Notas iniciais
Olar! Queria agradecer à leitora Queen Von Fantasien pelo comentário e pelo acompanhamento ❤ É muito bom qd alguém gosta do que a gente escreve! :) Se você for a única pessoa lendo esta fanfic, eu vou continuar escrevendo pra vc (e pra mim kkk) Enfim, vamos ao capítulo

Uma fada de cada talento colocou um elemento ao redor de Berry Bitty. Ao terminarem, a nova fada se viu no centro de um círculo de elementos que representavam os talentos das fadas. Uma florzinha, que representava o talento da jardinagem, brilhou intensamente para Berry Bitty. Ou seja, no dia seguinte, Rosetta e suas amigas fadas jardineiras a levariam para conhecer o Refúgio das Fadas e a ensinariam tudo o que precisava saber para ser uma fada jardineira.

Após a cerimônia, Berry Bitty foi levada ao Vale da Primavera, juntamente com as fadas jardineiras, assim como cada uma das outras fadas do Refúgio voltou a seu respectivo lar. Laranjinha, lá embaixo, ainda não havia chegado até a Árvore do Pozinho Mágico, mesmo durante aquele tempo todo, o que era uma pena, já que ela estava muito curiosa para saber o que acontecia lá em cima. Ao ver as fadas voando novamente, achou melhor se esconder; não sabia o que poderiam pensar se a vissem, talvez achassem que ela era uma invasora ou algo assim.

Escondeu-se entre uns arbustos e começou a pensar em voz alta.

— Eu acabei de ver fadas! Será que estou ficando maluca??? Espera! É claro, eu devo estar sonhando. Só pode ser um sonho! — Laranjinha, então, beliscou o próprio braço para testar. — Ai! Não é um sonho... Que lugar é esse???

Com tanta coisa acontecendo, a menininha nem havia percebido o quanto estava com sono. Acabou dormindo ali mesmo, na grama.

No dia seguinte, antes mesmo de amanhecer, Terence preparava o pozinho mágico para distribuir para as fadas. Em determinado momento, olhou para baixo e pensou ter visto algo diferente entre os arbustos que ficavam perto da árvore. Percebeu que era alguém que usava roupa laranja, tinha longos cabelos castanhos e pele negra. Pensou que fosse outra fada e resolveu falar com ela para tentar descobrir o que fazia lá fora àquela hora.

Quando já estava quase no chão, disse:

— Com licença! — Laranjinha começou a acordar. Chegando mais perto, Terence percebeu que a "fada" estava dormindo e que ele, provavelmente, a havia acordado. — Ah desculpa! Não percebi que você tava dormindo...

A menina, ainda sonolenta, virou-se e, vendo a fada voando bem na sua frente, deu um grito. Terence, que estava muito arrependido, pediu desculpas novamente. Então percebeu que a garota não estava aborrecida por ter sido acordada, mas que estava assustada. Ao pisar na grama e, consequentemente, ficar mais perto de Laranjinha, ele também notou que ela era menor do que as outras fadas e também que não tinha asas.

Depois de um momento de susto, Laranjinha se recompôs e lembrou do que estava acontecendo.

— Ah é, eu tô no "Mundo das Fadas".

Terence ficou um pouco confuso, mas, logo em seguida, respondeu:

— É... Refúgio das Fadas.

— O quê?

— Você está no Refúgio das Fadas, Terra do Nunca.

— Ah... Então eu vi fadas mesmo...

— Espera, de onde você veio? E você não uma fada? Então o que você é?

— Calma, uma pergunta de cada vez! Eu acabei de acordar.

— Ah é. Desculpa por isso.

— Tudo bem, eu desculpo. Aliás, até que foi bom você ter me encontrado porque eu tô perdida e você é legal. Bom, o meu nome é Laranjinha.

— Ah, muito prazer! Eu sou o Terence. — Os dois apertaram as mãos.

— Eu venho da Cidade Tutti Frutti. Já ouviu falar?

— Não...

— Ah... Eu também nunca tinha ouvido falar na Terra do Nunca... Enfim, eu não sou uma fada, sou uma menina.

— Mas as pessoas não deviam ser bem maiores?

— Ahm... Talvez as fadas devessem ser menores. Pelo menos, nas histórias que eu conheço, elas são...

— É, mas você só conhecia as fadas pelas histórias, não é? Nunca tinha visto nenhuma.

— É, na verdade, eu nem sabia que vocês eram reais...

— Pois é, mas eu já conheci seres humanos pessoalmente e eles são enormes! Estranho...

Os dois ficaram se olhando, confusos. Até que Laranjinha disse:

— Acho que temos muito o que conversar!

— Eu também, mas preciso trabalhar. Vamos ter que subir.

— Nessa árvore enorme? Eu não consigo. Sempre gostei de escalar plantas, mas essa, simplesmente, não tem jeito.

