece quando falo sobre os dois – Snape concordou com um aceno fazendo ela corar de novo – então.. – a pequena fechou os olhos tentando conter o embaraço – quando eles voltam pra casa, geralmente em feriados, como o Natal, tendem a me mimar um pouco, visto que não nos vemos muito e eu sou a única menina da casa.
O mestre de poções fitou a pequena parada no corredor pouco iluminado, sentindo-se desconfortável por algum motivo.
— Parece que isso vai demorar – suspirou voltando para dentro do recinto — entre Shirin, se terei que ouvir outra das histórias de sua família, precisarei de um copo de whisky.
Em outra época esse convite nunca sairia da boca do bruxo. A corvina conquistou pequenas gestos advindos do homem após três anos de labuta.
Luzia se absteve de contar para Morgana sobre a profundidade de seu relacionamento com o pocionista. Nada mudou exatamente, entrar em sua sala passou a ser algo natural, também podia ter longas conversas, as quais ele geralmente participava apenas como ouvinte. As vezes nada falavam, ela entrava, sentava e lia um livro enquanto ouvia o borbulhar do caldeirão em que o bruxo trabalhava.
Bebericando o firewhisky, Snape aguardou a pequena se acomodar e continuar.
— Quero te fazer um pedido. Vai parecer presunçoso de minha parte, além de não ser algo que alguém pediria com naturalidade – Luiza respirou fundo e fitou as orbes negras que a olhavam curiosas – mas peço que não me interprete mal. Tenho a mais pura das intenções com esse pedido.
— Continue – disse, desconfiado.
— Estava dizendo que meus irmãos gostam de me fazer agrados. Levam doces que eu gosto para me presentear e me deixam .. – engoliu a saliva nervosa – lavar seus cabelos. Sabe, eu sempre gostei de ajudar-lhes com seus cabelos, isso virou um hábito e uma espécie de afeto. Eu faço isso quando estou feliz, ou quando algo ruim acontece. Quase como uma terapia. Eles deixaram os cabelos crescerem de propósito por minha causa – a bruxa falou rápido atropelando as palavras.
— E o que isso tem a ver com o pedido que quer me fazer? – o sonserino perguntou com receio do que viria a ser a resposta – espere, que idade eles têm mesmo? Está dizendo que permitem que os lave? – horror passou pelas orbes negras quando o bruxo quase derrubara o copo.
— Calma, contenha esses pensamentos incestuosos – a garota se alarmou — Eu disse que lavo O CABELO, eles ficam totalmente vestidos. Acho que nunca viu um salão de beleza dos trouxas, se visse saberia do que estou falando. Pedi a você para não ser mal compreendida.
— Está brincando? Quer lavar o meu cabelo? É uma piada Shirin, pois se for encontre outro para fazer chacota. Não me faça de idiota – Snape sorveu o conteúdo do copo em uma virada e olhou irado para a corvina.
— Por favor, isso é algo feito na minha família, nunca faria piada de tal assunto sério, me agradaria muito ter esse momento como presente de Natal – a pequena se levantou e apertou as mãos junto ao peito.
— Abusou bastante de minha boa vontade Shirin, volte para o dormitório – o pocionista elevou o queixo altivo, enquanto indicava a saída em tom ríspido.
— Amanhã as duas horas, no banheiro dos monitores, no quinto andar – a pequena não ia desistir tão fácil.
— Shirin – gritou o homem em aviso.
— Estou saindo – segurando o batente da porta se voltou uma última vez – a senha é frescor de Pinho. Boa noite professor.
A corvina correu antes que fosse estuporada.
[....]
O banheiro dos monitores quase não era utilizado, nesse dia em específico Luiza tinha total certeza que ficaria esquecido. Os alunos que não voltaram para casa para passar o feriado com a família tinham saído para o evento de Natal no Dedos de Mel. Morgana ainda tentou convencer a amiga a desistir da ideia maluca, mas sem sucesso, prometera lhe trazer na volta um sapo de chocolate.
A Corvina chegara uma hora antes do previsto para organizar os produtos que iria utilizar. Com tudo feito só restava esperar o bruxo de sobrecasaca aparecer.
As horas se passavam e Luzia já tinha cansado de contar quantas vezes a sereia penteava suas madeixas na vidraça da janela. O som da água corrente e o vapor quente estavam lhe deixando sonolenta, decidiu caminhar para afastar o sono.
