Last Battle

4 O início


Hailey mal teve tempo de recuperar o fôlego.

Assim que conseguiu se desvencilhar da rede, apoiou as mãos nas laterais metálicas e tentou se colocar de pé tentando recuperar a dignidade depois da cantada de Gareth. As pernas ainda tremiam pelo impacto do salto, e o coração batia tão rápido que ela conseguia senti-lo na garganta.

Foi quando ouviu uma voz ao lado dela.

— E aí, gata? Vem sempre aqui? – ele repetiu de pé ao seu lado

Hailey olhou para cima.

Gareth estava parado com as mmãos nos bolsos, olhando para ela com um sorriso divertido.

Ela estreitou os olhos.

— Você é sempre assim?

— Assim como?

— Irritante.

O sorriso dele aumentou.

— Só quando encontro alguém interessante.

Hailey revirou os olhos, mas não conseguiu impedir o pequeno sorriso que surgiu em seu rosto. Ela se desligou de tudo por alguns segundos, ficando apenas ali, tentando organizar os pensamentos. Tinha acabado de saltar de um prédio e tinha sobrevivido.

E, pela primeira vez em muito tempo, estava se divertindo. A sensação era estranha. Quase errada. Andrew teria rido dela. Provavelmente teria feito alguma piada sobre o fato de ela ter escolhido justamente uma facção onde as pessoas aparentemente tinham perdido completamente o instinto de sobrevivência.

O pensamento trouxe um aperto no peito. Hailey abaixou os olhos. Ela ainda sentia culpa. Culpa por conseguir rir e por conseguir se divertir. Por conseguir sentir alguma coisa que não fosse dor depois que Andrew tinha morrido. Mas, naquele momento, ela não queria pensar nisso. Queria apenas continuar vivendo. Perdida em pensamentos, não percebeu que Gareth não parava de encará-la.

Alguns instantes depois, os novatos já haviam sido encaminhados para os dormitórios da Audácia. O prédio parecia ainda mais barulhento à noite.

Música alta ecoava pelos corredores. Pessoas conversavam, riam, discutiam. Alguns treinavam mesmo depois do encerramento oficial das atividades.

Hailey caminhava ao lado de Grace, Draco e Gareth quando ouviu alguém chamando.

— Gareth.

Eles viraram o rosto. Sara vinha em direção à eles. Já estava vestida com outras roupas da Audácia, o cabelo ruivo preso de qualquer jeito e os olhos escuros atentos a tudo ao redor.

— O que está fazendo aqui? Outra missão?— perguntou.

Grace trocou um olhar rápido com os amigos.

— Na verdade sim... estávamos te procurando.

Sara ergueu uma sobrancelha.

— Por quê?

Hailey abriu a boca, mas Grace respondeu primeiro.

— Precisamos conversar. Em particular.

Sara observou as duas por alguns segundos. Então apontou para um corredor.

— Venham. Por aqui

A sala onde Sara levou os bruxos e os semideuses era pequena, mas silenciosa.

Quatro estava lá. Ele estava sentado sobre uma mesa, os braços cruzados, observando o grupo com aquela expressão difícil de interpretar. Grace não conseguiu disfarçar que ficou reparando nos músculos tensos dele.

Sara fechou a porta e cruzou os braços.

— Agora podem falar.

Grace respirou fundo.

— Viemos procurando duas pessoas, na verdade.

Sara franziu a testa.

— Duas?

— Sim.

Hailey deu um passo à frente.

— As duas estariam aqui na Audácia

Sara olhou para Hailey.

— E como vocês sabiam que elas estariam aqui?

Grace hesitou por um instante.

— Uma tínhamos uma forma de reconhecê-la.

Sara cruzou os braços.

— Qual?

Hailey olhou para o braço esquerdo dela.

— Uma delas seria através de uma tatuagem de rosa. A primeira pessoa era eu.

O olhar de Sara imediatamente se voltou para o braço esquerdo de Hailey. Ela virou o braço revelando a pequena rosa tatuada na parte interna do braço.

Sara arregalou os olhos e olhou para Grace.

— E a outra pessoa?

Grace respirou fundo.

— É você.

Sara ficou em silêncio. Por alguns segundos, ninguém falou nada. Então ela soltou uma risada curta.

— Vocês vieram de longe só para encontrar duas garotas com tatuagens? Até onde eu sei, a que eu tenho só da pra ver quando to pelada.- a ruiva disse secamente. Quatro riu

— Não é tão simples — disse Grace.

— Imagino.

Gareth deu um passo a frente. Sara virou o rosto pra ele e sorriu de canto

– Continua aparecendo onde não foi chamado?

— Algumas coisas nunca mudam.

Sara balançou a cabeça.

— Conheço você de alguns esbarrões por aí. Semore esquisito. Nunca entendi que negócios você tinha aqui em Chicago...

