Laranja Azeda
55 Capítulo 55 – A Gravidez, a Paixão e o Ultimato
Notas iniciais
–Você não percebeu que esta grávida.
–Você esta enganado, isso é impossível –Disse Santana incrédula diante da afirmação de James –Nos não podemos engravidar por causa da nossa alimentação.
–Você ficou em coma, ou seja, não se alimentou das frutas da ilha.
Santana abriu a boca para argumentar, mas o xamã estava certo, ela passou quase um mês sem comer as frutas, parou de se alimentar durante o coma, depois durante a recuperação, só veio voltar a comê-las na ilha.
–Mas eu e o Otto não transamos.
–O que quer dizer que o filho não é dele –Santana ficou parada em choque, James suspirou –Eu levo sozinho a Anna, você parece precisar de um tempo sozinha.
–Tchau Santana –Despediu-se Anna.
A ruiva parou pra pensar nas experiências sexuais que teve naquele período.
–Teve a noite das garotas, mas foi num sonho, e mulheres não engravidam de mulheres. Com que homem eu...? –Ela teve um flashback da invasão ao camarim da Cupido, de como ela ficou nervosa e saiu mandando a ruiva e o loiro marrento transarem. No meio daquela intensa foda, o garoto tinha gozado dentro. Santana caiu de joelhos sentindo-se devastada –Ai meu Deus! É do Hector!
Ela jamais imaginaria que aquela transa teria consequências tão desastrosas. Começou a arrumar uma desculpa pensando que o Hector devia estar comendo das frutas, já que eles levaram várias pra casa do Fabrício, mas conhecendo o loiro como ela conhecia, era de se imaginar que com tantas comidas novas para provar ele tenha deixado as frutas de lado. Santana engoliu em seco e assustada tocou seu ventre e se concentrou, sentiu uma pulsação, sentiu vida crescendo dentro de si.
–Meu Deus, o que eu vou fazer?! Não posso estar grávida do namorado do meu primo! E além do mais tenho que me concentrar em recuperar meu hormônio e ajudar o Otto a ficar no poder, como posso fazer tudo isso preocupada com esse feto?
Aborto foi o que lhe veio em sua mente, mas se optasse por aquilo, como faria?
Na manhã seguinte Otto, Hector e Shania foram libertados e estranharam o alvoroço que encontraram, as pessoas os acusavam de terem provocado a grande confusão de reveion mesmo estando presos e distantes. Os três logo se tocaram que a causa tinha sido a Cupido, mas não comentaram nada, já que o hormônio da cantora devia ser mantido em segredo por enquanto. Aquele desgosto da tribo era perigoso, James podia se aproveitar daquilo para manipula-los contra os possuidores dos hormônios.
Num lago ali perto, dois irmãos estavam sentados numa pedra com os pés dentro d’água. Ambos pareciam meio chateados, provavelmente devido ao dia anterior. Nicolas tinha transado loucamente com uma garota que os gêmeos desconheciam o nome, e Lau tinha ficado sofrendo de solidão.
–Desculpe por ontem –Começou Nicolas.
–Não foi sua culpa. Só estou triste porque ainda sinto resquícios daquela solidão e isso me assusta um pouco.
–Não fique assim, você nunca estará só, eu sempre estarei com você –Disse Nicolas confortando o irmão segurando sua mão.
Lau sorriu e descansou a cabeça no ombro do mais gentil, suspirou e disse:
–Estou de pau duro.
–Eu também.
Eles riram da facilidade com que se excitavam na presença do outro. Lau se inclinou o beijando na boca, sentiu um aperto no estomago, beijar seu irmão ainda era um misto de culpa e prazer.
–Eu te amo tanto –Disse Nicolas, fazendo o coração do outro acelerar.
Os dois sorriram e depois ficaram se encarando, seu amor era extremamente proibido no seu mundo, mas ali na ilha eram livres, na verdade mesmo que não estivessem naquele lugar, mesmo que ainda vivessem com suas mães, em algum momento esse sentimento viria a tona. Não havia como escapar do que sentiam, eles eram irmãos e se amavam como um casal e nada poderia mudar isso, nem se quer eles mesmos.
O beijo começou novamente e aos poucos foi ganhando mais intensidade, Lau puxou o corpo de Nicolas pra mais perto agarrando sua nuca, conforme suas línguas se entrelaçavam seus corpos reagiam com fervor, seus corações aceleravam e suas rolas pulsavam. Pararam ofegantes com as testas e narizes encostados.
–Lau, eu... Acho que...
–Sim, eu também.
