Last Kiss
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Fic dedicada a minha amiga Ester, Bianca, Mell Annie, Bia Mellark e Lisa Mellark...Amo vcs minhas lindas!
Fanfic baseada na música Last Kiss da Taylor.
*EU que betei, então se tiver erros me falem nos reviews, e se algum link não abrir me falem também!
Espero que gostem. Enjoy!
- Peeta o que houve? Por que está chorando?- perguntei. Eram 1:58 da manhã, os seus soluços são altos que eu não consigo entender o que está acontecendo, ele está devidamente vestido tem malas por todo quarto e eu não consigo entender mais nada.- Pra que são essa malas amor?
-E-eu…- ele gaguejar e depois volta a chorar. A dor em seus olhos me fazem querer chorar, eu me sento na sua frente e seguro seu rosto em minhas mãos.
- Meu amor, por Deus o que está acontecendo, me fala que eu te ajudo.- imploro.
- Você me ama? Não da boca pra fora, você me ama de verdade?- pergunta com a voz embargada.
- Mas que tudo no mundo. Eu te amo e não me cansarei de te amar nunca.- digo.
- Eu também te amo meu amor. Eu espero que me perdoe algum dia, mas isso é para o seu bem.- sussurrou. Ele logo me beijou, era tanta intensidade, tanto carinho, raiva, saudade, amor, tudo em um só beijo.
- Peeta por que você está falando essas coisas? O que está acontecendo?- eu pergunto e ele se levanta e sai pela porta do quarto sem me responder.
- Eu tenho que ir embora.- ele disse mais para se mesmo do que pra mim.- Eu tenho, eu tenho, eu tenho, eu tenho….- murmurava.
- Peeta, você vai viajar?- perguntei num fio de voz, minha voz estava embargada.
- Não, eu vou embora, pra sempre!.- as lágrimas começaram a descer sem minha permissão, caiam em meu rosto, e meus soluços eram altos.
- PEETA VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO! EU TE AMO! POR QUÊ QUER IR EMBORA?- Gritei.
- Eu tenho que ir.- ele disse.
- Por quê? Só me responde por quê.
- Por que eu preciso.- ele falou e passou pela porta de entrada indo para rua com suas malas, o carro já estava pronto na entrada de casa. Ele abriu as mala colocando suas malas lá.
- Peeta, por favor, não!- dizia em meio aos soluços. Ele entrou no carro e eu começei a entrar em desespero.
- Peeta por favor! Por favor!- eu dizia baixo, uma dor me rasgava o peito e Peeta dava partida no carro.- PRA ONDE VOCÊ VAI? PEETA EU TE AMO!
- A chave pro meu coração está na sua gaveta de sentimentos.- ele disse e eu não entendi.- Eu te amo!- dizendo isso foi embora.
- PEETA! PEETA!- Eu gritei.
Eu me lembro de gritar e correr, eu me lembro da chuva naquele 9 de Julho levando ele embora. A batida de seu coração ecoava em meus ouvidos, as memórias de momentos juntos vinham e iam na minha mente e no meu coração. Tantos sentimentos, tantos planos, tudo fora jogada ao vento e trazendo a tona o lixo que minha vida se tornou. Por que eu nunca pensei que teríamos um último beijo.
+++§+++
Um ano depois...
Acordo assustada tateando a cama como sempre, sempre que sonho com ele é a mesma coisa, me assusto e acordo procurando seu corpo quente em cima de mim. Mas ele nunca está. Ainda são duas e meia da manhã. Me levanto e sigo para o banheiro pra tomar um banho, preciso relaxar um pouco. Me despindo, ligo o rádio e entro no box.
-As duas e trinta e seis da manhã curtam as dez melhores dos anos noventa. E a música número um dos anos noventa votada por vocês ouvintes é... Wonderwoll da banda Oases.
Today is gonna be the day
That they're gonna throw it back to you…
Hoje vai ser o dia
Que eles vão devolver isso para você
-Só pode ser brincadeira!- praguejei baixo.
Essa era a nossa música, ele sempre cantava pra mim, desde que nos conhecemos ele dizia que eu era sua protetora, ele falava que eu tinha o salvado de ser infeliz, irônico isso, já que no final ele tinha me deixado sozinha e infeliz.
A música ainda tocava e estava na parte favorita dele…
Today was gonna be the day
But they'll never throw it back to you
By now you should've somehow
Realized what you're not to do
I don't believe that anybody
Feels the way I do
About you now
Hoje iria ser o dia
Mas eles nunca devolverão isso para você
E neste momento você devia, de algum modo
Ter percebido o que não deve fazer
Eu não acredito que alguém
Se sinta do modo como me sinto
A seu respeito neste momento
Me lembro dos dias que ficávamos juntos de bobeira, falando besteira, dançando, coisa que por mais que odiasse, eu fazia, eu o fazia por ele. Isso me fez ter uma boa lembrança...
