Laranja Azeda
41 Capítulo 41 – Estrela Cadente
Notas iniciais
O pepino era muito grosso e entrava com dificuldade.
Estrela estava sentada perto do rio, era uma linda garota de 14 anos, já devia ter sido desvirginada, mas por algum motivo Hector ainda não a tinha convocado para sua primeira transa. A loira brincava com seu clitóris enquanto introduzia um pepino em sua vagina, sentia um maravilhoso prazer com aquele legume grosso e duro lhe invadindo. Sentiu tocar uma barreira, ali estava seu hímen, se forçasse mais um pouco o romperia, se empurrasse mais um pouquinho perderia a virgindade!
–Não! –Disse puxando o pepino de vez e dando um gritinho de prazer! –Me recuso a perder a virgindade dessa maneira! Eu tenho o direito de transar como todo mundo!
Estrela morava na Ilha do Escorpião, onde as mais diversas praticas sexuais faziam parte de sua cultura. Quando se completa 13 anos, o possuidor do hormônio do primeiro prazer, Hector, vinha e tirava sua virgindade e depois disso você estaria livre para transar com quem quisesse. Estrela já tinha 14 e nada do Hector querer comer sua buceta.
–Estrela! –Ela ouviu uma voz gritar lhe acordando daquela lembrança –Por favor não morra! –Um rosto familiar chorava a segurando.
–Lau? –Ela estava debruçada coberta de sangue, lembrou-se do que tinha acontecido, Raul tinha se materializado do nada e a esfaqueado na barriga.
–A serpente me tele transportou às cegas e me entregou sem querer quatro vítimas! –Disse o latino sorrindo e brandindo um facão.
–Maldito! –Gritou Lau segurando Estrela nos braços.
–Você será o próximo!
Lau empalideceu ao ver o monstro erguer o facão, ele poderia desviar, mas se o fizesse, Estrela seria atingida novamente. A lâmina estava descendo quando uma pedra atingiu Raul no queixo.
–Se afaste dos meus amigos! –Gritou Anna se apoiando numa árvore, a garota de mechas azuis estava passando mal, enjoada e tonta, mas ainda assim não ficaria parada vendo àquele homem matando seus amigos.
–Rapariga!
–Raaaa!
Raul ergueu o braço esquerdo se defendendo de uma paulada. Nicolas avançou o golpeando com um galho.
–Seu monstro maldito! Você não vai matar mais ninguém!
–Criança idiota!
Raul atacou com o facão num tipo de combate de espadas, a diferença de habilidade era nítida. Mais a raiva faiscava no olhar de Nicolas que pensava: “Ele esfaqueou a estrela! A Estrela! E ainda ameaçou matar o meu irmão! O Lau! Nunca! Jamais! Mesmo que eu morra tenho que protege-los! Eu...”. Ele se lembrou da noite chuvosa quando criança, em que deu um selinho em Lau, lembrou do desejo que sentia por seu gêmeo, mas que recusava admitir. “Eu amo ele, porra! Estou apaixonado pelo meu irmão gêmeo!”.
A lâmina passou cortando o pescoço de Nicolas.
–Nicolas! –Gritou Lau.
Nicolas caiu sentado levando as mãos ao pescoço! Era um arranhão! A lâmina passou de raspão, ele estava vivo!
–Nicolas cuidado! –Gritou Lau.
Raul investiu contra ele, mas recebeu uma mordida na orelha. Anna saltou sobre suas costas. O latino se balançou e ele enjoada vomitou em seu cangote. Ele a arremessou no chão.
–Você vomitou em mim? Vadia!
–Esse é o meu lendário ataque do refluxo! Mexa com meus amigos e vomitarei em você até a morte!
Raul não levou aquela ameaça muito a sério e avançou contra Anna.
–Não ouse tocar nela! –Gritou uma voz de alguém correndo pela floresta.
–Você de novo?
A morena pegou impulso numa rocha e saltou dando uma joelhada na cara do latino que recua com o nariz sangrando.
–Beatriz? –Fala Anna.
–Não se preocupe Anna, não permitirei que ele encoste um dedo em você. Mesmo que custe minha vida vou protege-la.
Anna não entendeu muito o motivo daquela determinação toda em protege-la, mas ela não ia reclamar. Beatriz visualizou seu sonho com as três mulheres:
–Seu papel é nos ajudar a voltar pra casa, nos ajudar a voltar para o paraíso, mas primeiramente tem alguém que você deve proteger assim como protegemos você.
Beatriz tinha que proteger Anna.
–Mais uma vadia pra eu matar!
