Laranja Azeda

56 Capítulo 56 – Jogos Políticos


Notas iniciais
Olá pessoal! Otto e James tem um verdadeiro confronto de oradores! Esse capítulo ainda dará inicio a um pequeno arco de 2 ou 3 capítulos que tenho certeza que todos vão amar!

–Eu aceito. Pelo bem do meu povo, darei minha vida com muito prazer!

Essa foi a resposta de James Malamar diante da oferta do rei Otto. Todos ficaram alterados.

–Você não pode executar o meu filho! –Gritou Pérola indo para o meio de todos e encarando o rei.

–Ela disse filho? –Perguntou Fabrício sem entender que aquela mulher era sua avó.

–Mãe por favor –Começou James.

–Não! Não perderei outro filho! Minha pequena Estrela sacrificou a vida por todos vocês! –Pérola gritou girando e encarando a tribo –Como posso aceitar perder mais um filho? Meu último filho!

Nicolas e Lau que sempre tomaram partido do rei, ficaram abalados com as palavras da velha, os dois tinham amado Estrela e não podiam aceitar que seu irmão fosse morto daquela maneira.

–Isso seria uma desonra a lembrança da Estrela! –Lau acabou gritando.

Otto não espera por toda aquela comoção, pensou que apenas a seita do bode apoiaria James, mas quase toda a tribo gritava ao seu favor.

–Não o matem!

–Deixem James viver!

James permaneceu com a expressão fácil imutável, mas por dentro gargalhava. Ele virou o jogo contra o rei, o ataque não só tinha falhado como proporcionara tudo que o xamã queria.

–Silêncio! –Gritou Otto e todos se calaram diante do seu poder. O rei respirava ofegante encarando seu povo e pensando no que fazer. Deveria demonstrar sua autoridade e executar James ali mesmo? Devia recuar e permitir que ele vivesse? Já estava farto das manipulações do xamã.

James estava feliz por ter virado o jogo, se o deixassem viver ele sairia vitorioso, se o condenassem a morrer, as pessoas viriam ao seu auxilio. De todas as formas ele venceria, não tinha como o Otto ganhar aquele jogo político.

–Ninguém poderá dizer que sou um rei que não leva em consideração a opinião do seu povo, permitirei que James viva –A maioria aplaudiu e gritou vivas. James sorriu sabendo que era só questão de tempo para tomar o lugar do outro –Entretanto –James olhou surpreso com a súbita imposição –Não posso permitir tal ofensa para com a realeza. Todos sabem que as leis existem desde o principio, e em nome dessas leis volto a exilar James Malamar!

–Não! –Foi a primeira vez que o xamã perdeu a compostura. Ele olhou para os lados, os ânimos estavam diminuindo.

–Antes exilado do que morto –Disse um próprio membro da seita e todos pareciam concordar.

–Então que assim seja! A realeza demonstra piedade poupando sua vida. James Malamar você esta mais uma vez exilado e se retornar novamente não haverá misericórdia.

–Adoro o babado –Cochichou Cupido pra Santana.

O que fazer? James tinha que pensar rápido! Infelizmente ele estava com tanta raiva que sua mente estava um caos. Ser novamente expulso do paraíso?! Nunca! Aquilo era inaceitável.

–Eu prefiro morrer! –Houve novamente silêncio –Todos que estão aqui, amam essa terra! –Ele se abaixou e pegou um punhado de terra e a soltou aos poucos –Essa floresta, essas praias, a energia do ar. Eu vivi uma farsa fora daqui, aquilo não era viver! Era um mero existir –Fabrício fazia força para segurar as lágrimas ao ouvir aquelas palavras duras –Eu fui exilado injustamente por adorar o deus verdadeiro!

–Você foi exilado por heresia! –Gritou Otto se levantando do trono.

–Será que sou mesmo o herege aqui? Vocês idolatram seis deuses ancestrais quando na verdade eram sete. Vocês já se esqueceram da Serpente? Das atrocidades que ela e seu escolhido fizeram? Estão dispostos a continuar adorando deuses dessa laia?!

–Cale sua boca!

–Não! –A força que James fez para desobedecer a Otto gerou uma onda de ar que fez tudo tremer –Eu adoro à Sinep, o único e verdadeiro deus do prazer! Ele esta para nascer em carne e osso, através do ventre dela! –Anna que permanecia calada teve toda a atenção voltada pra ela.

