Laranja Azeda
31 Capítulo 31 - A inteligente, a sortuda e a amante
Notas iniciais
Entrar no quarto de um morto podia ser algo assustador, mas para Santana naquele momento era como um suco de liberdade, poderia olhar todos os segredos daquele velho que lhe era tão gentil no início e depois viera a ser seu inimigo. Fabrício corria ao lado deles observando o cenário a sua volta, sonhara com aquele lugar inúmeras vezes, mas a sensação de estar ali de verdade era completamente diferente, e ele nunca imaginou ver seu amigo Felix correndo só de cueca daquele jeito. Hector mesmo ferido, estava feliz, seu amor parecia ter se recuperado do trauma de ser violentado pelo Ned, ou apenas suprimido esta parte, pois sem dúvida aquela lembrança o assombraria pra sempre. Felix estava muito feliz de estar usando uma cueca do Homem-Aranha, ela se tornara praticamente um símbolo de sua evolução.
Os quatro entraram no escritório do falecido Senhor Dois.
–Pessoal procurem por qualquer coisa sobre a família real! –Ordenou Santana.
Eles começaram a abrir pergaminhos, revirar gavetas, olhar ilustrações, quais segredos iriam encontrar?
–Aqui tem um pergaminho chamado: “Manual da punheta” –Diz Hector.
–“Lista dos banidos da ilha” –Lê Fabrício.
–Aqui tem um desenho dos sete deuses da ilha –Informa Felix –mas eu pensei que só existissem seis.
–Eram sete, mas um foi expulso –Dizem Santana e Fabrício ao mesmo tempo –Como você sabe disso? –Continuam o dueto.
–É melhor deixar essa mitologia de lado e manter o foco pessoal –Aconselha Hector.
–Tem um aqui chamado: “O bode”, sério que eles mantem arquivos até sobre bodes?
Santana procurava numa prateleira quando de repente se depara com um pergaminho que lhe trás muitos pensamentos:
–“A história de Adam e Eve”?
–Não foi esse que íamos ler quando o Senhor Dois nos descobriu? –Perguntou Felix.
–Eve? –Começou Santana lembrando da sua amiga, aquilo não parecia ser sobre a maldição da família real, mas algo a fez querer ler.
Leu em voz alta para os amigos, viu sobre a criação do mundo, sobre o primeiro homem e a primeira mulher que precederam até mesmo Adão e Eva, leram sobre a serpente que tentara Eve a comer do fruto proibido, sobre sua maldição que a impedia de se afastar da árvore da vida, sobre Adam conhecer outra mulher e formar família dando início a tribo do escorpião, sobre como ele morreu e sua alma saltou para o corpo do seu filho.
–Isso parece conto de fadas –Falou Felix.
–Mas é verdade –Começou Santana –Tudo aqui é verdade, pois eu conheço a Eve, nós somos melhores amigas.
–O que?
–Ela me contou isso só que de um jeito resumido, mas vejam minha interpretação de modo sucinto de toda a verdade: Adam deu início a família real, mas para poder se encontrar com sua amada, salta de corpo em corpo nas gerações da família, por isso que só nascem homens, e por isso a tal maldição de um filho deixar de amar seja lá quem for, quando seu pai morrer, pois a alma do Adam salta para seu corpo mudando seus sentimentos. E quanto aos deuses, que a proposito também conheço, eles são super divertidos e dão as melhores festas do cabide da região, no início eram sete, mas a serpente tentou Eve e assim foi expulsa e apagada da história, por isso os moradores só idolatram seis deuses –Os três garotos a encaram de boca aberta –O que foi?
–Quem é você e o que fez com minha prima?
–Deixa de gracinha Felix! Eu sou muito inteligente.
–Mas o que vamos fazer agora? –Pergunta Hector.
–Acho que a única que pode nos ajudar é a Eve.
De repente eles começaram a ouvir gritos alterados como uma multidão em fúria e foram verificar.
–Eles mataram o Senhor Dois!
–Invasores assassinos!
–Não é nada disso, a gente pode explicar.
Pelo jeito Otto tinha trazido seu grupo de suingue para a tribo e assim que chegaram, se depararam com Nicolas e Nicolau arrastando o cadáver do Senhor Dois e a multidão inferiu que eles o tinham matado.
–Isso é um crime hediondo! –Disse Shania se aproximando dos gêmeos quando olha pra baixo e vê a gata siamesa aos seus pés –Aaaaaaaa! Um demônio felinoooo! –Ela correu e se jogou nos braços do Dr. Logan.
