Latin Girl
7 Colocaram uma máscara de príncipe no macaco
Notas iniciais
eu queria me desculpar por nao postar no feriado, mas.. é feriado, eu tava descansado (lê-se "eu dormi o dia todo, é) Ou seja, eu mal entrei no computador.
Ah, e aproveitando a deixa eu qeria avisar que nos finais de semana eu não posto, por que são meus dias de mimi. Culpa da minha escola, por que as aulas começam cedo e eu não posso dormir direito; desculpem o cap estar meio pequeno...
Boa leitura minhas lindas!!
leiam as notas finais!!!
Voltamos para nossa roda "feliz" naquele jogo "infeliz".
Bom, deixa que eu resumo o que rolou:
Eu fiz uma big merda com o Justin, qual vocês já sabem, o que foi.
Carol ficou com o Chaz, por mais tempo que deveriam. Não parecia só um pagamento, mas rolou algo mais.
Justin foi obrigado a dar um selinho no Ryan. Ele quase morreu, e fez show depois, indo lavar a boca reclamando de nojo, por ter beijado um homem.
Ryan e Carol fizeram alguma coisa escondidos no banheiro que depois eu vou perguntar pra Carol e descobrir.
Eu tive que dar uma de stripper pro Chaz. Mas eu fiquei de calcinha e sutiã, oks? Não se preocupem, eu não sou tão puta assim. Aliás, ele babou. Literalmente. Babou. E levou um tapa de Justin, que parecia um tanto quanto irritado com minha apresentação pro Chaz. Eu já disse, garoto estranho.
Bom, depois disso, algum bonito, vulgo Ryan, resolveu bocejar e dizer "ai que sono" daí outros bonitos de nome Carol e Chaz concordaram. Pessoas que não conseguem ficar acordadas até tarde! É foda!
E como a maior parte dos jogadores — Carol, Ryan e Chaz — estavam "com soninho" a menos parte dos jogadores — eu e Justin — teve que ir dormir também.
–Hey, Justin, tava falando sério quando falou em vingança? — perguntei, enquanto o resto do bando — ou gangue, é, somos da pesada (mentira! não ouçam as merdas que eu falar, to bêbada) — ia arrumar um lugar pra dormir no quarto do Justin. É, manolo, ele não estava brincando ao dizer que faríamos a tal "festinha do pijama".
–Será? — ele respondeu como uma pergunta, tentando deixar uma pontada de suspense no ar. Revirei os olhos para ele e fui achar uma cama pra mim também.
Ops. Não tinha. O Ryan tava numa cama, e o Chaz e a Carol em um colchãozinho no chão — peraí, impressão minha ou tá rolando alguma coisa entre esses dois e eu não to sabendo? — e só sobrava uma cama, que era do Justin. Apesar de ser uma cama beeeeeeeeeeem grande, é.
–Povo mau! — falei — Já que não deixaram espaço para mim vou pro meu quarto. — falei pirracenta, fazendo biquinho e marchando até a porta. Que foi, não posso mais fazer manha não?
–Não, não, não! Você, mocinha, dorme aqui. — Justin falou.
–A é? — ergui uma sobrancelha. — E me diz, aonde?
–Na minha cama, ué. — ele falou como se fosse óbvio.
–E você mocinho? Vai dormir no chão? Hein?!
–Não. Vou dormir na minha cama. E você também.
–Ahhhhh, nem em sonho. Nem pensar. Acorda: eu e você na mesma cama não rola. Eu + você + mesma cama = encrenca, confusão, ameaças, merda e, dependendo do meu humor, até morte talvez.
–Anne cala essa boca, vai lá no quarto, veste um pijama e dorme logo na cama do Justin, porra! — Carol falou. Peraí, peraí.... CAROL falou isso comigo? Hey, eu sou a mãe dela! CADÊ O RESPEITO?
–Menina, olha como você fala com a sua mãe! — fiz uma cara indignada.
–A Anne é mãe da Carol?? — Nossa, Ryan, eu não sabia que você fosse capaz de lançar uma bomba dessas. Coitado, a convivência com o Justin te deixou assim, lerdo?
–Não, mula, é só brincadeira. — Carol respondeu, roubando minhas falas. — Anne, vai logo. Para de show. — Carol falou.
–Aff, dane-se. Fui! — falei me rendendo.
