Laranja Azeda
75 Capítulo 75 – A Batalha Final
Notas iniciais
Não é todos os dias que se vê um monstro bode gigante com braços humanos e asas de morcego e que ainda por cima cospe fogo. Sobre essa afirmação: Graças à Deus. A tribo inteira estava assombrada com aquela gigantesca aparição, escaparam de ser queimados vivos graças aos poderes de Santana, mas a ruiva seria forte o suficiente para detê-lo?
—Pessoal evacuem a área! –Gritou Shania –Aqueles que não possuem poderes não podem fazer nada contra essa coisa!
Não foi preciso mandar uma segunda vez, todos correram amedrontados, Charmosa correu e abraçou Mike lhe dando um beijo de boa sorte e depois seguiu a multidão que fugia de volta para aldeia. Logo estavam apenas Shania, Fabrício, Felix, Mike, Nicolas e Lau olhando para o céu onde estava a criatura e Santana.
—Eles podem tentar se esconder, mas irei atrás deles e os queimarei vivos –Disse Sinep montado em sua versão demoníaca. O homem falava enquanto brincava com seu enorme pênis.
—Acho que você esta superestimando seus poderes! –Debochou Santana.
—É mesmo?
O bode monstro fez um rápido movimento dando um tapa na ruiva que é lançada em alta velocidade contra o solo. O impacto rachou o chão, criando uma enorme cratera lançando pedras e areia para todas as direções. O monstro pousou e os encarou com seus seis olhos, amedrontados os escolhidos dos deuses.
—O medo de vocês me diverte –Debochou Sinep. Shania trincou os dentes, ela era a mais velha, tinha que motivar aquelas crianças.
—Sei que estão com medo, mas temos que continuar lutando! Se não vencermos essa coisa vai matar todos aqueles que amamos!
Mike pensou em Charmosa e em seus amigos caçadores, os gêmeos e Fabrício em sua grande amiga Anna, Felix imaginou seu noivo morto e ficou furioso. Shania viu a fúria brilhar em seus olhos e sorriu.
—Ótimo! Vamos nessa! –Shania correu vestida em sua armadura de escorpião –Scorpion! –Ela invocou o poder do deus e criou uma nuvem de escorpião a lançando contra o rosto da criatura.
Sinep riu e seu monstro lançou uma rajada de chamas aniquilando a nuvem de escorpião. Quando a rajada passou se surpreendeu ao ver Shania saltando em sua direção. Ele girou desviando de um soco que atingiu a cabeça do monstro.
—Temos que impedi-lo de usar as chamas! –Gritou Lau.
Os gêmeos correram gritando aumentando sua aura, invocando os tentáculos do deus polvo em toda sua glória. Eles amarraram a boca da criatura que se debatia tentando se livrar do aperto em seu rosto. Quando tentou usar o braço direito, Felix saltou o envolvendo com o máximo de teia de aranha que pode criar, quando a criatura tentou usar o braço esquerdo se desequilibrou e caiu de cara. Fabrício corria nu com o pinto balançando então saltou assumindo a forma de um lobo e atacou a garganta da criatura provando do gosto de seu sangue que jorrava.
Santana saiu da cratera e sorriu ao ver aquela cena de seus amigos enfrentando a besta e o deus. Sinep desviou de todas as investidas de Shania.
—Chega de ficar na defensiva! –Ele parou um soco da loira e deu uma cotovelada e em seu rosto, depois deu uma “chicotada” com seu pênis que cresceu como um poderoso chicote. A bancada foi tão forte que quebrou a armadura de escorpião.
Shania ficou mais chocada do que sentiu dor, pedaços de escorpiões voavam inúteis à sua volta. Viu o pênis do deus se movendo como uma serpente e o pior, a abertura na ponta da glande se tornou uma boca com dentes afiados. A rola avançou em seu rosto, a loira fechou os olhos já quase sentindo a dor, entretanto surgiu Santana dando um tapa na rola monstro desviando o ataque.
—Ajude os outros a matarem essa criatura, eu cuido dele!
—Abaixa a bola, querida. Você pode ser poderosa, mas não passa de um humana.