Essa era sua última tentativa. Rezava internamente para a o sucesso dessa missão. Tinha feitos planos de viver com Paul no próximo ano caso fosse efetivamente rejeitada. Mas a ideia não lhe agradava, mesmo que dragões bebes tivessem uma feição fofa.
Logo iria escurecer e a pequena esperança que cultivava estava se extinguindo como o dia no horizonte cinzento. Quando uma lágrima solitária rolou pela bochecha rosada a voz de barítono ressoou no recinto.
— Não era para estar aqui – o bruxo que adentrara se virou para ir embora quase que imediatamente.
— Espere professor Snape – a bruxa correu para alcançá-lo – por favor fique.
— Porque deveria ficar? – a garota sentia o cheiro forte de whisky exalando do corpo masculino.
— Porque você precisa retribuir pelo chocolate – disse ao segurar-lhe o braço – porque eu pedi? Po-Porque esse é meu último ano e não nos veremos mais? – sabia que estava sendo ridícula, mas não conseguia pensar em nada mais convincente. O bruxo se soltou e voltou para saída – vamos fazer um acordo, pelo resto do ano não irei mais lhe incomodar, não visitarei sua sala após as aulas e não o interceptarei nos corredores. Só me dê esse momento, por favor.
O pocionista suspirou ainda de costas e se virou de frente.
— Irá tocar apenas no cabelo Shirin, se eu perceber qualquer movimento desnecessário, terá bem mais que alguns pontos a menos para se preocupar — mulher inspirou surpresa – desistiu?
— NÃO – gritou atrapalhada – não. Venha, quero que deite sua cabeça no meu colo – disse ao sentar-se na beira da piscina com a perna direita estirada e a esquerda apoiada no degrau sob a água.
— Não precisa me olhar assim. Foi a forma mais prática que encontrei para lhe trazer conforto. No banheiro das meninas tem um lavatório específico que pedi para instalar, mas não acho que queira ser visto lá – o bruxo se aproximou a contra gosto e deitou como pedido.
— Seja rápida Shirin, minha boa vontade está por um fio.
Snape não tinha intenção nenhuma de aparecer no banheiro dos monitores. A ideia de ser tocado por alguém era demasiado repulsiva, ainda mais para algo que lhe trouxe tamanha amargura no passado, devido aos marotos que tanto o tinham amaldiçoado por ter cabelos oleosos. Porém, passou o dia inquieto, sem conseguir se ater em qualquer atividade que geralmente o entretinha. Resolveu beber um copo de whisky, que logo virou dois, e então, imperceptivelmente secara a garrafa. Saiu para caminhar com a cabeça anuviada e quando deu por si, já estava no local do encontro.
A mulher respirou fundo para conter a empolgação e firmar os dedos trêmulos. Sobre suas pernas colocara uma toalha felpuda onde a cabeça masculina descansou. Com a varinha levitou o tronco apenas o suficiente para trazer os fios compridos para fora com cuidado para não machuca-lo.
O mestre de poções mantinha o corpo rígido e evitava olhar para cima e encontrar as brilhantes íris amendoadas. Seus olhos fitavam os próprios pés, conforme as mãos pequenas lhe tocavam um rubor desconfortável se espalhou na face geralmente pálida.
Luiza se concentrou nas mechas negras não percebendo o embaraço do homem. Puxou alguns fios de água umedecendo o cabelo aos poucos. Pegou o shampoo espalhando uma quantidade generosa no couro cabeludo. Esfregou entremeando os dedos pelas mechas ensaboadas e sentiu a mão formigar com os movimentos.
Não era o que esperava. Lavar os cabelos de seus irmãos era divertido, faziam brincadeiras com as bolhas de sabão, e depois, podia fazer penteados malucos ou adorna-los com enfeites coloridos. Eles sempre lhe disseram que era confortável, algumas vezes até dormiam. Isso era o que queria trazer para o mestre de poções, um momento relaxante em que todos os seus problemas são esquecidos. Mas não contava com a miríade de sensações que percorreram seus dedos. O formigamento lhe deixara com a boca seca a fazendo gananciosa por mais.
