Laranja Azeda
15 Capítulo 15- Por trás dos olhos verdes
Notas iniciais
Há quem defina o amor como sendo um desejo incondicional de se querer o bem a alguém, há outros que definem amor como sendo um elo que une duas pessoas. Duas. Mas o que fazer quando se vive num lugar que não existe união entre duas pessoas, como conviver tendo o sentimento de querer alguém só pra si, mas ser obrigado a dividi-la com tantos outros? Esse era o dilema de Hector. O garoto tem apenas quinze anos, mas já ocupa um cargo de elevada importância em sua comunidade. Loiro de olhos verdes e de feições belas, o garoto é bonito de se ver, no entanto ele não é o que se pode definir como uma boa pessoa. Sua única diversão era ver os moradores da Ilha do Escorpião sofrendo, mas tudo mudou quando aquela pessoa chegou.
Nessa ilha a principal autoridade são os possuidores dos hormônios dos deuses e Hector é um deles. Naquela noite durante o jantar duas das moradoras pediram para anunciar um achado. Eram Charmosa e Preciosa, duas amigas barraqueiras, elas deviam estar brigando sobre qual achado era o melhor, teriam elas achado alguma flor esquisita? O loiro revirou os olhos só de pensar que tinha que interromper seu jantar pra dar atenção a porcaria de uma flor. Ele estava enganado. O achado não era flores. Preciosa apresentou uma sobrevivente do mar de monstros, uma garota horrenda de cabelos vermelhos. Hector não foi com a cara dela desde o primeiro momento em que bateu os olhos nela. Ele bocejou irritado. Foi a vez de Charmosa apresentar seu achado, era um garotinho assustado.
A irritação de Hector abrandou um pouco ao observar aquele pirralho encharcado, tremendo se agarrando a uma revista em quadrinhos como se aquilo o pudesse proteger, ou como se aquilo pudesse leva-lo de volta pra casa. O queixo dele batia e seus olhos lacrimejavam e o loiro sentiu um impulso de ir até o achado dizer que estava tudo bem, que ele não precisava sentir medo. Balançou a cabeça afastando aqueles pensamentos ridículos.
Hector era o possuidor do hormônio do primeiro prazer, todo mundo era obrigado a ter sua primeira relação sexual com ele, no entanto algo o magoava muito, as pessoas vinham, transavam com ele e iam embora sem querer uma segunda vez, todos só ficavam com ele por obrigação. Certa vez quando chorava em sua caverna particular, seu refugio do resto do mundo, aquele garoto apareceu. No primeiro momento o irritado rapaz quis expulsa-lo, mas o tímido menino não foi embora, pelo contrário, se sentou ao seu lado e tentou anima-lo.
A única pessoa que era sinceramente gentil com ele era o seu pai, mas aquele garoto estava mesmo tentando ajuda-lo e como Hector retribuiu? Comeu o cú dele. O Loiro sentiu seu cheiro de virgem e exigiu a primeira vez que era sua por direito. O puxou e o beijou e foi ali que começou. Felix, o pequeno Homem-Aranha, roubara o coração do loiro naquele dia. Ele dissera que era seu primeiro beijo, normalmente Hector não era nada gentil e transava logo sem se preocupar com os outros, mas o rosto enrubescido e nítido medo de Felix, o fez ser gentil. Mesmo Hector não tirando o sorriso travesso do rosto, foi divagar, enfiou dedos no ânus do garoto para prepara-lo pra não sentir muita dor, o beijou, o fez se arrepiar até que estivesse a vontade e só então o comeu, o pau do loiro parecia reconhecer o cú do garoto, pois uma sensação diferente percorria desde suas bolas até seu coração, aquilo seria o tal amor de que seu pai lhe falava?
Quando terminou Hector pensou que nunca mais nem conversaria com Felix, pois era sempre assim, ninguém o queria mais de uma vez, mas quando o pequeno Homem-Aranha foi até ele pedindo uma segunda vez e mais, quando ele o olhou no meio do sexo, quando um brilho no olhar o fez se sentir conectado a algo, foi o melhor dia da vida do loiro.
Dali em diante eles transaram varias vezes e as vezes não transavam, as vezes ficavam só deitados conversando. Hector não sabia que podia só ficar assim de modo tão confortável e um dia resolveu contar a seu companheiro o motivo de ser tão arrogante. Ele chorou no peito do garoto e ali mesmo adormeceu. Quando acordou no dia seguinte, se sentou na cama de palha e observou o outro babando enquanto dormia, e por mais engraçado que isso pareça, achou nunca ter visto ninguém tão bonito antes. É mesmo, não resta dúvida, Hector estava apaixonado.