— Setor leste — respondeu Gareth. — E aquela operação no antigo centro de distribuição.

— Eu lembro... Você estava lá.

— Estava.

Sara olhou para Grace novamente.

— Então vocês se conhecem.

— Conhecemos.

Gareth se aproximou.

— E nós sabemos que é você porque eu já vi você em campo.

Sara respirou fundo.

— Certo. Então vocês me encontraram. Agora alguém pode me explicar por quê?

Grace e Hailey trocaram outro olhar.

Era hora.

— Existe um lugar chamado Acampamento Meio-Sangue — começou Grace

Sara permaneceu em silêncio.

— É um lugar para pessoas como nós.

— Pessoas como vocês?

Grace assentiu.

— Semideuses.

Sara soltou uma risada incrédula.

— Vocês só podem estar de sacanagem com a minha cara

— Não estamos.

— Semideuses?

— Filhos de deuses gregos.

Sara olhou para Quatro.

Ele não parecia menos confuso do que ela.

— E vocês esperam que eu acredite nisso?

Não esperavam, por isso teriam que provar. Grace tomou a dianteira e puxou o colar do pescoço. Por um instante, Sara observou o pequeno objeto. Então Grace o pressionou. O colar começou a mudar. Em poucos segundos, uma lança surgiu em suas mãos. Sara deu um passo para trás.

— Que mer...

Grace girou a arma uma vez e a segurou firmemente.

— Isso é bronze celestial.

Sara encarou a lança.

— Bronze... o quê?

— É o tipo de metal que pode ferir monstros.

— Monstros?

— Existem monstros.

Sara ficou alguns segundos em silêncio.

— Claro que existem.- respondeu ironicamente — Dou uma surra no bicho papão debaixo da minha cama toda noite

Quatro soltou uma pequena risada. Sara apontou para ele.

— Não começa.

Gareth pegou o próprio machado que antes era uma pulseira de couro. O metal brilhou sob a luz fraca da sala.

— Isso também é bronze celestial.

Sara olhou de uma arma para a outra.

— E vocês usam isso para... matar monstros, claro. Porque vocês são semideuses – ela ironizou

— Quando necessário — respondeu Gareth.

Grace continuou:

— Os deuses existem. O Acampamento existe. Existem monstros, Titãs e uma guerra acontecendo.

Sara permaneceu imóvel.

— Guerra?

Hailey assentiu e continuou a falar

— E não é uma guerra pequena.

Ela contou tudo. Falou sobre o mundo que existia escondido atrás daquele que Sara conhecia. Sobre os deuses. Sobre os semideuses. Sobre monstros. Sobre o Acampamento Meio-Sangue. Sobre os Titãs.

E então veio a parte que Sara menos esperava.

Hogwarts.

Bruxos.

Magia.

Harry Potter.

Sara piscou algumas vezes.

— Hogwarts?

— Sim.

— Uma escola de magia?

— Exatamente. Já ouviu falar?

Sara olhou para Quatro.

— Você está ouvindo isso?

— Infelizmente.

— Então você também acha que isso é completamente absurdo.

— Eu estava esperando você chegar nessa conclusão.

Sara voltou a olhar para Hailey.

— Bruxos não existem – ela disse determinada

— Existem. Eu sou, Draco é e Grace também. E você também

Sara respirou fundo.

— Claro que sim – ela passou uma mão pelo rosto — Então existem deuses gregos, monstros, semideuses, Titãs, bruxos, Hogwarts e um tal de Harry Potter que, com dezessete anos matou o bruxo mais poderoso do mundo.

— Basicamente — respondeu Hailey.

— E vocês vieram até aqui porque existe uma profecia.

Grace assentiu.

— Uma profecia que fala sobre três garotas.

Sara estreitou os olhos.

— E vocês acham que eu sou uma delas.

— Sim.

Ela ficou pensativa.

— Por quê?

Grace hesitou.

— Porque você tem algumas características que correspondem ao que procurávamos.

Sara cruzou os braços.

— Que características?

Hailey olhou para ela.

— Você já fez coisas estranhas acontecerem ao seu redor?

Sara ficou imóvel. A pergunta pareceu atingir alguma coisa dentro dela.

— Como assim?

— Coisas que não deveriam acontecer. Coisas mexerem sozinhas, por exemplo

Sara os olhou com desconfiança

— Talvez.

— Desde criança?

Ela demorou a responder.

— Sim. Como sabem?

Quatro olhou para ela. Sara respirou fundo.

— Quando eu era criança, algumas coisas aconteciam. Coisas pequenas – ela deu de ombros — Uma vez eu estava muito irritada e uma porta bateu sozinha. Nada que o vento não justifique. Outra vez uma lâmpada explodiu quando eu estava com raiva.

Hailey permaneceu atenta.

— E algumas coisas simplesmente... aconteciam.

