Last Kiss - O Último Beijo
15 Capítulo 15 - Uma nova vida em mim
Notas iniciais
Acho que estou voltando ao normal.
Qualquer erro culpe a ansiedade por postar logo.
Boa Leitura.
Quando vi o calendário na parede da cozinha, meus olhos arregalaram. Não era possível, era o ultimo dia do mês. E minha menstruação não tinha dado as caras. Comecei a me sentir estranha, uma náusea deixou meu corpo mole.
Corri para o banheiro e fiquei ali em companhia na privada por longos minutos. Dei descarga e sentei sobre o tampo do sanitário. As ideias começavam a se arrumar em minha cabeça. A minha menstruação atrasada, as náuseas todas as manhas além das tonteiras que tinha de vez em quando só significavam uma coisa. Eu estava grávida.
Apoiei minha cabeça nas mãos e fechei os olhos. Quando os abrir uma luz forte cegou minha visão.
- Já acordou amor? – uma voz distante perguntava. – Nessie?
Minha visão tomou foco e eu estava deitava na cama. Jacob esta em pé no meio do quarto vestindo sua roupa.
- Dormiu pesado, essa noite. – ele disse sentado na beirada da cama para calçar suas botas.
Era um sonho, tudo não passou de um sonho. Eu não estava gravida.
- Tive um sonho tão estranho. – Jacob virou para me olhar.
- Como foi?
- Sonhei que estava grávida. – sentei e comecei a arrumar meus cabelos que estavam bagunçados.
- Por que foi estranho? Talvez seja seu subconsciente dizendo o que você realmente quer. – ele voltou seu corpo completamente para mim. – Um bebê nosso, já pensou? – ele sorriu com um olhar distante como se já estivesse vendo uma criança correndo pela casa.
- Não Jake. Talvez seja meu subconsciente dizendo que essa cidade está ficando muito fértil e não estou falando da terra para as plantações.
- Você quem sabe. – ele virou-se voltando sua atenção novamente para os sapatos. – E por que a cidade está ficando muito fértil?
- Bree está grávida.
- Sério?
- Seríssimo. Falando nisso, vou passar o dia com a mamãe, com certeza ela vai querer arrastar a Bree para o hospital e saber se está tudo nos conforme. – deslizei para fora da cama. – O que você vai fazer hoje?
- Vou a Dallas como meu pai hoje, provavelmente chegarei tarde.
- Ai! Deu vontade de ir junto. Faz tempo que não vejo um prédio com mais de cinco andares e o cheiro do ar poluído. Mas vai ter que ficar para a próxima.
- Ok. Na próxima vamos juntos e especialmente em um dia onde não terei nenhum problema para resolver. Ai podemos curtir a cidade juntos. – ele terminou de se vestir e desceu para prepara o café da manhã, em quanto eu ia me aprontar para ir vê a mamãe com a Bree.
***
- Eu acho que você devia ter um bebê agora. Imagine nossos filhos crescendo juntos. Melhores amigos que compartilharam da mesma mamadeira. – sonhou Bree.
- Tudo bem. Quando chegar em casa eu e Jake vamos fazer um bebê. – brinquei.
- Devíamos ir a Dallas fazer compras para meu neto ou neta. O que acha meninas? – sugeriu minha mãe que ficou radiante com a notícia que seria vovó.
- Eu iria falar que é muito cedo para isso, mas você já criou três filhos então minhas palavras não tem valor. – ergui as mãos, rendida.
- Então vamos lá! – Bree literalmente saltitou até sua bolsa. – Acho que não posso ficar mais fazendo isso. – ela virou com a mão sobre o ventre.
- Sim. Também acho.
Antes de pegar a estrada ligue para Jake informando que estaria indo a Dallas, apesar de que achei que isso não ia acontecer devido nossa conversa mais cedo.
Ele disse que estava cheio de trabalho e não sábia se daria para encontra a gente. Mas que ligaria se tivesse uma brecha.
Batemos perna e compramos várias roupinhas minúsculas, Bree surtava a cada roupinha, sapatinho e gorrinhos que achávamos e queria levar tudo o que via.
- Acho que Seth vai à falência. – brinquei quando estávamos na terceira loja e muitas sacolas na mão.
- Ele que trate de ralar muito no trabalho, para pagar as contas. – almoçamos no shopping e Bree já mostrava que seu apetite estava por dois. E claro que mamãe e eu não deixamos isso passar despercebido.
Jake ligou dizendo que não poderia nós encontrar e que lamentava muito.
Voltamos antes do por do sol para casa, levei primeiro Bree em casa e Seth que já estava lá ficou assustado com todas as sacolas que viu saindo por porta malas.
- O bebê já nasceu, por que acho que pedir alguma coisa.
- Não enche amor. Começa a se acostumar, isso aqui não é nem um terço do que vamos ter que comprar. – ela disse abraçando o marido.
