Last Breath

10 Capítulo 10.


Notas iniciais
Ei amores, chegamos no meio da história, acreditam? Estamos quase acabando, e eu não tenho nem recomendação, vou chorar. Brincadeira, talvez. Então, um bom dia para nós mulheres, para a Lils, para a Rose, para a Mione e para mim Ginny. Espero que vocês curtam esse capítulo que eu adoro. E vai ter muito de Hugo e Rose sim, porque eles são vida. E vou dar as boas vindas à minha leitora duplamente, você é uma diva, amada. Enjoy it.

Na manhã seguinte não é necessário afirmar que estavam todos ali de ressaca, certo? Até Rose havia desmaiado com tanta bebida barata e nenhuma refeição decente. Mas Hugo e Lily até que se mantiveram firmes naquela confusão da manhã. Aparentemente eles foram os que menos beberam, e os que menos fizeram merda.

Lily foi a primeira a acordar, e saiu para andar cedo, deixou apenas um recado para seus primos e foi até a beira mar e andou por lá por alguns minutos. Até achar um pequeno ancoradouro, e sentar-se na ponta.

Ela precisava de um tempo para pensar, ela não havia trazido seu caderno, ou o caderno de Sam, como ela estava preferindo chamar, ela não se via no que Sam dizia, não mais. Talvez ela estivesse amadurecendo, talvez ela estivesse mudando em seu modo de ser e agir, e qualquer um poderia ver isso.

Talvez por Hugo. Talvez Hugo tivesse sido apenas a alavanca para essa mudança. Talvez a mudança fosse por ela. Mas ela precisava a todo momento estar trabalhando nessa evolução, nessa mudança para que não houvesse um retrocesso, e para isso, Hugo deveria estar sempre ao lado dela.

— Espero que esteja pensando em mim. – ela ouviu a voz de Hugo atrás de si, uma voz um pouco mais rouca que o normal, e percebeu assim que ele sentou ao seu lado na ponta do píer. – Estava?

— Sempre estou, Hugo, você não sabe como é horrível pensar em você vinte e quatro horas por dia. – ela brincou e com um sorriso o encarou. – Você não vive sem mim, não é?

— Não. Acordei e vi que você não estava na cama e sai correndo em uma das direções para te encontrar. Até que te vi aqui, incrivelmente bonita, com o cabelo de pé e mau hálito matinal. – ele brincou dando uma ombreada nela.

— Verdade?- ela perguntou chocada, encarando os olhos azuis daquele ruivo ao seu lado. – Eu só precisava de um tempo sozinha, tenho passado muito tempo entre todo mundo, e pouco tempo comigo mesma. E eu ainda não sei lidar bem com isso.

— Que isso, você me deprime pensando assim, Lilian.

— Desculpa se eu deprimo as pessoas. – ela sorriu, e com um longo suspiro se levantou – Acho melhor irmos cuidar dos bêbados.

— Eles só vão acordar meio dia. – Hugo brincou puxando a mão da prima para baixo.

— Mas é bom esperarmos ele com um bom suco de laranja e uma refeição. – Lily o puxou para cima, mas ele ainda era mais forte que ela, e puxou ela para baixo, fazendo com que ambos quase caíssem no mar. – Quer me matar? Eu não sei nadar. – ela gritou desesperada.

— Eu também não sei. – ele gargalhava olhando para ela.

— Você acha isso engraçado?

— Um pouco. – ele brincou com ela. – Para de ser sempre tão séria, viva a vida. Nós somos jovens, mas não eternos.

— Olha quem é deprimente agora, Hugo Granger Weasley. – Lils brincou se levantando do píer, e puxando Hugo para cima, para eles irem para a casa fazer algo para comer.

Como Hugo havia previsto, todos na casa não acordaram antes do meio dia, e estavam com as piores caras que você pode imaginar nas lindas pessoas que faziam parte da nova geração Weasley. E como Lily havia previsto, eles estavam com a pior ressaca da história, então um bom suco de laranja e uma refeição reforçada foi mais do que necessária para que eles pudessem melhorar, ao menos um pouco.