Tinham se passado quatro dias depois do grande alvoroço e confusão da virada de ano, na ilha não havia distinção de casais e esses laços, mas Hector estava envergonhado, isso mesmo, o loiro marrento estava envergonhado e evitava encontrar com Felix, sentia que o tinha traído. Ele transara loucamente com Santana, a vadia de cabelos vermelhos, a praticamente sua arqui-inimiga. E ele tinha gostado. Hector não podia conversar ou pedir conselhos ao seu pai, por que o Hospital estava lotado, Mike, charmosa, Preciosa e até Branca estavam arrombados. E não foram os únicos, antes de transar com o quarteto, Ned saiu comendo cú e bucetas de umas quinze pessoas. O Dr. Logan ainda por cima estava se sentindo péssimo por mais uma vez ter transado com uma criança, mesmo sabendo que não foi um estupro já que Estrela não só quis, como gostou tanto que saiu comentando da maravilhosa rola do Dr. Sedução pra todo mundo, ela estava toda assada, mas tinha valido a pena.
Shania parecia uma múmia toda enfaixada, ela tinha sido atacada pelos próprios escorpiões quando seus hormônios falharam. Ned visitava Branca todo dia no Hospital o que era muito estranho. O Senhor Dois tinha sumido naquele dia, ninguém sabe com quem ou o que ele transou, mas andava estranho desde então. Otto tinha transado com o Felix. E quando Hector imaginava o rei comendo o seu pequeno amado sentia vontade de chorar.
Hector foi até a cabana de Felix, ele ainda estava o evitando, mas sabia que o garoto não estava, então entrou no quarto, se deitou na cama de palha e ficou ali por vários minutos pensando no outro.
–Sinto tanto a sua falta– O que era ridículo de sua parte, já que era ele quem estava evitando o Felix. Ele olhou pro lado e avistou a revista em quadrinhos do Homem-Aranha, o garoto ainda a guardava– Será que ele ainda deseja voltar pra casa?
–De jeito nenhum!– Hector se levantou no susto largando a revista.
–Desculpe mexer nas suas coisas.
–Você pode mexer no que você quiser, sabe disso!– Felix estava irritado.
–Você esta com raiva por que eu transei com sua prima?
–Por que eu ficaria com raiva de algo que você fez sem querer? E afinal eu também fiquei com outra pessoa, eu... Você sabe que transei com o Otto!
–Então por que esta com raiva?
–Talvez por que nos últimos quatro dias você tem me evitado?– Hector nunca tinha visto o garoto se comportar daquele jeito tão sarcástico, mas havia algo mais.
–Tem mais alguma coisa Felix?
–Eu sei que você esta muito acima de mim em hierarquia a tal, mas eu... Bem, eu gosto da Santana, ela é minha família, mas quase nunca tem tempo pra ficar comigo.
–E?
–E você Hector é a única coisa nessa ilha que faz com que eu me sinta em casa!
–O que?
–Quando estou com você eu me divirto, eu fico feliz, eu... Transo. Mas você me evitou esse tempo todo e fiquei pensando que nunca mais ia querer saber de mim por que eu transei com o Otto– Felix já estava chorando e como no primeiro dia em que Hector o viu quis abraça-lo, mas dessa vez ele pode faze-lo.
–Oh Felix– Hector o abraçou com tanta força que estralou as costas do outro.
–Au! Estamos bem, mas nunca mais me ignore de novo!
–Você esta querendo dar uma ordem num possuidor dos hormônios dos deuses? – Felix ficou calado sem saber se o loiro estava brincando ou não, mas quando o sorriso travesso apareceu em seu rosto, ele soube a resposta.
–Então vossa majestade dos olhos verdes, o que eu, esse pobre, tímido e inocente súdito posso fazer por você?
–Eu tenho algumas ideias.