– Isso são manifestações comuns para pessoas que tem sangue mágico – Malfoy disse no canto e sua presença foi notada novamente. Permaneceu calado tanto tempo que havia até sido esquecido

Sara fez uma pausa e analisou o sonserino com curiosidade.

— Eu não tocava nelas. Não fazia nada. Só aconteciam.

— E o que você achava que era?

Sara deu um sorriso de canto.

— Achava que eu era diferente.

Quatro soltou um pequeno suspiro. Sara olhou para ele.

— Não me olha assim.

— Não estou olhando de jeito nenhum.

— Está, sim.

Ela voltou a olhar para Grace.

— Na Audácia, isso acabou sendo útil.

Grace arqueou uma sobrancelha.

— Como?

— Intimidação.

Sara sorriu.

— Quando alguém achava que eu estava blefando, às vezes alguma coisa acontecia. Uma porta batia. Uma lâmpada apagava. Alguma coisa caía. Eu levitava...

Ela deu de ombros.

— As pessoas começaram a acreditar que eu tinha algum tipo de truque.

Hailey sorriu.

— Você tinha.

Sara ficou alguns segundos em silêncio. Tudo começando a fazer sentido.

Então perguntou:

— Isso era magia?

Hailey assentiu. Sara olhou para as próprias mãos. Depois olhou para Hailey.

— Então eu realmente não estava imaginando.

— Não.

Sara ficou em silêncio por mais alguns segundos. E então sorriu. Não era um sorriso nervoso. Era um sorriso genuinamente animado.

— Isso é incrível.

Grace piscou.

— Você não está assustada?

— Assustada? – Sara começou a rir — Eu passei a vida achando que tinha alguma coisa errada comigo – ela olhou novamente para as próprias mãos — E vocês estão me dizendo que eu tenho magia? EU TO NAS NUVENS! – ela abriu um sorriso enorme — Eu quero aprender.

Hailey riu.

— Eu sabia que você ia gostar.

— Você pode me mostrar um pouco?

— Posso.

Hailey olhou para Draco e os dois sacudiram suas varinhas. Draco pensou "Incendio" e de sua varinha saíram labaredas de fogo muito intensas que atingiram uma caixa no canto da sala. Todos pularam de susto. Hailey, imediatamente pensou "Aguamenti" e um jato forte de água atingiu a caixa em chamas a transformando em carvão.

Sara estava admirada assim como os demais

— E você também faz isso? — perguntou a audaciosa à Grace

— Eu não tenho prática nenhuma de magia. Sou tão nova nisso quanto você mas vou tentar.

Quatro observava a cena em silêncio. Seu olhar demorava mais em Grace do que nos demais. Até que finalmente falou:

— Então vocês vieram até aqui para encontrar duas pessoas.

Grace assentiu.

— Sim.

— E agora encontraram.

— Encontramos.

Quatro olhou para Sara.

— E o que acontece agora?

Sara abriu a boca, mas Grace respondeu antes.

— Nós precisamos voltar para o Acampamento.

Quatro franziu a testa.

— Por quê?

Gareth respondeu:

— Porque a guerra vai acontecer.

— E vocês vão lutar?

— Sim.

Quatro olhou para Sara.

— Então eu vou também.

Sara virou o rosto para ele.

— Quatro...

— Você não vai sozinha.

— Não estou sozinha.

— Eu sei.

Ele desceu da mesa.

— Mesmo assim, eu vou.

Sara ficou alguns segundos olhando para o melhor amigo. Então soltou um suspiro.

— Você é impossível.

— Você já sabia disso.

Gareth sorriu.

— Isso vai ficar interessante.

Quatro olhou para ele.

— Você ainda não viu nada.

───

No dia seguinte, Hailey colocou duas pequenas caixas de veludo sobre uma mesa. Sara e Grace se aproximaram com curiosidade mas também com um certo medo do desconhecido.

— O que é isso?

— Suas varinhas.

Sara arregalou os olhos.

— Eu tenho uma?

— Agora tem.

Hailey abriu a primeira caixa. Dentro havia uma varinha de madeira clara.

— Azevinho. Pelo de unicórnio. Trinta centímetros. Inflexível.

Sara pegou a varinha com cuidado. Assim que seus dedos tocaram a madeira, uma pequena corrente de ar atravessou a sala. Os cabelos ruivos de Sara se moveram e faíscas azuis saíram da ponta da varinha.

Ela arregalou os olhos.

— Eu fiz isso?

Hailey sorriu.

— Provavelmente.

Sara abriu um sorriso.

— Isso é muito melhor do que uma arma.

Gareth soltou uma risada.

— Não diga isso perto da Clarisse.

Grace riu. Hailey abriu a segunda caixa.

— Essa é sua, Grace.

Grace pegou a varinha.

