Lana-uma Linda Família Eum Novo Cão (II)
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Essa fic era para ter apenas três capitulos, mas acho que não consegui, ainda vai ter mais um !
Beijos e obrigada pelos reviews. Estou amando cada um deles !
_Não, meu amorzinho ! Ela estava apenas se despedindo em uma conversa. Estávamos falando de você !
_Falando o quê ?
_Que o Dimitri te chamou para tomar sorvete, não foi ?
_É ...
_Mas eu disse que temos compromisso. O papai vai te levar no laboratório. — Ele resolveu pensar em algo que a distrairia, ela adorava aquele lugar.
Lana tinha um dedinho na boca, e estava pensativa.
_Foi só isso.
_Dimitri me disse que o pai dele viajou ... para longe e ... eu pensei ...
Sua garotinha parou de falar e fez um beicinho.
_Não precisa ficar assim, filha ! O que foi que você pensou ?
_O Derick falou que quando o pai dele viajou para longe também ... ele viu a mãe dele ... — ela fungou com os olhinhos ainda molhados, _A mãe dele ... beijou um homem e agora, ele mora lá ... com eles !
Ela o abraçou com força e confessou.
_Pensei que ... você fosse morar lá, agora, na casa do Dimitri e ia ... ia...! Você não vai fazer isso não é ? Quer dizer ... deixar a mamãe e eu ...
_Lana ! O papai ama vocês duas, mas tanto que nunca pensou em querer ficar em outro lugar !
_Jura ? – Ela tombou mais a cabecinha em seu peito e descansou a pequena mãozinha em seu rosto.
Ele cruzou os dedos e completou.
_Juro ! Eu nunca faria isso. Como é que vou ficar sem as duas coisas mais importantes da minha vida ... sem a garotinha do papai ?
Ela deu um sorrisinho tímido e deslizou sua mãozinha pelo rosto dele.
_Podemos ir embora ? Eu queria muito ver a mamãe !
_Claro ... minha princesa ... mas vai parar de chorar, não é ?
Ela balançou a cabeça e ele a ergueu em seus braços.
_Onde está a sua mochila ?
_Ficou maluco, papai ? Hoje não tive aula ! Foi apenas lazer !
_Ah ... é verdade !
Isso serviu para que o ambiente ficasse mais descontraído e ela riu, tapando a boquinha com as mãos.
Ele beijou seu rostinho, agradecendo a professora, que parecia hipnotizada, talvez pela imaginação dela !
Não tinha como negar, sua mente era infinitamente fértil !
..........
Eles procuraram por ela em todo lugar. Ainda parecia estar em campo.
Ecklie os encontrou no corredor e se agachou para dar a mão à ela. Não tinha como não gostar de sua maneira divertida em falar e sorrir. Ela era linda e lembrava sua filha quando pequena.
_Olá ... como você cresceu ? Já está ficando mocinha !
Ela riu ainda mais e estendeu sua mão, a outra segurava a mão de seu pai.
_Eu ... estou bem ...
_E o que mais tem a dizer a ele ?
_Obrigada !
Na verdade, Grissom nunca conseguiu entender a mudança que ela provocava em pessoas carrancudas feito ele. Talvez houvesse uma esperança em seu coração. Sempre pensava nisso !
_A Sara ... está em campo ?
_Me parece que sim, foi um assassinato em massa ! As coisas parecem bem complicadas, vão precisar de ajuda !
_Tenho algumas coisas para adiantar, mas se precisar de um dos meus, me avise.
_OK !
Ele saiu beijando a mãozinha de sua filha, o que foi outra grande surpresa.
_É ... acho que o papai vi ter que levar você comigo !
_Pra sua sala ?
_Huhum ...
_Uau !
_Mas com uma condição ! Não mexa em nada !
_Sabia que tinha alguma coisa.
Ela não tinha medo de nada, os insetos para ela eram como seus amigos íntimos, o feto de porco radioativo era a atração principal para ela e mais alguma bizarrices que seu pai mantinha.
Uma vez ela insistiu para que tirasse uma foto para poder mostrar aos seus amiguinhos. Ele negou, aquilo assustaria qualquer criança ! Então, ele decidiu comprar um de borracha para que ela parasse de falar tanto naquele feto. Quando queria alguma coisa, era difícil tirar de sua cabecinha !
Ele se lembrava perfeitamente
...
