Last Kiss - O Último Beijo
16 Capítulo 16 - Um passo muda tudo
Notas iniciais
Os enjoos estavam acabando comigo e ainda tinha que esperar Jacob sair para por tudo pra fora. Essa era minha rotinha na última semana e estava indo muito bem, obrigada. Jake não desconfiava de nada, apesar de às vezes dizer que eu estava estranha.
Com a gravidez de Bree não foi difícil esconder a minha. O centro das atenções estava nela e eu ficava sempre na minha, não levantando nenhum suspeita. E faltava pouco para o grande dia.
– O que vai quere para o jantar de aniversario, filha? – minha mãe perguntou em quanto combinava os detalhes com Maria.
– Lasanha, muita lasanha. – Estava comendo minha quarta panqueca e a fomo não cessava.
– Está passando fome, Nessie? – ela perguntou quando me viu pegar mais uma.
– Essa é a última, prometo. Mas isso está muito bom. Colocou o que aqui Maira? – antes de uma resposta já estava devorando mais aquela panqueca.
– O de sempre desde que você era pequena.
– Sabe bebê, papai vai ter um treco quando contar para ele sobre você. Vou tirar até uma foto pra depois você vê a cara dele. Estou tão feliz por você está aqui. – dizia acariciando meu ventre. Ainda não havia sinal nenhum que ali dentro tinha um bebê.
Mesmo ainda sendo um grãozinho, meu coração já tinha se enchido de amor por ele. Meus banhos estavam ficando cada vez mais demorados, só por causa desse meu novo passatempo que era conversar com meu bebê.
– Amor, cheguei! – a voz de Jacob disse distante.
– Tô no chuveiro, Jake. – gritei em direção da porta entre aberta.
– Nem precisa sair dai. Me espera! – sua voz já estava mais próxima. – Ele entrou no banheiro só de boxe.
– Será que você só pensa nisso quando me vê? – perguntei cruzando os braços.
– Não tenho culpa de você ser gostosa de mais e também temos que recuperar o tempo perdido. Imagine todas as transas que desperdiçamos. – ele disse entrando no box.
– Ah então é nisso que você anda pensando? – envolvi sua cintura com meus braços.
– Temos muito o que recuperar.
– Sua sorte é que gosto disso tanto quanto você.
Outro fato sobre grávidas que estava conhecendo na pele era o sono excessivo, dormir a noite toda, mas na tarde quando Jacob saiu eu capotei na cama. As cortinas estavam entre abertas e acordei com um barulho no corredor.
– Jake é você? – perguntei, mas ninguém respondeu. Não morava numa cidade conhecida por altos índices de violência e invasões domiciliar. Mas 10 anos na cidade grande e muitas produções de cinemas era o suficiente para me deixar alerta.
Peguei o celular e coloquei no bolso e sai do quarto imagine o quanto foi minha surpresa ao encontrar Leah terminando de subir as escadas.
– Você só pode está de brincadeira. O que faz aqui Leah? – tive vontade de arrancar a socos aquele sorriso debochado que ela tinha na cara,
– Só uma visitinha Nessie. – ela cruzou os braços. Sua barriga já era visível mesmo que ainda pequena.
– Ah tá e agora somos melhores amigas. – disse com uma careta.
– Poderíamos até ser se você fosse sensata. Mas vejo que é desprovida disso. Parece que eu falo e falo e você não registra minhas palavras.
– Querida só ouço merda saindo se sua boca então é melhor não absorver isso. – falei.
– Olha só Nessie, Você não vê que é melhor dá o pé daqui. Eu e Jake vamos ter um bebê, um bebê nosso. Vamos formar uma família, criar nosso filho juntos e você não bem-vinda nisso tudo.
– Leah...
– Você já foi embora uma vez então não vai ser difícil fazer isso de novo. Jake me ama e você sabe disso, ele só está passando por um momento de confusão, mas quando essa criança nasce ele vai perceber a burrada que está fazendo.
