Last Kiss.

11 Capitulo 11


Notas iniciais
OOOOOOOOE :B BOOA LEITURA.

Ei, vem cá e me abraça, mas sabe, não solta não.

Seus lábios foram se afastando dos meus aos poucos, fazendo minha respiração voltar aos poucos ao normal. Aquele maldito ar era necessário, mas para mim do que para ele. Deixei que minha mão deslizassem por seu ombro – Isso é errado... – Olhei-o nos olhos. – Não podemos...

– Nos beijar? – ele completou minha frase – É isso Caroline?

Tentei me afastar um pouco dele, porem suas mãos que brincavam em minha cintura, me prendiam perto dele – Tudo isso é errado, Niklaus... eu vou morrer, eu não quero gostar de você, isso é errado. – Minhas palavras estavam tão amargas, que doía meu coração ao pronuncia-las.

– Errado, isso é muito errado mesmo – Disse com os lábios próximos do meu – Mas eu sou errado também, então apenas cala a boca – Sua voz era seria, mas seus olhos me desejavam. Seus lábios, aqueles lábios, me chamavam, como se a única coisa que fosse importante naquele momento, fosse nossas bocas brigando em uma disputa.

E foi isso que ambos fizemos, nos beijamos, porem de uma maneira lenta. Eu queria tentar descobrir qual era o gosto do seus lábios, um gosto diferente – não era ruim, era uma harmonia perfeita.

Sua mão deslizou pelo meu corpo e seu corpo foi ficando por cima do meu. Suas mãos habilidosa faziam meu corpo tremer, como se a qualquer momento eu fosse explodir. Klaus afastou-se dos meus lábios e começou a dar leves beijos em meu pescoço, minha respiração ficava falhada a cada momento, mas eu queria tanto seus lábios em mim, que eu apenas tentava ignorar aquele desconforto.

Niklaus me puxou para mais perto, porem quando seus olhos se focaram nos meus. Eu consegui me ver pelo reflexo daqueles belos olhos. Uma de suas mãos deslizaram na barra do meu vestido.

Fechei meus olhos por breves segundos, deixando que minha testa encostasse na dele – Eu não consigo... fazer isso – Me referi a nós dois – Eu não tenho força, mesmo meu corpo desejando isso, eu não consigo. – Sussurrei, minha voz estava tão fraca, que duvidava se ele pudesse me ouvir – Não tenho força, me perdoe Niklaus... mas nós dois sabemos o que é o certo agora, eu preciso da minha mãe. – Abri meus olhos aos poucos, fitando a face seria do mesmo, seus olhos fechados trazia uma tranquilidade tão boa – Eu não posso morrer longe dela e você tem tudo Niklaus, você tem uma filha linda para cuidar, eu não posso ficar aqui para sempre.

Niklaus abriu os olhos, aqueles olhos coberto de agonia – Você tem que ir embora mesmo... – Ele se levantou rapidamente – Vou cuidar disso, Caroline... seu lugar não é comigo. – Seu tom sarcástico estava de volta, me trazendo uma irritação – Como você disse, tudo isso é errado, nos beijarmos também é um erro...

– Mas que merda, Niklaus... – Resmunguei alto – Para com isso... de destorcer minhas palavras.

– Destorcer suas palavras? – Desviou seus olhos de mim – Foi o que você disse quase agora...

Meus olhos se focaram no seu, fazendo eu soltar um suspiro cansado – Ok... – Abaixei meus olhos – Quero ficar sozinha, tem como você sair? – Indaguei irritada.

– Oh, desculpa madame, não irei irrita-la... – Maldito seja Niklaus, maldito seja sua ironia.

Apenas levantei meus olhos quando ouvi a porta bater e deixei que a angustia me abatesse. – Oh... – Sussurrei, me sentindo enjoada.

A porta foi aberta novamente, com uma figura loira entrando. Dessa maneira irei começar a me acostumar com ela invadindo meu “quarto” dessa maneira.

– Trouxe algo para comer... – Disse me trazendo um recipiente médio, junto uma colher. Meus olhos vagaram para aquela sopa, ela estava com uma aparência boa, fazendo uma careta se formar em minha face. – O que foi?

Acabei soltando uma risada nervosa – Foi você quem fez? – Arquei a sobrancelha.

– Oh, fica tranquila... não fui eu – Disse revirando os olhos e sentando ao meu lado. – Mas parece estar bom...

