Last Ones Left
1 Ghost...
Notas iniciais
Olhei ao meu redor e vi um monte de pessoas me encarando, todas elas eram estranhas com cara de coração partido. “Droga! Acho que tem alguém me seguindo e melhor eu apressar meu passo.” Pensei. Olhei em volta novamente e senti um calafrio, e dessa vez eu não só apressei o passo como saí correndo como uma louca ate chegar em casa. E nem demorou muito até... -MENINA ONDE VOCÊ TAVA? –Tami falou, quase gritando comigo enquanto eu me jogava no sofá. -Eu tava no meu curso de Latim, ué – Falei. -Que nada, a Gabs tava se pegando com alguém! Humm...! –Jessi falou chegando na cozinha. -Haha, é tão engraçadinha... – Disse revirando os olhos. Só podia ser a Jessi. — Ah, gente agora é sério... Tinha alguém me seguindo no caminho até aqui. -Ui, ui será que é o Oliver, seu assassino, atrás de você? – Jessi falou com seu olhar malicioso. -Haha, já ri. Eu já esqueci ele. – Disse. -Já tentou ligar pra polícia? – Tami falou com a lixa de unha vermelha na mão. Como ela consegue andar sempre com ela?! -Sei lá! Eu vou ligar e dizer o que? “Eu só liguei para dizer que eu te sendo perseguida pelo nada!” Vão me dar o numero do hospício, isso sim! -Ou não... – Tami retrucou. -Para com o seu “ou não”, isso irrita – Jessi falou revirando os olhos. -Ou não, né. – Tami revidou, ainda indiferente. -Quer saber, eu vou dormir, aí vocês podem se matar, brigar ou qualquer coisa ai, até dar uma festa! – Falei subindo as escadas. Deixei as duas se matando lá em baixo e fui tomar banho. Terminei rapidamente e estava secando meu cabelo na frente do espelho quando eu vejo alguém atrás de mim. Mal vi a pessoa mais deu para perceber que era um garoto mais ou menos 17 anos, ou seja, a minha idade. Comecei gritar e a correr feito um louca desvairada pela casa apenas com a toalha cobrindo meu corpo. -O QUE FOI? – As meninas falaram em coro me chacoalhando. -Haaaa eu vi um menino ali no banheiro atrás de mim! Eu to ficando louca! Eu não consigo respirar! Eu to só de toalha! Alguém me da água? – Eu falei rápido e sem ar. -Menino no banheiro? Que tenso! Rsrs... –Jessi falou. -Haha,bixinha da Gabs, ela só ta ficando louca! –Tami falou passando a mão na minha cabeça como se eu fosse um cachorrinho carente. -Grandes amigas vocês são – Falei com o ar recuperado – Agora eu vou trocar de roupa ai a gente pode pedir uma pizza, oks? -Oks! – As duas falaram e eu fui trocar de roupa. Coloquei minha velho sorte jeans que amava e minha blusa preta do Angra. Escovei meus cabelos adequadamente. -Essa blusa não ta um pouco grande para você não? – Ouvi uma voz masculina falar. -É eu sei, não tinha meu tamanho mais... ER... QUEM... NÃO, DIGO, O QUE É VOCÊ? – Falei quase gritando. Legal, Tami está certa, to ficando louca ! -Calma! Primeiro não fique histeria e segundo eu só vou explicar “o que” eu sou se você se sentar – O trequinho falou. -Tá... -Falei sentando no cantinho da minha cama quase rezando para que ele não se sentasse perto de mim, mas eu tenho uma sorte inacreditável ele se sentou do meu lado. -Bem por onde eu começo? Eu sou Jonah Ackiman... e eu sou um fantasma – Pois é o tal Jonah falou e...CUMA? ELE É UM FANTASMA! Oks, nada de pânico, cadê a corda para eu me enforcar? – Você não vai falar nada? Geralmente você é bem histérica...! -Vai por mim, eu to gritando histericamente dentro da minha cabeça... -Tres, dois, um e... -HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!! QUE TIPO DE COISA VOCÊ É? NÃO, PARA! FANTASMA NÃO EXISTE E SE EXISTE COMO EU POSSO TE VER? HAAA PORQUE VOCÊ TA ME PERSEGUINDO, E SEU SEU TARADO! TAVA NO BANHEIRO QUANDO EU TAVA TOMANDO BANHO! MEU DEUS! CADE A CORDA PARA EU ME MATAR! – Comecei a gritar o meu surto de histeria. -Fantasmas existem. Eu não faço a mínima idéia porque você me ver, eu virei sua babá por isso to te perseguindo, eu não sou tarado eu cheguei justamente onde você estava secando o cabelo – Disse Jonah. -Ah, ta. Como assim babá? -Ah, vou tentar explicar. Pessoas órfãs como você podem ter um guarda costa até um certo tempo, é tipo anjo da guarda só que são fantasmas que não podem nem ir pro céu e nem para o inferno, daí o povinho lá do mundo espiritual inventou essa coisa para os fantasmas não ficaram sem rumo. Por alguma razão seus pais me escolheram. -Você viu meus pais? -Descupe, não. -Ata... Deixa ver se eu entendi, você foi escolhido pelos meus pais para tomar conta de mim? –Disse tentando relacionar os acontecimentos — E eu sou anormal e por isso eu posso te ver? Haha, sempre soube! – Falei a ultima parte apara mim. -Isso... -Então se eu tiver falando com você as pessoas vão pensar que eu sou louca! – deduzi. -Extamente...rsrs. –Jonah falou. -Ué você ta falando com quem? Cadê o gardenal? –Tami falou entrando no quarto. -Er... nada ! Pizza chegou, não? Vamos então – Falei puxando ela e descermos. Comparado a isso a noite foi tranqüila. Comemos a pizza e fomos dormir. Era muito legal ter sua própria casa divido com as amigas loucas. Jessi e Tami