– É melhor você sair dessa casa agora e pelas proporias pernas, por que se eu te por para fora não vai dá o que preste Leah e minha vontade agora é de quebra sua cara inteirinha. – já estava vendo tudo vermelho.
– Vai bater em uma mulher grávida?
– LEAH! – dei alguns passos em sua direção, não ia fazer nada, não sou tão louca assim, ia apenas indicar a porta da rua, mas Leah se assustou e deu um passo para traz. Ela estava muito próximo da escada e o passo foi em falso tentei segurá-la, mas quando vi já era tarde de mais.
Leah rolou escada a baixo e a única coisa em que conseguia pensar era no bebê. Ela estava inconsciente, peguei meu celular no bolso e disquei o número da emergência. Disse o que tinha acontecido e implorei para que eles viessem o mais rápido possível.
Em seguida liguei para Jacob.
Leah estava respirando, mas evitei mexe-la para não complicar alguma coisa se tivesse acontecido algo mais sério. E eu rezava para que não. Chamei seu nome algumas vezes, mas ela não reagiu. Eu podia odiar ela, mas aquela criança que carregava não tinha nada haver com nossa inimizade.
A ambulância chegou primeiro. Os paramédicos me perguntaram o que tinha acontecido e expliquei para eles. Eles colocaram um protetor cervical nela e a puseram na ambulância. Voltei a ligar para Jacob dizendo que já estávamos a caminho do hospital e que era para ele ir direto para lá.
Eu estava na sala de espera quando Jacob chegou.
– Como ela está? – ele perguntou me abraçando.
– Não sei. O médico ainda não veio aqui. – Logo atrás dele chegaram os pais de Leah, Seth e minha irmã.
O médico apareceu para falar com a gente.
– A Srta. Clearwater está bem. – ele falou.
– E o bebê? – perguntei preocupada.
– Está bem, também.
– Graças a Deus. – disse Sue abraçando o marido.
– Mas a gravidez já era complicada, agora todos os cuidados terão que ser redobrados. – falou o medico.
– Nós podemos vê-la? – perguntou Seth.
– Sim, mas um por vez e ela pediu para falar com Jacob. – informou o médico.
– Eu já vou. – falei para Jacob.
– Você está bem? – ele perguntou.
– Sim. Só um pouco assustada com tudo que aconteceu. – sorri fraco para ele. As fortes emoções me deixaram indisposta. E fiquei com medo de que algo acontecesse com o bebê que cresce em mim.
– Eu levo você mana. – Bree falou se aproximando de mim.
– Ligo pra você depois. – disse Jacob e eu assenti com um movimento de cabeça.
– Que loucura tudo isso. – disse Bree no carro, ela pegou o carro de Seth para me levar até em casa.
– Nem me fale. – disse cansada.
– E o que a Leah estava fazendo lá?
– Não sabe como ela gosta de me atormenta. Foi lá me intimidar mais uma vez e toda essa loucura aconteceu quando estava pondo ela pra fora. Ai ela de desequilibrou, tentei segurá-la, mas já era tarde de mais. Foi tudo tão rápido. – falei.
– Pelo menos ela e o bebê estão bem. E acho que depois disso ela vai aquieta e esquecer você. – disse Bree.
– Assim eu espero.
Minha irmã só me deixou em casa e voltou para o hospital, senti um calafrio ao subir os mesmos degraus onde Leah tinha caído. O susto ainda era muito fresco.
Jacob não ligou, por telefone Bree disse que ele ia passar a noite nos hospital, mas ela estava estranha e falou que no dia seguinte logo cedo iria a minha casa.
Bree não apareceu como tinha dito, então resolvi ir até o hospital.
Estacionei o carro em uma vaga do hospital, mas nem cheguei a entra nele encontrei Jacob saindo dela.
– Oi. Eu...
– O que veio fazer aqui? – ele perguntou de forma fria. Seu tom de voz me fez hesitar por alguns instantes.
