Laranja Azeda
3 Capítulo 3- O Beijo
Notas iniciais
A noite caiu e Santana logo adormeceu com a cabeça cheia, mas Felix não conseguia dormir e foi caminhar na praia, sentou-se na areia e respirou fundo ofegando, que lugar doido era aquele? Ele pensava. Desde sempre o garoto foi tímido e odiava comentar qualquer coisa relacionado a sexo e agora teria que viver em um lugar onde isso era a coisa mais importante. Como se fosse para exemplificar aquilo ele avistou uma mulher loira e de pele tão branca que parecia brilhar na noite correndo pelada pela praia, Felix sentiu um enjoo e um arrepio percorrer seu corpo, então viu Ned correndo atrás dela.
A mulher tropeçou e caiu na areia a uns dois metros do garoto, olhou pra ele e sorriu acenando e dizendo:
–Boa noite!
Ned parou e puxou a traseiro da mulher pra perto dele e a beijou ali, Felix abriu a boca vendo o filho da noite chupar o ânus da mulher que gemeu alto sem se preocupar com que alguém ouvisse.
–Ai filho da noite!
–Branca você foi escolhida sinto muito em ter que te hospitalizar.
–Vai valer a pena –Ela olhou para o céu– Eu quero sentir o brilho das estrelas dentro de mim, pequeno Homem-Aranha espero não incomoda-lo com meus gritos.
E os dois olharam pro garoto que balançou a cabeça em negativa, Felix fez como se fosse se levantar, mas no momento em que Ned introduziu sua língua no ânus de Branca e a mulher gritou, o garoto se sentou e sentiu como se o grito dela tivesse penetrado em seus poros e não conseguiu não olhar. Ned a puxou pra trás e mordeu seu pescoço, agarrou seus seios com força, a diferença racial fazia aquela cena parecer com neve sendo violada por carvão. O filho da noite levou sua enorme mão para a vagina de Branca e enfiando dois dedos a fez gemer, logo seus dedos estavam ensopados daquele líquido gosmento, a mulher ajoelhada na areia riu quando Ned enfiou aqueles dedos em seu ânus. Então o único homem negro da ilha a penetrou e seu grito fez Felix gemer.
O garoto tampou a boca, não acreditava que tinha gemido daquele jeito, ele olhou pra baixo e sentiu dor entre as pernas, algo parecia querer explodir contra seu short jeans. Conforme Ned ia metendo em Branca ela se aproximava mais do garoto, se arrastando na arreia, gemendo, exclamando palavrões, apertando a areia com as mãos, ela babou de tanto tesão. Ned apertou sua bunda e pouco a pouco foi colocando seu pênis mais pra dentro de Branca que nesse ponto já estava segurando nas pernas de Felix e nesse ponto o negro meteu com toda sua força e ela gritou alto apertando as pernas do garoto que se descontrolando, abriu o cinto, abriu o zíper, libertou seu pênis que estava a ponto de explodir em suas calças e gozou, ele gemeu, respirou fundo e saiu correndo envergonhado, ele tinha gozado sem nem encostar no pênis. Estava morrendo de vergonha e correu ainda ouvindo os gritos de Branca.
Na manhã seguinte Santana acordou e encontrou Felix emburrado.
–Que cara é essa?
–Eu quero ir embora daqui.
–Se ouvirmos algum barulho de um avião ou avistarmos algum navio podemos tentar, mas acho muito difícil, eu ainda não consigo acreditar que sobrevivemos aquele desastre, e por enquanto não temos opção temos que ficar aqui e ajudar nas tarefas.
Para a sorte deles seu trabalho foi apenas debulhar feijões, aquela ilha embora fosse no meio do nada parecia ser uma mistura de tempos antigos com modernos, por exemplo eles tinham uma tenta que chamavam de hospital, com vários remédios naturais e alguns industrializados que haviam ido parar na ilha devido a acidentes aéreos e náuticos, aliás muitas coisas iam parar ali deste modo, mas sobreviventes eram coisas raras e era por isso que os primos eram chamados de protegidos dos deuses. Eles não sabiam como aquela comunidade tinha começado, mas era evidente que devia ter pessoas bem inteligentes ali, pois haviam chuveiros! Alguém tinha projetado chuveiros!
Chegou a hora do almoço e todos se banquetearam com frutas e carne de javali, mas quando todos acabaram de comer o rei Otto se levantou e todos ficaram eufóricos.
–O que esta acontecendo? –Perguntou Santana à Preciosa.
–É muito raro isso acontecer nesse horário, mas o rei Otto vai escolher alguém para copular!
O rei se levantou e caminhou pela multidão, ninguém falava nada, mas os olhos de todos pareciam brilhar de excitação e ansiedade, então ele parou em frente a uma mulher de pele muito clara.
–Branca –Falou Felix baixinho.
–Querida filha da neve, você foi a primeira a se entregar ao filho da noite e não ser hospitalizada e por este feito merece uma recompensa, venha.
