Last Kiss
1 One-shot
- Esqueça, — disse Lelouch, fitando Shirley nos olhos — está tudo bem se você quer esquecer das coisas horríveis.
- Não posso fazer isso! — gritou Shirley, as lágrimas trilhando seu rosto.
- Você pode! — disse Lelouch — Farei você esquecer tudo.
- Não me diga que... — ela fitou Lulu.
- Shirley, — lamentou Lulu — me desculpe pelo seu pai. Se reencarnação existir, irei... — uma fita vermelha brilhou em seu olho esquerdo, ele encarava a garota nos olhos.
- Lulu... — murmurou — NÃO! — gritou.
- Esqueça tudo... — o Geass já infeitiçara a garota, a mesma tinha uma fita vermelha e brilhante contornando os olhos — Sobre eu ser Zero, sobre... Sobre... — ele hesitou, seus olhos ficaram úmidos — Sobre o beijo... — agora as lágrimas contornava seu rosto, como se ele tivesse se arrependito de tê-lo dito no mesmo momento em que o disse — Sobre aquele homem que leu sua mente, sobre ter matado alguém, sobre ter atirado em mim, — era difícil dizer tudo isso para Shirley, ele guinava a cada palavra — sobre tudo... Sobre mim...
A face inexpressiva e enfeitiçada de Shirley assentia com hesitação. Lulu não suportava mais fazer isso, mas tinha de terminar o feitiço.
- Vá para... O lugar onde você encontrou aquele homem... E pense em seu pai... — ele trincou os dentes, se esforçando para não tirar os olhos dos globos verdes e inexpressivos à sua frente.
- Sim, meu lorde — a voz fria da garota ecoou nos ouvidos de Lulu, fazendo-o estremecer e fazendo as lágrimas rolarem por seu rosto novamente.
Antes de deixá-la ir, Lulu a envolveu com os braços novamente, afundando o rosto úmido no ombro direito de Shirley. Ele pôs as mãos nos ombros da garota e a fitou, o olhar penoso. Os olhos se estreitaram pelas lágrimas que vinham sem permissão, ele abriu a boca para falar:
- Shirley... — sussurrou, a voz rouca e chorosa — Eu te... Te... Amo... — a última palavra saiu num sussurro gritado e quase inaudível.
Levou o rosto para mais perto da face inexpressiva da garota e enconstou a testa na da mesma. Fitou seus olhos verdes por alguns segundos, ainda chorando. Os lábios trêmulos expiraram com força, como se estivesse tirado todo o ar que havia nos pulmões. Ele encostou os lábios nos dela delicadamente, com um carinho explícito — o que o fez chorar mais, pois sabia que a garota não se lembraria de absolutamente nada; não se lembraria do amor que ele declarara, não se lembraria da doçura e do carinho com que ele a beijara, não se lembraria das lágrimas que ele derramara por ela — não se lembraria de nada.
Nada.
A palavra forte o fez gorfar o oxigênio que restava em seus pulmões. Ele afastou os lábios dos da garota e fitou novamente os olhos verdes e belos. Agora só o que se podia ouvir era o pingar das lágrimas quentes que pintavam o chão de concreto num tom ainda mais escuro. Lulu secou as lágrimas com a manga da blusa e se levantou.
- Vá... — suspirou, desviando o olhar.
A menina se levantou e seguiu até o local mandado.
Lulu seguiu na direção contrária, o olhar baixo e os pensamentos perdidos. O garoto não notara C.C. recostada em uma parede ao lado, seguindo-o com o olhar enquanto ele andava.
O olhar de C.C. não era feliz ou orgulhoso, era um olhar de decepção, uma decepção odiosa.
Ela seguiu Lulu calmamente, deixando os pensamentos de decepção e ódio para trás.
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Notas finais
*silêncio*
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