— Sempre tem um jeito. — Terence olhou em volta para ver se tinha alguma outra fada por perto. — Eu não sei se posso fazer isso, mas... — Ele tirou um pouco do pozinho mágico que tinha em sua bolsa e despejou sobre Laranjinha. — Agora, pensamentos felizes!

**

Quando Marmelada acordou, já estava de dia. Lembrando-se do que acontecera a Laranjinha na noite anterior, resolveu pedir ajuda: saiu latindo pela Cidade Tutti Frutti para chamar a atenção de seus amiguinhos caninos. Ao ouvir os latidos, cada um latia de volta e corria atrás de Marmelada. As donas dos cachorrinhos, por sua vez, corriam atrás de seus respectivos cães.

Após a correria, todos os cachorros e todas as meninas da cidade (inclusive as três que não tinham cachorro) estavam reunidos no lugar de onde Laranjinha havia partido. Marmelada latia, tentando explicar às meninas o que acontecera, mas, obviamente, elas não entendiam.

— Hmm... Acho que a Marmelada está tentando nos dizer alguma coisa... — Disse Moranguinho.

— Ah é claro que está. Mas não faz a menor diferença porque cachorros não falam! — disse Azedinha, azeda como sempre.

— Espera, gente! — Ameixinha interveio. — Cadê a Laranjinha???

As outras meninas olharam em volta e perceberam que Laranjinha, realmente, não estava com elas.

— Ai, essa não! — Exclamou Moranguinho.

— Então era isso que a Marmelada tentava nos dizer — disse Amora.

— Meninas, temos que encontrá-la! Ameixinha, procura no mercado e na casa da Laranjinha. Cerejinha, avisa a Princesa Tutti Frutti. Amora...

— Pera aí! — Azedinha interrompeu. — Por que é a Moranguinho quem decide o que cada uma vai fazer?

— Tá bom, Azedinha — suspirou Moranguinho. — Você divide os papéis, mas seja rápida!

— Ahm... Quer saber? É melhor você continuar a fazer isso, eu só perguntei porque estava curiosa...

— AZEDINHA! — Exclamaram todas as outras.

— Enfim, como eu estava dizendo — continuou Moranguinho. — Amora, entra em contato com o Mirtilo, ele pode ajudar, afinal, vocês dois adoram resolver um mistério juntos, não é? — Amora ficou animada.

— Moranguinho! — disse Gotinha de Limão. — A Laranjinha tem hora marcada comigo hoje no salão, é melhor eu ficar lá, caso ela apareça.

— Isso, ótima ideia! — depois de se dirigir a Limão, Moranguinho voltou-se para Uvinha e Azedinha. — Gêmeas, vocês ficam no café, vai que a Laranjinha tem fome e aparece por lá. Eu, Maçãzinha e Framboesa procuramos aqui fora.

— Acho melhor o Scouty ficar com vocês — sugeriu Amora. — Sabe, ele é um ótimo farejador.

— Boa ideia! E a Marmelada também fica com a gente.

— Scouty — falou Amora, voltando-se para o cãozinho —, temos que encontrar a Laranjinha. Você já sabe qual é o cheiro dela, né? De laranja hahaha.

Cada menina foi para seu posto e começou a procurar. A Princesa Tutti Frutti, quando soube por Cerejinha, logo avisou aos outros cidadãos e todos começaram a procurar também.

Lá fora, quando procuravam entre as plantas, Moranguinho percebeu que Maçãzinha estava um pouco estranha.

— O que foi, Maçãzinha?

— É que eu tava pensando no que a Azedinha disse... A Marmelada tentava nos dizer alguma coisa, mas não conseguimos entendê-la porque cachorros não falam.

— Conseguimos sim — respondeu Framboesa. — Mesmo não falando cachorrês, sabemos o que ela quis nos dizer.

— Tá, mas e se o que a gente entendeu não for tudo o que ela queria dizer? Vocês não veem como ela continua latindo sem parar? Talvez ela saiba pra onde a Laranjinha foi ou, pelo menos, onde ela sumiu... Se houvesse algum jeito dela falar... Eu tinha... Ah, deixa pra lá...

— Você tinha o quê? — perguntou Moranguinho.

— Não é nada...

— Fala! Você teve alguma ideia?

— Mais ou menos... Mas é melhor deixar pra lá.

— Sabe, Maçãzinha, uma vez a Laranjinha estava agindo que nem você agora. Foi na nossa primeira aventura, quando havíamos saído da Cidade Tutti Frutti pela primeira vez. Ela teve uma ideia, mas achou muito boba, não se considerava esperta. Mas adivinha? A partir da ideia dela, nós bolamos um plano que salvou a cidade.

— Nossa! Eu não entendi direito, mas nossa!