Todos aplaudiram e deram vivas, mas o rei ergueu a mão e todos se calaram, Otto caminhou e parou em frente a um dos homens, este era baixinho e de pele clara, tinha por volta de seus vinte anos e cabeça raspada.
–Os deuses lhe convidam a ser abençoado por ter matado a maior quantidade de javalis do nosso almoço, venha Mike.
–Obrigado vossa majestade.
–Duas pessoas! Meus deuses isso é incrível! –Exclamou Charmosa.
E Otto começou a caminhar em sua direção e parou na frente de Santana, a garota sentiu o aroma que ele emanava, mas não se sentia tão encantada quanto todos na multidão.
–Cabelos de fogo eis sua grande chance venhas.
Ela nem pensou em dizer não, segurou a mão do rei e caminhou para pedra circular de mármore e ao subir nela ficou constrangida ao ver Branca e Mike se despindo e foi quando caiu a ficha que iria transar enfrente daquela multidão, Felix estava envergonhado só de pensar em estar naquela situação. E então começou. O rei Otto beijou Branca e Santana viu todos os poros do corpo da mulher se arrepiarem, o rei estendeu a mão para Mike que se aproximou de bom grado e também o beijou, o rapaz tremeu da cabeça aos pés. Mike se deitou e Branca se sentou por cima dele, Santana viu claramente a vagina dela sendo preenchida pelo pênis do rapaz, a plateia aplaudia e dava vivas, o rei se abaixou e começou a chupar o ânus de Mike enquanto ele metia seu pênis em Branca, os seios dela balançavam, e o rapaz rangia os dentes, então o rei penetrou o seu ânus e Mike gritou.
–Meu rei, ah, obrigado!
Os três se movimentavam com velocidade e gritos, menos o rei que apenas sorria, então ele estendeu a mão para Santana. E quando ela se sentiu tentada a participar, uma outra mão puxou o seu braço, ela se virou e viu que se tratava de Hector, o garoto loiro de quinze anos, ele era menor que ela, mas seu olhar era imponente.
–Sinto cheiro de virgindade nela rei Otto, como reza as leis a primeira vez dela deve ser comigo! –Ela abriu a boca incrédula e revoltada, aquele moleque estava reclamando o direito de tirar sua virgindade? Que absurdo!
–Então participe conosco Hector.
Santana não podia reclamar, ela não sabia o que fariam com ela caso desacata-se as leis daquela ilha. Hector tirou sua camisa ele tinha o corpo definido, tirou suas calças expondo seu pênis duro e com pelos loiros, e um sorriso travesso no rosto, Felix ficou indignado com a falta de vergonha daquele garoto que era apenas um ano mais velho que ele e maior pouca coisa. Hector começou a se masturbar e pôs a mão no ombro de Santana e a forçou pra baixo. Sexo oral? Pensou ela, sim teve sua resposta com Hector forçando seu pênis em sua boca, e ela se sentiu de certa forma feliz, pois finalmente faria sexo, mas estava tão constrangida que não chupou o órgão daquele pirralho, o possuidor dos hormônios do primeiro desejo ficou irritado e a puxou pra cima e a beijou e o que aconteceu a seguir foi uma surpresa, ele recuou fazendo careta e cuspindo.
–Que gosto amargo!
A multidão se calou, Branca parou de gemer, o rei Otto tirou seu pênis do ânus de Mike que soltou um suspiro de alivio e tristeza. Ned, Shania e o senhor Dois caminharam para o lado de Hector.
–O que aconteceu? –Quis saber o senhor Dois.
–Eu não sei ela não quis chupar meu pênis e quando a beijei senti um gosto extremamente amargo.
–Deixe-me ver.
Ned a agarrou com seus enormes braços negros e a puxou pra perto dele, ele era tão forte que Santana nem pensou em lutar, ele a beijou e a soltou fazendo careta, o senhor Dois se aproximou e também a agarrou, Santana ficou enjoada com aquela boca velha e enrugada violando seus lábios.
–É verdade!
–Deixe-me provar também –Disse Shania.
A mulher com o corpo repleto de escorpiões agarrou Santana, ela nunca tinha sido beijada tanto e por pessoas tão diferentes e agora fora beijada por uma mulher, ela ficou com medo daqueles escorpiões, mas foi Shania quem mais se espantou com aquele gosto amargo. Santana recuou e esbarrou no rei Otto, ela sem querer segurou no pênis do rei e se afastou o largando constrangida, mas quando ele a beijou algo aconteceu. Ele não se afastou, Otto continuou a beija-la e por alguns segundo toda a algazarra, todo o barulho a sua volta desapareceu, nenhum beijo de Santana nunca tinha durado tanto tempo, aquela sensação era tão boa que a deixou desnorteada. Quando eles se afastaram ficaram olhando um nos olhos do outro, calados, mas cumplices naquele silêncio.
–Deliciosa –Foi tudo que o rei disse.
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