Fui até meu quarto, entrei no banheiro, pensei em tomar banho, mas desisti. Escovei os dentes e vesti um pijama branco, cheio de frases em rosa, tipo "i love boys" ou "kiss me" e outros. O short era bem curtinho, mas e daí?
Voltei pro quarto do Justin. Ele e os meninos — exceto Chaz, por que ele tava ocupado de mais conversando coisas "sérias" com a Carol, ou seja, só Justin e Ryan — ficaram iguais bobos ao me ver. Eu mostrei o meu lindo amigo fiel, quer dizer, meu lindo dedo do meio e me deitei. Justin disse que só mia escovar os dentes e já voltava. E Ryan dormiu em dois minutos, enquanto Carol e Chaz estavam no maior clima. Tá, eu matar ela por não me contar nada.
Eu estava deitada de barriga para cima, apenas observando o teto branco do quarto do Justin, quando eu ouvi um barulho e quando olhei vi o Justin saindo do banheiro. Rapidamente, me virei para o lado e fingi que estava dormindo. Eu tava com sono, e nem um pouco afim de papo agora. Mas, como eu tinha certeza que o Justin iria querer falar sobre o nosso incidente no banheiro, eu comecei a roncar de leve, pra ele pensar que eu já tinha dormido.
Foi de repente, quando eu senti uns braços me evolverem por trás.
–Boa noite. — ouvi alguém sussurrar de leve no meu ouvido, com uma vozinha rouca. Era o Justin.
Soltei uma risadinha, e, com cuidado me virei para ele.
–Que agarração toda é essa, hein?! — perguntei sorrindo igual boba, virada de frente para ele. Suas mãos ainda seguravam minha cintura.
Ele sorriu. E que sorriso. Eu nunca tinha visto antes — talvez, por que nos conhecemos só à um dia, será? — mas seus dentes eram branquinhos e perfeitos, tão perfeitos quanto seu sorriso.
–Desculpa, tá? Achei que você já estivesse dormindo. — ele falou suavemente. Parecia com sono.
–Justin? — chamei.
–Hum?
–Tá desculpado. Quer dizer, com uma condição. — falei sorrindo divertida.
–Qual? — ele parecia segurar o riso.
–Desde que você me prometa que não iria abusar de mim enquanto eu dormia. E que nem vai abusar de mim depois que eu dormir. — eu falei fazendo cara de santa.
Ele apenas riu e depositou um beijo estalado na minha testa.
–Agora dorme, tá? Boa noite. — ele falou, me abraçando mais, acabando com qualquer espaço que pudesse existir entre nós dois.
Estranho, ele estava tão carinhoso comigo esta noite. E toda a vingança que ele disse que planejava? Só sei, que toda doçura do Justin tava me fazendo perder a respiração. Mas, não. Eu jamais me permitiria apaixonar por ele. Quer dizer, agente se conhecia há pouco tempo apenas. E, apesar de ele ter sido fofo assim agora, ele foi mal-educado comigo antes e também muito pervertido. E eu sei muito bem que deve ser passageiro. Aposto que amanhã de manhã o garoto vai começar a gritar comigo e me afogar... de novo.
–Justin? — chamei novamente, não conseguindo resistir a tentação. Não me matem pelo que vou fazer, mas eu não aguentei.
–Hum? — respondeu com a voz rouca, abrindo, com certa dificuldade, os olhinhos que, antes demonstravam-se indiferentes ou até safados, agora pareciam como mel derretido, de tão doce que estavam.
Estiquei a cabeça até ele, e selei nossos lábios por alguns segundos. Quando eu ia me separar, ele me segurou e me beijou.
E foi o beijo mais doce que eu já dei em toda a minha vida! Sua língua se movia calmamente em minha boca, explorando cada canto. E, eu, apesar de assustada com o susto, retribuí.
–Boa noite, Jus. — eu sussurrei e depois me aconcheguei em seu peito. Senti suas mãos colarem mais nossos corpos e seus lábios roçarem em meus cabelos. E eu dormi assim, abraçada a ele. Não sei se era certo, ou se seria comprometedor, mas era tudo o que eu mais queria naquele momento: ficar com o Justin, que se mostrava o cara mais fofo que eu já conheci.
Pena que, eu já sabia, na manhã seguinte, tudo voltaria ao normal: Justin seria ignorante e arrogante e eu, má e travessa.
Surpreendentemente, eu preferia ficar ali abraçada ao Justin por toda eternidade, que voltar a ser a garotinha sapeca, coisa que eu sempre amei ser.
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