Eles se agarram se beijando e se despindo, já tinham se visto nus inúmeras vezes, mas esta era diferente, agora tinham o desejo carnal, a necessidade do toque, a intensa ânsia pelo corpo do outro. Lau beijou o pescoço do gêmeo que gemeu se contorcendo, estavam sensíveis ao toque. Nicolas olhou pra baixo, para a rola do irmão que pulsava, sentiu água na boca e se abaixou. Engoliu em seco hesitando um última vez e seguiu em frente.
–Oooaaar! –Gemeu Lau sentindo a boca quente de seu igual em sua rola –Ai Nicolas!
Ele chupava se deliciando, aquela coisa dura em sua boca era tão excitante que é difícil de descrever. Lau se deitou e foi até o órgão do irmão e sem hesitar se pôs a chupa-lo. Nicolas gemeu de prazer, aquele 69 estava delicioso, duas pessoas idênticas se chupando num circulo quase artístico. O mais gentil tocou as bolas quentes do irmão, que tocou as suas que eram frias.
Eles se sentaram se agarrando, se beijando, suas mãos alisando o corpo um do outro, os arrepios, seus corpos tremiam, suas rolas pulsavam, tinham esperado tanto por aquilo, e agora pareciam que explodiriam de desejo.
Lau virou o irmão e começou a morder suas nádegas, ele sentia a excitação do outro tanto por seus gemidos, tanto pelos poros da bunda dele que estava de pé. Ele mordeu, apertou e ainda bateu nas nádegas. Nicolas empinou a bunda exibindo seu buraco que piscava ansiando pela penetração. O cunete começou com uma baforada quente e uma lambida suave, logo a língua começou a dançar nas pregas daquele cú, a lamber e penetrar, a beijar e a provocar. Lau apertava as nádegas do irmão com força, as mordia e voltava a lamber o buraco, em seguida introduziu dois dedos de uma vez. Nicolas gemeu e sentiu uma certa agonia no estomago, mais e mais dedos foram introduzidos até seu irmão estar empurrando praticamente a mão, ele gemeu sentindo um enorme prazer, seu pau pulsava e babava. Sentiu uma tristeza quando os dedos foram tirados de dentro dele, mas uma alegria por saber o que vinha a seguir.
Sem enrolação Lau empurrou sua rola pra dentro e ambos gemeram! Não tinha mais volta, aquilo estava realmente acontecendo. O aperto na rola do ativo o deixava louco, a coisa dura invadindo o passivo o fazia se sentir no cio. O movimento começou e os gemidos cresceram, o entra e sai era tão prazeroso que chegava a ser quase enlouquecedor. Nicolas apertava o chão, gemia, fazia caras e bocas e ficava se mexendo como se seu corpo procurasse um escape para tanto tesão que se concentrava, e encontrou a saída através da fala:
–Aaaaar! Lau! Aaaar! Ai meu Deus! Ooor! Me fode assim! Me come irmão!
–Ooooor! Nicolas! Que cú gostoso!
Ele segurou os quadris do outro e meteu com toda sua força, cada estocada era uma explosão de prazer! Puxou o cabelo do irmão, obrigando-o a esticar a cabeça enquanto era enrabado. Sem tirar o pau de dentro, Lau se sentou numa pedra, Nicolas se apoiou nos próprios joelhos e começou a quicar na rola do irmão, depois resolveu sentar-se de frente e o tesão foi maior ainda. Seu pau roçava na barriga de ambos, Lau apertava sua bunda e os dois se beijavam e mordiam o lábio do outro. A penetração continuava, a cara de prazer de Nicolas era como combustível para Lau.
Eles se deitaram se beijando e acariciando o corpo do outro, eram puxões de cabelo, mordidas no lábio, chupões no pescoço, lambidas nos mamilos, aperto nas nádegas, suas rolas idênticas se roçavam numa maravilhosa briga de espadas. Nicolas ficou por cima esfregando seu pênis no do irmão, ambos estavam babados e duros, pulsavam e ao se forçarem em direções contrarias balançavam como varas. Lau segurou os dois, os masturbando enquanto beijava seu gêmeo.
Nicolas sentou-se delicadamente na piroca do outro que ao sentir segurança empurrou tudo. Os gemidos eram intensos, o de cima rebolava com vontade enlouquecendo o outro, que o agarrou e meteu como se fosse a última vez, eles se beijavam, gemiam, gritavam.
–Ooor! Aaar! Vai! Ai! A-a-aaaar! Lau!
–Oooooor! Rebola nessa rola rebola! Nicolas! Aaar!
Os gemidos eram altos e intensos, eles se beijavam, mas logo tinham que parar ofegantes. Enquanto fodiam se olhavam, era como estar de frente ao espelho e ao mesmo tempo diante de alguém completamente diferente. Mesmo com rostos iguais suas personalidades eram antagônicas, mas convergiam para uma junção perfeita.