Flashback on
- Ei, eu não quero, por favor, para de ser chato- digo- eu não vou ir...- ele me interrompe com seus lábios, como costuma fazer, não que eu não goste, é um bom modo de ser interrompido, mas as vezes é chato.
- Vamos bebê, vamos dançar ao som da nossa música — ele diz e me puxa, nos rodopiando pela sala, ao som de Wanderwol da banda Oases
-Você é muito...- ele me interrompe mais uma vez com seus lábios- delicioso, mas...
- Eu não quero saber, eu sei que eu sou lindo amor- diz se sentindo.
- Convencido- ele cobre meus lábios com os seus, mais uma vez cortando minha fala. — Por que você sempre me interrompe com beijos?
- Primeiro porque eu gosto de te beijar, e segundo por que acho que não há nada que um beijo não possa dizer.- diz e eu sorrio.
-Então vem cá, essa noite temos muito o que conversar. — Digo e ele me beija calorosamente- interrompendo nossa dança.
Flashback off
Não há um dia que eu não sinta falta de suas rudes interrupções, de como ele sempre me tirava pra dançar, por mais que eu não goste de dançar, por ele eu dancei, por que eu o amava e tudo que eu queria era vê-lo feliz, assim como ele me fazia feliz.
São com esses pensamentos que eu saio do meu demorado banho, saio e ponho uma camisola leve, e vou para a cama tentar dormir. Plano fracassado. A cada vez que fecho os olhos eu lembro dele, de como ele me fazia rir e de como tentava fazer de tudo para me ver feliz, eu lembro que eu pedi pra ele ir comigo conhecer minha família e de como ele sorriu com a ideia, aquilo preencheu meu coração de carinho.
No dia em que ele conheceu meu pai, eu ri muito dele, mas eu vi uma coisa além de tudo, ele estava nervoso, porque ele queria ficar comigo ele me amava tanto quanto eu o amava, e ele faria de tudo pra que esse amor desse certo. Pena que isso durou tão pouco.
Flashback on
- Amor fique calmo, o papai vai gostar de você, tenho certeza. – digo passando a mão em seu rosto.
- Eu não estou nervoso- ele diz
- Ah não?! Sério? Suas mãos estão suando e você não para de batucar os dedos no volante. Se isso não é nervosismo , eu não sei mas o que é!- digo irônica e ele ri.
-Essa sua ironia foi o que mais me encantou amor.- ele diz
- Haha faça-me rir- digo debochada e ele para em frente a casa dos meus pais- Bebê chegamos, vê se segura a onda em.- digo e ele ri. Ele sai do carro da a volta e abre a porta pra mim, como um verdadeiro cavalheiro.- Obrigada.- digo sorrindo pra ele e ele retribui.
Ele segura a minha mão e seguimos até a porta. Chego e toco a campainha da minha antiga casa, branca com detalhes pêssego e um belo jardim de frente, com cercas brancas em volta, uma casa típica de uma família grande.
A porta se abre e um vulto loiro aparece.
- KATNISS!!!- diz e pula em cima de mim.
- Patinha que saudades- digo e me aperto mais a ela- Como você cresceu em loira.
-Uma hora eu ia crescer né Kat?- diz ela
-Mas pra mim você continua a patinha loirinha de sempre.- digo
- Quack- ela faz o som de pato, um hábito que adquirimos quando ela era um bebê de um ano e meio, por que sua blusa sempre ficava pra fora da saia, deixando ela com uma calda de pato.
Ouço um pigarreio, eu já ia me esquecendo do meu namorado.
-Ah desculpa amor, essa é minha irmã mais nova a Prim ou Patinha como eu a chamo. –digo apontando para a Prim.
- Oi Prim, prazer sou Peeta o namorado da Katniss.
- Ah! Oi Peeta. – diz ela e lhe dá um abraço.
-Cuidado Prim, assim você mata o garoto. — essa voz é... Ah! Não é quem eu to pensando... Nem penso direito pulo no pescoço dele distribuindo vários beijos pelo seu rosto.
- Grandão, que saudades de você. — digo abraçando ele mais uma vez.
- E eu de você Catnip, nem visita os amigos, é impressão minha ou você está mais gostosa
- Estou sim.-digo dando uma voltinha- e é impressão minha ou você finalmente tomou vergonha na cara e pediu a Madge em casamento?- digo apontando para a aliança em seu dedo anelar direito.
- É mesmo. Em breve estarei com a corda no pescoço.- Diz fazendo um gesto de enforcamento e eu rio.
-Já ia me esquecendo, esse é o meu namorado Peeta — digo apontando pro Peeta- e Peeta esse é o meu melhor amigo- o Peeta faz uma careta e eu rio- depois de você amor, mas ele também é meu irmão mais louco.