Raul avançou com seu facão, fez um arco no ar na altura da cabeça da morena, mas esta se abaixa desviando, dá três socos na sua barriga, ele golpeia novamente com o facão e novamente ela se esquiva, dessa vez rolando entre suas pernas. Beatriz chuta a parte de trás do joelho do homenzarrão que cai ajoelhado, ela dá uma cotovelada em seu rosto o fazendo cuspir sangue. O latino gira o corpo se pondo de pé e fazendo um corte no antebraço da moça que recua assustada.
Ele dá um sorriso vermelho. Beatriz ruge e corre em sua direção sem medo.
Estrela tremia de frio, já tinha perdido muito sangue e tinha alucinações e lembranças vividas como a própria realidade. Ela estava em sua casa, tinha acordado ofegante e sua mãe, uma gorda da terceira idade chamada Pérola, a consolava.
–Calma querida esta tudo bem.
–Eu sonhei com eles de novo! Sonhei com os gêmeos.
–Pense numa menina que só sonha putaria.
–Mãe!
–Conta logo como foi! –Disse a velha animada.
–Os dois estavam num tipo de roda de metal gigante, com uma garota de cabelo azul e um outro garoto normal. Os quatro começaram a transar, um dos gêmeos comia a garota e o outro gêmeo dava o cú pro menino.
–Ai que excitante, até fiquei molhadinha.
–Mãe!
–Continue.
–O sexo foi muito bom, eu fico tão excitada vendo os gêmeos, eles são lindos. Espero que eles existam, por qual outro motivo eu sonharia com eles tantas vezes? Sei que os dois tem duas mães que são casadas.
–Casamento? Que horror.
–Eu sinto que tenho que encontra-los, sinto que estou destinada a ficar com eles. Nunca nem os vi, mas sinto um aperto no coração quando penso neles, quando fecho os olhos posso ver seus rostos, eu...
Estrela estava novamente no colo de Lau, ela viu suas lágrimas, viu seu lindo rosto com o qual sonhara tantas vezes. Viu o Nicolas se aproximando com uma mão no pescoço, viu Anna, a garota do cabelo azul jogada no chão assistindo uma batalha que tinha tudo para ser desigual, Raul era um homem enorme e Beatriz uma jovem pequena, mas ela sabia lutar muito bem.
–Vocês... Tem que fugir –Disse a loira.
–Nós vamos te tirar daqui, vamos te levar para o doutor Logan!
–Tenho certeza que ainda há esperança –Disse Nicolas –Leve ela Lau! Pegue-a nos braços e a leve para aldeia!
–E você?
–Tenho que atrasa-lo.
–Você acha mesmo que vou deixar você pra trás?
–Irmão, se a Estrela não receber ajuda logo ela vai morrer.
–Se eu te deixar pra trás, você vai morrer.
Lau não podia escolher entre Estrela e seu irmão!
–Será que nascemos mesmo para ser um casal triplo? –Perguntou Estrela delirando.
Ela se lembrou quando viu pessoalmente os gêmeos pela primeira vez, ela estava sob os encantos do Otto descontrolado e por isso não saiu ao abraço deles loucamente, mas pediu para transar com eles e assim foi concedido. Os três transaram na frente de toda a tribo. Ela sentiu uma rola lhe invadir a vagina e outra lhe invadir o cú, ouviu os maravilhosos gemidos dos dois. Estrela se lembrou de quando correu com Lau pela praia e depois lhe pagou um boquete, deu pra ele algumas vezes, ela o amava! Lembrou-se quando transou com o Nicolas dizendo que também o amava, que amava os dois! Lau chegou e os três ficaram juntos, mesmo que os gêmeos não se tocassem. Era como se os dois fossem seus e ela deles, mas eles não eram um do outro. A menina se sentia mal por isso.
Fantasiou andando pela praia num vestido de noiva e lá estavam os gêmeos esperando por ela no altar, os três se casariam! Teriam filhos, seriam felizes! A padra Shania tinham mandado que se beijassem, Estrela deu um doce beijo em Lau e depois em Nicolas e só, ela os encarou.
–Por que não se beijam?! –Disse alucinada na floresta.
–Ela esta delirando –Disse Nicolas –Leve-a daqui Lau.
Estrela fechou os olhos perdida em sua alucinação: “Eu quero que se beijem! Não entendem? Nascemos pra ficar juntos! Nós três!”
–Será que nasceram mesmo? –Perguntou um voz felina. Estrela olhou para os lados, estava num lugar escuro, vestia seu vestido de noiva e conversava com Felícia.
–Você é a deusa gata?
–Isso mesmo minha querida.
–Miau –Estrela olhou pra baixo e viu a Estrela gata.
–Estrela?
–Ela morreu, mas não se preocupe, ela esta bem melhor comigo agora.
–E eu, estou morta?
–Não querida, ainda não. Você tem uma escolha muito importante a fazer.
–Que escolha?
–Você não precisa morrer.
–Sério?