— Quando eu estava indo te procurar – Hugo sussurrou para a prima que estava ao seu lado escorada na pia da cozinha, ela levantou os olhos para ele e ele continuou – Vai ter uma noite do microfone livre hoje em um barzinho, acho que poderíamos subir no palco e fazer a dança mais horripilante que conhecemos.

Hugo se afastou e demonstrou fazendo uma dancinha ridícula para a prima, mostrando como ele dançaria caso fossem para a noite do microfone livre. Ela se virou para lavar o prato que Scorpius e Rose largaram na pia e ainda sussurrando falou para Hugo: — E os adoráveis aqui? – maneou a cabeça em direção aos Weasley sentados na mesa.

— Eu acho que quero ir naquele barzinho ali na beira mar, alguém quer ir comigo? – Hugo falou em tom normal, para ver se os seus primos e irmã respondiam.

— POR QUÊ VOCÊ TÁ GRITANDO? – Roxanne gritou irritada.

— Eu não to gritando, alguém quer ir?

— Eu quero. – Lily falou com a voz um pouco mais alta.

— Eu só quero uma cama e uma garrafa de cinco litros de água. – Rose disse para o irmão – Podem ir os dois se quiserem. – ela sorriu levemente.

— Eu concordo. – Scorpius disse apenas tentando resfriar a cabeça.

— Que seja. – James gritou da sala.

Hugo sorria vitorioso a cada um dos Weasleys que aceitavam a opção de Hugo e Lily irem sozinhos para concluir mais um item da lista. Ele abraçou a prima, e com um sussurro apenas sorriu: — Nunca me subestime, parece que seremos só nós dois.

— Quero te ver dançar, Granger. – LL sorriu encarando o primo.

Eles assistiram um filme pelo resto da tarde, e ou ao menos tentaram. Hugo e Lily não prestaram atenção no filme, apenas ficaram brincando um com o outro no sofá da sala onde estavam. Hugo puxava as pernas da prima para perto e brincava com os pés dela, ela chutava ele lentamente para não machucá-lo. Hugo mexia no cabelo dela, fazendo tranças em algumas mechas, ou tentando fazer nós no cabelo.

— Vocês querem, por favor, parar de melação? Ela é minha irmãzinha, Hugo. Não façam isso na minha frente. – James falou quando foi pegar mais uma garrafa de água para tentar lidar com a ressaca.

— Acho que você precisa de uma namoradinha, meu querido irmão. – Lily falou jogando uma almofada no irmão.

— Não, vocês que tão agindo como o Scorpius e a Rose no começo da relação. – Rox ajudou o primo, ela estava tentando prestar atenção no filme romântico que passava, mas com toda aquela movimentação parecia difícil.

— Não, como eles não. – Albus gritou desesperado, como se aquilo fosse o fim do mundo.

— Vocês são exagerados, se continuarem assim vou expulsar vocês da minha humilde residência. – Scorpius ameaçou, e então com um sorriso para os dois sobre o sofá disse – Deixem os pombinhos em paz, vai fazer bem para meu cunhado que nunca beijou.

As orelhas de Hugo ficaram vermelhas, e o rosto também, ele queria se esconder, por que Scorpius precisava contar que ele nunca havia beijado antes da festa na universidade? E sim o primeiro beijo dele havia sido com um homem, e o segundo com Lily, e era esse que ele pretendia considerar como primeiro.

As brincadeiras para cima do ruivo começaram nesse momento e só pararam quando ele e Lily foram para a cozinha preparar um lanche para eles.

— Seu primeiro beijo foi com aquele cara? – Lily sussurrou para o primo, ela havia segurado o choque até aquele momento, mas como estavam sozinhos deixou que o choque a deixasse e planasse sobre o ambiente.

— Infelizmente sim. Preferia que o seu tivesse sido o primeiro. – Hugo sorriu encantador para a prima. – Mas infelizmente o seu foi o segundo.

Lily ficou vermelha até a raiz dos cabelos ruivos, o seu rosto ficou em chamas e ela teve que ficar alguns minutos ali até perceber que seu rosto havia voltado a uma cor quase normal. O primeiro beijo dela não havia sido no dia da festa, ela havia beijado um menino alguns anos antes, quando tinha quatorze, e havia sido horrível.