-Poxa virei o segundo melhor amigo, ô vida cruel.- Gale dramatizou. Mas logo deu a mão para o Peeta para um aperto.
-É um grande prazer conhecer o famoso Gale- diz Peeta.
- Eu sou famoso? Por que você eu quase não ouvi falar.- diz Gale e eu lhe mando um olhar mortal.
-É que eu queria fazer uma surpresa.- digo um pouco sem graça.
-Então vamos, estão todos no jardim de trás.- diz e nós o seguimos, Peeta entrelaça suas mãos trêmulas com a minha e eu sorrio.
Passamos pelas portas de trás e os olhares caem sobre nossas mãos entrelaçadas, Peeta aperta minha mão fortemente e eu dou um leve aperto lhe passando segurança. Minha mãe corre ao meu encontro com meu pai em seu encalço.
-Minha filha que bom que veio.- Diz minha mãe assim que me abraça.
-Ai mamãe, eu também senti sua falta.- digo e ela se afasta dando lugar para meu pai me abraçar.
-Meu bebê que saudades de você.- diz meu pai.
- Eu também senti sua falta papai, demais mesmo.- eu digo. Nos soltamos e ele olha para o Peeta, que estava quieto ao meu lado, eu havia soltado sua mão para abraçar meus pais, então peguei sua mão de novo.
- Então esse é o Peeta que você falou pelo telefone.- disse meu pai.
- Sim sou eu, Peeta Mellark, é um prazer conhecê-lo senhor Everdeen.- Disse meu lindo com um sorriso nervoso, porém gentil. Ele estendeu sua mão trêmula para o meu pai e o mesmo a pegou apertando firmemente.
- É um prazer conhecer o homem que faz minha filha suspirar ao telefone- diz meu pai sorridente e eu coro.
-Papai!- falo emburrada.
- É a mais pura verdade.- diz minha mãe.- Prazer sou mãe da katniss, e nunca por favor nunca me chame se senhora Everdeen, me faz parecer minha sogra. Me chame de Effie por favor.- diz minha mãe dando um beijo em cada bochecha do Peeta.
- E Me chame de Haymitch por favor.- diz meu pai sorridente.- Cuide bem da minha docinho garoto.- meu pai fala dando uma piscadinha e o Peeta sorri me abraçando pela cintura.
-Ele já cuida, tem que ver quando eu fico nem que seja com uma cólica, só falta me internar em um hospital.- digo rindo.
- Só cuido da minha vida.- diz dando um beijo em meus cabelos.
-Bobo.- digo.- Cadê o resto do povo?- Pergunto.
- Estão chegando.- diz meu pai.
O resto do dia foi repleto de brincadeiras, Peeta conheceu meu irmão Finnick, que disse que se o Peeta me magoasse ele ia dar um tiro nele- Finn é policial.- Conheceu minha cunhada Annie e meu sobrinho Richard o qual meu amor simpatizou muito, e também conheceu minha amiga e cunhada Madge. Bem, acho que ele se divertiu, e se deu bem com a minha família, e vice e versa, foi bom saber o quanto eu tenho o apoio da minha família, mesmo depois de eu ter me mudado de São Diego e ter ido pra São Francisco eles e eu continuamos os mesmos, é bom ter uma família assim, e eu sempre agradeço a Deus por isso.
Flashback off
Pode parecer idiotice, mas eu amava aquele nervosismo do Peeta, ele demonstrava o quanto ele estava com medo de o meu pai não aprovar nossa relação. Não importava o que meu pai dissesse, eu nunca deixaria Peeta como ele me deixou. Nunca. Depois de concluir esse pensamento caio em um sono profundo pela primeira vez em dias.
***
Acordei com meu despertador às seis da manhã. Juntei todas as minhas forças e andei até o banheiro, tomei um banho rápido somente para acordar. Fiz minha higiene matinal e sai dó banheiro enrolada em uma toalha e fui até o closet, coloquei uma saia com suspensório preta, coloquei meu chapéu e passei só um batom vermelho, calcei a minha meia cinza 3/4 meus sapatos estilo boneca, peguei minha bolsa e meus óculos. O dia estava com um solzinho fraco, e ventava pouco, então não achei necessário pegar um casaco.
Eu trabalhava como critica da revista Panem São Francisco, então precisava fraquentemente estar indo há almoços em restaurantes caros e ir há festa de gente importante. Clove também trabalhava como critica, mas suas críticas eram voltadas para o lado de literatura e Cinematográfica. Eu havia conseguido minha tão esperada promoção a critica chefe e seria transferida para Nova York. Finalmente deixaria as lembranças ruins de lado e me daria uma chance de seguir em frente.
Desci as escadas da casa enorme, que nunca me pareceu tão grande desde que ele foi embora. Afasto esses pensamentos e caminho até a porta desviando das inúmeras caixas de mudança que me perseguiam, eram muitas coisas e com certeza eu teria um trabalhão para desembalá-las quando chegasse a Nova York.