Estrela estremeceu de felicidade, mesmo delirando sentia sua vida se esvaindo, sentia que morreria e que não poderia passar o resto da vida como gêmeos como sonhava.
–Eu posso viver?
–Pode, para isso, o Lau a levará nos braços até o Dr. Logan que vai salvar sua vida, no entanto Beatriz vai perder a batalha para Raul, que a matará, assim como a Anna e o Nicolas –O sorriso de Estrela desapareceu.
–Isso não pode acontecer!
–É ai que entra a segunda opção: Se torne uma estrela cadente.
–O que?
–Deixe meu poder possuir seu corpo, usarei o que resta de sua vida como combustível e juntas, nós duas derrotaremos este monstro latino.
–Então é essa minha escolha? Se eu viver, meus amigos morrem?
Aquilo não era justo! O mundo não era justo! Os três nasceram pra ficar juntos! Os três...
–Eu estava errada –Disse Estrela –Não nascemos pra ficar juntos, eu os amo com todas minhas forças, mas mesmo que achem, eles não me amam dessa maneira. Os dois nasceram pra ficar juntos, e eu nasci para junta-los. Eu não nasci pra ser feliz, não nasci pra ser amada, fui ignorada pelo Hector, pensei me apaixonar pelo Felix, mas este amou o loiro, pensei me apaixonar pelos gêmeos, mas estes devem ficar juntos sem mim. Isso não é justo! É essa minha sina? Ficar sozinha pra sempre?
–Então escolha viver –Disse a deusa –Se salve, e depois poderá ficar pra sempre com o Lau. A escolha é sua.
Estrela chorava desesperada, ela podia viver, podia ser feliz, ela... Se lembrou do Nicolas, do jeito que ele olhava pro irmão, aquilo era amor. Lembrou dos dois olhando pra ela, eles a amavam também, mesmo que não na mesma intensidade. Então a loirinha riu, na verdade deu uma gargalhada.
–Uma estrela cadente? Então eu posso cair em glória, brilhar uma última vez? Eu serei lembrada com amor e carinho.
–Até o último dia da vida deles.
–Então que eu seja uma heroína.
Estrela abriu os olhos e respirou fundo se sentando.
–Estrela!? –Disse Lau e esta o puxou num beijo e depois cochichou em seu ouvido:
–Quando você se der conta que o ama, faça de tudo para ficarem juntos e serem felizes.
–O que?
Ela puxou Nicolas e também o beijou e cochichou em seu ouvido:
–Lute pelo que sente, lute por seu amor –Depois Olhou pros dois e disse –Eu amo vocês, eu realmente amo vocês.
Beatriz conseguiu desarmar Raul e lutava o golpeando com toda sua força. O latino estava apanhando feio, a guria negra lutava muito bem, mas ele era mais forte, ele só precisa acerta-la! E ele conseguiu! Ele desviou de um ataque e lhe deu um soco na barriga tão forte que a tirou do chão deixando um rastro de baba no ar.
–Beatriz! –Gritou Anna.
Raul deu um soco na cara da morena que caiu longe com a maior dor que já sentiu, ela tentou gritar, mas sua boca estava toda molenga, seu maxilar tinha deslocado e pendia solto. O latino foi até onde estava seu facão. A morena sentiu uma forte dor no estomago e vomitou, o movimento fez seu maxilar doer, ela gritou o que provocou ainda mais dor! Ela já tinha visto um maxilar ser deslocado, em seu treinamento, um garoto havia passado pelo mesmo e o professor colocou o maxilar no lugar. Ela viu o latino se aproximando, tinha que fazer isso! Respirou fundo e moveu o maxilar o encaixando de volta num estalo.
–Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!! –A dor foi imensa e seu grito tão alto que o latino parou assustado. A morena caiu desmaiada devido o tamanho da dor.
–Agora vamos aos outros.
Raul olhou para Estrela de pé com os gêmeos tentando segura-la.
–Então a bonitinha ainda consegue ficar de pé? Precisa de outra facada? Sua putin...
Estrela apareceu a centímetros do latino.
–O que?
A garota esfaqueada golpeou o tórax do latino com as duas mãos, este se afastou assustado e incrédulo ao ver seu peito rasgado com cortes fundos como se garras de um tigre o tivessem arranhado.
–Que merda é essa?
–Eu... Serei... Uma Estrela Cadente! –O corpo de Estrela começou a brilhar, mas não numa luz branca e sim como se fosse uma nebulosa –Raaaaaa! –Suas pupilas se afinaram como a de um gato e ela atacou com habilidades felinas.
Raul gritou com um arranhão na cocha direita, outro na face, ele se virou e recebeu vários arranhões nas costas.
–Meu Deus! –Exclamou Nicolas –Como ela esta fazendo isso?
–E que barulho alto é esse? Parece... Batidas de coração.
