Last Night
1 Capítulo 1
Dino apreciava seu delicioso vinho enquanto ia para o Japão. A viagem era longa, mas tempo não importava quando o assunto era um certo guardião. Ele estava no avião há algumas horas, então logo chegaria ao seu destino. O chefe dos Cavallone havia terminado o seu vinho e ia ler um velho livro italiano que sempre gostara, se não fosse pelo seu braço direito, Romário, abrir a porta que dividia sua cabine com o resto do avião o avisando que dentro de 10 minutos estariam chegando ao seu destino.
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Passados os minutos, o louro havia pousado no aeroporto. O primeiro lugar que visitaria — depois de fazer o check-in no hotel- seria o Templo de Namimori. Já era uma rotina para ele, deixar as malas no hotel, fazer o check-in e seguir para o Templo.
Chegando no quarto, tomou um rápido banho, trocou de roupa e foi andando até o Templo. O louro amava o clima da cidade, e sempre preferia ir andando. Quando Dino finalmente chegou ao topo da escadaria-provavelmente, tropeçou nos degraus – encontrou Kusakabe na porta, parecendo que ele sabia da visita do Louro.
_Acho que não é uma boa hora, o Chefe está jantando agora. – Disse o braço direito do Guardião da Nuvem no seu tom de sempre.
_ Não me importo em esperar. – Dino sorria com as mãos no bolso.
_Mas Di... — Foi interrompido por um barulho de porta sendo aberta.
_O que está acontecendo, Kusakabe? – Os olhos negros de Hibari encaravam a figura do louro, em frente à porta. – O que você faz aqui a essa hora? – O moreno que trajava o seu casual kimono preto juntou as sobrancelhas. A essa altura, Kusakabe não estava mais no mesmo cômodo que os dois.
Dino tirou os sapatos antes de entrar no Templo e abraçou Hibari.
_ Eu estava com saudades, Kyoya~ – Hibari tentava se soltar dos braços de Dino. Logo percebeu que não tinha escapatória.
_ O que você faz aqui? Achei que estava na Itália resolvendo assuntos de máfia e outras coisas que não me interessam.
_Haha, isso já faz duas semanas. Parece que você não sabe que dia é hoje né? – o Chefe dos Cavallone soltou Hibari e encostou-se à parede. O silencio foi a sua resposta. – Hoje é dia 31 Kyoya, por Deus, o que fez esses dias todos para não lembrar?
_Eu estive fazendo alguns trabalhos atrasados. Mas nada que te interesse. E você sabe que me interrompeu no jantar, e sabe que odeio que me interrompam. Quer ser mordido até a morte, Cavallone? – o Guardião da Nuvem encarava o louro.
_N-não, me desculpe! Por favor, esqueça isso. Mas enfim... Eu não queria passar o Réveillon sozinho, então vim para Namimori passar com você, pois sabia que ia passar sozinho, ou apenas com Kusakabe. É deprimente ficar sozinho num dia como esse.
_E quem disse que queri comemorar com você?
_Você não precisa dizer que quer Kyoya, eu sei que você quer. – Dino passou uma das mãos nos cabelos negros do moreno. Mais uma vez o silencio predominou por parte do moreno. – Vamos ficar aqui no Templo, certo? Aqui é o único lugar que meus subordinados não vêm, e eu sinceramente não quero passar o Réveillon com eles. Eu quero passar a sós com a pessoa que eu amo.
_Faça o que quiser, eu vou tomar banho. – Os dois entraram no quarto de Hibari. Dino sentou-se no tatame para esperar seu amante.
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O louro trajava um terno branco e a calça social da mesma cor. Tsuna tinha convidado ele para a festa de ano novo que faria em uma mansão. Ele não ia ficar a festa inteira, ia apenas para desejar um feliz Ano Novo para seus amigos. O único problema era arrastar o Guardião da Nuvem até lá. Por estranho que pareça ele conseguiu facilmente convencê-lo.
O caminho foi feito em silêncio, o Chefe dos Cavallone não ousava falar algo. Sabia que ia receber uma resposta mal-humorada do moreno. Ao chegar à mansão, foi recebido por Reborn e Tsuna, que parecia feliz em ver que os dois compareceram a festa.
_Dino-san. Você veio! – O Décimo chefe dos Vongola sorria.
_Olá Tsuna, na verdade eu vim só pra falar feliz Ano Novo para vocês, pois tenho que voltar. Uma certa pessoa não agüenta ficar aqui. Então, feliz Ano Novo.
_Ahn... certo. Bom, tudo bem. Fico feliz só de vê-lo hoje. Tenha um bom Ano Novo também.
Hibari nem saiu do carro, e quando Dino voltou , disse baixo “você demorou, Cavallone.” Mas alto o bastante para que ele ouvisse. A mansão não era tão longe do Templo, e como estavam de carro, foi rápido até chegarem.
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Eram 23:40. Apenas 20 minutos até a virada. Os dois foram até a varanda que ficava no quarto. Ficaram observando o céu até que o Louro quebrou o silêncio.