–Escutem todos! –Foi ouvida uma voz conhecida e todos se viram avistando Ned e Branca vindo da praia, deviam ter ido pra lá, não encontrado ninguém e voltado para tribo, isto explica como os gêmeos chegaram primeiro que eles –O Senhor Dois...
–Calados! –Gritou Otto e os dois pararam na mesma hora, sem conseguir ir contra uma ordem do rei –Ned você não tem mais autoridade nenhuma então fique calado.
As pessoas cochichavam e apontavam para os vários ferimentos de Ned, principalmente um olho estourado, mas ninguém ousava levantar a voz.
–Foram vocês quem mataram meu pai? –Os gêmeos gaguejaram com medo –Pois me fizeram um favor, sua morte me libertou!
–Oiiiiii pessoal! –Gritou uma garota na multidão, todos se viram e veem Anna acenando –Que bom que vocês também sobreviveram ao naufrágio!
–Então vocês são sobreviventes do mar de monstros? Ótimo! Como prêmio por terem ajudado em minha liberdade, deixarei com que transem com um dos meus brinquedos, só um, por que vocês são iguais mesmo, vou contar vocês como um só. Deixe-me ver...
Uma outra garota andou abrindo caminho na multidão como se estivesse num transe e parou ao lado de Otto que a encara estranhando a ousadia.
–Estrela?
–Majestade acho que os deuses querem que eu esteja com eles.
–Por que afirma isso?
–Há alguns dias venho sonhando com os dois, mal posso acreditar em meus olhos aos vê-los.
Os gêmeos a encararam, eles não tiveram nenhum sonho, mas nenhum dos dois podia dizer que aquela não era a garota mais linda que já viram na vida. Seus cabelos loiros pareciam fios de ouro, seus olhos azuis pareciam um convite para um mergulho, e seu corpo nú um deleite para os olhos. Olhar para aquela beldade fez com que seus medos desaparecessem, os gêmeos só enxergavam ela.
–Tanto faz, que assim seja! Meus brinquedos ouçam! Vamos assistir a transa desses jovens!
–Yeeeee! –Gritaram todos.
Estrela se aproxima deles e olha pra baixo, seus olhos cruzam com a da gata.
–Oi gracinha, qual é o seu nome?
–O nome dela é Estrela –Disse Nicolau.
–Estrela? Esse também é o meu nome –Disse sorrindo.
Os gêmeos não eram nada tímidos, adoravam se exibir, como da vez que se esfregaram fazendo um sanduíche com Fabrício dentro de um ônibus movimentado, eles ainda tem vários vídeos se masturbando postados em sites pornôs. Então se eles iam se intimidar diante de um monte de gente peladonas os assistindo transar? Eles iam era gostar!
Estrela se aproximou deles e passou as mãos em seus peitorais. Os irmãos se olharam, sorriram e tiraram as blusas iguais. A garota se abaixou ajudando Nicolau a tirar as calças exibindo uma cueca samba-canção cor de vinho, que foi facilmente removida, o pênis do gêmeo era exatamente como ela lembrava de seus sonhos, mas só agora sentiria o seu gosto. Nicolas, que era o mais gentil, mas também safado, foi tirando logo as calças e ficou do lado do irmão. Os dois tinham pênis grandes e idênticos. Estrela lambeu os lábios, estava com água na boca.
Abocanhou o pau de Nicolau que dá um sorriso travesso, aquela boquinha quente de boqueteira teen era uma delícia. Ela depois chupou o pau praticamente xerocado de Nicolas. Estrela tinha acabado de voltar de uma orgia, mas chupando aqueles dois, se excitava novamente, sua buceta exposta estava brilhando, estava ficando molhadinha. Chupou com vontade alternando entre aquelas rolas maravilhosas, colocava as duas de uma vez, os punhetava, os ouvia gemer, brincava com uma rola, enquanto esfregava a outra em seus peitos fartos de adolescente.
Nicolau foi provar daquela convidativa vagina, passou a língua de leve nos lábios externos e a sentiu tremer, começou a lamber mais e mais rápido, a língua entrava na vagina, friccionava o clitóris, ele mordia o interior de suas cochas, o gêmeo sabia o que estava fazendo.
–Ooor!
Nicolas deixou sua gentileza de lado, agarrou a cabeça da moça e começou a socar sua rola até bater em sua garganta, ela engulhava, mas ele não parava, pelo contrário aumentava o ritmo. Estrela gemia, engulhava, se arrepiava, ia a loucura com aquelas preliminares, entretanto queria muito mais.
–Quero que vocês me comam!