— Azevinho. Fibra de coração de dragão. Vinte e oito centímetros. Pouco flexível.

Grace passou os dedos pela madeira e faíscas douradas saíram da ponta da varinha.

— Parece diferente da sua.

Hailey assentiu.

— Cada varinha é diferente. E cada varinha escolhe seu bruxo. O mestre de varinhas, Olivaras, sabia quais eram a de vocês... e ele nunca erra. A minha é de ébano, fibra de coração de dragão, trinta centímetros e inflexível.

Sara levantou a própria.

— E agora?

Hailey sorriu.

— Agora você aprende.

───

As horas seguintes foram dedicadas a coisas que Sara e Grace jamais imaginaram que aprenderiam

Feitiços.

Movimentos.

Concentração.

Controle.

Elas erravam

Muito.

Mas também aprendiam rápido.

Grace descobria que a magia exigia uma concentração diferente daquela necessária para controlar seus próprios poderes.

Gareth assistia aos treinos, fazendo comentários sempre que tinha oportunidade.

Quatro permanecia por perto.

E Hailey ensinava. Draco apenas observava, principalmente Sara. Ele era um ótimo duelista mas não conseguia explicar a mesma coisa três vezes com gentileza. Então, deixou Hailey encarregada de ser a professora. Apenas comentava algo com a grifinoria sobre uma postura ou movimento de varinha mais específico mas num todo, não se meteu

Hailey corrigia os movimentos das duas, explicava os feitiços e demonstrava como canalizar a magia pela varinha. Pela primeira vez desde que chegara à Audácia, Sara parecia completamente fascinada por alguma coisa.

Mas havia uma questão que ainda precisava ser resolvida.

— As armas — disse Quatro.

Todos olharam para ele

— Se vamos para uma guerra com monstros sobrenaturais, precisamos saber o que realmente funciona.

Gareth assentiu.

— Armas comuns não vão ajudar contra monstros.

Sara apontou para o próprio corpo.

— Então eu não posso simplesmente usar uma arma da Audácia?

— As armas, sim — explicou Gareth. — As balas, não.

Grace levantou a lança.

— É por isso que usamos bronze celestial e aço

Quatro observou a própria arma.

— E existe o suficiente para equipar um grupo inteiro?

Gareth sorriu.

— Talvez não agora.

— Então precisamos fabricar.

O sorriso de Gareth aumentou.

— Finalmente alguém falando a minha língua. Como filho de Hefesto, sei exatamente o que fazer. Posso adaptar as balas forjando novas. Aqui não tem bronze mas tem aço. Vai ser um adianto. Vou falar com meus irmãos para eles irem adiantando a parte do bronze.

Ele estava pensando em maneiras de transformar o que a Audácia já possuía em algo que pudesse ser usado contra monstros.

Mas uma coisa ficou clara para todos. Eles não precisavam apenas deles. Precisavam de um exército.

───

Naquela noite, Sara observava a Audácia do alto de uma das plataformas.

Abaixo, os membros da facção treinavam.

Corriam.

Lutavam.

Saltavam.

Aprendiam a sobreviver.

Era exatamente aquilo que eles faziam melhor.

— Eles poderiam ajudar — disse Sara para Quatro. Ele parou ao lado dela.

— Todos eles?

— Todos.

Ela olhou para baixo.

— Se existe uma guerra acontecendo, não vou escolher meia dúzia de pessoas e deixar o resto aqui.

Quatro assentiu.

— Então treinamos todos.

Sara sorriu.

— A Audácia inteira. É bastante gente...

Hailey, Grace, Draco e Gareth chegaram pouco depois e ficaram mais atrás dos líderes. Por alguns segundos, ninguém falou.

Era uma decisão enorme mas parecia inevitável a situação.

Aquela cidade havia passado anos ensinando pessoas a sobreviver.

Talvez agora fosse hora de ensiná-las a lutar por algo maior.

Os seis se entreolharam e Sara, finalmente tomou a frente, e estendeu a mão.

Uma a uma, as outras cinco mãos se juntaram à dela.

Seis pessoas.

Seis mundos que ninguém imaginou que poderiam se encontrar e se unir.

E, ainda assim, estavam ali.

Preparando-se para uma guerra que nenhum deles havia escolhido.

Uma guerra que se aproximava lentamente.

Oito meses.

Era o tempo que tinham.

Oito meses até o próximo verão.

Oito meses até que os sobreviventes dos Titãs e da queda de Voldemort tentassem invadir Hogwarts novamente.

Oito meses para transformar uma facção de sobreviventes em um exército.

E, em algum lugar distante dali, atrás de muros antigos e protegidos por uma magia que o mundo quase havia esquecido, Hogwarts teria que se preparar.

Porque, dessa vez, a guerra não seria apenas de bruxos.

E eles ainda não faziam ideia do tamanho do mundo que estava prestes a se revelar.