_Kyoya, desculpa por não vir no Natal, mas ainda quer o seu presente?
O moreno continuava em silêncio, pensativo. As suas mãos envolveram com força a barra da grade da varanda enquanto ele perdia-se em pensamentos e em dúvidas.
Hibari era realmente uma pessoa séria, mas ele tinha um coração... e ele batia. Era impossivel negar que o tal não havia sentindo falta da presença do loiro. De suas palhaçadas e de seu jeito brincalhão. A presença do outro realmente o agradava. Mas ele era um homem cheio de compromisso, e tinha seus problemas no seu lado.
Ele realmente sentiu falta dele, mas nunca demonstraria aquele sentimento. O mesmo era uma pessoa dificil, e pouco compreensiva. Dizer tais coisas iria contra o seu próprio orgulho.
"Desculpa”? — Não é só com uma palavra que irá consertar tudo. Não é com uma palavra que Dino iria colocar uma pedra em cima de todo o seu sumiço repentino e sair com sorrisos por aí.
_Depende do que irá me dar. O que será dessa vez? Vai me dar de presente uma desculpa esfarrapada?
_Claro que não, Kyoya. Meu presente é isso. – O Chefe dos Cavallone tocou os seus lábios nos do Guardião da Nuvem. O beijo começou com tranqüilidade, mas logo depois foi se tornando mais erótico. A língua de Dino pediu passagem, e explorou cada canto da boca de seu amante.
Os dois só se separaram, pois ar lhes faltava. Ambas as respirações estavam descompassadas. O louro conduziu o moreno até o quarto e o deitou no Tatame. O beijo foi retomado, com mais luxuria que o anterior. O kimono de Hibari foi retirado, deixando-o apenas com uma cueca box preta. O italiano massageava o membro do Guardião da Nuvem por cima da peça de roupa, provocando-o. Seu terno foi retirado, e jogado em algum canto do quarto, o mesmo com sua camisa e gravata.
O local foi preenchido por uma baixa voz... Um baixo gemido de prazer do moreno. Ele odiou com todas as forças aquela pequena peça de roupa e desejou de todo o seu coração que retirasse-a rapidamente. Antes de tirar a calça, Dino retirou um pequeno vidrinho dela. Hibari sorriu ao ver aquele vidrinho, tão familiar.
O Chefe dos Cavallone finalmente retirou a ultima peça de seu amante. O italiano observou o membro rígido do menor com atenção, logo, pôde ouvir um suspiro aliviado do moreno, talvez estivesse feliz por aquela "tortura" acabar.
Dino segurou o membro do outro com vontade, apertando-o um pouco. Kyoya gemeu baixo, mordendo o lábio inferior com força logo em seguida, tentando prender outros gemidos que insistiriam em sair. Ele não queria dar o gosto da vitória para o loiro.
_ A-Ande logo com isso, desgraçado!
_É melhor ser bonzinho, Kyoya~
Sem mais delongas, a boca sedenta do maior abocanhou o membro ereto do rapaz de uma só vez, arrancando gemidos do Guardião da Nuvem. Gemidos que deixavam o loiro bem mais animado. As mãos nervosas de Hibari adentravam os cabelos dourados do Chefe dos Cavallone, equilibrando-se ali.
A boca do mesmo fazia movimentos de ir e vir rapidos e intensos sobre o membro do outro. De dentro dos lábios do menor, saíam gemidos cada vez mais altos, pedindo mais por aquilo, mais pela boca delirante do italiano. Mais. Ele queria mais. E não adiantava morder lábio algum, o prazer ali era inevitável.
Dino parou o que fazia e despejou o liquido transparente que estava no vidrinho em seus dedos e introduziu um deles em Hibari. A dor logo foi substituída pelo prazer, e mais um dedo foi introduzido. O clímax do Guardião da Nuvem viera depois de alguns movimentos de vai e vem do louro.
O Chefe dos Cavallone retirou os dedos e penetrou seu membro. No começo os movimentos eram devagar, até ouvir entre gemidos do moreno as palavras “mais rápido”. O italiano foi o primeiro a chegar ao orgasmo, seguido de Hibari. A ultima noite do ano dos dois foi selada com um beijo. Diferente dos outros dois. Dessa vez foi calmo. O barulho dos fogos preencheu o quarto, indicando que já era mais de 00:00.
_Feliz ano novo, Kyoya~ — Dino sorriu e depositou um beijo no roso de seu amante.
_Para você também, Dino. – O Guaridão da Nuvem virou para o lado e fechou os olhos. Antes de dormir ele sentiu um corpo quente, úmido e forte abraçá-lo. Um abraço carinhoso e amoroso. Kyoya desejou que aquele momento durasse para sempre. Sempre ao lado daquele italiano maldito que fazia seu coração falhar e bater mais forte. Aquele que fazia perder-se em sonhos e em pensamentos. E assim, o moreno adormeceu. Sem saber que o loiro desejava as mesmas coisas... em seu profundo silêncio.
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