Last Kiss - O Último Beijo
5 Capítulo 5 - Proximidade
Cólica maldita. Acordei com minha dose mensal de quase um parto me matando.
Arrastei-me para debaixo do chuveiro, a água extremamente fria aliviou momentaneamente a dor, mas eu precisava era mesmo de um ou dois comprimidos para aguentar o resto do dia.
- Nossa que cara horrível. – foi à primeira coisa que ouvi antes do bom dia, de meu irmão. Sorri forçado para ele.
- O que meu bebê tem? – mamãe se aproximou e abraçou-me.
- Uma cólica infernal. – disse manhosa.
- Tudo isso por causa de uma dorzinha. – Alec falou revirando os olhos.
Lancei um olhar mortal para ele. – Não está mais aqui quem falou. – ele falou saindo da cozinha.
Minha querida mãe me deu um remédio para a dor e tomei meu café da manhã.
- Bom dia, família querida. – Bree juntou-se a nos dando um beijinho em mim e mamãe. – a festinha de ontem me esgotou, nem vi o despertado toca.
- Se você não viu e imagine seu pai. Acredita que hoje é pediu pra dormir mais cinco minutinhos que nem um adolescente com preguiça de ir para a escola. – falou mamãe.
- Imagine a cena papai pedindo mais cinco minutinhos. – falei sacudindo a cabeça.
- Graças a Deus hoje é sábado, uma folga básica e deu pra dormir mais. – falou Bree. – Vai fazer o que hoje, Nessie? – ela perguntou.
- Sei lá, ficar de bobeira curtindo minha cólica. – respondi comendo uma fatia de bolo em seguida.
- Sai aqui, vai bater perna por ai. – falou mamãe.
- Ai essa doeu. Estou sendo expulsa, é isso? – perguntei ofendida, mas nem tanto é claro.
Minha mãe sacudiu a cabeça. – Não querida, mas sai um pouco. Vai visitar a Sarah e o Billy, você ainda nem os viu desde que chegou. E parece que o Billy não está muito bem por isso não vieram ontem.
- Bom dia, meninas. – Maria, nossa governanta, entrou na cozinha. Nos a cumprimentamos, e mamãe voltou a insistir para que eu saísse um pouco mais.
- Ah tá bom, tá bom. Eu vou visitá-los. – subir para vestir algo mais comportado do que meu baby-doll e dá um jeito na cara de sono.
A fazenda Black não era muito longe, em vinte minutos entrei nas terras da propriedade. Assim com a fazenda da minha família os trabalhadores estavam se preparando para a colheta.
Estacionei em frente a grande casa. Duas batidas foram o necessário para Sarah Black abrir a porta.
- Nessie! – ela falou meu nome com um grande sorriso nos lábios.
- Oi tia Sarah. – como nossas famílias se conheciam a anos eu e meus irmãos crescemos com o habito de tratar Billy e Sarah por tios.
- Como está minha querida? Venha entre! – ela deu passagem para que eu adentrasse p foyer.
- Estou bem. – disse em quanto ela me dirigia até a sala de estar. – Sentir falta da Sra. e do tio ontem no jantar.
- Jacob não falou que o Billy estava doente? – ela perguntou.
- Não tive muita chance de conversa com o Jake ontem, mas mamãe me falou hoje no café da manhã.
- Billy está com um resfriado fortíssimo. Então achei melhor deixa-lo em repouso. – ela informou.
- Claro, fez muito bem. – falei.
- Agora me conte. Como anda a vida? – nos sentamos no sofá.
- Tudo em ordem, muito trabalho é claro, mas tudo nos conformes. – respondi.
- Que bom, minha filha. E uma pena você está vivendo tão longe, sentimos tanto a sua falta. Mas fico feliz em saber que está feliz.
- Ai tia, também sinto falta de vocês. – disse segurando as mãos dela.
- Com está linda. Bem que o Jake falou que estava mais linda do que nunca. – fiquei meio sem graças, principalmente por saber que o Jacob tinha dito aquilo.
Sarah Black sorriu sem jeito, possivelmente por ter dito mais do que deveria.
- E o tio, onde está? – perguntei desviando o foco da conversa.
- quer dizer que finalmente resolveu aparecer. – a voz de trovão de Billy Black ecoou pela sala.
- Tio. – fui a seu encontro sendo recebida em seu braços em uma abraço de urso.
- Meu anjo, que saudades. – ela falou.
Ficamos os três conversando e em nenhum momento Jacob deu sinal de vida, na certa estava ajudando na colheita.
