Notas iniciais
Um pequeno (rs!) prólogo. Não "vão" pelo prólogo, ele é totalmente o oposto da fic (ele esta deprimente) iahsohausuah :x

Jacob POV

Aquele idéia revirava minha cabeça á semanas, dês do dia em que a carta de despejo chegou, me alertando que eu só teria mais um mês para conseguir o dinheiro. Ou teria que sair de lá apenas com a roupa do corpo. Tirei a camiseta suja de graxa e atirei dentro do cesto no canto do quarto, enquanto me atirava na cama, enterrando a cabeça no travesseiro e lembrando do dia que a idéia maluca surgiu.

Eu estava sentado em frente a uma bancada de um bar, com um copo de cerveja em minhas mãos, apenas escutando a conversa dos dois caras na mesa atrás de mim.

- Las Vegas é incrível cara. Seus olhos faíscam quando tocam aquelas luzes brilhantes. O cheiro do lugar é de pirar! – dizia um cara todo animado. Eu podia até imaginar os movimentos excessivos com os braços.

- Mas dizem que Las Vegas é o caminho para a perdição. Quem entra lá rico, sai pobre, e quem entra pobre, sai mais pobre ainda! – comentava o outro duvidando do amigo.

- Isso é o que você pensa meu caro! Só os burros conseguem essa façanha. Las Vegas é uma mina de dinheiro na sua frente, se você for inteligente o suficiente para não cair nas garras dos cassinos, você pode sair de lá milionário.

Esmurrei mais uma vez o travesseiro, tentando tirar aquela idéia maluca e insana da minha mente. Eu sabia muito bem que Las Vegas, não era só o caminho da perdição, mas como a entrada para o inferno. As luzes brilhantes, coloridas e exageradas eram apenas o inicio da perdição, depois vinham os hotéis com caça níqueis, e quando você não conseguia mais se controlar, os cassinos te engoliam e você passava horas e mais horas naqueles locais, sem nem mesmo ver a hora passar e o seu dinheiro ir embora. E quando o dinheiro acabasse você seria enxotado e cairia em si. Percebendo que não perdeu apenas seu dinheiro, mas como sua família, amigos. Você se perderia por completo.

Ainda com a cabeça enterrada no travesseiro, estiquei a mão tateando o criado mudo e quando o senti em minhas mãos, puxei o porta-retrato. Virei-me e fiquei a fitar aquela foto. Cinco sorrisos enormes. Cinco pessoas felizes se abraçando. Meus pais, minha mãe, minhas irmãs e eu. Todos completos, até o dia em que minha mãe veio a falecer por falta de dinheiro para continuação de seu tratamento para o câncer.

Meu pai meses depois enlouqueceu, o dinheiro que ganhava não era suficiente para pagar a faculdade das meninas, minha escola e nem mais nada. Por isso eu e minhas irmãs começamos a trabalhar desde cedo. Billy não queria que tivéssemos uma vida ruim, e que nada nos faltasse, então um dia ele decidiu ir para Las Vegas, eu era pequeno demais para entender, mas pelo que outras pessoas comentavam era arriscado demais. Por algum tempo papai conseguiu mandar dinheiro suficiente para todos nós, conseguindo formar as meninas e deixar um bom dinheiro guardado para a minha faculdade. Quando Rachel – minha irmã mais velha — percebeu que ele já podia voltar para casa, já era tarde demais. A mania por jogo e por dinheiro o consumiu inteiro, e quando estava no fundo do poço, sendo enxotado dos lugares, ele voltou. Acabado, sem forças para nada. As meninas casaram-se, e foram viver suas vidas em outras cidades. Quanto a mim, fiquei por algum tempo cuidando de meu velho pai, até que suas pernas começaram a dar sinais de falha, devido o grande consumo de bebida alcoólica, e a velhice. Quando a cadeira de rodas tornou-se parte de si, eu parti para a faculdade, me formei em Yale como aluno honra em mecânica, e logo iniciei meu próprio negócio em La Push, onde meu pai estava.

Porém, os anos foram passando, os negócios indo de mal a pior, nossa casa sendo hipotecada, as meninas com seus filhos já não podiam ajudar, e papai na cadeira debilitado profissionalmente. Então restou apenas para eu seguir adiante com tudo, eu trabalhava em tempo integral, cuidava da saúde de meu pai, e ainda mandava um pouco de dinheiro para as garotas.

Mas receber a carta de despejo foi a gota d’água. Onde moraríamos? Viveríamos como? Ninguém no vilarejo era realmente bem financeiramente para nos ajudar.

Escutei duas batidas de leve na porta,e gritei um “Entra”, já sabendo quem era.

- Mais problemas? – Quil perguntou fazendo a cadeira ranger quando sentou nela.

- Eu SÓ tenho problemas Quil! – sentei na cama e enterrei a cabeça nas mãos.

