Laranja Azeda

62 Capítulo 62 – Amores Inconstantes


Notas iniciais
Para compensar a demora caprichei nesse capítulo, preparem o coração e vamos nessa rsrsrsrrs

Otto estava sentado nu embaixo de uma cachoeira, a água percorria seu corpo como se levasse embora suas incertezas.

—O que eu faço com a minha vida? –Seu povo estava dividido entre sua liderança e a de James Malamar. O amor de sua vida estava sempre cercado de obstáculos, ele sentia como se um precipício enorme o separasse da Santana –E agora ela me pede para abrir mão de minha melhor qualidade? Do meu dom?

Felix e Fabrício estavam conversando no quarto quando o Hector entra e já chega tascando um beijão no seu namorado, o projeto de vidente ficou até desconfortável vendo os dois darem aquele beijo desentupidor de pia.

—Uau, o que foi isso? –Felix perguntou.

—Nada, só queria comprovar uma coisa.

—O que?

—Nada de mais, é... Até depois –O loiro saiu correndo.

—Que esquisito –Felix riu e ficou olhando pra porta como se esperasse que ele voltasse. Fabrício ficou tristonho pensando se um dia o Felix olharia para ele daquela forma.

Hector correu rumo à floresta, esbarrou nos gêmeos, se desculpou e continuou a correr, estava tentando fugir de si mesmo.

—O que é que esta acontecendo comigo? –Lhe veio o flashback de seu beijo com Santana, os dois sentados na praia, a cabeça dela encostada em seu peito, seu cheiro, seus lábios, era como se a ruiva ainda estivesse abraçada à ele –Aaaar! –Ele gritou e se jogou numa cachoeira e depois boiou –Eu amo o Felix mais que tudo! Mas... –Ele imaginou Santana com suas novas mechas brancas e suas tatuagens nos braços, sua forma de rir, a tristeza e raiva que o loiro sentiu ao vê-la chorando –Isso é normal, somos amigos, nós... –Lembrou de quando a Cupido lhes mandou transar, de como tão facilmente seu corpo foi impelido ao dela.

—De quem você é só amigo? –O Hector quase se afogou ao ver o Otto nu embaixo da cachoeira.

—O-o-o-o-otto!

—Se esta pensando sobre o Fabrício, deixa de ser fresco e come logo ele também, vocês três formam um belo... tricasal? Casal triplo!

A vida era tão mais complicada do que um “simples” triangulo amoroso. Hector foi criado sem nem sonhar em estar só com uma pessoa, então por que agora se atormentava com aquilo?

—Você esta certo, Otto. O importante é estar com quem amamos! O resto não importa! –Hector saiu correndo encharcado.

—O importante é estar com quem amamos? –Otto repetiu a frase do loiro –Eu amo a Santana! Meu dom... –Ele se lembrou de sua infância, de como cresceu trancado para ficar a salvo de sua própria influência às outras pessoas –O que hoje chamo de dom, certa vez chamei de maldição, mas o que sinto pela Santana sempre foi divino!

Otto correu sem se preocupar em vestir sua tanga, seu pau balançava batendo nas bolas, na virilha e nas cochas.

Santana ainda estava na praia, depois de um longo beijo, o Hector saiu correndo, os dois tinham percebido que aquele tinha sido um contato muito mais intenso que seu sexo.

—O que estou fazendo? O Otto é o amor da minha vida, ele... Ele vai me odiar quando saber que estou grávida! –Ela quis chorar, como tinha se metido naquela confusão amorosa? –Eu tenho que contar pra ele! – Caminhou se dirigindo à tribo.

Hector correu encharcado e esbarrou novamente nos gêmeos.

—De novo, Hector?

—Foi mal aí, Lau.

—Eu sou o Nicolas.

—Tanto faz! –E saiu correndo até sua cabana.

—Que mal educaaaa –Otto esbarrou nos dois, mas diferente do Hector não parou pra se desculpar –O que deu em todo mundo hoje? Eu hein?

Hector entrou no quarto, Felix e Fabrício ainda conversavam.