—Eu sou ex possuidora dos hormônios dos deuses, melhor amiga da primeira mulher, quebradora da maldição de Adam, maior xamã de todos os tempos, invasora do reino dos deuses e eternamente Laranja Azeda, acho que consigo dar conta de um deus meia boca como você.
Sinep trincou os dentes furioso com a ousadia da ruiva e a atacou com a mão aberta em forma de pata de leão, realizando um movimento de cima pra baixo, Santana ergueu os braços se protegendo, mas o impacto a fez cair de joelhos. A mão do deus tremia e emanava uma luz negra, Santana juntava energia em seus braços para bloquear o ataque, sentia todos seus músculos doerem. Os dois recuaram, a ruiva se pôs de pé indignada pelo esforço que teve que fazer para bloquear aquele simples ataque e Sinep indignado por ela ter conseguido.
O deus rugiu e partiu pra cima dela atacando com força, rajadas de fogo negro, bloqueio espiritual, chute que cortou o ar, agachamento seguido por rasteira. Sinep caiu pra trás, pôs a mão no chão pegando impulso e girou dando um “rolada” na ruiva que é arremessada longe e sai bolando pelas costas do monstro parando perto do final de sua coluna.
Sinep saltou voando e atirando esferas negras explosivas, Santana levantou voo desviando dos ataques. Os dois seguiram pela floresta, explosões de chamas negras abriram crateras, destruíam árvores e construções rochosas. Santana voava o mais rápido que podia, mas o deus a seguia atacando sem intervalos. Ela já estava ficando sem fôlego quando resolveu mudar sua estratégia e ao invés de voar pra longe, se virou e voo na direção de seu atacante, desviou de cada uma das esferas e se chocou contra ele, os dois caíram na floresta, bolando destruindo tudo a sua volta. Santana tinha que se concentrar para manter uma aura que protegesse seu corpo dos estilhaços.
Agora que não tinha que se preocupar em esmagar sua versão humanoide, o monstro bode começou a lutar de verdade. Bateu suas asas e girou se jogando de costas contra os escolhidos dos deuses que por pouco não foram esmagados. Os gêmeos foram arremessados pro ar devido ao giro da criatura, os tentáculos se desfizeram, a criatura sugou ar se preparando para lançar suas chamas.
—Nicolas! Lau! –Uivou o lobo com a voz de Fabrício.
Mike saltou dando um alto rugido e golpeou a face do monstro perfurando um de seus olhos! A criatura rugiu de dor interrompendo o lançar de chamas. Os gêmeos manifestaram os tentáculos para amenizar sua queda e pararam de pé no solo. Mike correu e furou outro olho, a criatura deu um tapa nele o lançando no chão e depois girou se pondo sobre as quatro patas. Seu rosto estava encharcado de sangue, assim como seu sua garganta que havia sido mutilada pelo lobo.
—Vocês são como formigas, deuses menores e humanos insignificantes –Todos se assustaram ao descobrir que a criatura falava –Eu sou Sinep, a criatura do abismo, o devorador de luz. E vocês não passam de aperitivo! –Ele deu um rugido, mas não como os outros, seu bafo foi sombrio e feroz, fez murchar toda a vegetação e abateu os escolhidos como se banisse sua energia.
—O que esta acontecendo?! –Disse Fabrício voltando a ser humano e caindo de joelhos.
—Ele esta soprando trevas na gente –Disse Canino em sua mente –Esta usando o abismo contra nós, ceifando nossa energia. Isso é mau, muito mau mesmo!
Os gêmeos tentaram invocar seus tentáculos, mas não conseguiram, Felix tentou usar suas teias, Shania seus escorpiões, mas foi o mesmo resultado. O monstro se aproximava sem parar com aquela rajada que inibia os poderes dos deuses.
—Nós vamos morrer! –Gritou Mike.
Na aldeia todos haviam se abrigado no novo castelo, Tony e Rosa corriam pra lá e pra cá cuidando dos feridos. Anna e Hector olhavam da porta a batalha acontecendo a distância, viam o dorso e as asas do monstro, viam explosões de chamas negras e tinham a sensação de que seus amigos estavam levando a pior.
—Como eu gostaria de ainda ter o poder da fênix e poder estar lutando ao lado deles agora –Lamentou Anna.
