Last Breath

16 Capítulo 16.


Notas iniciais
Ei meus amores, consegui postar, achei realmente que não conseguiria. Dia longo e cansativo, e amanhã tenho que madrugar, mas faz parte da nossa vida. Bom, eu tenho uma ótima noticia: Last Breath foi indicada por uma blogger como uma das melhores do mês de março, que orgulho, não? Vocês podem ver aqui: http://crywriter.blogspot.com.br/2016/04/resultado-melhores-do-mes-de-marco.html?showComment=1461115447821#c6546294258950193368. Bom, esse capítulo foi meio difícil de escrever, mas ele saiu e eu até que gostei. Vocês vão ver como tudo acabou naquele capítulo controverso da semana passada, e vai ser bem construtivo, pelo menos para a Lils. Bom, acho que é isso, só quero agradecer mais uma vez a vocês por serem tão bons comigo e lerem essa fic. Boa leitura.

— Você não devia ter feito isso, Lilian Luna. – Hugo ralhou com a prima quando ela voltou para casa, com dois enormes curativos em ambos os pulsos, além das marcas de agulhas das transfusões que ela fez. Seus pais não falavam com ela, seus irmãos haviam voltado correndo para casa, mas também não olhavam na cara dela, seus pais brigavam silenciosamente toda noite, e tudo por causa dela.

— Eu sei. Eu só...

— Foi estupida, impulsiva, e não pensou em mais ninguém além de você? –ele respondeu grosseiramente, ele ficou completamente abalado com a noticia do que ela havia feito, e isso não era de nenhuma forma bom. – Você imagina como eu me senti quando meu pai contou que você estava indo pro hospital por ter se cortado? Principalmente depois de eu ter me aberto com você sobre um problema sério que eu enfrento? Eu enfrentei um dilema para te contar tudo isso, eu sofri e achei que era melhor que você soubesse por mim e não por qualquer outra pessoa, mas você mostrou que eu estava errado.

— Me desculpe, eu só não pensei no que estava fazendo. Tinha uma camada de neblina sobre o cérebro, eu estava triste, e era assim que eu costumava reagir. – Lily tentava se defender, não havia mais fortaleza na sua postura, ela não se importava em chorar e demonstrar o quão fraca ela estava naquele momento.

— Tudo bem, meu amor. – Hugo deitou ao lado dela na cama, e a abraçou forte. Ele amava aquela menina, por mais que ela agisse como uma criança mimada, ou de forma muito estúpida, ele sempre ia amá-la com todas as suas forças. – Só não faça mais essas coisas, você não machuca apenas o seu corpo, você machuca a todos que se importam com você. Por acaso você viu como seus pais estão? Sua mãe passou a ultima semana chorando, minha mãe disse que eles estão enfrentando uma crise enorme no casamento, seu pai acha que sua mãe é a culpada, por ela nunca ter contado para ele sobre as vezes que você se cortou.

— Você não precisa me mostrar o quão estupida eu sou, Hugo. Na verdade, você está aqui para fazer com que eu me sinta melhor, não pior.

— Tecnicamente, eu estou aqui para ser sua consciência, já que a sua verdadeira parece não funcionar mais. – ele riu a encarando.

Na semana seguinte, Lily pode finalmente se livrar dos curativos, e dos pontos que levou em ambos os pulsos, aquilo coçava e incomodava muito. Mas os momentos de troca de curativo eram os únicos momentos que sua mãe olhava para ela, e trocava algumas palavras com ela. Enquanto esperavam pelo médico para tirar os pontos, Ginny disse algo que talvez foi o que mais magoou Lily em todo esse tempo:

— Quando você era criança, eu tentei te proteger de tudo. Você tinha medo de tempestades, e eu te protegia, deixava você dormir na minha cama, e cantava até que você dormisse. Você tinha medo de escuro, eu deixava a luz do corredor acesa para que iluminasse seu quarto, e passava pelo seu quarto dez vezes por noite para me certificar que você estava bem. Quando você caiu do balanço e quebrou o braço, eu me culpei por anos por não ser capaz de te proteger em todos os momentos. Quando você quase se afogou naquela viagem da escola para Dublin, eu não consegui fechar os olhos do momento que a sua professora ligou até o momento que você entrou por aquela porta. Tentei te proteger de tudo que eu era capaz, Lilian. Todos os monstros da sua infância, todos os medos irracionais, mas eu notei que simplesmente não posso te proteger do monstro que há dentro de você. – Ginny respirou fundo, ela estava perto da janela do consultório, seus olhos não cruzaram com os da filha desde que começou a falar. Sua voz saia com dificuldade, como se ela estivesse com problemas para falar, como se aquelas palavras não quisessem sair – Esse monstro está te consumindo, e está consumindo a mim, e a seu pai, e eu não sei se eu ainda aguento passar por isso.