—Hector? Por que você esta todo encharcado?

—Tive um momento de revelação! –Ele puxou o Fabrício o obrigando a se levantar, o vidente pensou que o marrento tinha se revoltado e queria bater nele.

—Escuta Hector, vamos conversar.

—Não quero conversar, quero fazer isso! –Hector puxou Fabrício pela camisa e lhe deu um beijão. Felix se levantou surpreso, o que tinha dado no Hector?

O loiro rasgou a camisa do Fabrício, lhe deu um chupão no pescoço e depois o jogou na cama de palha.

—Hector, o que deu em vo- –O loiro calou a boca do Felix com um beijo, o agarrou com vontade, apertou suas nádegas e depois o jogou também sobre a cama de palha.

—Hoje eu quero comer os dois!

Santana mal chegou na tribo e avistou aquela perfeição correndo pelado em sua direção.

—Otto?

Ele a agarrou e a jogou contra um coqueiro, alguns moradores olharam animados pra eles. A ruiva sorriu e já ia dizer um monte de elogios devido ao efeito do hormônio do rei, mas este a calou com um mega beijão.

—Eu aceito! Faço qualquer coisa para te ter pra mim! –Ele arrancou as poucas roupas dela, a levantou abrindo suas pernas e beijando seu corpo sentiu o tesão fazer seu pau subir.

—Você vai perder seu hormônio.

—E vou ganhar o seu amor, então acho que vou ficar no lucro –E a penetrou.

—Aaaaaar!

Hector se deitou sobre os dois os beijando, Felix e Fabrício ainda estavam surpresos, mas logo o tesão tomou conta deles e se entregaram dando beijos triplos, cada um deles chupou um lado do pescoço do loiro. Três garotos pelados se esfregando, se beijando, apertando, chupando e mordendo, foi uma cena excitante do caralho.

Felix e Fabrício ficaram de quatro, Hector chupou o ânus do primeiro dando uma baforada quente, depois foi até o do segundo mordeu suas nádegas e enfiou sua língua naquelas pregas. Enquanto chupava um, enfiava dedos no outro de modo que sempre fazia ambos gemerem. Fabrício fazia caras e bocas, olhou para o rosto do Felix, ele era tão bonito, ao seu ver, era pessoa mais linda do mundo, se a única forma que tinha de tê-lo para si, era dividindo-o com o Hector, que assim fosse. Ele se inclinou beijando seu amado na boca, Hector enfiou os cinco dedos em cada um deles e ambos gemeram interrompendo o beijo.

Santana se segurava no tronco do coqueiro e nas costas do rei, sua rola entrava e saia com desespero dentro dela, parecia que ambos não transavam há séculos. Otto era magnânimo, perfeito, esplendido... Não, não era perfeito, ele era lindo, ele... Santana olhou em seu olhos e chorou.

—Eu estou te machucando? –Ele parou assustado.

—Não, mas acho que o buraco negro fez efeito.

—O que?

—Me manda fazer alguma coisa.

—Fica de quatro, vadia! –Santana gargalhou e deu um tabefe na cara do rei que a solta e recua de susto. Ela usa seu poder e o derruba de joelhos, puxa seu cabelo pra trás e a encara nos olhos.

—Agora sou eu quem manda aqui, e você é minha vadia! –Santana o empurrou fazendo se deitar e montou nele. Riram e se beijaram loucamente. Otto posicionou sua rola e sentiu a ruiva deslizar, ambos gemeram, Santana cavalgou no rei.

Otto gargalhou feliz, pois agora sabia que o que Santana fizesse era por vontade própria. Cada beijo, cada toque, cada rebolada em sua piroca era por livre e espontânea vontade, era por amor.

No quarto dos garotos Felix ia à loucura numa dupla penetração que sempre sonhou, ambos os garotos que amava estavam comendo seu cú, suas pirocas entravam e saiam brigando por espaço dentro dele.

—Ooooooor! Aaaaaii! Meu cú! Que tesão! Hector! Fabrício! Ooooor!

