Laranja Azeda

1 Capítulo 1-Começo com cara de fim


Notas iniciais
O primeiro capitulo é um pouco curto, mas repleto de aventura.

Ela finalmente o beijou, tinha esperado muito por aquele momento, todas suas amigas já tinham dado seu primeiro beijo, menos ela, e quando finalmente alguém chupa a sua língua, quando finalmente perderia aquele ridículo rótulo de “BV”, o menino se afasta fazendo uma careta e até cuspiu e disse:

“Eca, que gosto azedo”. Essa foi a frase que descreveu o primeiro beijo de Santana Watson a garota do beijo azedo. Santana tinha o cabelo ruivo e era muito bonita todos os garotos se interessavam por ela, mas quando a beijavam tinham uma repulsa imediata. E por este motivo, de ter o beijo digamos que um pouco cítrico, recebeu o apelido de laranja azeda.

Os anos se passaram e nossa protagonista se sentiu tão minimizada e revoltada que mesmo sendo tão bela se achava a pessoa mais repulsiva do mundo, e talvez até fosse.

–Isso é tão injusto! Acredita nisso Felix? O Pedro me beijou e teve um ataque alérgico! E agora na escola estão todos falando que eu tenho herpes ou coisa do tipo –Ela fez uma pausa enquanto Felix tomava seu suco de laranja de caixinha e finalmente respondeu:

–Não?

–Isso mesmo Felix! Nem eu.

Felix era seu primo que nessa época tinha apenas seis anos. Santana durante toda a sua vida usou seu primo como plateia de suas reclamações sobre si mesma, mesmo ele não entendendo metade das coisas que ela dizia era um bom ouvinte.

–Você sabe o quanto já é ruim ser ruiva? –Ele abriu a boca pra responder, mas Santana não deixou e continuou seu monologo –Claro que não sabe você tem esses cabelos pretos e lisos perfeitos! Na escola agora estão me chamando de água de salsicha!

–He he água de salsicha –Riu o menino.

Santana completou vinte anos e resolveu que era chegada a hora de finalmente se entregar a alguém, sexualmente falando, ela tinha planejado tudo, faria sexo com Bob um rapaz calado, mas muito bonito e faria naquela noite em questão, pois no dia seguinte iria embora para sempre, se mudaria para a nova cidade em que seu pai começara a trabalhar, por isso caso alguma coisa desse errado e o Bob saísse falando mal dela, ela não precisaria olhar praquelas pessoas detestáveis daquela cidade cinza.

Bob entrou no quarto de Santana e encontrou um colchão de casal com várias pétalas de rosa espalhada por cima e só, pois todas as coisas da garota já haviam sido empacotadas e enviadas pelo caminhão de entregas. A mãe e o pai de Santana já tinham ido embora só a deixaram ficar por que ainda faltava uma prova para o Felix fazer e ela se oferecera para ficar com ele e os dois viajarem de avião na manhã seguinte. Seu primo era filho do irmão gêmeo de seu pai, Felix ficara órfão um ano atrás e passara a morar com a família de Santana, ele agora com quatorze anos era um garoto muito bonito, inteligente e educado e embora fosse calado era querido por muitas pessoas.

Voltando para a noite romântica de Santana. Ela tinha escovado os dentes como nunca antes, tinha lavado a boca com uma mistura de vários tipos diferentes de antissépticos bucais e até com um pouco de perfume. Bob se deitou no colchão e ia beija-la por medo ela desviou do seu beijo.

–O que foi? Você não quer?

–Não é isso, podemos nos beijar só depois?

–Como você quiser.

Ela sorriu, tudo estava saindo como planejara, se ele não a beijasse não teria problemas. Ele tocou se pescoço com os lábios e mordeu sua orelha e um choque percorreu todo o seu corpo e ela tremeu.

–Algum problema?

–AI arrepiou a epiderme! –Ela se tocou da mancada que estava dando e partiu pra cima dele chupando seu pescoço.

Os dois se agarraram passando as mãos no corpo um do outro, ela desabotoou a camisa dele e ele puxou a dela por cima, colocou suas mãos por trás dela e com destreza tirou seu sutiã. Santana estava incrivelmente feliz, não estava com um pingo de vergonha, ela queria aquilo, se preparara para aquela noite, tinha assistido filmes pornôs e lido todo o kama-sutra. Arranhou as costas de Bob e ele gemeu e caiu de boca em seus seios. A língua dele fazendo movimento circulares em seu mamilo lhe fez gemer e quase gritar. Isso! Continua assim! Ela pensou. Ele beijou a barriga dela e continuou descendo e a cada milímetro que descia ela tinha espasmos e arrepios alucinantes como se fosse explodir de tanto prazer. Bob puxou seu short com calcinha e tudo ignorando sua lingerie nova que ela demorara tanto tempo pra escolher no sex shop. E então sua língua e lábios encostaram em sua vagina e Santana soltou um gritinho sentindo um choque percorrer suas pernas e se espalhar por todo o corpo e então...

