Last One Standin

4 A perfect chapter to lay the rest


Notas iniciais
Bem chegamos ao fim dessa fic...espero que quem leia goste. Obrigada por ler. O nome do capitulo é um pedaço da música So Far Away do A7X. Não que eu realmente ache o capitulo perfeito...

— Você vai nos separar, não é...? Vou pagar o combinado com o Ryuuku... E eles...vão pro céu...não é? — Light engoliu em seco, tentando pensar em como se despedir dos amigos e do pai. Queria aproveitar um pouco mais, mas não berraria e não reivindicaria. Não queria que essas fossem as últimas imagens dele na visão do pai. Queria ao menos poder abraçá-lo.

— O plano original era esse... Mas... meus superiores são bem...superiores — a morena sorriu. — E eu sei ser bem convincente. Gostei de vocês, gostei mesmo. Metade dos que passam por aqui não se arrependem de nada. Se negam a se arrepender. Mas vocês... vocês de fato aprenderam algo. Meus superiores tem uma frase que eu gosto bastante...

— Qual seria? — Light perguntou sem pensar, por puro reflexo. Já não entendia mais nada, mas esperava que a notícia fosse boa. Que o destino fosse bom.

— Enquanto houver uma semente boa, o mundo ainda poderá ser salvo. E eu encontrei, surpreendentemente seis sementes boas em uma única tacada. Posso me considerar sortuda, não é mesmo? Ou, no mínimo, muito boa no que faço.

— Então... vamos voltar? — Light sorriu. — Juntos? Todos de uma vez?

— Eu não... — Sr. Yagami disse, sorrindo e pondo uma mão no ombro do filho.

—Mas...pai...eu... — Light abraçou o pai, desesperado.

— Eu estou velho, preciso descansar. E é minha chance de poder te ver lá de cima. Ficar do seu lado sempre, te ensinar tudo o que você precisar aprender. Vou estar sempre com você, meu filho. Sempre com todos vocês — o velho senhor bagunçou o cabelo dos rapazes e de Misa, com um sorriso paternal. Sentiu que agora tinha mais filhos, mais amores, mais carinho. Sentiria saudade, mas estaria sempre junto deles. Sabia disso. E por isso ficava feliz.

— Pois bem, despeçam-se. Eu tenho que levar vocês. Tem uma pessoa esperando.

E o senhor Yagami foi coberto de abraços e sorrisos. Preocupações e carícias de seus novos e de seu antigo filho. A família crescia e o senhor sorria já saudoso de seus pequenos, que já pareciam ser grandes demais, só pelo que ele sabia que eles eram, dentro de seus corações.

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Num lugar mais perto de nossa realidade, Touta Matsuda cantarolava animadamente qualquer coisa para se manter acordado. Estava substituindo um amigo como segurança numa maternidade, ironicamente pelo fato da esposa do mesmo ter entrado em trabalho de parto. Ele seria o tio Matsuda, prometera o outro. Matsuda riu consigo mesmo. Não é que aquilo soava bem?

Deu uma volta no corredor, despreocupado, e se segurando para não ir ver os bebês no berçário. Adorava crianças. Mas agora estava trabalhando. Chegou em seu “forte” — a porta da maternidade. Lá repousava uma cesta realmente grande. Deveria ser uma entrega, um presente. Se tivesse o número do quarto, ele pediria para a recepcionista entregar. Abaixou-se e viu a cesta se mexer. E como mexia. Nunca havia visto uma cesta mexer tanto — e, de fato, nunca havia visto uma cesta mexer, incluiu mentalmente, feliz com isso.

Descobriu a cesta e viu cinco bebês. Dois loiros de olhinhos claros, uma menina e um menino; um menino de olhos e cabelos castanhos claros, um ruivinho e um moreno de olheiras precoces. Esfregou os olhos. Um dos bebês balançava uns papéis. Adoção? Eram adotados? E por que estavam com isso? Onde estaria a mãe deles? Ele pegou os papéis e olhou. Tutor: Touta Matsuda. Assustou-se e leu de novo, de novo, e de novo. Agora ele era... uma “mamãe”? Olhou mais uma vez e sussurrou, quase desistindo de fazer.

– Light?

O menino de cabelos castanhos riu alto, segurando o dedo do policial com força. Todos os bebês sorriam, fazendo daquela cena, além de irreal, bonita demais para que o policial de tão bom coração pudesse deixar aqueles pequenos. Cinco crianças. E sem mulher no meio. Dariam trabalho. Mas eram cinco pares de covinhas. Cinco olhares que o lembrava de seus amigos. Cinco sorrisinhos. E cinco pequenos motivos para fazer o policial se derreter. Arranjou algumas mamadeiras e deixou as crianças dormindo, depois veria como autenticar aqueles papéis.

Agora ele era “mamãe”... Papai, corrigiu-se mentalmente. O papai Matsuda. Precisaria de ajuda com eles e com o dinheiro. Mas daria um jeitinho. E, pensando nesse jeitinho, discou o celular, rindo satisfeito pelos pequenos presentes que ele ganhara antecipado de natal.

— Aizawa... Eu preciso de uma ajuda... Eu... fui adotado por cinco bebês — o policial riu. – Sério, acho que adotei cinco bebês e você precisa me ajudar... Ora, você é o tio Aizawa... — jogou a isca que o pegara mais cedo. Por fim, o amigo, que havia sido promovido há pouco tempo, concordou. Ele tinha que admitir. Tio Aizawa também soava muito bem.

E, nesse momento, os cinco bebês dormiam juntos e assim queriam permanecer. Sempre juntos, apoiados um no outro, sorrindo e sentindo, além do olhar carinhoso do jovem policial, o amor paterno de um policial que já não estava neste mundo, mas estava o mais perto deles que poderia ser possível. Estava no coração dos cinco.

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— Vai ter que ajudar o Matsuda também — sorriu a morena, agora deixando visíveis as longas asas brancas e o sorriso doce, enquanto se sentava ao lado do velho policial aposentado.

— Vou ajudá-lo. Vai ser o melhor trabalho da minha vida... — sorriu o velho policial, passando a mão pelas próprias asas recém adquiridas. — Vou guiá-los, cuidar deles.

— Vai ser cansativo

— Mas vai valer a pena. Eu amo muito todos eles. Todos os meus filhos. Eles são a nova chance... Não só uma simbólica pra Terra...

— Não entendo.

— Não vê? Eles representam muito mais. São uma grande nova chance... Para felicidade e tudo o mais.

O senhor sorriu, vendo o mais novo cuidando de seus meninos. Felicidade, amor, vida... Tudo renascendo diante dos olhos cansados do policial. Ele não poderia pôr em palavras o que sentia, mas estava tudo bem. Tem coisas que só o coração entende, e esse não precisava nem de meia palavra para poder entender.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!