Fabrício estava deitado, Felix sentado em sua rola e Hector de joelhos empurrando socando no já preenchido buraco. Seus gemidos eram altos e excitantes. O loiro saiu de dentro dele e desceu esfregando sua rola até encontrar o buraco de Fabrício e empurrou de uma vez só.

—Orrrr! –Fabrício gemeu Felix se apoiou em seu tórax e rebolou gostoso –Aaaar! Que tesão da porra! Meu cú! Meu pau! Caralho!

Fabrício estava louco de prazer, revirava os olhos, mordia o lábio, apertava o colchão de palha. Puxou o Felix pra baixo beijando-o na boca, suas línguas entrelaçadas aqueciam todo o corpo. O pequeno Homem-Aranha saiu de cima e Hector pegou apoio agarrando as pernas do Fabrício e se inclinando até seus narizes se tocarem, assim ficaram se encarando, foi quase uma batalha silenciosa, mas nenhum dos dois sabia dizer se era algo bom ou ruim. Felix observou meio tenso, entretanto isso passou quando Hector beijou a boca do outro.

—Vou arrombar esse seu cuzinho! –Hector apertou as cochas de Fabrício e socou com toda sua força. O pau dele balançava todo babado, Felix foi até ele e caiu de boca.

Santana rebolava gostoso no pau do Otto, as pessoas paravam para assistir rindo e se masturbando, alguns seguiram o exemplo do rei e começaram a transar também. A troca de olhares do casal era intensa, eles transavam com os corpos, com o olhar, e valia arriscar de dizer com a alma. Otto apertou aqueles peitões, era impressão dele ou estavam maiores? Puxou o cabelo dela e girou ficando por cima, estavam deitados na grama, ele abriu suas pernas e socou gostoso, aquela buceta estava toda babada.

Hector e Fabrício se beijavam em pé enquanto o Felix de joelhos chupava suas rolas, alternava entre elas e as vezes colocava as duas de uma vez. O loiro enfiou em Fabrício que por sua vez penetrou Felix, os três gemiam e se moviam excitadíssimos, seus corpos estavam suados e cheios de marcas. Hector beijava o pescoço de Fafa, mexia em seus mamilos com as pontas dos dedos, acariciava seu corpo o sentindo tremer e se arrepiar.

Santana estava deitada de pernas abertas num banco de madeira, Otto metia com tanta força que estava todo vermelho, os peitos dela balançavam, suas cochas e ombros estavam arrepiados, ela começou a mexer em seu clitóris como se fosse uma DJ, estava chegando perto.

Fabrício estava de pé se masturbando enquanto os outros dois lhe chupavam as bolas, mordiam suas cochas e apertavam sua bunda.

—Eu vou... Oooooooor-ooooorrr!!! –Fabrício deu uma de suas poderosas gozadas, jatos de esperma caíram no rosto de Felix, escorriam pelo queixo de Hector lambuzando seu peitoral, mais e mais porra quente os cobria, Fafa gemia alto movendo a mão freneticamente sentindo seu pau bombear aquela maravilha branca e quente, quando finalmente acabou, seu pau ficou pulsando.

Otto metia tão rápido que toda sua musculatura estava definida, seus braços fortes sustentavam as pernas da ruiva, seus quadris se moviam pra frente e pra trás, seu peitoral estava marcado pelas unhas de Santana, sua rola entrava e saia e o calor aumentava até o clímax.

—Ooooooooooor! –Ele gozou dentro. Santana gemia sentindo-se ser preenchida por aquela porra quente. Otto continuou a meter até que ela gozasse.

Felix montou em Hector, rebolando e se masturbando, sentia uma sensação engraçada no estomago, era um prazer que percorria todo seu corpo. O loiro gemia com o pau de Fabrício em sua boca.

—Vou gozar! Vou gozar! Aaaaaar! –Felix gozou sobre o peitoral do Hector que gemeu escarcalhando a boca.

—Também vou! Rebola gostoso no meu pau!

Otto metia com seu pau deslizando na própria porra, Santana revirou os olhos e apertou o banco e gemeu alto estava tendo um orgasmo.