Hector agarrou o rosto de Felix o puxando num beijo quente e desesperado, suas línguas se enroscavam, suas mãos abraçavam o corpo do outro, estavam matando a saudade. Os dois gemeram, o loiro abriu a bermuda do outro a fazendo cair e expondo a cueca do Homem-Aranha, Hector riu e apertou as nádegas de seu amante com tanta força que ele deu um gritinho. Os dois riram e se beijando deitaram-se na cama de palha, Hector ficou por cima e enquanto beijava ia esfregando seu traseiro no pau de Felix, eles foram jogando suas peças de roupas até sobrar apenas a famosa cueca. O loiro lambeu os mamilos do garoto e desceu pela barriga, chegou na virilha e tirou a cueca do Homem-Aranha com a boca. O pau de Felix latejava escorrendo um liquido transparente, nesse momento seus olhares se cruzaram e foi o marrento quem falou:
–Eu te amo.
Felix ficou boquiaberto, não espera que ele dissesse aquilo, e ainda mais no naquele momento. Hector ficou apreensivo pelo silêncio e pela cara de espanto do pequeno.
–Ai desculpe, eu não devia ter dito isso.
Felix se ergueu beijando-o com paixão, foi tão intenso que quando se afastaram Hector estava ofegante e surpreso.
–Eu também te amo.
Felix o beijou, o jogou na cama e começou a lamber seu ânus. Hector gemeu sentindo aqueles arrepios, fazia tanto tempo que não transava, quatro dias sem transar na Ilha do Escorpião é um absurdo, ao menor toque ele gemia de tesão. Quando seu cú já estava todo babado, o garoto tímido encostou a cabeça da sua rola ali, entrou aos poucos ouvindo seus gemidos e quando já estava metade dentro, entrou com resto de uma só vez.
–Ooor– Gritou Hector com sua voz grave morrendo num agudo fininho– Me come, vai Felix come esse cú!
Felix meteu alternando a velocidade, hora metia feito um coelho, hora ia devagar aproveitando cada investida. Sua rola entrava e saia, ele se apoiava usando os braços e quando não aguentou mais, se deitou sobre o corpo de Hector, o calor da união dos dois corpos os deixaram com ainda mais tesão. Felix mordeu sua orelha e meteu de uma vez empurrando o mais fundo que pode e continuou empurrando e foi como se seu pênis tivesse aumentando e o loiro foi a loucura.
–aaaa!– Seu gemido foi aumentando gradativamente, um arrepio subiu por suas costas, ele apertou as cobertas e Felix voltou a meter com força e velocidade– Vamos mudar de posição.
Felix tirou seu pênis devagar, quando Hector se virou viu seu pau tinha babado a cama toda, pediu desculpas e recebeu risadas de deboche em resposta, sorriu, se deitou de frente abrindo as pernas para o outro entrar mais uma vez. O garoto não teve gentileza , foi logo entrando com tudo de uma vez fazendo o outro gritar.
–Doeu?
–Sim, mas quem vai sentir dor é você se ousar parar de meter agora.
Ele riu e começou a meter, nessa posição de frente os dois podiam se beijar, Hector molhou os dedos e apertou os mamilos de Felix que gemeu parando de se mover e o outro rebolou no seu pau.
–Ai que tesão Hector!
–Adoro quando você fala o meu nome.
–Estou perto de gozar.
–Goze dentro!
Hector abraçou-o apertando suas nádegas, ele amava aquela bundinha naturalmente empinada do seu pequeno, Felix se inclinou sua boca ficou perto do ouvido do outro de modo que sua respiração ofegante causava-lhe arrepios, ele aumentou a velocidade, rola pra fora, rola pra dentro, rola pra fora, rola pra dentro e...
–Ooooooor!!!– Ele teve um orgasmo gozando naquele buraco quentinho, o loiro apertou suas costas gemendo alto sentindo aquela porra dentro dele.
Felix caiu de lado ofegante, Hector se levantou com porra escorrendo pelas pernas, batendo punheta.
–Vou gozar também! Posso gozar na sua cara?
–Hector, eu sou seu.
–Oooor!
O loiro gozou jatos de porra que lambuzaram o peito e o rosto de Felix. Quando terminou Hector deitou sobre ele se sujando também e ainda o beijou de língua, talvez tenha até sido um pouco nojento, mas eles estavam com tanto tesão que foi até muito excitante.
Eles se amavam isso era verdade, mas como seria seu possível relacionamento? Hector tinha que transar com os virgens e Felix podia ser requisitado a qualquer momento pelos possuidores dos hormônios dos deuses. Parece que eles nunca poderiam ser apenas um do outro, mas esses problemas eram pra outro dia, por que naquele eles estavam no ápice da felicidade.
Fale com o autor