–Oi? Tudo em cima?

–Você não pode provar isso!

–Sim, eu posso –James caminhou até Anna e a trouxe para o centro –Eu proponho aguardar pela verdade! Dentro de alguns meses ela dará a luz, se a criança for um simples humano, estará provado que sou uma farsa. Mas se uma divindade nascer dessa garota, tudo mudará! Sinep andará sobre a terra e o verdadeiro reinado do prazer começará! Eu acredito no meu deus e você rei, acredita nos seus?

Houve silêncio mais uma vez esperando a resposta de Otto.

–Que assim seja, que o destino da Ilha do Escorpião seja decidido não pelos homens, mas sim pelos deuses!

E assim a discursão acabou, o futuro era incerto e as consequências inimagináveis. James respirou aliviado, ele não tinha vencido, mas tinha conseguido adiar o confronto final.

Ainda naquela noite, Anna estava sentada observando o mar, tinha sido difícil ficar sozinha, desde que descobriu estar grávida sempre tinha um membro da tribo do bode com sigo. A brisa noturna era agradável e parecia tornar os problemas menores.

–Então conseguiu despistar os seus protetores maníacos? –Anna se virou e sorriu ao ver sua amiga Beatriz.

–Você sabe que sempre consigo o que quero. Aqueles caras são muito chatos, chamei três deles pra trepar e disseram que não eram honrados o suficiente para tal dadiva.

–Imagino sua reação.

–Eu gritei: É só um xibiu! A porra de um xibiu! Bando de medrosos!

–Eles só estão com medo de ofender o tal Sinep, o deus bode –Justificou Beatriz sentando ao seu lado.

–Isso é muita loucura e olhe que eu tive uma vida muito louca. Eu grávida por me masturbar com o chifre de um bode?! Se fosse seguir essa mesma lógica eu estaria grávida de uma banana, pepino, mandioca, chave de fenda, desodorante, controle de TV...

–Tá! Já entendi que você se masturbou com vários objetos –Elas riram –Sabe Anna, também não esta sendo fácil pra mim me acostumar que minhas três mães são apenas uma. Sempre soube que elas tinham alguma magia, mas ser a oráculo de uma ilha do sexo? É muita viagem.

–Sabe de uma coisa, Beatriz?

–O que?

–Esse papo profundo só de deu vontade de chupar sua pepeca –Anna a abraçou apalpando o corpo da negra.

–Para safada! –Beatriz ria com as investidas da adolescente grávida e ninfomaníaca.

Nessa lutinha Anna acabou beijando sua boca, Beatriz nem lutou, apenas fechou os olhos se entregando. A negra mesmo sendo mais velha, era menos experiente, ainda assim, chegar à Ilha do Escorpião transformava qualquer santa em meretriz. As garotas se agarraram se beijando e trocando caricias. A garota de mechas azuis tinha uma personalidade difícil de descrever, seu passado ainda era um mistério, ainda que as vezes ela deixe escapar algumas de suas aventuras, em todas as suas andanças tinha levado muita gente pra cama, o que fazia Beatriz ser diferente?

Elas eram amigas há pouco tempo, mas era fácil se abrir uma com a outra, elas se entendiam e se ajudavam, até naqueles momentos mais quentes.

–Aaaaar! –Beatriz já estava nua de pernas abertas sendo chupada –Ai Anna! Aaar! Assim! Garota você é boa nisso!

–Anos de prática num convento.

–Um convento?

–Depois te conto essa história, agora relaxe e goze!

–Aaaar!

Anna lambia a vagina e enfiava seus dedos que se lambuzavam com as secreções da outra. Beatriz apertava os próprios seios, fechava os olhos se entregando àquela vibe. Seus gemidos eram intercalados com gritinhos. Anna se despiu exibindo sua barriga de gestante de dois meses, depois passou uma perna entre as da negra, de modo que suas bucetas se encaixaram.

–Ai céus! Eu amo quando você faz a tesoura! –Exclamou Beatriz.

–Eu sei, sou muito boa em colocar a aranha pra brigar.

As bucetas se roçavam completamente babadas, ambas gemiam com a virilha em chamas. O prazer feminino é muito interessante, ele se espalha em ondas de arrepio e calor, quando se sabe onde tocar, o orgasmo é garantido. Elas se beijaram apalpando os seios uma da outra, enquanto movimentavam a pélvis.