- O que você pretende fazer?

- Eu ainda não sei, mas aquela idéia...

- Você só pode estar louco. Você viu como seu pai foi definhando com o tempo, quer acabar como ele?

- Claro que não. Mas já não vejo alternativa. Seria apenas por algumas semanas, e eu logo voltaria.

- Não irei mais discutir esse assunto contigo Jacob. Você sabe o que eu penso sobre isso. – ele bufou e cruzou os braços – Agora vamos!

- Vamos aonde?

- Se arrume, que iremos a uma festa em Seattle!

- Eu não tenho dinheiro Quil, não posso ir!

- Hoje será por minha conta. – olhei para ele abismado. Quil pagando festa? – Eu conheci uma garota pela internet e ela disse que nos coloca dois na festa de graça.

- Tem certeza que não era um homem? Sabe como são perigosas essas coisas de internet não é?

- Eu vi ela pela WebCam seu idiota. Agora arrume-se que vamos farrear e beber de graça essa noite.

Derrotado quando ele falou farrear e beber de graça, me levantei sentindo a canseira ir embora, e dar lugar a empolgação. Pelo menos por esta noite, eu esqueceria os meus problemas.

Renesmee POV

Mais uma vez eu chegava em casa, e fazia as mesmas coisas. Estacionava meu carro na garagem, tirava os sapatos, atirava a bolsa encima do sofá, e subia as escadas. Adentrando meu quarto, e logo me despindo, enquanto esperava a banheira encher. Massageei meus pés cheios de calos e bolhas por causa do uso excessivo de salto alto. Quem pensava e dizia que eu tinha o emprego perfeito, estava completamente enganado. Meu chefe me obrigava a usar salto alto todo santo dia, e de quebre ele tentava tirar – na maioria das vezes – uma casquinha de mim. Eu já havia reclamado com minha mãe sobre os diversos tipos de abuso que eu vinha sofrendo como exposição excessiva, eu tinha que fazer tarefas que não eram minhas, cafezinho para todo mundo, agüentar piadas machistas e cantadas de todo o tipo para cima de mim, sem contar um quase abuso sexual de meu chefe. Eu era jovem, bonita, e rica, não precisaria passar por toda aquela humilhação por uns trocadinhos. Eu não precisaria se eu não fosse emancipada dês dos meus 17 anos, que foi quando eu comecei a trabalhar naquele escritório fajuto. Logo depois comecei minha faculdade de dança, e por isso meu corpo ia melhorando com o tempo, fazendo os olhares masculinos aumentarem para cima de mim, e os olhares – invejosos- de mulheres aumentarem também. Eu não podia negar que em apenas dois nos eu subi consideravelmente de cargo, coisa que outra pessoa conseguiria com no mínimo seis anos de trabalho. Eu não podia reclamar, estava ganhando o tão famoso dinheirinho suado. E saber que eu nem precisaria passar por aquilo se não fosse por uma simples birra minha.

Que começou quando eu disse que queria ser dona do meu próprio corpo. Só porque eles não me deixaram ir a uma festa. E então como castigo – e posso dizer que o pior de todos – eles me emanciparam, sem mais nem menos. Sem me avisarem.

O trabalho já estava consumindo completamente meu tempo, minha amada faculdade já estava ficando para segundo plano, assim como minha família e amigos. Eu não tinha divertimento, eu não tinha mais a presença de toda minha família comigo, eu já não tinha nem mesmo minha melhor amiga Claire ao meu lado. Era apenas eu e meu emprego. O tempo todo.

Mergulhei completamente na banheira, deixando a água entrar por meus ouvidos e quem saber assim dissipar a voz irritante do meu chefe que insistia em ecoar na minha mente. Sim, eu ainda morava com meus pais, nesse quesito eles foram passivos, me deixaram com meu carro que eu havia ganhado de 16 anos, e com minhas coisas. Assim como uma boa quantia em dinheiro numa conta para minhas despesas com faculdade e afins. Porém, eu era teimosa como uma mula, fiquei muito magoada com o que fizeram comigo, e até hoje não toquei no dinheiro guardado. E nem iria tocar. Mesmo depois de quatro anos eu ainda sentia ressentimento por tudo. Eu já não era mais a mesma, já não ria de tudo, não dançava por qualquer coisa. Nem namorado eu havia chegado a ter. o que me levava a uma conclusão dolorosa, eu ainda era virgem. Com 21 anos, eu ainda era virgem. A garota mais desejada de Seattle, ainda era virgem. Mas como eu tinha que me sustentar, perder a virgindade foi sendo passado para trás.

Meu telefone vibrou encima do mármore da banheira, e logo atendi sabendo quem era.

- Fala Claire!

- Nossa Nessie, que voz é essa?