Felix se apoiou no peitoral de Hector quicando em sua rola, o loiro gemia revirando os olhos, sentindo sua porra se acumular na base de seu pau.

Santana gozou explodindo de prazer.

Hector gozou explodindo de prazer.

—Que tesão! Aaar! Você me excita tanto, Hector! –Santana gemeu.

—Oooor! Você me deixa louco, Santana! –Hector gemeu.

—O que? –Perguntaram Otto e Felix ao mesmo tempo, mas em locais diferentes.

Santana e Hector ficaram com a cara no chão, como foram dar uma mancada daquelas? O típico erro de sussurrar o nome errado na cama.

—Desculpa, Otto! É que antes de te encontrar eu estava conversando com o Hector, aí acabei trocando os nomes, sabe como sou meio tonta.

—Mas no meio do sexo, Santana?

—Vamos esquecer isso –Disse envolvendo o pescoço do rei com seus braços –O importante é que agora estamos juntos.

—Você tem razão, o importante é estar com quem amamos –Eles se abraçaram e Santana fez um cara séria.

—Você disse o nome da minha prima enquanto eu rebolava no seu pau? –Perguntou Felix chocado.

—Desculpa, não sei o que me deu, na hora troquei os nomes, poderia ter sido o nome de qualquer um, mas foi o da puta ruiva, fazer o que? Esquece isso e vamos os três tomar banho.

Fabrício e Felix vestiram suas cuecas de heróis, Hector foi pelado mesmo sem se importar ou ter vergonha, seu corpo e cara todo gozados, mas sua mente estava bem mais bagunçada que seu visual. “Por que eu falei o nome dela? Pelos deuses que mancada!”. Felix agarrou seu braço esquerdo e Fabrício o direito.

—Acho que agora vamos nos divertir muito –Disse o vidente –Eu... Eu sou apaixonado pelo Felix –O coração de Fabrício estava em disparada, acabara de dizer que amava o namorado do cara e ainda estando de braços dados com ele.

—Eu também sou apaixonado pela Sa-FELIX! PELO FELIX! –Hector gritou.

—Calma, não precisa gritar.

Eles chegaram à cachoeira, mas ela já estava ocupada, Santana e Otto se banhavam rindo. Hector parou observando-os, Fabrício e Felix tiraram suas cuecas e pularam no lago, o barulho chamou a atenção do casal. Santana olhou para o corpo nú do loiro e estremeceu.

—Oi prima, viemos tomar banho também –Exclamou Felix.

—Pelo jeito seguiu o meu conselho, Hector –Disse Otto sorrindo.

O loiro deu um sorriso sem graça e entrou na água, seu olhar e o de Santana estavam grudados, até Felix pular em seu braços e lhe beijar. Santana se virou e beijou o Otto. Aquilo que estava sentindo ia passar, afinal Otto era o amor de sua vida e não um moleque birrento. Entretanto ainda havia um problema, como ela contaria que estava grávida? Como explicaria aquilo? Se dissesse aquilo, seria o mesmo que confessar que o bebê não era do Otto, mas era o certo a se fazer, ela não podia mentir pra ele, ou podia? O amor andava bem confuso entre aqueles cinco, mas nunca se sabe, talvez algum deles morresse e resolvesse a equação.

No outro lado da ilha James e Diana reuniram a seita do bode, Tobias estava lá, assim como todos os outros com exceção de Beatriz e Anna.

—Eu os reuni aqui para lhes contar algo muito importante –Começou James –Descobri um jeito de adiantar o nascimento de nosso deus –Todos ficaram alvoroçados e animados com a notícia –Ele precisa nascer antes do esperado, pois Santana esta se mostrando ser uma perigosa ameaça aos nossos sonhos –James os encarou –A forma para adiantar o nascimento de Sinep é fazer um sacrifício, requer ingredientes raros, mas o principal temos de sobra na ilha, precisamos sacrificar duas pessoas –Todos ficaram chocados, principalmente Tobias que perguntou:

—E quem você planeja sacrificar? –James se limitou apenas à sorrir maleficamente.

Notas finais
O que acharam desse cabaré de paixões?