Ela colocou o recipiente em minhas mãos, peguei a colher e a enchi um pouco com a sopa. Solto um suspiro antes de coloca-la em minha boca, começo a mastiga-la de vagar. – Está boa... – Disse ao terminar de comer, porem antes que pudesse comer mais alguma colherada. A sopa acabou voltando e isso fez eu vomitar em Rebekah, que soltou um leve grito. – Oh... – Disse desesperada, sentindo a ardência em minha garganta. – Me desculpa...

– Argh... – resmungou a loira se levantando. Sua blusa estava toda suja, fazendo minhas bochechas corarem – Minha blusa preferida, mas que merda – Resmungou e seus olhos voltaram-se para mim.

– Eu não sei o que falar... – Disse com a sopa nas minhas mãos, a colocando na cômoda.

– Bom, deixa para lá... só não vomite mais em mim. – Resmungou, onde caminhou em minha direção – Mas porque você vomitou a sopa?

– Eu não sei... – Disse brevemente.

Ela me olhou e balançou seus cabelos brevemente – Deve ser porque você não tinha comido nada... você vomitou na sopa? – Indagou.

Eu descordei rapidamente – Vomitei em você...

Rebekah riu baixo ao ouvir o que eu disse – Eu deveria estar brava.... mas não estou.

Eu acabei acompanhando-a na risada – Talvez seja porque estou morrendo... – Minha voz não estava amarga, apenas diferente.

– Talvez seja isso mesmo... então, tente comer de novo a sopa – Mandou, fazendo eu revirar os olhos.

Eu peguei a sopa novamente, onde peguei uma colherada. Levei até meus lábios, mastigando-as novamente.

– E ai? – Indagou Rebekah.

Eu não podia negar que estava um pouco enjoada, que gostaria de vomitar novamente. Mas fiz de tudo que a comida não voltasse. Comi tudo em um silencio profundo, tentando ao máximo ignorar o gosto amargo que estava em minha garganta.

A loira andava de um lado para o outro, olhando para sua blusa suja – Posso te fazer uma pergunta? – Ela disse voltando seus olhos para mim.

Eu concordei, olhando-a.

– Você é Nik estão em algum tipo de romance?

Sua pergunta me vez soltar uma risada nervosa – Uma pessoa morrendo não entra em romance...

– Mas se você não tivesse morrendo, você entraria? – Suas palavras me pegaram de surpresa.

– Eu não sei... Niklaus é um rapaz complicado, não é aqueles rapazes que você sonha em casar...

– Mas? – Perguntou.

– Mas eu não sei, algo nele me intriga... O jeito que ele me olha, como se soubesse coisas sobre mim que eu não sei, o jeito que ele leva a vida parece ser tão errado.

– É errado... mas ele achou o certo agora, ele quer fazer o melhor para sua filha e eu irei ajuda-lo nisso, aquela garotinha é a solução para todos nós... é o brilho que precisamos – Isso fez eu sorrir, um sorriso sincero. – Você desperta algo no Nik.

Aquelas palavras invadiam meus pensamentos. Eu quero despertar algo nele? Eu quero isso tudo antes de morrer? eu nunca tive muito amores. E eu nunca realmente soube o que era amor verdadeiro e saber que talvez as coisas podem ser diferente se eu não estivesse morrendo. Que eu poderia ter algo com Klaus ou até achar alguém que me fizesse bem.

– Mas você tem medo... – Ela disse, fazendo que minha atenção voltasse apenas para ela – Tem medo de se apaixonar e ver o tanto que você gostaria de viver... Mas Caroline, você tem que colocar isso na sua cabeça, você vai morrer... então se o idiota do meu irmão está querendo algo com você, o que você ira perder com isso?

E no fundo aquela loira, com cara de mimada tinha razão. Eu vou morrer e estou com medo de me machucar, medo de não querer morrer, de ter uma família, de poder correr atrás dos meus sonhos. Mas meu coração não é o único que está parando, meu corpo não reage como antes, ele está fraco, como se a qualquer momento eu fosse perder tudo que tenho.

E palavras não serão suficiente para descrever a dor que estou sentindo, lagrimas amargas caíram no meu rosto e a dor invadira meu coração.

– Niklaus ainda está aqui? – Indaguei olhando-a. Seus olhos pareciam brilhar e não demorou muito para ela concordar – Pode chama-lo?