– E... Eu vim saber como está a Leah e o bebê. – disse sem jeito pela forma que ele está me tratando. – Você não me ligou eu fiquei preocupada.
Jacob riu sem humor, o que só me deixou mais confusa. Ontem estava tudo bem e agora ele está com essa atitude estranha.
– Como você tem coragem Nessie, de vir aqui saber como eles estão? – ele perguntou, mas, não sabia o que dizer. – Você pode não gostar da Leah, mas aquele filho também é meu. Mas acho que você só veio se certificar se ela tinha dito algo, fique sabendo que já sei de tudo.
– Tudo o quê? – perguntei confusa.
– É difícil acreditar que você foi capaz disso. Sendo esse tempo todo paciente com nossa situação e no fim o que você fez foi empurrar Leah escada a baixo.
Fiquei sem reação com o que ele disse. As palavras demoraram um pouco para se arrumarem em minha cabeça.
– Jacob! O que você está falando? – disse rindo de incredulidade.
– Acho que ela não ia dizer nada e agora veio aqui para sonda se a Leah tinha aberto a boca.
– O que você está dizendo Jake? Você me conhece, acham mesmo que eu iria fazer isso com a Leah ainda mais ela estando grávida. Droga! Você me conhece, sabe que sou incapaz de fazer uma maldade ainda mais no estado dela. – um bolo se formava em minha garganta.
– O tempo passa, as pessoas mudam Nessie. Leah está aterrorizada não pode nem ouvir seu nome, que você o mais distante possível dela. Por que fez isso? – ele insistia em dizer que eu tinha tentado conta a vida de Leah.
– Jake. Você está ouvindo o que fala? Você está me acusando de fazer uma coisa tão horrível. – as lágrimas começaram a transbordar por meus olhos. – Essas últimas semanas não serviram de nada, pra você ver que eu continuo a mesma Nessie de dez anos atrás?
– Você pode ser a mesma Nessie, mas as coisas, a nossa vida não. Eu realmente não quero acreditar que você possa ter feito uma coisa dessas, mas eu conheço a Leah. Ela poder ser uma péssima pessoa, mas a esse ponto eu sei que não.
– E EU SOU? – gritei em prantos.
Jacob não disse nada, ele mal me encarava.
–É acho que a resposta é sim. Você não quere acredita, mas parece que você acredita... e muito. – falei dando-lhe as costas.
– Nessie. – ele me chamou. – Nessie.
– Me esquece, Jacob. Espero que você saia de vez da minha vida, assim como estou saindo da sua. Achei que as coisas podiam se concerta, mas eu e você definitivamente não devemos ficar juntos. Foi um erro ter voltado, sempre foi um erro. – voltei correndo para o carro.
Nem o olhei quando sai do estacionamento do hospital. Agora eu queria esquecer de tudo e todos.
Queria arrumar minhas coisas e voltar para Nova Iorque o mais rápido possível e quando eu chegasse lá queria chorar até me sentir seca o suficiente para fazer minha vida, que um dia pensei em deixar para traz, voltar ao normal.
Não estava prestando muita atenção ao transito em minha frente nem que ruas estavam pegando para sair da cidade. A única coisa em minha mente agora eram as frias palavras de Jacob, que apunhalavam meu coração.
Ele não acreditava em mim e o amor que dizia sentir sumiu da noite para o dia. Mas o pior era que eu ainda o sentia, porém estava disposta a fazer tudo para arranca-lo de mim.
Forcei o acelerador um pouco, mais queria sair de Hale o mais rápido possível e dessa vez era para nunca mais voltar. Minha família que me perdoasse, mas aquele lugar tinha morrido para mim.
O carro derrapou em um desnível da pista e não vi mais nada, só sentir o carro capotando um, duas, três, quatro vezes.
Meu corpo todo doía, minha cabeça latejava violentamente. Vi um carro ao longe se aproximando, minha visão foi embaçado e os olhos ficando cada vez mais pesados até que a escuridão tomou conta de mim.
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