Capítulo XIV:

-O que foi que aconteceu, Alice...nós ouvimos uma gritaria e o estrondo da porta batendo!- Luca entrou correndo no quarto pra ver o que tinha acontecido.

-Ai, fratellino, me abraça, por favor? Fiz uma besteira enorme! – Alice não parava de chorar e de soluçar. Luca correu para ampará-la.

-Mas o que você fez?

-Eu briguei com o Diego...e por estupidez minha! Ele só me queria ao lado dele e eu o magoei! Por que fiz isso? Sou uma burra!

-Não fale isso, maninha! A gente comete erros...agora o que devemos fazer quando isso acontece você já sabe, certo?

-Sei...mas sou orgulhosa demais para pedir desculpas!

-E é aí que você está sendo ainda mais estúpida! Tem que pedir! Você o ama, não é?

-Muito! Mais que a mim mesma! Mais que a minha própria vida!

-Então...desculpe, maninha, mas se você já sabe o que fazer, FAÇA!- Ela se agarra com força no pescoço do Biondo e chora muito.

-Vamos comigo...por favor?

-Não, não posso! Você tem que fazer isso sozinha! Tem que amadurecer...e aí vai ver como vai se sentir melhor!

-Acha que eu deveria ir lá agora?

-Não, espere um pouco! Ele deve estar muito estressado agora! Vai mais à noite!- Luca deu uma piscadela pra ela e disse:

-Aproveite para lavar o rosto...ele é muito bonito para ficar vermelho de choro!

-Obrigada, fratellino! Sabe que eu te amo, né?

-Sei, sim!- ele faz um careta pra ela- também te amo!

Alice espera com ansiedade pela noite, e, de cansaço, adormece na cama.

“Ai, não...atrasada!” Ela corre pelo quarto batendo o pé em tudo quanto é móvel, tentando chegar ao banheiro para tomar banho.

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-Er, me desculpe chegar na sua casa assim, tão tarde, mas é que eu preciso falar com o Diego!

-Ah, então você é a Alice, certo?- Um homem alto e de cabelos grisalhos a atende à porta.

-Sim, sou eu! Que falta de educação a minha chegar sem me apresentar! Começando de novo...:Muito prazer, me chamo Alice e gostaria de falar com Diego, por favor!

-Pode entrar, ele está no quarto dele...à propósito me chamo Luciano!Mas pode me chamar de “meu sogro”!- Ele dá um sorriso amigável à Alice.

-Bem, obrigada, senhor Luciano! Não sei se depois do que eu fiz poderei te chamar de “meu sogro”!

-Sabe, seja o que for que tenha feito, Diego não é idiota o suficiente para não perdoá-la!

-C-como assim?

-Olhe, nós percebemos como ele ficou depois que terminou com Giulia e começou a namorar você! Nunca o vira tão feliz em minha vida! E eu sou pai dele, heim!

-Nossa, vou fazer o que puder para não magoá-lo novamente, Luciano! É uma promessa!

Alice sobe as escadas correndo e ao abrir a porta devagar, lá estava Diego, dormindo, no escuro do quarto. Ela se deita ao seu lado, esperando que ele acordasse sozinho. Como ele nem se movia ou dava sinal de vida, ela pegou o braço dele e se deitou com a cabeça junto ao peito dele. Sentindo o cheiro vindo dela, Diego despertou:

-Alice, mas o que...

-Vim aqui te pedir desculpas, fiz uma coisa horrível e me arrependo muito!

-O que aconteceu com o “quanto quiser me pedir desculpas, volte”?

-Bem...

-Não importa! Estou feliz de tê-la aqui comigo!- Ele beija baça dela docemente, do jeito que somente sabia fazer.

-Agora que você me desculpou...eu vou indo!- Ela começa a se levantar da cama e ele a puxa de volta, segurando ela na cama com seu corpo sobre o dela.

-É, acho que não vou mais! Ele sorriu e disse:

-Achou certo!- e ficaram aos beijos até o sono pegá-los.