—A fênix serviu além das expectativas, se não fosse por ela vários dos nossos, inclusive você, estariam mortos. Sinta orgulho disso –Disse Hector.
—Eu sinto! Mas ainda assim é frustrante ficar aqui sem poder fazer nada –Quando a garota disse isso, uma luz surgiu na mente do Hector.
—Tem algo que podemos fazer! –Hector a puxou pelo braço e foi até onde a tribo aguardava aflita o resultado da guerra –Pessoal! Temos que ajuda-los!
—Não aconselho a fazerem isso –Disse Tony que tinha acabado de tratar o último paciente e se manifestou –Aquela batalha esta sendo com poderes sobrenaturais fantásticos, nós pessoas normais só iriamos atrapalhar.
—Tem outra forma de ajuda-los, sem que precisemos sair daqui –Disse Hector com firmeza subindo numa mesa –Vamos transar!
—O que? –Perguntou Rosa –Nesse clima de guerra?
—Vamos transar em nome dos deuses lhes dando mais poder! E se querem uma motivação, pensem comigo: Essa pode ser sua última transa.
Aquelas palavras mexeram com todos, eles poderiam morrer em breve, então queriam transar uma última vez. Tony agarrou rosa lhe beijando desesperadamente e o gesto foi repedido por todos. Hector estufou o peito orgulhoso de si, quando se virou encontrou com Anna envolvendo seu pescoço o puxando para perto.
—Vamos nessa loirinho, vamos gozar para ajudar nossos namorados.
Eles se beijaram e a orgia começou.
No campo de batalha os escolhidos dos deuses recuavam diante ao assopro sombrio do monstro bode. Eles continuavam tentando usar seus poderes, Shania conseguia convocar uma dúzia de escorpiões, os gêmeos invocavam apenas um tentáculo, mas ele tremeluzia e desaparecia.
—Canino! Deuses precisamos de vocês! –Gritava Fabrício.
—Hora do lanche! –Disse o monstro parando escancarando sua bocarra com dentes de tubarão e investindo contra os escolhidos.
—Ooooooor!
—Aaaaaar!
—Oyerrr!
—Mete! Aaaaar!
Quando pensavam que iriam morrer, ouviram dentro deles vozes que gemiam e gozavam em seu nome. Fabrício sentiu o poder de Canino crescer, o mesmo aconteceu com os demais.
—Raaaaaaa!
Os gêmeos invocaram os oito tentáculos e detiveram a bocarra do monstro, Shania ergueu as mãos lançando a maior quantidade de escorpiões que conseguiu, uma nuvem de centenas de aracnídeos indo direto pra garganta da criatura que gritou de dor! Mike, Fabrício e Felix foram pra trás de Shania e encostaram suas mãos em suas costas lhe passando sua energia, a nuvem de escorpiões ficou ainda mais densa. O monstro bateu suas asas pegando impulso para recuar se livrando dos tentáculos, ela caiu bolando e gritando de dor com as milhares de picadas que aconteciam dentro de seu corpo. No desespero cuspiu chamas para o céu e conseguiu incinerar os aracnídeos.
O monstro ficou se debatendo e bolando no chão, sem saber como lhe dar com a dor terrível dentro de sua garganta.
—Vocês sentiram isso? –Perguntou Mike animado –Como se uma onda de energia tivesse devolvido nossos poderes.
—Eu podia jurar que ouvi a Anna gemer –Admitiu Fabrício.
—Eu ouvi o Hector e várias outras vozes –Disse Felix.
—Eles estão todos transando! –Confirmou Canino sendo ouvido por todos –Estão transando para nos dar mais poder!
Santana e Sinep humano lutavam dentro da cratera, a ruiva desviou de várias esferas negras, foi atingida diversas vezes pela rola poderosa do deus que atacava incessantemente. Num desses ataques, ela caiu de braços abertos e se assustou ao ver o deus bem em cima dela com um sorriso doentio no rosto, ele desferiu um soco, a ruiva girou desviando por pouco e parou com a mão na barriga.