— Mamãe. – Lily tentou, sua voz saiu embargada, suas palavras também não saiam da maneira certa.

— Eu queria que seus monstros continuassem a morar embaixo do armário e da cama. Eu queria de volta aqueles monstros que tinham medo da luz. Aqueles monstros eram mais fácil de combater. Eu não sei se consigo combater esse novo e horrendo monstro. – Ginny se virou e encarou a filha nos olhos, ela parecia anos mais velha do que era, parecia extremamente cansada – Eu não fui uma mãe boa o suficiente para te salvar desse monstro.

— Pronta para tirar os pontos? – o médico perguntou animado demais para o gosto de Lily, Ginny vestiu sua armadura e sorriu para o médico e conversou animadamente com ele, a mais jovem não ouviu nada, apenas pensou em tudo que sua mãe havia dito, principalmente sobre o final, aquele final havia destroçado seu coração. Ginevra Weasley Potter era a melhor mãe que Lily poderia querer, ela sempre esteve por perto, sempre a deu tudo que ela precisava, carinho, amor, compreensão.

— Prontinho. – O médico sorriu doce para uma Lily ainda alheia a ele. – Não precisa se preocupar, as marcas vão sumir logo se você usar essa pomadinha...

Lily não lembrava de ter se despedido dele, ou de ter andado até o carro. Mas ali estavam, a caminho de casa, ela e sua mãe e quilômetros de distancia, além de um silêncio sepulcral.

— Você é uma mãe boa demais para mim, mamãe. – Lily disse finalmente, mas sua mãe nem ao menos tirou os olhos da pista, e não disse nem uma única palavra.

Lily foi direto para a casa de seu primo. Não tocou a campainha, apenas abriu a porta e subiu as escadas e entrou no quarto de seu primo sem aviso prévio. Não esperava encontrar o que a esperava, talvez não seja uma boa entrar sem avisar na casa de um adolescente. Hugo estava deitado na cama, apenas de cueca e uma deliciosa visão do seu abdome. Lilian sentiu algo ferver em seu corpo, uma vontade, um sensação de formigamento na sua virilha.

— Boa tarde, sedução de Londres. – ela brincou com o primo para disfarçar o seu constrangimento.

— Boa tarde, menina mais linda do mundo. Tirou aqueles pontos horríveis?

— Tirei, agora meu pulso não parece mais com os do Frankstein, como você insinuou ontem. – Lily disse sorrindo para o primo, e se aproximou lentamente da cama.

— Ah, você era o Frankstein mais lindo que já surgiu na história. – Hugo brincou, e então chamou ela para que ela se deitasse com ele.

— Acho melhor você vestir alguma coisa antes que eu me deite com você, querido. – Lily sugeriu, encabulada por ter que sugerir isso, mas ainda mais encabulada por se sentir desconfortável com ele dessa forma.

— Você já me viu em situação pior, Lilian, e essa pode ser a única vez na minha vida que eu estarei de cueca deitado do lado de uma mulher gostosa. – ele brincou e Lily cedeu, deitando-se ao lado de seu primo, seu amado, seu primeiro grande amor.

Lily e Hugo ficaram deitados e assistindo um filme na TV do garoto, e conversavam sobre coisas aleatórias, apenas curtindo o momento. Como Ronald estava em serviço, apenas Hermione estava com eles, mas devido a uma emergência que provavelmente só Hermione teria inteligência e jogo de cintura para resolver, ela teve que sair às pressas de casa. Deixando-os sozinho novamente.

Depois de uns dez minutos desde que sua tia saiu, Lily estava se remoendo por dentro, já vinha se sentindo desconfortável assim há alguns dias, desde a última vez que ficaram deitados naquela cama sozinhos. Ela tivera sonhos estranhos com seu primo e não conseguia negar que sentia um desejo constante por ele.

Seu olhar percorria o corpo de seu primo, e suas mãos ocasionalmente, enquanto um beijo mais saliente rolava, desciam para áreas nunca exploradas daquele corpo. Lily se sentia como um capitão prestes a descobrir uma nova e mais bela terra. O corpo masculino era para ela uma incógnita que ela só conheceu por revistas e filmes mais ousados.

Porém, após uma busca incessante pelo corpo dele, somente os beijos e os passeios delicados naquele mar de perdição não eram mais o suficiente para ela. E por isso ela perguntou, sem papas na língua, ou vergonha (aparente):

— Hugo, eu queria terminar aquilo que a gente começou da ultima vez que ficamos sozinhos. – direta e clara, era assim que ela soou, mas positivamente, não era momento para enrolar. Os olhos do ruivo se arregalaram, e sua pele se arrepiou naquele instante.

— Você está falando sério? – perguntou temeroso.