- Jacob está lá em cima. – me assustei, parecia que eu tinha falado em vez de pensado. – Por que não vai dizer um oi a ele. – Sarah falou.
- Acho melhor não. Não quero incomoda-lo. – disse tentando convencê-los.
- Que incomodo? Vai lá! – Billy disse quase me empurrou para fora do sofá.
Era algum complô do dia me convencer a fazer certas coisas?
- Que tanta conversa é essa? – Jacob entrou na sala no momento em que tinha me levantado. – Nessie.
- Oi Jake. – disse acenando. – vim fazer uma visita aos tios. Ficou um silêncio de matar na sala. – Eu já vou indo, só vim dá um oi mesmo. – falei.
- O que é isso? Mais chegou meu bem fica mais um pouco, por que você é o Jake não vão dá uma volta por ai. – propôs Sarah.
- É por que não? – Jake disse quando já abria a boca para recusar. – Vamos lá!- ele disse estendendo uma mão para mim.
- Ontem você foi embora que eu nem vi. – falei quando já estávamos do lado de fora.
- Desculpa não era minha intenção. – ele disse.
- Não tudo bem. Nem sei por que comentei isso. – coloquei as mãos no bolso de traz do jeans. Começamos a caminha pelo entorno da casa.
- Talvez porque eu seja importante. – ele falou.
- Importante? Ah tá!– questionei. – Sempre se achando! – falei revirando os olhos.
- Vai dizer que é mentira? – ela rebateu.
- Não, não é mentira, Você é importante para mim, sempre será, mas não precisa ficar se achando por causa disso, ok? – eu falei.
- Certo. Tudo bem. – ele esboçou um leve sorriso.
- E sua namorada, estava doida a trás de você? – o sorriso sumiu instantaneamente de seu rosto.
- Já disse que ela não é minha namorada. – ele disse olhando para à frente e parecendo um pouco irritado agora.
- Certo. Mas ela sabe disso porque.... –parei de falar quando vi a cara fechada dele. — Desculpa!! – pedi elevando as mão em rendição.
- E você? – ele questionou.
- Eu o que? –minha expressão era de total confusão.
- Existe alguém te esperando em Nova Iorque?
- Ah... Não sei. É meio complicado. – falei sem quere dá muitos detalhes da minha relação louca com Zach.
- Hum...
Silêncio perturbador......
- Então você vai participar do rodeio? – perguntei para fugir do assunto que ainda pairava no ar.
- Como todos os anos. – Jacob respondeu.
- E vai perder como todos os anos? – perguntei prendendo um riso.
- Eu não perco todos os anos. – ele se defendeu.
- É? Mas não me lembro de nenhuma vez você ter ganhado em quanto eu estava aqui. – sinalizei encarando-o.
- Talvez seja você, o motivo da minha falta de sorte. – ele acusou-me.
Arregalei os olhos, quase ofendida. – Ah. Obrigada Jacob Black, por me chamar de azarenta.
- Só disse a verdade. – ele falou movendo os ombros casualmente.
- Que eu bem me lembre. Sempre que você perdia era bem consolado. Eu sabia te deixar feliz rapidinho e você nunca reclamava. – disse lembrando o sexo louco que acabávamos sempre fazendo.
A última vez tinha sido bem intensa, como se já soubéssemos o que aconteceria depois.
- E se eu me lembro bem também. Você tirava toda minha concentração com aquelas roupinhas, minúscula.
- Certo, certo. Quer me culpa tudo bem. – disse bufando. – Mas e esse ano, a culpa vai ser de quem se você não ficar aqueles 8 segundos em cima do boi? – perguntei.
- Esse ano eu ganho não tem para ninguém. – ele falou convencido.
- Aposto que não? – o desafiei.
Paramos próximo a um cercado onde os cavalos estavam pastando. Jacob ficou um tempo me olhando, maquinando alguma coisa.
- Certo! Se eu ganhar você bem linda vai subi no palco do King’s Road.
- O QUÊ? – berrei. – Sem chances eu não vou fazer isso. Há anos não faço nada parecido.
- Você está tão confiante de que vou perder. – ele disse sorrindo cinicamente.
- Ok então. – falei decidida. – Mas e se você perder vai fazer o que?
- Escolha? – ele propôs.
- Você terá de dizer para Leah Clearwater, com todas as letras que você não quer nada com ela. – disse séria.
- Por que esse interesse, Nessie? – ele perguntou igualmente sério.
- Não é interesse só não acho justo você está iludindo ela dessa forma.