- É a voz de quem trabalha sete dias da semana sem parar.

- Desculpe, eu sempre me esqueço que seu trabalho é um pé no saco.

- Sem problemas. Mas então, o que devo a sua ligação?

- Consegue ficar pronta em menos de duas horas?

- Para que?

- Como “para que?”, para irmos numa festa!

- Claire amiga, estou trucidada, e ainda tenho trabalhos da facul para fazer!

- Não adianta falar que não vai, você precisa viver, se divertir! Precisava de pelo menos uma festa por mês! Faz mais de seis meses que você não sai! É só, trabalho, faculdade e casa.

- Ultimamente é mais trabalho do que facul e casa.

- Então amiga, mais um motivo para você levantar essa bunda gostosa desse banheiro e chacoalhar ela pra todo mundo babar. Eu juro Nessie, essa será uma noite e tanto!

- Vai ficar me devendo massagem nos pés. Ouviu dona Claire?

- Ouvi sim dona Renesmee, agora: mexa-se. – e assim desligou o telefone.

Felizmente Claire me conhecia muito bem para saber que eu estaria atirada na banheira, e saber acima de tudo que mesmo a minha ausência ser enorme, eu sempre estaria ali.

Depois de estar praticamente pronta, desci e conversei um pouco com meus pais. Era óbvio que eles haviam ficado bravos por eu estar saindo. Eu era a filhinha perfeitinha, que não saia de casa, não bebia, não farreava. Apenas estudava e trabalhava até morrer.

Era por isso que eu estava cansada, de saber que por eles, eu nunca teria uma vida social. Eu precisava viver, ser feliz, extravagar um pouco. Eu QUERIA saber como é ser imprudente pelo menos um dia, não ter responsabilidade, não ter olhares negativos pra cima de mim. Eu queria voltar a sorrir de tudo e de todos, esquecer que existe um mundo completo e totalmente diferente de mim ao meu redor. Eu queria dançar pular, gritar, correr, eu queria amar e ser amada sem restrições. Eu queria tanto ir para Las Vegas, que a idéia de me enfiar no meio daquelas luzes, dos hotéis luxuosos e cassinos barulhentos fazia o maior sorriso do mundo surgir no meu rosto. Depois de escutar Emmett e Rose contando como foi sua lua de mel lá, e tudo de maravilhoso que aquele lugar oferecia a idéia só crescia mais e mais na minha cabeça.

Eu já havia proposto a idéia para Claire, mas ela enlouqueceu na hora, dizendo que eu havia pirado na batatinha, e que nunca iria para Las Vegas comigo. Nem se Brad Pitt estivesse lá. Eu não queria ir sozinha, queria uma companhia. E Claire como toda garota consciente, disse de imediato que não. E que não me deixaria ir de jeito nenhum. Mas ela não entendia que eu já não era mais a mesma garota de sempre, eu já não era consciente, eu queria loucuras, fazer loucuras e viver aventuras.

Tive que segurar a emoção que saltava dentro de mim, quando a campainha tocou anunciando que ela havia chego para me pegar. Coloquei tudo que eu precisaria para apenas uma noite fora dentro da minha pequena bolsinha e desci as escadas, acenando para meus pais que mal responderam “Tchau”. Não me importei nada mais importava naquele momento. Las Vegas deixava meu interior feliz, e eu ficaria a noite inteira pensando nela, pois assim meus problemas iriam embora. E eu aproveitaria a noite como ela deveria ser aproveitada.

Notas finais
N/A: Pessoal OIIIEE DII NOVO *.* AIHSUIAHSUHAU acho que ja lancei umas quinhentas fics essas semanas agora! (prometoquevouparar) Mas é que assim, eu vi a letras esses dias da música da divona Katy P. e as idéias começaram a surgir. e essa idéia de Jake e Nessie APRONTANDO em Vegas, me é muiiio atrativa. novamente esclarecendo, que a fic não terá nada a ver com o clip, mas sim com a traduçao da música que eu venho estudando para fazer os caps e também nao terá relaçao nenhum com o filme Jogo de Amor em Las Vegas.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
Vcs ja devem imaginar que ele irão se embrenhar no mundo mágico de Las Vegas, não é? então, eu posso garantir que esses dois aprontarão muiiiiiiiito láa, passando por momentos inusitados.

Nem preciso dizer que a luxuria, o desejo, e o divertimento rolará solto!

Então, o que acharam? Preparados para viver um pouco de Vegas com esses dois loucos?

Não se preocupem, o que acontece em Vegas, fica em Vegas!

Enormes beijos, e até a próxima! (se tiver bastante reviews eu posto logo o primeiro cap) (eu sei, eu sou chantagista)
MUAHSUAHSUA MUAHSUAHSUA MUAHSUAHSUA

Beiijos minhas jujubas!

Isa Sartor!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.