— Seríssimo. – Hugo não deixou mais que seu medo o dominasse, e tomou os lábios da prima contra os seus em um misto de desejo e surpresa. Não queria perder essa chance perfeita, com a menina que possuía seus sonhos. Ele tirou a camisa dela, e novamente, como se fosse a primeira vez, sentiu um enorme prazer em ver aquele corpo moldado como por as mais talentosas mãos. A cintura fina e os peitos não tão salientes tornavam o corpo de Lily muito lindo de se ver.

Suas mãos seguiram desajeitadas e tremulas para a calça dela enquanto ainda beijava-a como se quisesse possuí-la. Após sofrer por longos minutos para abrir os três botões e a braguilha da calça, um pensamento não muito feliz passou pela cabecinha ruiva dele. – Lily – ele chamou assim que separou os lábios dos dela. – Você não quer fazer sexo por piedade, quer?

Lily encarou o primo com uma forte duvida, estaria ele duvidando dela? Era mesmo muito impactante saber que o seu melhor amigo está em fase quase terminal de uma doença que mata tantas pessoas no mundo, mas ela não estava se deixando guiar por isso, e a duvida dele a deixou ao mesmo tempo magoada e irritada. – Claro que não, Huguito, eu quero fazer sexo com você porque eu realmente te acho gostoso e eu não consigo parar de pensar em você, em um sentido mais sexual da expressão.

— Você me acha gostoso então? – ele perguntou com um sorriso enorme no rosto, Hugo era muitas coisas, mas ele não sabia ser tão humilde quanto sua mãe sempre tentara ensinar.

— Meio gordo, mas gostoso. – ela brincou apertando alguns pneuzinhos salientes.

— Você também tá meio gostosa. – ele revelou encarando o corpo dela sobre o seu. – Meio seca demais, mas gostosa.

— Sempre soube. – ela brincou antes de beija-lo novamente, ele sem ter dificuldades tirou a calça dela, e sua cueca parecia levemente pequena demais naquele momento. Faltava pouco para ele conhecer o corpo completo de sua prima, o nervosismo o dominava, ela por outro lado parecia estar confiante com tudo que iria acontecer naquele quarto.

Quando ele tirou as peças que cobriam o corpo dela, e tirou rapidamente a cueca, que afinal era a única peça que ele usava naquela tarde. Ele se sentiu impotente. Não sabia o que teria que fazer a seguir. Teria que agir como nos filmes pornôs que por acaso viu em uma pesquisa despretensiosa? Ou teria que agir normalmente? Lily também encarava o seu primo como se o que vinha a seguir fosse algo completamente maluco.

— Bom, o que fazemos a seguir? – Lily o perguntou – Fazemos como nos filmes?

— Acho que é o melhor que temos. – ele riu desconfortável, então eles simplesmente se ajeitaram, Lily deitada na cama dele, e ele por cima dela. Não soube exatamente como, mas ele a penetrou, e sentiu ela se contorcer sobre ele. – Ah meu pai, tá doendo, Lily? Eu ‘to fazendo errado?

— Não, relaxa. – ela se limitou a sorrir, não estava com dor, mas sentiu um leve incomodo na sua região intima, sua mente só conseguia pensar a frase: “você tem que relaxar, se você relaxar não irá doer, relaxe” e ela tentou isso.

— É isso? – Lily perguntou depois que os dois chegaram ao clímax, mais rápido do que Hugo havia planejado, ele havia gostado, ela também. Mas não era exatamente o que todos diziam ser. Era bom, mas não era a oitava maravilha do mundo.

— Você gostou? – ele perguntou temeroso evitando olha-la nos olhos naquele momento.

— Estranhamente sim, mas você sabe que não é tudo aquilo que pregam. – ela respondeu com um leve sorriso no rosto. – Mas talvez seja porque foi nossa primeira vez, isso deve ter alguma influência.

— Deve ser. – ele sorriu. – Mas foi bom ter tido essa experiência com você, agora não somos mais virgens.

— Você fala como se fosse um defeito.

— Não é, mas morrer virgem é deprimente.

— Você não vai morrer tão cedo, eu não deixo. Você ainda tem que me dar uma rodada decente.

Podemos deixar claro que Hugo viveu o bastante para ter mais uma experiência – um pouco mais prazerosa com sua prima, mas isso foi algumas semanas depois, e foi mais excitante por não ser algo a se fazer em uma lista, mas por ser espontâneo e perigoso – Ginny estava em casa – e por isso ambos tiveram mais prazer e se divertiram mais. Mas aquela foi a última vez que Hugo passou realmente são e saudável.

Notas finais
E então o que acharam? Bom, eu não fiz a primeira vez deles muito insinuante, não ia combinar com essa fic, fiz o mais indiferente possível, sei que muitos de vocês esperavam por uma cena mortalmente quente -q? mas não combina com os dois haha E ai o que acharam? Me contem. Beeijos.