—Você... –Ele estava mirando em sua barriga, estava tentando atacar seu ventre, matar seu filho! –Você ousa levantar a mão contra minha criança?! –Santana estava furiosa! Mesmo que no início tenha chegado a pensar em abortar, hoje a vida que crescia dentro dela era sua maior força, seu maior sonho, sua maior alegria.
Ela gritou, as tatuagens em seus braços dançaram descontroladas, seu cabelo parecia estar num furacão e seus olhos faiscavam como uma tempestade. Erguendo suas mãos lançou uma gigantesca rajada de fogo azul. O deus arregalou os olhos surpreso com a grandeza do ataque de sua inimiga. As chamas não queimavam as árvores, eram criadas especialmente para combater seres espirituais ou divindades.
Sinep foi atingido em cheio, Santana gritava continuando a lançar as chamas espirituais. Quando finalmente sessou viu seu inimigo todo ferido e furioso.
—Isso é pra você aprender a nunca irritar uma grávida!
Seu discurso foi interrompido pelos rugidos de dor do monstro bode que se aproximou deles bolando no chão. Sinep ficou boquiaberto incrédulo que aqueles escolhidos dos deuses tivessem sido capaz de reduzir sua versão bestial àquilo.
—Muito bem, pessoal! –Parabenizou Santana.
—Já chega! –Sinep voou até o monstro bode e parou sobre sua cabeça –União! –Ele deslizou para baixo atravessando a pele da criatura como se fosse um fantasma. A criatura rugiu furiosa, todos seus ferimentos se curaram, ela se ergueu ficando de pé sobre as patas traseiras, assumindo uma postura mais humana.
—Depois de todo aquele trabalho e o miserável se cura! –indignou-se Mike.
O monstro atacou lançando uma rajada de chamas, Santana ergueu uma barreira espiritual os protegendo. Sinep avançou golpeando a barreira com um soco a fazendo em pedaços.
—Cuidado!
Todos pularam desviando do soco que criou outra cratera. Mike e Fabrício subiram pelo braço gigante e atacaram o rosto dele usando suas garras. Sinep os agarrou segurando um em cada mão.
—Mike! Fabrício! –Gritou Shania.
—Vou esmaga-los!
Os meninos gritaram de dor. Santana e Shania correram ao mesmo tempo em seu auxílio, elas deram as mãos e numa explosão de energia invocaram um escorpião quase do tamanho do monstro bode que o atacou se chocando contra seu corpo obrigando a abrir as mãos. Os garotos despencaram desacordados, os gêmeos usaram seus tentáculos para agarra-los.
Sinep bolou no chão se digladiando com o escorpião gigante. Shania e Santana de mãos dadas e outras erguidas controlavam o aracnídeo gigante. Com sua calda ferroava múltiplas vezes o corpo do bode que abocanhou sua cabeça e a decepou. As mulheres soltaram as mãos desfazendo o elo e assim desmanchando o escorpião. Ambas estavam ofegantes com o grande esforço que tinham feito.
—Sopro do abismo! –Sinep voltou a usar a escuridão que drenava a magia dos deuses, Santana não foi afetada.
Com os escolhidos fazendo esforço para se manterem de pé, a ruiva tinha que defende-lo. Ela sentou-se na posição de lótus e fechou os olhos, uma estratégia muito perigosa de se fazer no meio de uma batalha, mas ela precisava canalizar mais poder do mundo espiritual.
—Espíritos preciso de uma ajudinha! –No plano espiritual um espírito se aproximou da ruiva, Santana teve um sobressalto ao descobrir quem era –James Malamar!
—Olá, Santana –Ele disse com uma voz triste –Meu filho estava certo, Sinep não é um deus, é um monstro das profundezas. Ele me usou e no final me sacrificou, sou uma grande piada, um derrotado, um inútil. Tudo que sempre sonhei desmoronou.
—Então me empreste seu poder!
—Meu poder vinha de Sinep.
—Não! Você já era um xamã antes dele te encontrar. Me empreste o poder que é só seu, pelo menos no final seja o que deveria ser! Me ajude a salvar seu filho e todos os outros!
Sinep deu um soco para esmagar Santana, ele sentiu o impacto, quase pode ouvir o corpo dela estourando. Então sentiu uma força empurrando sua gigantesca mão.
—O que?