O coração de Estrela batia tão alto e forte que dava pra ouvir de longe e pra ver seu tórax saltando. Raul sentiu medo, ele sentiu muito medo. Já tinha sido torturado antes, mas isso não é algo que se acostume. Os arranhões que Estrela lhe fazia eram fundos e dolorosos, se não fizesse nada iria morrer. O latino tomou o controle e gravou seu facão no tórax da garota atravessando-o e saindo pelas costas.
–Estrela! –Gritaram os três e Beatriz acordou atordoada assistindo a cena derradeira de Estrela.
A garota brilhava e encarava o latino com seus olhos ferinos. Raul girava a lâmina no peito da garota, mas parecia que ela era imune a dor.
–Morre desgraçada! Morre!
Estrela deu um chute no latino que voa longe tombando em árvores até cair numa clareira.
–Aaaaa –Gritou uma mulher assustada. Nicolas e Lau ajudaram Anna e Beatriz e juntos foram até a clareira onde estava Raul caindo numa poça do próprio sangue, Estrela brilhando andando em sua direção e Eve assustada encolhida perto da árvore da vida.
–O que é você? –Disse Raul cuspindo sangue –O que porra é você?
–Sou uma Estrela Cadente e você vai morrer comigo.
Raul estava com medo, com tanto medo que a dor em todo seu corpo não parecia nada. Ele se lembrou de sua infância atormentada, de quando tomou gosto pela necrofilia, de quando foi torturado e depois salvo pela serpente. Sua vida era marcada por cenas horríveis e sangrentas, mas nunca em toda sua vida sentiu tanto medo como naquele momento, aquela garota tinha um facão enfiado no peito e ainda assim avançava em sua direção ignorando este fato e brilhava e o encarava com aqueles olhos felinos, olhos de uma fera.
–Por favor pare! –Suplicou.
–Você matou tantas pessoas, violou túmulos de pessoas amadas, matou Preciosa e Ned, feriu e ameaçou muitas outras. Hoje você pagará por cada um dos seus pecados! –Estrela tirou o facão de seu peito e o enfiou na cocha direita do latino a cravando até o cabo, o prendendo no chão.
–Aaaaaaaaaaaa! –Raul gritou, Estrela arranhou o outro lado do seu rosto e depois o pescoço, os braços, as pernas! –Pare! Pare! Eu imploro! Por favor!
Eve se encolhia assustada com a aparição daquelas pessoas, ouviu o barulho de mais pessoas se aproximando.
–Eu vejo, vejo os deuses, eles estão todos aqui.
–Eve! –A voz de Otto foi ouvida.
Otto saiu da floresta seguido por Fabrício, Felix, Hector, Shania, Dr. Logan e praticamente toda a tribo, menos Charmosa e Mike que estava no hospital. Até a gorda Pérola estava ali e se assustou ao ver sua filha brilhando daquele jeito.
–Estrela?! Minha menina!
Otto correu e abraçou Eve. Felix, Hector e Shania foram até Nicolas, Lau, Anna e Beatriz.
–O que esta havendo? –Perguntou Hector.
–Por que a Estrela esta brilhando daquele jeito? –Perguntou Felix.
Fabrício permaneceu parado deslumbrado com algo que além dele apenas Eve podia ver.
–Os deuses, eu vejo todos os deuses.
Eles não estavam interferindo completamente, mas todos estavam lá, o lobo, o polvo, a aranha, o escorpião, a fênix e a gata. A gata!
Estrela brilhava torturando e castigando o latino. Felícia e Estrela juntas naquele corpo queimando a vida da loira como combustível: “Já esta acabando, tem que ser agora”.
Em meio a dor Raul olhou para a árvore da vida, a árvore do fruto proibido. E se ele a alcançasse? E se ele comece um daqueles frutos? Poder? Sabedoria? Imortalidade? A serpente voltou a sussurrar em seu ouvido:
–É sua última esperança, não tenho poder para ajuda-lo, tem que fazer você mesmo.
Estrela brilhou com mais intensidade e se virou para a multidão que a observava.
–Nicolas, Lau, amigos, obrigado por tudo –Ela encontrou os olhos de sua mãe que a encarava aos prantos –Mamãe, obrigado por ter me amado.
Raul aproveitou aquele momento e agarrou o facão o puxando de uma só vez, se colocou de pé, Estrela se virou pra ele, ela estava tão brilhante que doía olha-la.
–Raaaaa!
Raul correu o melhor que pode em direção à árvore do fruto proibido, mas uma estrela cadente atravessou suas costas. Houve um lampejo de luz, um clarão ofuscante e depois só o corpo ensanguentado do latino e nem sinal de Estrela que se desmanchara em luz, salvando seus amigos e amores.
Mas o confronto não acaba aqui.
Raul ainda respirava.
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