- A vovó aqui também vai encher meu netinho de presentes. – mamãe foi taxativa.
- Não precisa nem falar da tia, aqui.
Após deixar Bree era a hora de levar Bella em casa.
- E como foi com o Jake ontem? – ela perguntou.
- Tivemos uma breve discussão. Mas está tudo ok. – falei sem tirar os olhos da estrada.
- E por que ele chegou tão tarde?
- Claro que foi pelo meu maior problema no momento. Leah.
- Tem que ser paciente, Nessie. Ela está gravida e claro que vai usar isso como uma arma. – advertiu minha mãe.
- Estou tentando, pode acreditar mãe. Mas ela sem gravidez já me dá receio, com um bebê então.
- Ei onde está a filha confiante que eu tive?
- Ela está aqui, acredite. Mas.... ela está com um pouco de medo, sim. – minha voz foi reduzindo.
- Querida, não precisa ter medo. Ela pode até conseguir ter o Jacob próximo dela, mas o coração dele ela nunca terá.
- Sabe, esse clima de bebê me fez até ter um sonho estranho essa noite. – falei rindo.
- Sonhou que estava grávida, aposto. – adivinhou minha mãe.
- Acertou. E ai o Jake começa a insinuar que devemos ter um.
- Não vou nem falar nada por que você vai começar a ficar toda irritadinha. – Bella riu.
- Não acho justo engravidar agora. Vai ficar parecendo uma competição ao fato de Leah está grávida.
- O que eu acho filha é que você e o Jacob já tem esperado por tudo durante muito tempo. Não iria me admirar que você quisessem ir mais rápido. Imagine se não tivessem passado esses dez anos longe. A família Cullen e Black já estaria bem maior hoje. E claro que com um bebê a caminho, um outro seria muito bem vindo. – ela tinha um leve sorriso nos lábios e aquilo me contagiou.
***
Fiquei mais um tempo com a mamãe em casa e a todo o momento a nossa conversa no carro martelava em minha cabeça.
Quando cheguei em casa, Jacob estava saindo do banho.
- Já chegou. Achei que a Bree ia quere comprar em todas as lojas de bebê de Dallas e vocês iriam passar pelo menos uma semana lá.
- Ela quase fez isso. – larguei meus sapatos em um canto do quarto.
Jacob riu e abriu o armário tirando de lá uma bermuda e uma camisa. – Vou desce para prepara o jantar....
- Não se veste. – falei. Ele olhou confuso para mim, comecei a tirar meu vestido, o sutiã a calcinha e fique completamente nua. Jacob cruzou os braços e me olho com a sobrancelha arqueada.
- O que é isso?
Aproximei-me dele levando minhas mãos direto para a toalha que ainda cobria seu corpo e a deixei cair em nossos pés. Suas mãos repousaram em minha cintura e deslizou para minha bunda puxando meu corpo para o seu. Minhas narinas foram invadias pelo frescor ressente deixado pelo sabonete e o cheiro natural dele.
Jacob depositou um beijo em minha testa. Inclinei minha cabeça e ele tomou meus lábios. Empurrei-o em direção da cama, ele caiu sentado e sentei em seu colo com uma perna de cada lado.
Seu pênis já estava semiereto e em quanto ele voltava a me beijar minha mão trabalhava em seu eixo. As mãos dele estavam em minhas coxas e senti uma delas em minha intimidade.
A pressão da minha mão em seu membro aumentou quando senti um de seus dedos me penetrando.
- Faz amor comigo, Jake. – sussurrei contra seus lábios. – Eu quero um bebê seu. Um bebê nosso. Não quero mais esperar por nada. Já esperamos de mais.
Jacob olho nos fundo de meus olhos em seguida beijou-me lenta e longamente.
- Eu te amo. – ele sussurrou conta meus lábios.
A noite foi sem pressa, com calma. Sentíamos cada parte de nossos corpos, não tivemos pressa, o objetivo não erra alcançar o prazer o mais brevemente possível, era somente amar.
- Nessie, está dormindo? – meus olhos estavam fechados, mas não tinha sono. Minha cabeça descansava sobre o tórax de Jacob.
- Não.
- O que aconteceu? – ele passou a fazer um cafuné em mim.
- Como assim, o que aconteceu? – me ajeitei melhor para encará-lo.
- Você quer um bebê mesmo?
- Está achando ruim. – franzi a testa.
- Não. – ele disse com alarde. – Mas fiquei confuso com essa sua nova atitude. Não quero que se sinta pressionada pelas coisas que falo. Quero um filho seu, mas se não estive preparada, se acha que não é o momento certo, eu vou entende.