- Não estou iludindo ninguém. – ele se defendeu.
- Mas acho que ela acha que as coisas ente vocês estão bem sérias. – Jacob ficou me encarando.
- Ok! Apostado então? – ele disse estendendo a mão para mim.
- Apostado.
Na minha juventude tive uma fase “Quero ser uma cantora country muito famosa.” Me arriscava a compor algumas coisas e até a cantar em alguns finais de semana no King’s Road. Lembro-me de um verão em que meu pai colocou eu, Bree e Alec no carro e nos levou para Dallas, onde gravamos um EP com cinco músicas.
Achamos aquilo o máximo íamos ser os três irmão que teriam uma banda muito famosa, Hale finalmente ia aparecer no mapa.
Bella, nossa mãe, achava lindo seu três preciosos filhos talentosos, mas não gostava muito que o papai ficasse nos enchendo de esperanças que poderiam virar frustrações.
Cheguem em casa e fui para meu quarto procurar um velho caderninho que eu tinha certeza que estava ali.
A capa rosa já estava desbotada pelo tempo, mas ele estava ali com todas as minhas infantis composições nas primeiras folhas e outras mais maduras nas seguintes. Na última folha ainda escrita tinha uma composição inacabada.
Uma letra que não teve a chance de ser terminada porque fui embora, deixando os sonhos de uma garota que não existia mais para traz.
Quando cheguei não tinha reparado no meu velho e bem conservado violão em seu suporte em um canto do quarto. Agora eu o ouvia me chamando, implorando para ser tocado. Implorando para que dez anos depois eu terminasse aquela canção.
- O que está fazendo? – Bree perguntou entrando o meu quarto, horas depois.
- Deu vontade de tocar. – falei ponto o violão de lado.
- E compor também pelo que vejo. – ela falou pegando meu caderno.
- Devolve Bree, sabe que não gosto disso. – pedi.
- Humm.... Muito boa essa letra. Mas alguma razão mais especifica pra está escrevendo? – ela me devolveu-me o caderno.
- Eu e Jake fizemos uma aposta. – falei guardando o caderno numa gaveta.
- E o que tem isso? – ela sentou na minha cama de frente para mim.
- Se ele não ganhar o rodeio eu vou ter que me apresentar no King´s. E por sinal vou precisar de sua ajuda e do Alec.
- Sério que você vai fazer isso se ele ganha? – ela perguntou em dúvida.
- Aposta é aposta e você já me viu não pagar o que devo?
- E já vi que eu o Alec vamos acabar sobrando nessa história também.
- Pra isso que servem os irmãos.
- O Alec vão adora saber disso. Mas então, se ele ganha você canta e se ele perder o que vai ter que fazer?
- Ele vai ter que abrir o jogo com a Leah.
- Como?
- O tempo todo Jacob fala que não tem nada sério com ela, mas parece que ela não vê as coisas dessa forma, então ele vai ter que dizer a verdade nua e crua.
- E qual é o seu interesse nisso? Preocupação com a pobre Clearwater com certeza não é.
- Claro que não. Só não acho justo ele fazer isso com ela e não gostaria que isso acontecesse comigo, então estou dando uma ajudinha. – Bree me ouvia atentamente, mas conseguia ver que ela estava achando que tinha mais alguma coisa nessa história.
Mas a verdade era que não tinha. Eu precisava pensar em alguma coisa no memento em que ele me propôs a aposta e o que de, mas fresco tinha em minha mente era a pobre coitada da Leah vivendo em seu falso contos de fadas.
- Pode até ser só isso, mas já pensou que você pode até ser beneficiada? – Bree perguntou.
- Como?
- Sem Leah no caminho, Jake totalmente disponível....
- Nem complete esse raciocínio. – a interrompi. – Já disse pra para de tentar dá uma de cupido. Se fosse pra rolar alguma coisa não seria Leah nenhum que me impediria de ir à frente e você sabe muito bem disso.
- Ok. Não está mais aqui quem falou. Então quando começam os ensaios? Afinal uma apresentação musical que preste tem que ter Bree Cullen com backvocal e será meu último mico, ainda não casada.
- Primeiro temos que convencer nosso querido irmão a se juntar a essa trupe.
- Então vamos fazer isso agora!
Notas finais
O que acharam? Dessa minha viajada nesse cap. rsrsrsrsrs
Não esqueçam de comentar, acho que não respondi aos comentários, anteriores mas li todos e agradeço a todos também.
Um beijão.
Previsão do Próximo capítulo: 02/02
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