— Depois nós te contamos a história toda. Mas e então? Você quer encontrar a Laranjinha ou não quer?

— Tá bom, é o seguinte, vou logo avisando que não é nada certo e que eu não tenho certeza de nada. Eu sei que isso é a mesma coisa, mas...

— Fala logo! — disseram Moranguinho e Framboesa.

— Eu... estava... tentando construir um tradutor de animais.

— Carambolas! — exclamaram Moranguinho e Framboesa.

— Pois é, mas eu testei no Hora do Chá e não deu certo. Eu tinha pensado em fazer uns ajustes hoje mesmo, mas não sei se vou conseguir...

— Ah, Maçãzinha — disse Moranguinho. —, por que não nos disse antes? Pode ir, leva a Marmelada com você.

— Tem certeza? Porque, se não der certo, eu só vou perder tempo e...

— É claro que eu tenho certeza. E ninguém perde tempo quando está tentando ajudar. Eu continuo com a Framboesa. Vai!

Então Maçãzinha e Marmelada saíram. A menininha ainda tinha dúvidas quanto a sua nova invenção, mas Moranguinho a tinha deixado mais confiante, como sempre.

**

Enquanto Terence colocava o pozinho em bolsinhas para as fadas, Laranjinha já havia explicado a ele como chegara ao Refúgio e contado como era sua vida na Cidade Tutti Frutti. Ele, por sua vez, havia dito como as coisas funcionavam no Refúgio das Fadas e contado algumas de suas aventuras.

— Sabe, essa conversa acabou com a maioria dos conhecimentos científicos que eu adquiri na vida! Hahaha. Ei, posso te ajudar? Me sinto mal por te ver trabalhando tanto enquanto eu só fico aqui tagarelando...

— Você não devia se sentir assim. Aliás, devia estar dormindo.

— Eu não consigo mais dormir! Não depois de voar com pozinho mágico. Me deixa fazer alguma coisa, por favoooor! Olha, eu percebi que o seu trabalho exige muita organização e, sem querer me gabar, eu sou a pessoa mais organizada da Cidade Tutti Frutti.

— Ah, tá bom. Já que você insiste... — Terence entregou uma prancheta para Laranjinha — Aqui estão os nomes de todas as fadas, em ordem alfabética.

A menina deu uma lida nos nomes e disse:

— Qual é mesmo o nome da fada que me trouxe pra cá?

— Berry Bitty. Pois é, o nome dela não tá ai. Por isso, uma nova lista tem que ser feita. Olha, essa é a parte mais chata do meu trabalho. Tem certeza que vai querer...

— Tá brincando? Eu adoro fazer listas!

— Sério? Tá bom, então — ele entregou uma folha a ela. — Além da Berry Bitty, que tem que ser acrescentada, estes são os nomes que devem ser retirados.

— Por quê? — Perguntou Laranjinha, pegando a folha.

— São das fadas que morreram.

— Coitadinhas! Eu não sabia que fadas morriam...

— É. Algumas morrem por causas naturais, mas é bem raro, a maioria morre por alguém dizer que... Que nós não existimos.

— Carambolas! Uma frase pode matar uma fada?

— Você nunca disse isso, né?

— Não! Eu não sabia que vocês existiam, mas nunca afirmei nada. E as minhas amigas também não.

— Que bom!

Laranjinha começou a ajudar no trabalho de Terence e os dois continuaram conversando. Quando o sol já estava nascendo (o tempo da Cidade Tutti Frutti é diferente do tempo da Terra do Nunca, por isso, lá já é dia e aqui, não), Terence disse a Laranjinha:

— Ah quase ia esquecendo! Quando as outras fadas chegarem, é melhor você se esconder. Como você é desconhecida, pode ser que cause um certo alvoroço.

— Tudo bem, eu entendo. Por isso mesmo estava escondida antes de você me encontrar.

— Ótimo. Eu vou te mostrar onde é a minha casa e você fica lá quando elas chegarem. Depois, eu vou tentar inventar uma desculpa pro fada Gary colocar alguém para me substituir, e vou te levar até a rainha.

— Uh eu vou conhecer a rainha das fadas?

— Sim, ela com certeza vai saber o que fazer.

— E aí eu vou poder voltar para casa. Terence, é estranho eu estar, ao mesmo tempo, tão triste por estar longe de casa e dos meus amigos, mas tão feliz por estar no Refúgio das Fadas?

— Não é nem um pouco estranho.

— Eu queria tanto que mais alguém da Cidade Tutti Frutti pudesse conhecer a Terra do Nunca...

Notas finais
So, o que acharam??? A parte da Laranjinha conhecendo o Terence foi tão Lúcia e Sr. Tumnus kkk. Será que as amigas da Laranjinha vão conseguir descobrir onde ela está?