–Que tesão! –Gemeu Anna.

Beatriz enfiou a mão na “tesoura” dedilhando ambas.

Um jovem caminhava pela praia quando avistou aquela bela cena, era Tobias. Desde o primeiro momento tinha se encantado por Beatriz, eles ainda não tinham transado, apenas dançado juntos. O negro a achava belíssima, mas não era idiota e já tinha percebido que ela tinha sentimentos pela arauto de Sinep, Anna.

Aquela era uma ótima chance de transar com as duas, no entanto assim como os outros membros da seita do bode, tinha certo receio de transar com Anna e ofender Sinep, mesmo este sendo um deus do sexo, nunca se sabe. Tobias foi se esconder entre as árvores, mas se aproximou para assistir a foda daquelas duas beldades.

–Elas ficam muito bem juntas –Ele olhou para a cara de prazer de Beatriz –Um dia quero te fazer gemer desse jeito.

Fascinado pelo sexo lésbico, teve logo uma ereção e se pôs a brincar com seu órgão. Aquelas duas garotas rebolando esfregando as xerecas era de deixar qualquer um de pau duro. A punheta começou devagar, mas logo ganhou um tom selvagem, a mão ia e vinha com desespero.

As garotas começaram a fazer um 69, Beatriz rebolava na cara de Anna que batia com força em suas nádegas. Ela gemia e se abaixava pra chupar sua parceira, mordia suas cochas, lambia seu clitóris e esfregava a língua sem medo de ser feliz sujando a cara toda de baba de buceta.

Tobias estava com a piroca toda babada, ele apertava a glande sentindo um prazer agoniante, depois voltava aos movimentos frenéticos de vai e vem , com a outra mão começou a brincar com um mamilo. Cansado de ficar de pé sentou-se num galho, se livrou de suas vestes se masturbando como veio ao mundo.

–Estou chegando perto! –Anunciou Beatriz.

–Deixa eu te acompanhar! –Anna levou a mão à buceta e brincou de DJ até sentir um orgasmo à caminho –Vamos!

As duas se chupavam com ferocidade, Beatriz foi a primeira a gozar e tremeu tanto que parecia rainha da bateria de uma escola de samba.

–Aaaa-aaar-aaaaarrrii!

O segundo a gozar foi Tobias, agarrando seu pênis com as duas mãos o apertando com força, depois desceu uma das mãos até aos testículos e ali ficou praticamente sem fazer nada (Uma mania que muitos meninos criam devido à época das muitas punhetas da pré-adolescência, onde com uma mão manuseiam seu amigão e com a outra seguram a cueca).

–Caralho que gostoso! Oooor! –Gemeu baixinho.

O primeiro jato saiu numa velocidade e intensidade absurda lhe atingindo a própria face, o negro se assustou, mas o prazer da gozada era tamanha que prosseguiu gozando na própria cara, tórax, barriga e por fim lambuzando a rola toda.

Anna ficou de pernas abertas enquanto Beatriz chupava sua buceta e de repente sem aviso foi levada por lembranças mistas do tempo que passou no convento, de como foi acabar morando numa escola de dança, de quando encontrou um garoto que abria portais para outros mundos, de como arrumou um emprego temporário como uma bibliotecária.

–Aaaaaaaaar! –Ela gozou esguichando um jato na cara da amiga.

Tobias recolheu sua roupa e saiu a procura do lago mais próximo para se limpar, ele caminhava extremamente relaxado.

–Ai como gozar é bom.

As duas garotas ficaram deitadas olhando as estrelas e o mar.

–Estou pensando do que você falou sobre ter passado anos num convento –Começou Beatriz.

–Bem, sou do tipo que curte fazer relatos autobibliográficos, mas pra você vou abrir uma exceção. Você tem certeza que quer conhecer minha insana aventura de peregrinação que chamo de vida?

–Estou louca pra saber! –Exclamou A negra curiosa.

–Pra começar você precisa saber que nasci no México.

–Você é mexicana?! Estou chocada.

–Esta chocada apenas com minha nacionalidade? Espera só pra saber sobre como matei minha parteira.

Agora caros leitores preparem-se para conhecer a história de uma das personagens mais insanas da Ilha do Escorpião, Anna se revela no próximo capítulo.

Notas finais
No próximo capítulo começa o pequeno arco: Simplesmente Anna!