–Eu te amo tanto! –Lau disse, ou gemeu –Se restava alguma parte minha que duvidava, não existe mais, quero ficar com você! Quero ser pra sempre seu.
Ele sentou beijando o amor de sua vida, que estava com ele desde seu nascimento. Nicolas deixou escorrer lágrimas e o outro parou de se mover assustado.
–Não se preocupe, são de alegria –Nicolas se levantou e puxou o outro consigo, ficaram de pé se beijando com a luz do sol banhando seus corpos –Vira de costas, agora é a minha vez.
Lau se apoiou numa formação rochosa, abriu as nádegas e deixou o outro penetra-lo.
–Ooor! –Gemeu sentindo aquela pica o invadindo.
Nicolas era naturalmente o passivo, mas também gostava de comer, especialmente o buraco apertado de seu gêmeo. Ele enfiou tudo, e o fodeu com tanta força que sentia suas bolas batendo. Lau gemia e se masturbava, a sensação gostosa, o calor, aquela foda era tudo que tinha imaginado. Eles se agarraram experimentando várias posições, Lau ficou de quatro, depois deu de frente, voltaram para um 69, Nicolas se deitou de costas com o outro o fodendo e mordendo seu pescoço. Entre as mudanças havia troca de beijos, mordidas e chupões, ambos estavam com os corpos marcados daquela primeira e maravilhosa foda.
Nicolas se deitou de pernas abertas numa pedra mais alta, Lau de pé o penetrou, ali podia se mexer mais rápido e meter com mais força. A visão de seu gêmeo gemendo e batendo punheta era extremamente excitante, o que estingava a meter ainda mais rápido, dar ainda mais prazer.
–Que tesão da porra! –Gritou Lau.
–Eu estou chegando perto!
–Goza pra mim, Nicolas!
–Aaaaar!
Nicolas sentia o calor crescendo e logo explodiu! Jatos quentes voaram para além de sua cabeça, lhe sujando os cabelos e o rosto, ele gemia e se contorcia enquanto gozava mais e mais se sujando de porra, que chegou a cair na sua boca, o prazer continuou cominando num orgasmo maravilhoso.
–Oooor! –Nicolas ainda gemia, sentindo o melhor e mais longo orgasmo de sua vida.
Seja pela visão de extremo tesão ou simplesmente por ter chegado a hora, Lau começou a gozar dentro, mas depois puxou se masturbando e bombeando esperma sobre o outro. Os dois se encararam ofegantes, mas era como se ainda houvesse prazer para ser expelido. Lau se deitou sobre o irmão indiferente ao se sujar, eles se beijaram se acariciando com violência, suas ereções que tinham começado a se desfazer, retornaram com vigor, suas rolas gozadas se esfregavam, enquanto eles se agarravam e gemiam, puxavam o cabelo, mordiam, sentiam seus corpos grudando devido ao esperma. As pirocas gêmeas se esfregavam e o prazer e calor voltaram a aumentar.
–Esta sentindo? –Perguntou Nicolas.
–Estou e é ótimo-oooor!
Esfregando suas pirocas gozaram novamente, dessa vez em menor quantidade, mas ainda assim tão prazeroso como a primeira vez. Lau virou ao contrário chupando a rola do outro que ainda ejaculava, Nicolas fez o mesmo, estavam tendo orgasmos múltiplos, seu sexo, seu prazer parecia infinito. Quando finalmente acabou estavam tão sujos e exaustos que mal conseguiam se mexer.
Usando o que restava de suas forças caíram na água. Ficaram ali por quase uma hora, se limpando, se refrescando, rindo e se beijando. Deitaram-se pelados para se secarem.
–Foi incrível –Comentou Nicolas.
–A melhor trepada da minha vida –Disse Lau se inclinando para beijar seu irmão.
Santana chegou à sua casa e a encontrou mais cheia que o habitual, como o castelo tinha sido destruído, Otto, Hector e Shania resolveram ficar lá enquanto o novo era construído.
–E aí safada você transou ou tentou matar alguém? –Perguntou Hector passando o braço em volta do pescoço da ruiva que num movimento brusco se desvencilha dele –O que foi?
–Nada! Eu... Ainda estou me sentindo mal por ter tentado matar a Anna.
–Uau! Não fique assim, sabe que não foi sua culpa. Se quiser conversar sobre isso, saiba que sempre vou estar aqui por você.
A ruiva sentiu uma dor no peito, ela estava grávida dele! Como iria dizer isso à todo mundo? A ideia do aborto parecia ser o certo a se fazer, mas ainda assim numa outra perspectiva parecia um ato terrível.