Nicolas olhou para a multidão, viu que os poucos homens estavam batendo punheta e as muitas mulheres brincando com seus mamilos e seus clitóris, se exibir daquele jeito era muito excitante. Nicolau se deitou e Estrela sentou vagarosamente em seu órgão sentindo cada centímetro escorregar pra dentro de sua buceta jovem, mas experiente.
–Uooor aiii.
Começou a se mover de vagar, o travesso estava com o maior tesão vendo aqueles peitos jovens balançando. Ela se apoiou em seu peitoral quando sentiu o gentil chupando seu cú, ele ia enfiar dedos para abrir o caminho.
–Não precisa disso, pode meter direto no meu rabo.
–Você quem manda gatinha.
Gatinha? Estrela riu, ninguém nunca a tinha chamado assim. Nicolas deu uma generosa cuspida na mão e lambuzou seu pau que estava latejando querendo entrar naquele buraquinho traseiro, ele se ajoelhou, se ajeitando entre as pernas do irmão e assim conseguindo espaço para entrar naquele cuzinho, a cabeça de sua rola encontrou conforto nas pregas daquele ânus rosado e entrou com tudo.
–Aaaaar! Isso!
Os dois irmão começaram a se mover alternadamente, já tinham experiência em dar prazer juntos a uma terceira pessoa. Estrela gemia feito louca, era jogada pra frente e pra trás, impulsionada com as metidas. A sensação daquelas rolas duras dentro dela a fazia revirar os olhos, morder os lábios. Os bicos dos seus peitos estavam tão duros que dava pra furar o olho de alguém, Ned que nem chegasse perto, agora que só tinha um, era melhor mantê-lo em segurança.
Santana e os outros já tinham chegado a algum tempo e acabaram se distraindo um pouco com o show.
–Caralho preciso transar com esses dois.
–Foco Santana!
Anna que gostava muito mais de participar à assistir, avistou os quatro e foi até eles e já chegou abraçando e dando um beijo na boca de Fabrício.
–Fafa seu lindo! Sua autarquia! Você estava certo a ilha existe mesmo, me sinto em chamas como uma fênix neste lugar, tô no céu! Ei pessoal prazer em conhece-los e... –Ela olhou para os ferimentos de Hector –Meu filho você tá acabado viu, tá só o bagaço, se cuida.
–Anna chega! Precisamos ir encontrar uma tal de Eve.
–Você quer dizer Eve, minha gostosa doidinha da selva?
–Você conhece a Eve? –Perguntou Santana.
–Conheço, e quem seria você?
–Me Chamo Santana.
–Ah então você é a melhor amiga da Eve, ela me pediu para te dizer que levasse o Adam até ela urgente.
Os quatro olharam para Otto.
–O Otto é o Adam não é? –Perguntou Felix ainda sem acreditar naquela loucura de almas e maldição.
–Se a solução é só levar o Otto até Eve vai ser moleza.
–Como você pretende fazer isso espertinha? –Perguntou Hector.
–Assim.
Santana foi até o Otto, o rei se vira pra ela e a olha com desdém.
–Você ainda esta por aqui?
–Não sei pra que todo mundo ter que assistir a transa desses gêmeos, vou mandar que eles parem de assistir.
–Quem você pensa que é? Meus brinquedos obedecem apenas a mim, e eu quero que eles assistam!
–Então você quer que eles não saiam daqui antes que os gêmeos terminem?
–Exatamente!
–Não acho que eles vão te obedecer, se eu pedir o contrário, tenho certeza que vão me ouvir, pois sou muito gostosa, azeda, mas gostosa.
–Não seja idiota, veja. Povo da ilha eu os proíbo de saírem dos seus lugares até que eles terminem de transar.
–Ótimo –Disse Santana batendo na cabeça dele com um coco, Otto desmaia em seus braços –Agora podemos leva-lo e ninguém vai nos impedir.
Num primeiro momento os jovens olharam incrédulos com a súbita inteligência de Santana.
–Hector, Felix venham me ajudar a leva-lo.
–Não consigo me mexer! –Exclamou Felix.
–Nem eu –Confirmou Hector.
–Pois eu estou conseguindo –Diz Fabrício.
–E eu também –Completa Anna.
–Já sei, o Otto disse povo da ilha não se mecham, como eu sou imune não me afeta, mas o Hector e o Felix não tiveram a mesma sorte e vocês dois não foram aceitos na tribo ainda, então tecnicamente não fazem parte do povo da ilha e por isso não foram afetados.
–Sou só eu ou você também esta mais chocado com o raciocínio da Santana de que com essa loucura de maldição? –Pergunta Hector.
–Somos dois.