Será que primeiros beijos sempre eram vergonhosos?

O primeiro beijo dela havia sido com o melhor amigo de Scorpius, que por acaso era um ex-namoradinho de Rox, Rodrick Zabini. Um lindo rapaz moreno de olhos impactantes e sorriso encantador, mas com uma boca mais molhada que um polvo. Havia sido nojento e Lily prometeu que nunca mais beijaria.

Até aquela lista ser produzida. E ela devia admitir que os beijos de Hugo eram incríveis, mesmo que ele só tenha beijado uma vez antes de beijar ela. Eles tinham força e delicadeza unidas e completamente perfeitas para os lábios de Lils.

Lily havia vestido uma roupa de Rose, nada muito extravagante, ou cheio de florzinhas, nem nada. Uma simples camiseta dos Beatles, e uma saia rodada. Além dos seus all stars sujos, que eram a peça chave do seu estilo. E eles estavam indo em direção ao bar onde a noite do microfone aberto aconteceria. Lily estava animada demais para perceber o quão calada estava.

— Lils?

— Oi?

— Você me daria mais um beijo? – Hugo perguntou todo doce para cima da prima, ele queria muito mais um beijo.

— Que? – Lily perguntou chocada.

— Nada, foi só para ver se você ainda estava acordada. – Hugo brincou tentando disfarçar as orelhas vermelhas e o tom encabulado alarmante de sua voz.

Logo eles chegaram ao barzinho, que não estava tão cheio, mas que tinha gente o suficiente para eles passarem vergonha antecipadamente. As pessoas ali eram em grande parte pessoas locais, nenhum com a idade próxima da deles, e pessoas que possivelmente não iria ter acesso a qualquer tecnologia e por tanto não iriam publicar a zoeira na internet.

Quando o microfone finalmente foi liberado para as pessoas, os mais velhos e mais ousados foram na frente, e cantaram músicas que se Lily não tivesse uma alma de cento e cinquenta anos não reconheceria em circunstancias normais. Mas ela era sim uma alma idosa de cento e cinquenta anos.

— O pessoal aqui canta bem. – Hugo tirou sarro encarando o palco, ele estava se divertindo. Era o terceiro concorrente que subia ao palco, e fazia uma dança de passinhos nada animados enquanto cantava uma música aleatória. Era realmente divertido assistir aquilo.

Até que chegou a vez de Lily, Lily tirou o azar e teve que ir antes do primo. Ela escolheu uma musica do Aerosmith, Pink, que ela realmente adorava. Ela teria que cantar e dançar da maneira mais ridícula que conseguia, esse era o problema. Quando ela ouviu os primeiros acordes da música ela começou a dançar como se sua vida dependesse daquilo. Ela tentou alguns passos desengonçados de ballet, e fez até uma semi abertura. Ela viu que todos ali riam dela e por mais que estivesse roxa de vergonha, ela estava se divertindo. Até ela perceber no final da música que Hugo havia gravado tudo.

Lily não era uma cantora, não tinha a voz certa para cantar, ela era extremamente desafinada, e isso era a pior coisa. Além de ela ter feito a dança mais ridícula que conseguia. E agora estava tudo gravado, tudo documentado nas mãos de seu tão amado primo, que poderia jogar na internet aquele vídeo só para ver Lily desmoronar.

Talvez ela só tivesse uma ideia errada de seu primo.

Nem teve tempo de brigar com o primo, já que ele logo subiu no palco também, na verdade ele correu animado para o palco, mas para Lily pareceu que ele estava fugindo dela.

Ele logo escolheu a música e Lily viu um sorriso maroto no rosto dele, e esperava pelo pior, mas o que veio a surpreendeu mais ainda. Ele começou a cantar Everyday de Buddy Holly. Fazendo também uns passinhos de ballet, e de break, o que tornava tudo mais engraçado ainda. Lily se vingou a altura e também gravou o primo dançando, e as risadas que ecoavam por todo o local.

Hugo também tinha uma péssima voz para cantar, desafinava a cada nota, era obvio que eles não ganhariam a competição, mas teriam se divertido como nunca e riscado mais um número de sua lista.