Antes de sair dei uma última olhada no meu reflexo no espelho ao lado da porta, são nessas horas do dia que eu visto minha máscara de indiferença, minha máscara de felicidade e de alegria, uma coisa que não existe no meu interior quebrado.
Avisto meu gatinho vindo até mim, e me agacho fazendo um carinho em seu pelo macio.- Tchau Pequeno Príncipe.¹- falei e abri a porta e trancando-a logo depois.
Me dirijo ao carro- ou cerejinha²- e entro jogando minha bolsa no banco de trás já que minha amiga vai entrar no banco carona. Ando alguns quarteirões e entro na rua de minha amiga, avisto ela sorridente e me aproximo com o carro. Ela já está lá com o nosso café nas mãos e um sorriso enorme no rosto.
-Dia feliz Clove?- pergunto enquanto ela entra no carro.
- Sim, Feliz promoção nova crítica chefe! Nova York amiga, você conseguiu!- fala e me entrega um cupcake muito fofo decorado com o laçinho da Minnie.
- Ahhhhh! Que lindo!- digo pegando o cupcake pra mim e quase morrendo de felicidade.
- Eu sabia que você é apaixonada pela Minnie então fiz isso.- ela diz sorridente.
-Você que fez?- ela assente- Nossa, deve ter dado tanto trabalho, obrigada amiga.- Digo e lhe dou um abraço.- Não sei se vou conseguir comer, de tão lindo que está.- falo rindo e ela sorri mais.
- Vamos que se não daqui a pouco o Snow liga tendo um ataque de nervos.- ela diz rindo e eu dou partida no cerejinha. Eu dei meu cupcake pra Clove guardar na caixinha que na minha sala eu ia comer. Fomos conversando sobre coisas banais até o trabalho, chego e dou meu carro para o manobrista de sempre o Polux, ele já é de confiança então só deixo me carro com ele. Lhe mando um sorriso e subo com Clove para nosso andar o D12. Chego ao nosso andar me espremendo para sair e rindo porque a Clove quase ficou presa no elevador.
- Bom dia Fox!- mando um aceno para a nossa secretária a Foxface .
- Bom dia Katniss, O senhor Snow mandou eu avisar que ele precisa falar com a senhora.- diz sorrindo e eu sorrio de volta me encaminhando para a sala do Snow- nosso chefe- mas não sem antes ouvir a Clove pedir para eu passar em sua sala na hora do almoço.
***
Falei com o Snow e fui pra minha sala tomar meu café, o meu cupcake estava divino e eu quase morri quando acabou. Fui liberada para o almoço e depois voltaria somente para enviar alguns emails, e resolver alguns detalhes da minha mudança na sexta.
- Vamos Clove.- digo entrando em sua sala, ela digita mais algumas coisas no computador e depois fecha. Depois ela digita algo no celular e levanta, pega sua bolsa e vem ao meu encontro.
- Amiga podemos almoçar naquele restaurante aqui na esquina?- pergunta e eu abro a boca para responder, mas ela me interrompe.- Ai que bom que você concordou, vamos!- diz e sai me puxando.
- Sim Clove podemos, mas não importa minha opinião você iria com ou sem minha permissão.- digo irônica e ela sorri.
- Sua ironia foi o que mais me encantou.- diz ela fingindo esta sonhando.
- HAHA!- falo"rindo". Descemos pelo elevador, encontrando com minha amiga e vizinha Glimmer, e fomos almoçar nós três juntas.
Como o restaurante era perto fomos a pé mesmo. Clove era mais baixa que eu porém tinha um corpo bonito e tinha olhos verdes muito atraentes e tinha um estilo casual de se vestir. Glimmer tinha uma beleza mais menininha, uma beleza comum de se ver hoje em dia, mas ela tinha um corpo muito invejável e como ela era assistente da melhor redatora da revista usava roupas de executiva o que deixava suas curvas bem a mostra, mas usava rosa demais. Já eu, eu como diria o Peeta eu era de uma beleza muito bem "pagável", eu tinha olhos cinzas como uma tempestade, meus olhos despertavam mistério, o que deixava os homens loucos para desvendar esse mistério, meu corpo era marcado por curvas, isso devido há muitos anos de academia, meu estilo de vestir era diferente, eu era um pouco despojada, gostava de todo tipo de roupa que me valorizava, e eu gosto muito de roupas estilo roqueira arrumada.