Santana, Fabrício e Anna arrastaram Otto para a floresta, enquanto os zumbis do sexo, Hector e Felix assistiam Nicolas, Nicolau e Estrela transando. Como os outros não sabiam para onde eles estavam indo, mesmo quando a transa acabasse não os encontrariam. Falando em tranza:
–Ooor cú gostoso da porra!
–Isso por que você ainda não provou dessa buceta irmão, vamos trocar.
–Trocar pra que? Cabe os dois na minha bucetinha.
Nicolas tirou o pênis do cú da jovem e pressionando-o mais abaixo deslizou pra dentro da vagina.
–Aaaaar delícia! –Gritou Estrela.
–Ooor! –Gemeu Nicolas sentindo o calor daquele buraco molhadinho e sentindo também suas bolas geladas encostando nas bolas quentes do irmão, outra das sutis diferenças entre eles, a temperatura das bolas.
Os dois meteram cada vez mais forte, Estrela gemia, gritava, babava, arranhava, ia a loucura.
–Estou chegando perto!
–Eu também irmão!
–Gozem dentro! Gozem dentro! Quero sentir a porra quente de vocês dentro de mim!
–Ooor! –Nicolau gozou primeiro, Nicolas sentiu as bolas quentes dele encolherem enquanto seu pau pulsava bombeando porra pra dentro da ninfeta. Os gemidos alucinados davam ainda mais tesão a Nicolas e seu pau deslizava com mais facilidade devido a porra do irmão ali dentro.
–Estou gozando! Estou gozando! Oooor!
Gozou gritando num orgasmo maravilhoso, Estrela gozou bem no finalzinho, os três ficaram ofegantes se movendo bem de vagar quase parando afim de deixar sair as últimas gotas de esperma. A garota sentiu os dois paus amolecendo dentro dela e então se levantou e a porra escorreu dela caindo na barriga de Nicolau que estava tão acabado que nem reclamou.
–Isso foi incri...
Estrela o interrompeu com um beijo na boca, durante toda sua vida Nicolau já beijou várias vezes, mas nunca tinha sentido aquilo antes, sentiu como se uma fagulha se acendesse dentro dele. Quando a garota se afastou um pouco e sorriu pra ele, o travesso a enxergou como uma pessoa meiga e inocente mesmo tendo acabado de ter aquela transa a três.
–Uau.
No centro da ilha Eve dançava com uma folha de bananeira.
–Você dança tão bem, Lorde Alfredo.
–Eve! –Gritou Santana ofegante e trazendo Otto apulso –Ajuda aqui amiga! O que ele tem de gostoso tem de pesado.
–Claro –Ela foi ajuda-los e bateu os olhos em Fabrício –Oxente Anna tem a fênix e tu tem o lobo? Deixa pra lá, o Adam é mais importante agora.
Eles o deitaram ali mesmo.
–Amiga li sua história, sei tudo sobre a maldição.
–Maldição? Que maldição?
–A maldição da família real, em que Adam pula de corpo em corpo e...
–Isso não é uma maldição Santana, isso é a esperança do meu amor, o modo que o primeiro amor encontrou para se manter vivo.
–O que? –Santana não estava gostando daquele papo, ela levara o Otto até ali na esperança de que Eve pudesse tirar a alma do Adam de dentro dele, mas do jeito que ela falava parecia que... Otto desperta e se levanta num salto.
–O que esta acontecendo aqui?
–Calma amor –Disseram Santana e Eve ao mesmo tempo.
Santana olhou boquiaberta para a amiga. Que história era aquela de amor?
–Você é a Eve? –Perguntou Otto confuso e com a expressão de quem esta tendo um confronto interno –Se afaste de mim!!! Aaaaar! –Ele gritou caindo de joelhos e sacudindo a cabeça feito um louco.
–Você não deve lutar contra o Adam!
–Eu me recuso a deixar esse parasita tomar posse do meu corpo!
–Ele não vai tomar posse totalmente, você ainda será você, só seus sentimentos que serão mesclados.
Otto parou de gritar e a encarou ofegante, Eve era tão linda, com aqueles olhos claros, cabelos escuro, rosto perfeitamente desenhado e seu semblante inocente.
–Eu...
–Amor eu preciso de você –Suplicou Eve deixando escorrer suas lágrimas.
Santana observava boquiaberta aquela cena. O que ela tinha feito? Tinha arrastado o amor de sua vida para os braços de outra? Ela não podia ficar parada vendo aquilo.
–Escutem aqui! Eu...
Eve agarrou o rosto de Otto e lhe deu um beijo na boca, lágrimas escorriam dos olhos dos dois e quando o rei abriu seus olhos...
–Otto? –Perguntou Santana sem saber quem seria o homem ali parado. Seria o Otto? Ou seria o Adam?
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