tinham 18 anos e no fim do mês eu faria os meus. E por ser mais nova eu era mais alta e a mais violenta, histérica, dramática e tudo mais. Fui para minha cama linda e mega confortável, e quando me virei de lado encontrei dois olhos azuis me fitando. Tomei um susto tão grande que caí da cama e sai rolando com o lençol até bater a cabeça no pé da minha penteadeira. — Ainda tas viva? – Jonah perguntou. -Sim, mas nem queria – Falei saindo do lençol. -hum... -Agora sai da minha cama para eu poder dormir vai seu tarado! –Exclamei irritada e ele sumiu. Isso! Agora eu posso ter paz e tranqüilidade... ou não, como a Tami diria, rsrs. Peguei no sono rapidamente e não tive sonhos como planejado. Acordei no outro dia no pleno sábado com barulhos de coisas caindo e não era nada mais e nada menos que Jessi no meu quarto procurando por algo, mas eu ignorei e voltei a dormir porque o relógio marcava 07 horas e afinal era sábado e eu só acordo de 09 horas no sábado. Novamente quando eu caí no sono fui acorda, mas dessa vez era diferente... Como eu posso explicar? Era o Jonah puxando meu lençol e depois derrubando todos os livros da minha prateleira que tinha mais de 50 livros super grossos. Ai, se ele fosse vivo ai apanhar tanto...! -JONAH ACKIMAN! VOCÊ PENSA QUE É QUEM? VOCÊ NÃO PODE SIMPLISMENTE CHEGAR AQUI E DERRUBAR TUDO E...! E...! HARG! O QUE VOCÊ QUER AFINAL?! — Falei, extremamente irritada. -Ah, queria conversar com você... Então se veste que vamos passear! – Ele falou meio diferente. Não falei nada, só troquei de roupa, comi, escovei meus dentes e seguir ele pelas ruas. Acabamos indo no cemitério. Ele estava lindo. Coberto de neve dava um ar mais misterioso. No cemitério era como se tivesse uma pracinha no meio dele. Sentei com Jonah num banquinho mais reservado. Percebi que ele estava muito sério e pensativo, nem parecia o Jonah de ontem. -Vou te contar a verdade... Tudo aquilo que eu contei ontem a noite foi um meio de ficar ao seu lado sem te assustar já que por muito tempo eu não era visto por ninguém, e dois anos atrás eu te achei. Você pode ver qualquer fantasma, mas muitas vezes não percebe. Dês daquele dia venho te seguindo e ajudando sempre que posso... Tipo, quando você esbarrou no Oliver fui eu que te fez tropeçar, ou quando você foi filar na prova de história, eu que derrubei o seu livro na pagina certa... – Ele falava sem olhar para mim. Jonah mantinha sua cabeça baixa o tempo todo, e eu estava completamente chocada sem alguma palavra a dizer. – E eu venho pensado o porque disso e cheguei a única conclusão óbvia, que é a que eu te amo... Essas palavras finais foram com os aviões se chocando com as torres gemias no 11 de setembro. Ninguém nunca tinha me feito um declaração dessas vivo, e agora que eu recebo ele está morto e não sei o que falar para ele. -Jonah eu realmente não sei o que dizer... -Melhor assim -Se eu pudesse te abraçaria agora, mas...! -Eu estou morto e você esta viva, mas tudo bem, eu supero – Ele falou levando sua cabeça e olhou para mim eu vi que seus olhos azuis estavam cheios de lagrimas. Foi a cena mais triste que já vivenciei. -Você vai me fazer chorar – Falei segurando o Maximo do choro. -Digo o mesmo. – Ele falou passando a sua mão em meu rosto mais só senti um algo gelado. Depois da sua ação ele sumiu me deixando sozinha no cemitério coberto por neve. Voltei para casa e passei o dia com a nossa conversa na cabeça. Aquilo martelava e torturava a minha mente. No outro dia Jonah aparecera mais não comentamos nada do outro dia, era como nunca tivesse acontecido, apesar de que isso não sai a minha mente nenhum segundo. Os dias foram se passando se passaram tão rápido que dês daquele dia foram duas semanas e amanhã era meu aniversario e eu faria meus doces 18 anos. Mas agora eu pensava se eu queria mesmo isso se eu quero fazer aniversario... Esperei o ano todo até que um fantasma se declarou para mim fazendo as minhas duas semanas virassem de cabeça para baixo junto com os meus confusos sentimentos. E apesar do nosso pouco tempo presenciamos grandes aventuras juntos, eu e Jonah... e agora eu vi que meus sentimentos se corresponderam com os dele. Eram exatamente 02:18. Eu já havia preparado a minha carta de despedida. Sim, pois agora eu deixo de viver com aqueles vivos para viver com o meu amado fantasma. Tomei todos os comprimidos da caixinha de tarja preta e deitei segurando a minha carta na cama. Morri sem sentir dor e feliz, se querem saber, e agora eu estava vendo meu corpo sem vida sem cima da minha cama. Era uma cena estranha. -Gabs? – Jonah me chamou na porta do quarto. -Jonah! – Exclamei de felicidade aponto de chorar, corri para abraçá-lo. Finalmente o abracei, finalmente pude senti-lo de verdade. -Porque você fez isso? – Ele me perguntou enquanto ainda estávamos abraçados. -Porque eu simplesmente eu te amo e não poderia viver enquanto você estava morto – Falei e foi o suficiente para que ele entende-se.
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