Resumindo, o breve caminho até o restaurante foi repleto de homens babando em cima de MIM, porque as meninas tinham uma grande aliança no dedo, a Glimer era casada com o Marvel, e a Clove era noiva do meu "miguxo" Catinho, ou Cato. Bem, ter homens babando em cima de mim, por mais que se alguém perguntar eu irei negar infinitamente, era até que legal, aumenta meu ego, por mais que eu não vá dar bola pra nenhum deles, já que um certo loiro domina meus pensamentos. Isso não acontecia quando eu estava noiva, e por mais que eu ainda tenha minha aliança de noivado, eu não gosto de usá-la na rua me lembra muito, só uso quando estou em casa, assim mantenho minha pose feliz na rua.
Lembro do dia em que ele me pediu em casamento, o sorriso bobo em seu rosto angelical quando eu disse sim. Acho que ele nunca irá embora do meu coração realmente.
Flashback on
- Aonde nós vamos?- perguntei pelo milésima vez naquele dia. Ele havia me chamando pra sair, e eu é claro aceitei, só que já estamos andando a mais de uma hora e eu não aguentava mais.
O lugar onde estávamos, era uma trilha de terra, no meio de uma floresta, e se podia sentir cheiro de terra molhada. É um lugar agradável, nas não quando se está andando quase uma hora, sem saber pra onde você está indo porque seu namorado quer fazer uma surpresa.
-Já disse que é uma surpresa e nós já estamos chegando, prometo que vale a pena.- diz e eu continuo andando, depois de meia hora que mais parecem três horas, ele se vira pra mim com um lago sorriso e diz:
— Acho que chegamos!- diz e afasta umas folhas e damos de cara com um lado lindo, com várias árvores em volta, a grama amarelada de outono e o sol atrás das montanhas.
— Peeta esse lugar é lindo, como achou?- pergunto.
— Meus pais, meus irmãos e eu vínhamos aqui quando eu era pequeno, trazíamos cestas de piquenique e tomávamos banho no lago.- diz sorrindo com a lembrança.
- E que tal irmos pro lago? Andamos isso tudo e merecemos um banho nesse lago incrível!- Exaspero, e ele ri.
- Esse era o propósito desde o início.- disse e começamos a festa. Nós tomamos banho no lago, brincamos muito e principalmente nos beijamos. Ao final da tarde ele e eu já estávamos mortos de cansaço e estávamos vendo o por do sol, ele pegou minha mão, e me virou pra frente dele, o olho confusa e ele me beija.
- O que foi, por que está me olhando assim?- pergunto pro Peeta, que se treme da cabeça aos pés.
- E-eu te amo.- ele gagueja e depois suspira audível mente- Desde o primeiro dia que eu te vi, eu te amei, você é inteligente, bonita e a única mulher que faz meu coração acelerar, minhas pernas bambearem e minhas mãos suarem, pode parecer clichê, mas é a verdade. Amor, tudo que eu quero te fazer feliz, você quer casar comigo?- meus olhos se enchem d água e eu grito de felicidade por dentro.
- Sim, mil vezes sim!- digo e pulo em seus braços. A felicidade que eu sentia naquele momento era única, e ficou maior quando ele abriu aquele sorriso bobo e sussurrou em meus lábios:
- Te amo, futura Srª Mellark!
Flashback off
Eu ainda o amo, só precisava saber como ele estava, só isso, só queria saber se estava bem, se estava se alimentando direito, se estava feliz, se estava conseguindo deixar a louça limpa, só isso. Eu o amo tanto que chega doer em meu peito.
Chegamos ao restaurante e me deparei com meus dois amigos sentados a mesa. Sorri ao vê-los, eles deram um beijo em suas companheiras e me envolveram sem seus braços fortes, me desejando parabéns pela promoção que ganhara com tanto esforço, sorri para eles agradecendo e sentei em nossa mesa iniciando uma conversa animada enquanto os pedidos não chegavam.
- Kat eu conversei com o Peeta ontem a noite.- Cato comentou em algum momento. Clove mandou-lhe um olhar mortal, e eu só sorri docemente e a acalmei dizendo que estava tudo bem.
- E como ele está com o novo emprego?- perguntei descontraída, fingindo não me interessar.
- Bem, ele agora é o advogado chefe da empresa, e está bem feliz com o cargo. Não consegui falar direito com ele, eu acho que ele estava em alguma festa de trabalho e um pouco bêbado também.- Falou meio brincalhão e eu arfei. Peeta havia voltado a vida de festas, as bebedeiras...
Antes de nos conhecermos Peeta era uma pessoa extremamente irresponsável, galinha. Ele fazia isso por conta da morte de seus pais em um acidente de carro, e depois a morte de seu irmão mais velho. Ele viveu dos quinze aos dezoito anos com a tia que já era bem idosa, ela morreu pouco depois dele se formar no ensino médio. E o pior é que ele se culpava por ter perdido as pessoas que ele amava, então usava as garotas, as bebidas e festas como uma válvula de escape para suas frustrações. Ele só parou quando me conheceu, então o coloquei na linha, o que demorou, mas aconteceu.