–Santana! –Exclamou uma voz animada, era a cantora gorda que já chegou a abraçando –Muito obrigada por me trazer para esse paraíso! Não foram nem preciso vinte quatro horas e já perdi o meu cabaço! E foi um negão pra lá de gostoso!
–Que bom que esta feliz. E ainda tem muitos prazeres para você experimentar –Santana sorriu e Cupido olhou pra ela e depois para o Hector e depois de volta pra ruiva.
–Vocês são um casal?
–Não! –Praticamente gritou Santana e Hector deu uma gargalhada.
–Eu namorar essa vadia? Prefiro algo mais doce –Ele lançou um olhar para Felix que conversava com os outros moradores ali perto.
–Ahh entendi –Disse Cupido –É que vocês dois combinam tanto, quando usei meus poderes, ou meu hormônio como vocês chamam, nem precisei me esforçar, foi tão fácil que até parecia que vocês já queriam fazer aquilo.
Os dois riram e se olharam, o coração de Santana aceleradíssimo. Ela apertou a mão doida pra dar um soco na cara da Cupido para fazê-la calar a boca. Felix veio até eles e abraçou o Hector o dando o selinho.
–Sobre o que estão conversando?
–Sobre da vez que eu os fiz... –Começou Cupido, mas foi interrompida por Santana.
–ESTA NA HORA DO JANTAR! VAMOS ANDANDO QUE ESTOU MORRENDO DE FOME!
E saiu dando altas gargalhadas forçadas. Os demais estranharam, mas a seguiram. Toda a tribo se reuniu para a refeição, Otto foi direto para o trono em que James ocupou nas últimas semanas, Hector e Shania o seguiram.
–Boa noite tribo, que os deuses abençoem essa refeição.
–Que Sinep abençoe nossa refeição! –Responderam a maioria.
Otto fez um cara de dúvida sem entender, James sorriu e tomou uma taça de água de coco. A refeição seguiu monótona, quase silenciosa. Ainda assim haviam muitas pessoas felizes, os gêmeos sorriam tanto que estavam prestes a rasgar os cantos da boca, Felix e Fabrício riam contando suas trepadas da virada de ano, Cupido ficava olhando pra todo lado observando partes do corpo que aquele povo semi nu deixava a mostra, um homem pelado, uma mulher pagando peitinho e por aí vai. Ao fim da refeição Otto fez um pronunciamento:
–Agora vamos colocar em questão assuntos de suma importância. Primeiramente agradecemos aos deuses por terem poupado as vidas de nossa grande heroína Santana e nosso ainda novo morador Fabrício –Todos aplaudiram. Os olhares de James e Fabrício se encontram, mas o menino desviou –Damos boas vindas aos novos moradores, o casal Tony e Rosa –Aplausos –Tony foi o medico que salvou as vidas de Santana e Fabrício, sua chegada à ilha é um avanço para nossa medicina –Houveram mais aplausos, Logan tossiu levemente incomodado –E a chegada de Cupido, uma cantora possuidora de uma linda voz que animará nossas festas.
Acostumada a ser aplaudida, a cantora se levantou e acenou mandando beijinhos para os moradores.
–E agora vamos a questão mais importante: O retorno dos exilados! –O silêncio tomou conta da tribo –James, você esta ciente que você e seus seguidores foram banidos eternamente pelo meu pai e rei antecessor, Senhor Dois?
A seita da bode ficou tensa, seriam expulsos novamente? Logo agora que provaram dos prazeres e alegrias da Ilha do Escorpião? Diana, a oráculo olhou apreensiva para James que se levantou para enfrentar o rei.
–Estou sim –Respondeu.
–Pois bem, então você descumpriu uma ordem direta de um rei. No entanto como sou mais generoso que o meu antecessor, proponho uma oferta.
–E qual seria?
–Eu perdoarei os seus seguidores permitindo que permaneçam na ilha, no entanto esse pecado não pode sair ileso. E para compensar essa quebra de exílio, eu exijo sua vida. Você deve morrer para que seu povo possa viver.
Começou um alvoroço, Fabrício ficou em choque, mesmo estando com muita raiva do pai, não estava preparado para perde-lo daquela maneira. Os membros da seita ficaram revoltados. James levantou a mão e todos se calaram. Quais seriam seus argumentos? Como ele se safaria daquilo? O xamã encarou o rei nos olhos, ele sabia que o Otto estava tentando se livrar dele usando uma armadilha, se ele se negasse a dar sua vida pelo seu povo, sairia como um charlatão, alguém que não merece ser seguido. James olhou pra baixo e sorriu, depois levantou o rosto e deu sua resposta:
–Eu aceito. Pelo bem do meu povo, darei minha vida com muito prazer!
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