– Claro...

Meus olhos a fitaram – Obrigada... –Disse, abrindo um breve sorriso.

– Porque? – Indagou.

– Por estar sendo uma amiga... – Ela apenas sorriu e saiu pela porta, fazendo me colocar as mãos em meu cabelo.

Eu devo estar horrível – pensei.

*Musica*

Demorou longos minutos para Niklaus entrar pela porta. Ele não estava com a mesma roupa e isso me fez pensar que talvez eu seja um pouco porca por isso. Seus olhos me fitaram de uma maneira neutra – Belo estrago que você fez na Rebekah... – riu baixo, fazendo-me resmungar.

– Pare de rir... – Disse jogando uma almofada nele, que pegou na mesma hora.

– Ok, mas porque você me chamou? – Perguntou olhando ao redor do quarto. – Eu já entrei em contato com sua mãe, ela vira te buscar.

Suas palavras me pegaram de surpresa, mas logo tentei tirar o espanto da suas palavras – Obrigada...

– Você me chamou só para isso? – Ele já estava a caminho da porta.

– Você é errado Niklaus... –Disse, fazendo-o virar para me olhar – Mas eu quero errar. – Minhas palavras soaram baixa.

– Não estou entendo... – Sua sobrancelha arqueou.

– Eu não vou poder te dar tudo, se é que você me entende... – Sim, eu estava me referindo ao sexo.

Porque se eu não tinha folego para beija-lo, imagina isso. Ele nu, com suas mãos em todo meu corpo, eu morrerei na hora, eu poderia até fazer amor com ele no caixão.

Acabei rindo com meus pensamentos, sentindo minhas bochechas corarem e Niklaus riu baixo.

– Então você quer ficar comigo? – Ele perguntou um tanto divertido.

– Eu quero passar meus últimos dias de vida com você, eu quero que você faça parte disso comigo...

Niklaus absorvia todas as palavras quieto e logo começou a falar – Mas eu posso te pedir algo antes?

Concordei, sentindo meus olhos nele – Eu sei que tratamento não vai adiantar, mas você vai sentir dor se não tiver médicos com você e morrera mais rápido. — Suas palavras não eram neutras, eram indecifráveis.

– O que você está tentando dizer? – Perguntei confusa.

– Eu posso trazer médicos aqui... eles cuidaram de você também. – Falou caminhando em minha direção.

– Eu não quero ficar rodeada de fios... — Disse olhando em seus olhos, mas isso estava começando a ficar impossível, pois os meus já estavam sendo invadido por lágrimas.

– Caroline eu só estou te pedindo isso... você acha que vai ser fácil ficar vendo você morrer e o pior de tudo, sentindo dor... – Seus olhos estava cravados no meu – dor – era tudo que ele expressava.

Talvez o mesmo seja um tanto bipolar, ele me deixava confusa.

– Eu não ligo para dor... — As lágrimas quentes desciam pelo meu rosto.

Niklaus apenas me fitou, seus olhos estavam cheio de lágrimas ou talvez isso só seja minha mente pregando uma peça.

– Eu ligo para ela loirinha... — Suas mãos foram para meus cabelos, dando carinhos leve — Eu não sei o porque, mas você mexe comigo.

E você mexe comigo — Eu queria dizer isso para ele, mas a unica coisa que fiz foi colar nossos lábios, tentando transmitir o quanto ele estava me fazendo bem naquele momento.

Beijos, lágrimas e Niklaus, um sabor interessante para um beijo dele.

Notas finais
E aeeee pessoas, como estão? espero que estejam bem, hoje eu vim postar... porque queria postar um capitulo antes que o ano acabasse, qq. Enfim, feliz ano novo para vocês e que 2015 seja um ano alegre para nós e desejo que todos vocês realizem os seus sonhos. Bom, quem não conseguiu abrir o link da musica/ https://www.youtube.com/watch?v=jaOEhn3a-AQ ~ é esse ai, espero que você vejam, porque a musica é linda, s. Obrigada por todos que estão comentando, isso me deixa feliz demais. E agradecer também a Nath Jackson Salvatore, por ter recomendando a fanfic, caramba... ~desculpa o "palavrão", mas fiquei muito feliz. Obrigada, de verdade s2 VALEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEU, ATÉ O PRÓXIMO CAPITULO. s2