- Que bom que ele conseguiu o que ele tanto queria.- falei fingindo uma animação inexistente em meu coração.- Vou sentir falta de vocês!-digo tentando mudar de assunto.
- Nós também, quem é de vai fazer meu brigadeiro e da Glim nas sextas a noite?- falou Clove manhosa. Toda sexta enquanto os homens saem para jogar boliche na “noite dos caras” Eu e as meninas vemos filme, e eu sempre faço o brigadeiro especial da Kat. É uma tradição.
- Eu te passo a receita, e também, eu virei para seu casamento, então irei compensar a demora. E a Glim tem o Marvel que sabe cozinhar super bem- digo doce.
- Não querendo me Gabar mas… Ah quem eu to enganando, eu sou o Rei da cozinha!- disse Marvel com as mãos no peito e eu ri.
Engatamos em uma conversa cheia de promessas, de que eu iria visitar eles sempre e que também sentiria saudades. Estávamos na quarta e eu iria viajar na sexta bem cedo, já que a viajem de avião era de cinco horas e alguns minutos de são Francisco para Nova York.
Quando acabou o almoço, eu fui pra casa por que Snow havia me liberado cedo para que eu pudesse terminar de arrumar as coisas pra viajem. Cheguei em casa e fui para o meu quarto, ainda faltava as roupas do meu Closet então parti diretamente pra ele, tirando somente os sapatos. Peguei quatro malas e parti para a arrumação. Sapatos e bolsas em uma. Blusas na outra. Shorts e saias na maior e assim por diante.
Segui minha arrumação por horas a fio, saindo somente para comer e ir ao banheiro e depois voltava. Dentre as minhas roupas achei roupas que o Peeta tinha deixado. Uma blusa social azul como seus olhos e com gola branca estava embolada num canto qualquer. Eu tinha dado aquela blusa de presente a ele. Eu tirei minhas roupas rapidamente e enfiei sua blusa que batia no meio das minhas coxas, inalando seu cheiro maravilhoso, que mesmo depois de um ano ainda empreguinava sua linda camisa.
Chorei enquanto arrumava as roupas que ele havia deixado, dentro de uma caixa. Fui puxar uma bolsa minha que ficava nas prateleiras de cima quando uma caixa caiu junto se espatifando no chão , felizmente não quebrou. Olhei melhor a caixa e percebi que tinha um formato de coração. A caixa era um tanto pesada, ela era de madeira maciça, e havia uma fechadura que parecia ter sido banhada ouro, era uma caixa de tamanho médio e em cima da caixa havia sido talhado por mãos experientes a frase: “Um dia entenderás que és tu que amo…” Não entendi o significado da frase nem da caixa. Não era meu, seria então do Peeta? Não, não pode ser, ele nunca esqueceria uma coisa tão bonita e que parecia ter um grande significado. Eu não conseguia abrir a caixa, lógico, pois havia uma fechadura e não dava para quebrar, já que era feita de madeira maciça.
Fiquei olhando aquele caixa bastante tempo, tentava entender o que ela era, ou de quem era, e foi quando eu viajei para o dia em que o Peeta foi embora, sua última frase:
“A chave pro meu coração está na sua gaveta de sentimentos”.
Eu não havia entendido mais agora eu entendo, corri para a minha gaveta de sentimentos. É uma gaveta que é cheia de memórias minhas e de Peeta, cheias de fotos que ao longo desse ano usei para viver sua vida ao meu lado em fotos. Eu mesmo falava que aquela gaveta sempre despertava sentimentos lindos do meu coração. Fotos da minha infância , adolescência, faculdade, fotos com a família, fotos em viagens com Peeta, fotos dele dormindo, fotos, fotos, fotos. Como ele escondeu a chave se eu já arrumei aquela gaveta milhares de vezes ao longo do ano. E ai foi quando eu me dei conta de que ele disse que me amava antes de sair. Eu sei que ele só queria me dizer que me amava, mas ele queria me dizer da foto em que ele tirou no nosso aniversário aniversário de um ano. Foi quando ele fez um jantar romântico para nós dois. Atrás da foto dizia “ Eu Te Amo” e olhando a foto atentamente vi um cordão que ele me deu naquele dia, era um cordão com um pingente em formato de chave, eu lembro exatamente o que ele disse quando me deu:
“Essa é chave do meu coração e saiba que só você tem a cópia”.
Achei lindo na época, mais agora entendo, era a chave de seu coração literal, corri até minha caixinha de jóia e peguei o lindo cordão dentro da caixa, olhei atentamente antes de correr novamente para a cama pegando a caixinha com cuidado e abrindo-a em seguida, pisquei atentamente e lágrimas embaçavam meus olhos. Havia uma carta, uma carta lá dentro e ela tinha o cheiro do perfume de Peeta, inalei seu cheiro, chorando de saudade de me aconchegar em seu pescoço e inalar aquele cheiro que me acalmava de meus demônios.
