Laura

3 Capítulo 2- Eu sou um cego. Ou apenas idiota?


Notas iniciais
Obrigada por quem leu. Foi bom escrever essa song fic.

Capítulo 2- Eu sou um cego. Ou apenas idiota?

Acordei com uma dor alucinante em minha cabeça. A claridade me fez fechar os olhos com forças e cair com tudo no chão. Só então me lembrei que não estava em casa.

– Ai! – Gritei, massageando minhas têmporas, ainda sentado no chão.

– Olá, Shawn. – Disse a garota do bar, ao se agachar ao meu lado e me dar uma xícara de café.

– Obrigada. – Agradeci e peguei a xícara. – Rede alta esse, não? Ou sou eu que ainda estou bêbado?

— Rede alta. — Concordou, gargalhando de mim.

— Por que me ajuda? — Inquiri curioso, não entendendo a bondade de alguém que eu nem conhecia.

— Aqui, venha. — Falou ela, me abraçando depois de se levantar. — Senti sua falta. — Ela sussurrou.

— Oi? — Questionei perdido, provavelmente o álcool ainda em meu organismo.

— Você não lembra de mim? — Questionou ela num fio de voz

— Nós nos conhecemos? — Sussurrei suspirando, mas meus olhos se arregalaram quando seu perfume entrou por meu nariz. — Laura.

— Shawn. — Murmurou a garota em meus braços, enquanto me apertava contra si.

— Como? — Perguntei, estranhando aquilo.

— Senti sua falta. — A voz feminina confessou.

— Faz tanto tempo. — Admiti, me afastando para fitá-la. — Você mudou tanto, nem te reconheci.

— Estou de peruca. — Disse ela, passando uma mão pelo cabelo.

— Tire-a. — Pedi com a voz falha, sem acreditar que realmente era ali em minha frente.

Ela tirou a peruca e o olhou com os olhos marejados de lágrimas.

— Me desculpe. — Pedi, passando as mãos por seu cabelo. — Eu não queria ter errado tanto, Laura. — Seu nome saía de meus lábios como uma prece

— Você me machucou tanto. — Choramingou ela. — Mas meu coração é seu pra ferí-lo como quiser. — Afirmou num fio de voz.

— Como você... Fez tudo isso? — Perguntei boquiaberto, olhando para ela com curiosidade.

— Ganhei um dinheiro numa raspadinha, logo depois que você sumiu, comecei a me refazer. — Contou ela.

— Laura, eu... Juro que não queria. Eu não sabia. — Me embaralhei nas palavras, sem conseguir manter seu olhar.

— Te amo. — Sussurrou ela, acariciando meu rosto.

— Laura, volte. — Quase implorava.

— Você que me mandou embora. — Sussurrou chorosa.

— Porque eu não sabia que não podia viver se você. — Afirmei, contornando seus lábios com a ponta dos dedos.

— Eu trabalho num bar e tenho um carro velho e uma casa caindo aos pedaços. Eu queria ser boa o bastante para você, mas isso é tudo o que tenho e sou agora. — Disse ela, fechando os olhos para aproveitar o carinho.

— Você é muito mais do que eu, Laura. Tem muito mais do que eu em um simples olhar. — Confidenciei. — Se for de seu agrado, venha morar comigo. Sei que meu emprego não é muito bom, mas juntos podemos fazer dar certo.

— Promete que não vai me deixar de novo? — Questionou ela, insegura, enquanto me abraçava pela cintura, feito criança.

— Se eu fizer essa idiotice novamente, me bata, por favor. — Sorri, envolvendo seus ombros com meus braços

— Me leva para casa, por favor. — Pediu manhosa, enquanto beijava meu peitoral, onde alcançava, baixinha.

— Onde você nunca deveria ter saído. — Concordei.

— Você é bem cabeça dura, às vezes. — Resmungou minha garota.

Laura sempre fora o amor de minha vida. Aquele amor que te faz ficar de barriga com cócegas e pernas bambas. E, mesmo quando eu a magoei, ela esteve aqui para cuidar de mim. Hoje é o dia de sua mudança para meu pequeno, mas confortável apartamento, e não podia estar mais feliz com seu grande sorriso.

Assim que acabamos de desencaixotar a última caixa Laura olhou para mim com os olhos brilhantes.

— Terminamos? --Peguntei sorrindo, enquanto a enlaçava pela cintura.

— Sim, terminamos. — Ela disse contente enquanto enlaçava meu pescoço.

— Acho que não, Laura. — Sorri, enquanto deixava que caíssemos no sofá. — Só começamos.

Laura non c'e', capisco che

e' stupido cercarla in te Io

sto da schifo credi e non lo vorrei

stare con te e pensare a lei

stasera voglio stare acceso

andiamocene di la'

a forza di pensare ho fuso.”

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