Sentei e depois de um momento de silêncio finalmente falei. — Não é isso Jake. E talvez você tenha razão, posso está me sentindo pressionada. Mas tive uma conversa com minha mãe e acho que ela me fez ver o que eu não estava vendo. – ri sem graça e constrangida pela minha reação de mais cedo. – Eu... eu vou tomar uma banho. – sai da cama enrolada no lençol.
- Ei. – ele segurou minha mão. – Você disse que não queria mais esperar por nada. Eu também não quero, sinto como se tivesse perdido uma vida longe de você e ficar adianto tudo me deixa louco. Minha vontade é de arrastar você para igreja e por um anel em seu dedo.
- Tão homem das cavernas. – disse rindo.
- Não meu bem. Se eu fosse já estaríamos casados e com o jardim de infância inteiro correndo pela casa. – ele me puxou para mais um beijo.
Não casamos nas semanas seguintes, mas era como se estivéssemos em lua de mel. Para de ir com calma tinha dado um novo rumo a relação e estava gostando disso mais do que imaginava que iria gostar.
Leah Clarwater ainda enchia o saco e tudo era motivo para ela ligar para o Jacob. Durante um final de semana que resolvemos aproveitar a dois e sem contato de ninguém desliguei e escondi o celular dele e foi bom perceber que ele nem deu falta do objeto.
Mas algumas coisas estranhas começaram a acontecer. Certa manhã acordei bem enjoada e tonta. Tomei o café da manhã, mas foi em vão, logo coloquei tudo para fora. E foi assim durante todo o dia. Então passei a maior parte do tempo deitada vendo teve ou navegando na internet.
Jake não percebeu muito bem meu mal estar. Depois de um forte temporal, alguns hectares plantados da fazenda Black foram perdidos o que gerou um prejuízo enorme e ele estava super estressado por isso. Então resolvi não encher mais a mente dele com isso.
Só dois dias depois percebi que tinha algo errado de verdade. Eu estava atrasada, não para ir a algum lugar, mas sim na menstruação.
- Não acredito. – disse após fazer as contas. – Vamos com calma. Nessie. Pode ser um alarme falso. – espirei fundo e encarei meu reflexo no espelho. Foi difícil conter o sorriso que se formou. – Preciso marcar uma consulta.
Foi muita sorte encontrar um horário para aquele mesmo dia. Alguém tinha desistido e deixado aquela brecha que caiu como uma luva em minha ansiedade.
Nada estragaria meu dia, até mesmo saber que não estava grávida, mas o destino zoou com minha cara. Se já não bastasse ela estar gravida tinha que aparecer para estragar meu dia. Quando estava entrando no hospital, Leah Clearwater estava saindo dele.
- Olha só quem está aqui. – ela disse com uma falsa simpatia. – Visitando o hospital, Nessie? Pegou uma gripe foi?
- Oi Leah. – entrei no joguinho dela. – Não é gripe não, querida. Mas acho que estou tendo crise alérgica causada por vadias. – falei ainda sorrindo para ela.
Ela ficou muda por instantes. – Engraçadinha. Isso tudo é inveja?
- Só se eu estivesse louca pra ter inveja de você.
- Ah Renesmee vamos lá! Eu vou ter um filho do Jacob.
- Mas quem está com ele?
O sorriso debochado em sua face sumiu mais uma vez. – Ter ele é só uma questão de tempo. Com o bebê isso não vai ser difícil. Acho melhor você começar a arrumar as malas de volta de onde veio.
- Não vou fica perdendo meu tempo com você Leah. E só lamento você achar que esse bebê só é mais uma arma para você ter o Jacob. – virei-me sem dar mais chances de ela dizer mais alguma coisa e entrei no hospital.
Minhas suspeitas se confirmaram. Eu estava grávida e tudo indicava que aquele serzinho minúsculo dentro de mim tinha sido concebido na noite em que surtei e pedi um bebê a Jacob.
- Sua mãe vai enlouquecer. Dois bebês a caminho. – doutora Kennedy disse com um sorriso na face.
- Você nem imagina. Mas ela vai ter que esperara alguns dias para saber. Como eu aniversario é daqui a duas semanas e vamos fazer uma pequena comemoração vou dá a notícia nesse dia.
- Será um grande aniversario.
- Com certeza.
Depois de mais alguns instantes de conversas e recomendações médicas. Voltei para casa. Séria um martírio consegui guardar esse segredo por duas semanas. Mas já estava começando bem.
Quando Jacob chegou em casa não contei nada sobre a ida ao hospital ou meu encontro com Leah e esperava que ela não estragasse tudo e falasse alguma coisa. Ele perguntou como tinha sido meu dia e menti descaradamente omitindo partes muito importantes dele.
Fizemos amor naquela noite e tudo foi tão mágico, tive até medo de sem querer deixa escapulir que nosso filho crescia dentro de mim, mas me contive e aproveitei nosso momento como se não houvesse amanhã.
Notas finais
Espero que ainda tenha alguém por aqui.
Bjs
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