Laura - Uma História

2 Capítulo 1: As Luzes do Quero-Tudo-Que-É-Seu.


Notas iniciais
Sim, demorei muito a postar esse capítulo, mas é por que passei por um momento de falta de creatividade, e muitas coisas para fazer, mas agora pretendo voltar com força e muita criativadade!

Capítulo 1: As Luzes do Quero-Tudo-Que-É-Seu.
Muitos anos antes...

O dia estava começando em Sunset Valley, o sol começava a aparecer atrás do grande morro da cachoeira, com o seu brilho amarelo clareou o grande vale, onde várias famílias moravam.

Em uma casa de madeira de três andares, dentro de um pequeno quarto onde uma garotinha de nove anos de idade, de cabelos pretos longos dormia, o sol começava a bater em seu rosto moreno, Laura Solteirus, com uma preguiça imensa, começou a abrir os olhos, tentando como em um esforço enorme mexer um pouco as pálpebras. Quando seus olhos castanhos apareceram, um raio de sol fez com que ela os fechasse rapidamente, com esse susto do clarão do sol, seu sono se foi, e ela se espreguiçou na cama.

Sua mãe, Jocasta, passou perto da porta de seu quarto, mas nada disse a sua filha, na verdade ela nunca foi de falar muito, sempre gostou de ficar mais no seu canto. Já seu pai, Simis, o completo oposto, entrou no seu quarto e logo disse a filha:

– Acorde Laura. – ele disse com uma doçura incrível – Ou você quer que os ETs venham pegar você.

– Ah, papai, larga de ser maluco, essa coisa de ET não existe! – Laura soltou um sorriso carinhoso para seu pai, por mais que ele seja neurótico, ela sempre o amou, e com sua bondade ela sempre conversa com o pai sobre os mais diversos assuntos, por mais que sejam, digamos, extraterrenos.

– É o que o governo desse país quer que você pense. Os governantes de Sim City escondem muitas coisas de nós! – o pai com um grande sorriso, percebeu que não era hora de falar isso, a menina acabara de acordar. – Vá descer, sua mãe deve estar fazendo o café.

Laura levantou de sua cama, abriu o armário e como em um rodopio, vestiu a sua roupa mais querida, o vestido vermelho, que sua avó fez para ela quando ainda estava na barriga de sua mãe, e que levou nove anos para ela em fim usar.

Ao descer as escadas, viu seu irmão mais velho, Miguel, conversando com alguém no telefone, com certeza deve ser sua namorada, os dois são como mel e abelha. Ela foi para cozinha, e sua mãe estava servindo as panquecas.

– Bom dia, mamãe!

– Bom Dia, querida. – Jocasta respondeu tão baixo, que mal deu para entender direito o que ela havia dito.

Laura pegou suas panquecas e começou a comê-las, logo chegou seu irmão, esfregando o cabelo dela, e depois seu pai, fazendo um carinho em sua cabeça.

– Pai, hoje devo sair com o Brad, talvez vamos na praia, tenho sua permissão? – Simis o olhou por cima do jornal.

– Pode sim, desde que chegue antes do jantar, já que no almoço você some... – Miguel sorriu de uma ponta da orelha a outra de tanta felicidade.
10 horas após...

Laura, estava no sofá, perto da lareira lendo um livro que acabara de ganhar de presente de sua mãe “ Harry Sim, e a câmara da Planta-Vaca” , o livro era o segundo lançado, Laura já havia lido o primeiro e virado fã, junto com o seu melhor amigo Vladimir Caixão, que tinha três anos a mais do que ela, mas mesmo assim eles eram inseparáveis.

O telefone tocou, Laura deixou o livro na mesinha perto do sofá, e correu para atender, e quem estava do outro lado da linha era seu amigo Vladimir.

– Ok, vou falar com minha mãe, pode deixa, vou já para aí!
Laura saiu saltitante em direção a sua mãe que estava no computador jogando algum jogo.

– Mãe! O Vladimir, ligou agora, posso ir ali à casa dele?

– Claro minha querida, mas não se atrase para o jantar. – e como sempre o ânimo da sua mãe, não era nada animador.

A casa dos Caixões era logo perto dali, Laura, ao invés de ir pela rua, passou pelos fundos, perto do jardim de sua mãe, um jardim cheio das mais diversas verduras e frutas, e subiu um morrinho, no topo do morro já dava para avistar a grande casa cinza, e gótica.

Ela se apressou mais um pouco, subiu outro morro, e já estava na casa do Vladimir, ela passou pelo lago enorme que fica logo na entrada da casa. Vladi, estava a espero dela na porta da casa, e quando a avistou, o menino de cabelos pretos, uma pele branca, beirando a palidez, com um uma camiseta listrada, veio correndo ao encontro da amiga.

– Laura! Venha, tenho uma surpresa para você!

Laura e Vladimir correram em direção ao cemitério, Laura estava achando aquilo muito estranho, mas decidiu continuar correndo atrás de Vladimir, eles passaram pelo portão do cemitério, aliás, o cemitério não fica tão distante, mas sim perto de mais, é praticamente ao lado da casa dos Caixões, e atrás da casa dos Solteirus. Laura tinha pesadelos quando mais nova, ainda mais com as histórias de fantasmas de seu irmão.

Ao passar pelo pequeno lago do cemitério, Laura entendeu, Vladi havia preparado um piquenique ali, mas por que logo ali? Pensou Laura.

– Trouxe uns biscoitinhos para nós comermos, e mamãe preparou um suco delicioso de uva. – Laura começou a rir.

– Vladi, tem tanto lugar para fazer um piquenique, porque logo aqui?

– Ninguém vem aqui, então podemos olhar a natureza tranquilamente.

Laura adorou, por mais que o lugar fosse de dar medo, mas ela adorou, os dois comeram, brincaram, e depois deitaram no chão olhando para a cúpula do Laboratório das Indústrias Quero-Tudo-Que-É-Seu.

O sol começava a ser pôr no horizonte do mar, e as estrelas começavam a aparecer, mas alo muito estranho chamou a atenção da pequena Laura, algo estava pairando sobre a cúpula do laboratório, algo com luzes verdes de vermelhas.

– Olha lá, Vladi, o que será aquilo? – Vladimir olhou com grande medo, mas seu rosto não demonstrava isso, mas sim curiosidade.

A ponta da cúpula se abriu, e uma forte luz emanou de lá dentro, iluminando a parte de baixo da coisa, quando os dois começaram a definir o que estava sendo iluminado, um nevoeiro começou a pairar sobre eles. Laura ficou com calafrios, olhou para o seu amigo, e os dois saíram correndo.

Já na rua, Vladimir pergunta a Laura, por que ela saiu correndo, e ela responde:

– Dizem que os fantasmas aparecem aqui à noite.
Vladimir com cara de culpa, e de quem esconde algo, não responde nada, abaixou o rosto, se aproximou de Laura e a beija na bochecha.

– Boa noite, Laura, até amanhã!

– Boa noite, Vladi...

Laura saiu andando de volta para sua casa sem entender nada...

Notas finais
Espero que gostem, e comentem... Logo estarei postando o próximo capítulo.