Assim que chegou em casa, naquele dia, ela pediu uma jarra à mãe, e tentou empurrar o porquinho recipiente adentro, uma missão impossível, já que o bichinho cor de rosa, tinha um traseiro gordo o bastante para ficar entalado e esparramar água por todos os lados.
Isso rendeu a eles um ataque de risos.
Lana ficou horas sem falar com eles, apenas brincando com suas bonecas, no canto da sala, “conversando” alto o suficiente para eles ouvirem.
_Vocês sim é que gostam de mim, não ficam rindo toda hora das coisas que eu faço.
Nem o ataque de beijos e abraços de seus pais, fizeram com que baixasse a guarda e se rendesse. Ela ainda continuou ali, em seu mundo, e eles decidiram “dar um tempo” a ela !
Grissom pensou que ela era mesmo filha de Sara, mas ficou bem quietinho, expressar sua opinião só iria fazer com que as mulheres de sua vida o derrotassem com suas carinhas zangadas !
_Ela está brava … querido !
_Deixe … isso não vai durar muito !
_Ainda bem que ela comeu !
_Nunca tive uma refeição tão silenciosa !
_Shiiii … se ela ouvir … Santo Deus !
E durou o suficiente até ela sentir sono e subir de mansinho no colo de seu pai no sofá, enquanto ele assistia TV e sua mãe lia alguma cosa.
Ela abraçou seu pescoço e se aconchegou feito uma gatinha em seus braços.
Com cuidado ele a ajeitou e beijou sua cabecinha, e em segundos já estava a sono alto.
...
_Papai ?
_Sim ... querida !
_Gosto daqui ! Você também, não é ?
_Isso mesmo … também gosto.
_Hum …
Ela andava por todos os lados, atenta a tudo. As mãozinhas para trás, analisando, pensando e … falando, para variar !
Ele não conseguia se concentrar em nada, não havia como !
_Papai ?
Ele suspirou, mas se conteve, se Sara descobrisse que ele estava pronto a pedir a ela para ficar quieta, ela o mataria. Essa era sua natureza, sua personalidade e isso a boicotaria !
_Oi… meu amor !
_Poso pegar uma cadeira ?
_Para quê ?
_Quero ver essas casinhas de vidro, não consigo aqui do chão !
Ele se levantou tentando manter a calma, a pegou no colo e mostrou uma a uma.
_Quem fez isso ? É tão … bonito ! Olha esta almofadinha colorida, esses quadrinhos …
_Foi uma menina muito má.
_Como assim … má ? Ela maltratava as pessoas ?
_Isso mesmo, mas ela estava doente !
_O que aconteceu com ela ?
_Foi embora.
_E deu essas casinhas para você, papai ?
_Isso mesmo !
_Por que ?
_Para o papai analisar e descobrir as coisas.
_Hum … e você conseguiu ?
_Sim … !
_Oi querido !
Ele se virou e Lana quase saltou de seu colo para correr para os braços da mãe.
_O que está fazendo aqui, mocinha ?
_O papai me trouxe … depois … da escola.
Ela sorriu para ele.
_Coo foi a reunião ?
Do nada Lana sapecou um beijo em seu rosto.
_Eu te amo, mamãe !
Eles acharam engraçada naquele gesto impetuoso, mas Sara não disse nada. Sempre que tinha esses rompantes, algum motivo se escondia atrás deles.
_Também te amo, meu amorzinho. — A mãe a apertou em seus braços a embalando.
_E então ?
_Bem … muito bem, tenho boas notícias. Conversaremos em casa.
_Já está trabalhando ?
_Estava tentando …
_Hum … entendi.
_Vamos embora ? A mamãe tem uma coisa no carro que você vai adorar.
_O que é ?
_Uma casa de bonecas. A tia Cath quem comprou !
_Uau ! Então vamos, não vai ficar triste, não é papai ?
_Não … filha … o papai tem que trabalhar.
Ele se despediram com um pequeno selinho e ele sorriu, ouvindo a vozinha fina falando … sem para … para variar ..
_Como é esta casa de bonecas ?
Ele pensou na situação que viveram e resolveu dar um tempo, para que chegassem e casa e pudesse conversar com sua mulher, pelo telefone.
Não tinha ideia do que Lana ainda estava pensando e ficou apreensivo que ela pudesse contar alguma coisa inadequada para sua mãe. Não podia correr o risco. Conhecia sua mulher. Nunca era bom arriscar.
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