Santana parou seu ataque com uma mão, seus olhos estavam brancos, seu corpo transbordando poder.
—Como pode ainda ter toda essa energia?
—Por que não estou sozinha –Sinep olhou através do plano espiritual.
—James Malamar!
Fabrício havia despertado bem a tempo de ver seu pai ajudando Santana e sorriu orgulhoso. Os demais escolhidos se juntaram a ele, todos estavam exaustos.
—Mesmo com sua ajuda, ainda não podem me vencer!
Sinep deu outro soco destruindo tudo que atingiu, rochas enormes voaram para todas direções. Santana voo criando dois ciclones de chamas azuis e atacou os usando como chicotes.
—Pessoal ajudem aqui! –Gritou Cupido abrindo caminho pelos destroços da floresta destruída.
Otto e Logan vinham acabados arrastando um enorme caixote. Os garotos correram para ajuda-los. O rei olhou para sua amada voando e atacando aquele monstro gigante.
—Ela é tão incrível –Otto sentiu seu coração aquecer, amava tanto aquela poderosa mulher. Ele teve um deslumbre da primeira vez que a viu, quando ela foi apresentada pela Preciosa, uma ruiva molhada e assustada, ainda virgem. Agora ela era uma mulher poderosa, determinada, safada e fantástica –Santana! –Ele gritou.
A ruiva sentiu seus poros se arrepiarem ao ouvir a voz do homem que amava a chamando. Olhou em sua direção e viu o caixote, eles conseguiram! Mergulharam nas profundezas do mar dos monstros e voltaram com vida.
—Esse pedaço de carne inútil, não vai te ajudar! –Acusou Sinep.
—Veremos!
Ela fez um movimento com a mão esquerda, quase imperceptível, o caixote levitou e voo silenciosamente em sua direção, não em linha reta, mas contornando o campo de visão do monstro. “Tenho que fazê-lo falar”.
—O que você ganha destruindo a Ilha do Escorpião?
—Foi aqui onde a vida começou, destruir esse lugar vai ser minha declaração de guerra contra o Infinito, eu desafiarei o Deus supremo e me sentarei acima dele.
—Você esta levando uma surra de uma grávida, o que dirá de um Deus supremo.
—Maldita! –Sinep rugiu furioso com a ousadia dela. Nessa hora Santana jogou o caixote na garganta do monstro –O que é isso? Um misero comprimido? –Ele debochou.
—Tá mais para TNT! –Santana estralou os dedos e os explosivos dentro do caixote acenderam e no segundo seguinte houve uma grande explosão. O monstro foi feito em pedaços.
—Não é o suficiente, Santana –Disse James Malamar –Se o deixar assim, ele vai se reerguer nas profundezas e retornar um dia, enganado outro para invoca-lo novamente.
—Sei o que tenho que fazer, devo oblitera-lo!
Entre os pedaços uma fumaça se acumulava, uma presença sombria que era a essência de Sinep. A ruiva foi até ele.
—Não acredito que fui derrotado por um truque tão... Humano. Mas ainda não acabou, mesmo que demore anos, irei me reerguer.
Santana abriu os braços, suas mãos brilharam intensamente, a luz era tão forte que doía de se olhar.
—Deuses vocês sabem o que vou fazer! –Ela avisou –Me desculpem, da última vez os bani da ilha e agora isso.
—Faça o que precisa ser feito –Disse Canino. Fabrício sentiu o poder do deus deixar seu corpo e sentiu uma certa solidão.
—Canino? –Chamou sentindo como se perdesse um amigo. Os outros foram arremetidos pela mesma sensação. Shania não estava mais fraca ao perder Scorpion, mas ainda assim era como perder um amigo.
Santana canalizou o poder dos deuses, sentiu James se dissolver e assim como os deuses, juntou as mãos e o poder era sem igual. Nada se cria ou se destrói, tudo se transforma. Regra universal, mas que pode ser quebrada algumas vezes, quando grandes poderes estão envolvidos.
—Obliteração! –Sinep gritou, os pedaços do monstro, a fumaça, toda sua existência foi apagada, destruída, aniquilada. Houve um lampejo de luz e todos os deuses ou criaturas abissais desapareceram para sempre.
Fale com o autor