Abri a carta com cuidado e tirei a folha olhando a linda caligrafia de Peeta sempre tão cuidadoso, percebi que ele chorou enquanto escrevia, pois há borrados em algumas partes da folha, mas não impede de se ler. Comecei a ler ansiosamente esperando haver explicações da sua ida.
“ Meu Amor, desculpa por ir embora sem maiores explicações, juro que não queria te deixar, não queria te ver chorar, não queria acabar com algo lindo de tantos anos em apenas alguns minutos. Te amo, e sofro por ter de ir embora. Uma vez li em algum livro que quando você ama alguém de verdade, você tem que deixá-la ser feliz mesmo que for com outra pessoa, por que você a ama tanto que tudo que você deseja é que ela seja feliz, mesmo que não seja ao seu lado.
Katniss, eu perdi tanta gente que eu amava, e eu me culpo por isso, por que todas as pessoas que estão comigo morrem? Por quê? Meus pais, meu irmão, minha tia, meus avós, melhores amigos. Todos se foram, todos, eu deveria ter morrido no acidente com minha família e não morri, todos morreram menos eu, mas por que eu? Por que eles e não eu? E eu fiquei pior quando minha tia morreu em meus braços, quando em um dia de diversão com os amigos houve uma troca de tiros e vários amigos meus morreram e eu não. Katniss, todas as pessoas que eu amo, morrem,se vão. Eu não queria que a pessoa que eu mais amo se fosse, não quero que se machuque por que está comigo. Por isso fui embora. Eu fraquejei.
Eu tive medo de perder alguém que eu amo tanto e que eu morreria se... se fosse.
Te amo, por isso peço que tente seguir em frente por mim, por que eu também vou tentar, e mesmo que eu me arrependa de ter ido embora o medo de te perder vai falar mais alto.
Desculpa, desculpa, desculpa, Eu amo você mais que tudo e se tem algo que eu vou me arrepender vai ser do dia em que eu for embora, mas eu só faço isso por que eu sou um perigo, eu não te mereço, nem um pouco, você é tudo que eu não posso ter. Tudo.
E eu me arrependerei, eu sei, no momento em que ver seus olhos uma última vez, no momento em que eu ouvir sua voz uma última vez, no momento em que eu te der um último beijo.
Te amo. Fique bem!
Para O Meu Porto Seguro…”
Precisei de todas as minhas forças para me levantar da cama em que eu chorava incessantemente pelo que eu tinha acabado de ler, ele se culpava, se culpava por algo que não era sua culpa, foi somente uma fatalidade… Levantei e corri a procura de meu celular, disquei um número já conhecido, chamou três vezes quando uma voz sonolenta atendeu. Olhei no relógio do criado-mudo e vi que eram três da manhã, caramba o tempo passa rápido quando se está triste.
- Alô…- falou
-Alô? Cato?- disse.
- Katniss? Você está bem? Aconteceu...-eu o interrompi.
- Não é nada. Eu só quero o número do Peeta, só isso, e tem que ser tipo, agora.- desse rápido
- Ah finalmente vão se acertar?- falou irônico e eu suspirei.
- Você sempre soube que eu não superei né?- falei
- Dava pra ver sem seus olhos, só não falei por que acho que nada que eu dissesse iria te fazer sentir melhor. Mas agora isso não importa, falei com ele essa noite e ele estava sóbrio e agora deve ser umas nove horas da manhã na Filadélfia, aproveite! O número é 555…- falou e eu anotei e desliguei logo depois.
Segurei o telefone em minhas mãos e suspirei, eu estava com medo, e se ele estiver com outra? E se tiver seguido em frente? E se...? Rondava em minha cabeça tudo de ruim que poderia acontecer se eu fizesse essa ligação, mas ai eu comecei a digitar e antes que eu conseguisse me parar o telefone já havia iniciado a ligação. Peeta atendeu no terceiro toque.
- Peeta Mellark.- disse no telefone, arfei. Sua voz ainda fazia meu coração acelerar, minhas pernas bambearem e os pelos de minha nuca arrepiaram. Mas uma nova sensação veio junto. Lágrimas encheram meus olhos e soluços vieram de minha garganta.- Alô? Quem é?
- Peeta...- minha voz saiu embargada. Sua respiração acelerou no telefone.
- Katniss? É você?- ele falava incrédulo e sua voz também estava embargada.
- Sou eu, eu só queria saber como você estava…- me dei um soco mentalmente por aquela fala tão idiota.
- Eu estou bem, e você?- ele tentava soar calmo e desinteressado, mas sua voz vacilou e eu sabia que ele estava chorando.
- Eu estou bem, eu achei uma coisa no meu closet…- joguei.
- Espero que tenha entendido minha…- interrompi.