Continuou a massagem com a intenção de tocar-lhe as orelhas, passou a mão ao redor do lóbulo fingindo pegar algum fio desgarrado. O homem inspirou com o toque repentino encolhendo os ombros.
Luiza se assustou com a reação do bruxo. Trancou a respiração e esperou ser afastada com brusquidão. Ainda com as mãos paradas, o sentiu relaxar, e a rejeição esperada não aconteceu. Soltou o ar devagar e corou envergonhada.
Voltou a massagear o cabelo, sem no entanto, tocar – lhe nas orelhas novamente. Enxaguou as mechas com cuidado para não respingar na face do pocionista, e aplicou mais shampoo para recomeçar a massagem.
Apenas o som da água corrente reverberava, enquanto a garota trabalhava com as mãos. O mestre de poções se acostumou com o movimento repetitivo, sentindo se relaxar como nunca esteve antes. A água morna e as pequenas mãos estavam lhe embalando vagarosamente e antes de perceber começou a cochilar.
Luiza queria prolongar o momento tanto como pudesse, aplicando o produto várias vezes, massageou com o conteúdo de seu coração. Em algum momento ouviu um som anasalado e percebeu que a pessoa sobre suas pernas havia adormecido. Uma emoção indescritível assolou a pequena quando se viu capaz de tal feito raro.
Tratou de afastar as lágrimas de alegria e voltou a se concentrar no trabalho. Aplicou mais alguns produtos no cabelo e depois de massagear enxaguou uma última vez. Secou as mechas com um feitiço simples e se permitiu apreciar a cena com um sorriso nos lábios.
Ninguém diria que a expressão serena pertencia ao mesmo professor que aterrorizava todos os alunos de Hogwarts.
Luiza não conseguiu conter sua ganância crescente e segurou a mão destra do bruxo. Queria toca-lo na face também, mas tinha medo de acorda-lo.
Trouxe a palma meio coberta pelas vestes negras até o lado esquerdo do rosto e suspirou enternecida. O coração de Luiza queria saltar do peito. A muito desejava ter os longos dedos em tal carícia suave, por mais que não tenha partido dele.
Ainda deleitada com a sensação quente que lhe transmitia, fechou os olhos, e então sentiu o mão apertar suavemente seu rosto. Saltou assustada e viu as orbes negras a lhe fitar, meio anuviadas pelo despertar recente.
Hipnotizada pelo profundo negror sentiu seus lábios serem acariciados e estremeceu ligeiramente.
Um suspiro saiu entrecortado a cada roçar dos dedos masculinos. Luiza piscou tentando assimilar as sensações eletrizantes que percorreram seu corpo.
O bruxo parecia muito sexy recostado em seu colo, tendo algumas das mechas negras escondendo meia face. Podia ver também a língua sobre os dentes superiores da boca entreaberta.
Quando Snape ouviu um gemido rouco, despertou por completo do torpor, percebendo que estivera brincando com os lábios de Luiza, se levantou em um salto.
Com assombro se recordou dos eventos anteriores. Fitou a bruxa que permanecia sentada na mesma posição, receptiva, lhe retribuindo o olhar. Então se virou e saiu apressado sem uma palavra.
Luiza se deixou cair de costas e cobriu a face com o braço. Tudo fora bem demais. Aquela pequena fagulha de esperança que se extinguia a apenas poucas horas, agora queimava como um vulcão em erupção.
Uma risada reverberou no banheiro dos monitores.
— Esse ano está longe de acabar, Severus.
Notas finais
Notas finais
Agora uma historinha vivenciada pela autora sobre o tema. Que deu a inspiração.
No livro “corações indomitos” de clássicos históricos. O autor descreve uma situação em que o protagonista masculino lava os cabelos da mulher, porque ela estava estressada. E como mágica a garota vira um anjo. Achei muito exagerado na época que li, mas...
Tive uma experiência com um cabelereiro alguns anos.
Não sei vocês, mas todas as cabelereiras que já fui, tem tendência em judiar na hora de lavar o cabelo. Nunca foi uma experiência legal.
Aí num belo dia, apareceu um estagiário com mãos de fada. Sem malícia gente, ele jogava no outro time. O cara cuidou com tanto amor do meu cabelo que dormi na cadeira. E lembrei na hora do livro..
O autor tinha razão..
Melhor que chocolate pra TPM.
Vivendo e aprendendo..
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