–Arg! –Bob se afastou fazendo uma careta e ela o encarou perplexa quando ele disse –Que azeda! Sua pepeca é azeda!

E assim terminou o que mal começara. Ela ficou furiosa e expulsou Bob de sua casa, sem dúvida ele espalharia aquela história por toda cidade, mas ela não estaria mais lá para se preocupar com isso. Revoltada foi tomar um banho frio e no banheiro socou a parede e gritou de raiva e se ajoelhou chorando.

Na manhã seguinte Santana pegou um táxi e foi até a casa de um amigo de Felix onde ele dormira. Seu primo se despediu de seu amigo chorando e os dois entraram no táxi.

–Vou sentir saudades daqui –Disse Felix.

–Eu não –Disse ela comendo uma batata frita.

Santana estava vestida toda de preto e usava óculos escuros, parecia estar indo para um enterro, queria comentar a noite passada com Felix, mas sexo era o único assunto do qual seu eterno ouvinte se recusava escutar. Ele era muito tímido e ela muito liberal, mas pelo jeito nunca ia encontrar alguém que a quisesse. Os dois embarcaram no avião e partiram para sempre. Felix estava lendo uma história em quadrinhos do Homem-Aranha quando chegou numa cena em que Peter Park transava com Mary Jane e o menino passou rapidamente as paginas constrangido e enrubescido. Santana riu daquilo, e depois riu sem grassa noite passada e suspirou.

–Eu não posso desistir, tenho que encontrar uma forma de fazer alguém gostar de mim.

–Tenho certeza de que você vai encontrar alguém Santana.

Os dois sorriram um pro outro e de repente o avião sacudiu, uma aeromoça caiu no corredor derrubando uma garrafa de vinho que trazia nas mãos. Todo mundo gritou, mas logo o avião parou de balançar e todos ficaram em silêncio, parecia ter sido só um susto e então um raio caiu na asa esquerda do avião que despenca no ar. Várias pessoas estavam sem o cinto de segurança e foram jogadas pra cima. O avião caiu como uma flecha no oceano, por sorte não explodiu, se é que pode se chamar de sorte cair no meio do oceano. Depois de alguns minutos de gritos, foi como se a poeira baixasse e as pessoas começassem a se recompor. Algumas correram para a cabine do piloto, outras ajudavam os feridos. Felix chorava desesperado e Santana estava calada segurando a cadeira com tanta força que quebrara varias unhas.

–Calma Felix nós vamos sair dessa.

Ela mal fechou a boca e uma turbina explodiu acabando com aquela sorte citada acima sobre não explosões. Água começou a entrar e o avião começou a afundar.

–Nós vamos morrer!!! –Gritou Santana.

–Você acabou de me mandar ter calma!

–Esqueça o que eu falei! Se desespere!!!

Os dois gritaram loucamente enquanto a água subia na altura de seus joelhos. Felix parou de chorar um pouco, pegou sua revista em quadrinho enfiou dentro do short e soltou o cinto.

–O que esta fazendo?

–Não podemos ficar parados temos que tentar sair.

Nessa hora um grupo de homens conseguiu abrir a porta do avião e gritou para todo mundo sair. Ele mal terminou de falar e Felix e Santana passaram praticamente voando por eles, logo todo mundo estava em cima do avião que afundava mais a cada segundo. O piloto tentava entrar em contato com a torre de comando pedindo resgate, mas era evidente que nunca chegariam a tempo.

–Podemos nadar até aquela ilha! –Gritou uma mulher loira apontando para uma ilha distante e no instante seguinte se jogou no mar –Vejam é seguro!

E essas foram suas últimas palavras, pois um enorme tubarão surgiu praticamente pulando atrás dela e a abocanhou puxando para as profundezas. Todo mundo gritou, alguns começaram a rezar, o avião continuou a afundar e para piorar a situação vários tubarões surgiram nadando em círculos, Felix e Santana se abraçaram e nesse momento a outra turbina explodiu e jogou todo mundo no mar. Os dois primos afundaram e abriram os olhos sem acreditar naquela cena monstruosa de centenas, não, deviam ser milhares de criaturas marinhas, tubarões, baleias, até mesmo lulas gigantes. Os dois subiram pra superfície e avistaram uma tempestade se aproximando, massas de ar desceram do céu formando ciclones, era impossível sobreviver a tudo aquilo o livro mal começou e a história da laranja azeda parece que já vai chegar ao final. E para uma grande cena final, uma enorme onda se ergueu acima deles e puderam ver varias criaturas marinhas antes de serem submergidos e perderem a consciência.

Notas finais
Assim começam as aventuras de Santana e de Felix, embora pareça que tenham terminado sem nem começar. Espero comentários e criticas.