- NÃO! Eu não entendi, você foi embora por isso? Nada daquilo foi sua culpa! Foi tudo uma fatalidade…- disse magoada.
- Não, não foi, foi culpa minha, todos que estão perto de mim se vão...Você está, melhor sem mim…
- Melhor sem você? Você foi embora, sem me dar uma explicação, depois de um ano eu achei a bendita carta, mas isso não me poupou de um ano que fiquei sem você. Você teve sua chance de se explicar, mas agora é minha vez de falar e sua vez de ouvir o quão bem fique sem você.- disse e depois suspirei, abaixei o tão da minha voz e iniciei o discurso que no futuro veria que foi o discurso mais importante da minha vida:
“Sabe, eu me lembro do dia em que você foi embora, o olhar em seu rosto ainda me atormenta todas as noites. As palavras que você sussurrou para que só nós soubéssemos. Você falou que me amava, então por que você foi embora? Eu me lembro agora do cheiro de chuva, fresco na calçada, a chuva que te levou pra longe de mim.
Eu ainda posso sentir seus braços quando sento no chão frio vestindo suas roupas. Eu nunca soube ser algo que você sinta falta, porque por mais que eu tente eu sinto que você não sente minha falta, que você seguiu em frente e esqueceu o que tivemos, e isso me arrepia doentiamente…”
- Katniss…
- Não, deixa eu terminar.- Falei rude.
“ Você voltou a vida de festas, voltou a ser algo que não é. Eu me lembro de como eu revirava os olhos, quando queria que eu dançasse com você, eu nunca gostei de danças mas… Por você eu dancei, porque eu sabia o quanto me amava e quanto queria ficar ao meu lado na época… rio toda vez que lembro de suas mãos trêmulas ao conhecer meu pai. Lembro de como anda com suas mãos nos bolsos, de como você me interrompia com beijos enquanto eu falava, não há um dia em que eu não sinta falta de suas ‘rudes’ interrupções. E ultimamente eu vivo sua vida em fotos, assim como observava você dormir e uma angústia toma conta de mim, quando sinto você me esquecer, como eu costumava sentir você respirar.
E eu continuo a sair com os nossos velhos amigos, só para ter notícias suas, só pra saber se está ótimo onde você está, se o sol está brilhando pra você deixando o dia bonito, se tem algo que você vê, que lembre a mim, e que o faça querer voltar.
Peeta, eu imaginava que o mundo podia acabar, que o tempo o clima iriam mudar, os anos se passariam, a velhice iria chegar, mas nunca imaginei que você mudaria seus planos pra nós dois.
Eu nunca pensei que teríamos um último beijo. Eu nunca imaginei que acabaríamos assim: O seu nome para sempre o nome nos meus lábios, assim como nosso último beijo.”
- Você realmente acha que eu fiquei bem sem você?
- Eu realmente achei que estava fazendo a coisa certa, realmente achava que eu iria ficarbem sem você, mas eu me enganei...- falou com a voz embargada.
- Volta pra casa amor...- falei.- Trás meu coração de volta.
- Você me perdoa por ter ido embora?- ele disse e eu ri.
- Eu nunca realmente tive raiva de você. Eu te perdoei no dia em que foi embora.- digo.- Se você voltar eu só quero que me prometa que nunca sairá do meu lado.
- Não sou tão idiota ao ponto mas... só para garantir a você, vou te buscar no aeroporto na sexta em Nova York.
- Mas... Você não mora na Filadélfia?
-Sabe Katniss, sabia que a viajem de trem da Filadélfia até Nova York são 90 minutos aproximadamente?- disse e eu senti o sorriso em sua voz.- Podemos achar um meio termo também...
- Eu sei…- disse e logo acrescentei:- Te vejo em breve! Eu te amo.
- Até breve! E eu também te amo.- disse depois desligamos.
Você deve estar pensando: " Nossa, como pode perdoá-lo se ele te fez sofrer? ou, O que garante que ele não vá embora de novo?"
Eu te responderia: Não existe pessoas perfeitas, só existem pessoas que erram e que querem perdão, ele errou, mas eu posso perdoá-lo, isso não é nada, por que ele é o meu grande amor. Não é uma paixão, aquela que dura dois meses ou amor aquele que dura dois anos. O que eu sinto por Peeta é um grande amor, é aquele que durará a vida toda ou até depois.
E quando me perguntarem novamente: Por que o Perdoou? Eu irei responder convictamente:
Por que não? Últimos beijos não existem...
FIM!!!
Notas finais
²-Todo carro tem um nome, esse é um HB20 Vermelho, que eu apelidei de Cerejinha.
E aê? Gostaram? Comentem ou recomendem essa fic que foi feira com muuuito carinho!
Por favor deem uma olhadinha no meu perfil e verão que muitas Fic`s ainda estão por vir!
Bjs Até logo!!!!
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