— Essa música foi para a linda ruiva ali atrás. – Hugo falou ofegante no microfone, e apontou para onde Lily estava, esta ficou mais vermelha do que achava ser possível.

— Eu te amo. – Lily gritou brincando para o primo para fazer toda a atenção voltar para ele, ele lidava melhor com a atenção extra do que ela.

— Eu sempre soube. – Hugo respondeu sorrindo, não demoraram muito para ir embora.

— Se você mostrar aquele vídeo para alguém, você é um homem morto. – Lily o ameaçou assim que chegaram na casa silenciosa.

— Digo o mesmo para a senhorita. – ele disse apenas sorrindo e abraçou a prima de lado. – Obrigada por fazer essas idiotices comigo. – ele sorriu beijando levemente o topo da cabeça dela.

— Deixa de melação. – eles ouviram a voz de James gritando de dentro da casa.

— Às vezes eu odeio o James. – ela bufou abrindo a porta.

Hugo teve quase certeza de que ela estava indo dar uma lição em seu irmão chato, mas se foi isso que aconteceu ele não lembrava, só lembrava de ter apagado no chão da varanda da casa.

Rose e Scorpius correram socorrer o ruivo, e o levaram para dentro do quarto. Viram todos os primos alarmados, mas assim que isso aconteceu fecharam a porta do quarto, ficando apenas os três ali, o melhor a fazer naquela hora era ligar para sua mãe.

— Mãe? – Rose chamou pelo telefone – O Hugo desmaiou, o que eu faço? Ok, tá bom, mãe. Não fique desesperada ai, tudo tava bem, acho que é só porque ele se divertiu muito. Tá, mãe, vou checar se ele tomou todos os remédios. Não ele não bebeu, eu bebi, mas ele não, mãe. – a morena revirava os olhos irritada, dava para ver que Hermione estava nervosa do outro lado da linha. – Olha só ele acabou de acordar, vou dar agua para ele e depois ele te liga, tudo bem? Tchau mãe. – ela mentiu e então desligou o celular antes da mãe responder.

— Ela mandou checar se ele tomou todos os remédios, veja na mala dele. – ela deu as ordem ao namorado – É uma caixinha longa vermelha, veja se todos os de hoje foram tomados. – ela falava enquanto Scorpius mexia na bolsa do cunhado.

— Achei algumas camisinhas. – o loiro disse rindo, e então pegou a caixinha e checou, todos haviam sido tomados. – Ele tomou todos.

— Então é só pressão. – Rose disse com um sorriso – Traga para mim um pano com álcool, ou algo com cheiro bem forte. E alguma coisa salgada.

Scorpius foi e teve que lidar com todas as perguntas que os primos faziam, só explicou que a pressão dele tinha baixado, que era normal, e que só ia buscar umas coisas na cozinha.

Rose ficou segurando a mão de seu irmão, e falando com ele, mesmo que ele não ouvisse nada naquele momento.

— Vamos ferrugem, por favor, acorde, mamãe vai me matar e se ela me matar eu vou te matar. – Rose sussurrou, e se virou várias vezes para olhar para porta. Ela estava desesperada, mas sendo só pressão era mais fácil de lidar.

Quando Scorpius voltou, ela passou a garrafa de vodka sob o nariz do irmão e ele não demorou muito para acordar. Ele encarou a irmã, e o cunhado, e sorriu. Um baita sorriso besta que Rose odiou e amou. Era como se ele estivesse tirando sarro dela, e ela sentiu vontade de chorar.

— Acho que já sabemos o que significa. – Hugo falou com uma voz pesada e rouca. – Mas você não pode contar para a mamãe.

Notas finais
Então, o que vocês acharam? Eu gostei, gostaram dos momentos que a Lily e o Hugo tiveram? E a declaração do Scorpius? Sim, Hugo perdeu seu bv com aquele são bernardo babão. E me contem, o primeiro beijo de vocês também foi ruim? O meu foi. Tenho desgosto pelo meu primeiro beijo haha O que acharam do final? Bom, agora só teremos mais 10 capítulos para viver intensamente. Amo vocês, XX