Lamour de Ma Vie

5 Novo Lar - parte II


Notas iniciais
O capitulo ta beeeeeeem meloso,mas é porque a Bella ta passando por uma fase dificil e ta meio em deprê,pode ser chatinho mas leiam pois é importante para entender os proximos ok?
Não se esqueçam: REVIEWS!!

Nossos dias estavam caóticos e nossas noites sempre tristes e mal dormidas, minha cama ficava ao lado da janela e á noite tinha-se uma visão perfeita da lua e da praia, eu amava aquele lugar, mas sentia falta do campo, do ar puro, dos cavalos, da nossa pequena mas tão confortável casinha que fora incendiada e principalmente...de papai.Eu chorava todas as noites desesperadamente e em silêncio,ainda passavam-se milhares de flashbacks em minha cabeça,nós três cavalgando tão sorridentes e felizes,como o futuro pode ser imprevisível,como eu queria ter alguém para abraçar naquele momento,quer dizer,prometi a Klara que nós seriamos sempre uma a conselheira da outra,mas minha irmã tinha só quatro anos,não queria fazê-la sofrer mais,até porquê estava sendo difícil dormir para Klara também,as vezes ela acordava no meio da noite e deitava-se ao meu lado,me abraçava o mais forte que podia e as vezes até chorava,eu continuava olhando pra lua,que parecia naquele momento,minha única conselheira.

Ter que acordar todos os dias era mais difícil do eu parecia, aturar a mimadinha da Sue, o insuportável marido da Suelly, a saudade de casa e de papai... Às vezes tinha vontade de me afogar na banheira enquanto tomava banho, mas não o fazia, pois Klara precisava de mim.

Suelly veio até nosso quarto enquanto nos preparávamos para jantar, disse que tinha uma novidade e que iríamos adorar:

-Klara e Isabella daqui a uma semana vocês começarão a ir a escola,tenho certeza que vão adorar!

-Isabella pelo que você me disse nunca foram a escola certo?

Confirmei e ela continuou a falar:

-Eu realmente imaginava que aquele pé rapado do Rodrigo nunca levaria vocês em uma escola.

Não hesitei e gritei:

-Não fale assim do meu pai!- Senti um arrepio e meus olhos castanhos já estavam cheios de lágrimas.

Suelly fingiu que eu fosse invisível e nem se quer reparou que lagrimas e lagrimas agora desciam em meu rosto.

-A escola começa semana que vem, amanhã levarei vocês para comprar o material escolar, qualquer duvida perguntem a Suelly ela estuda na mesma escola que você Klarinha vai estudar. Espero vocês para o jantar.

Meu estômago estava embrulhado depois das palavras da Suelly, pedi a Klara que jantasse sozinha só por um dia, para jantar, minha irmã não me negaria esse pedido, pois ela se sentia como eu naquele momento, a única diferença é que ela tinha uma mãe e uma casa que podia afirmar ser também dela, eu, por outro lado, não tinha ninguém.

Klara desceu e eu apaguei as luzes do quarto,deitei na cama e voltei a admirar a lua,minha fiel conselheira.

Tinha tantas perguntas sem sequer uma resposta,ninguém pra me responder,ó solidão,me responda!Será que já não bastava tudo que eu estava passando? Ainda vem a talzinha da Suelly criticar meu pai? Se ela achava tão errado deixar Klara com papai,porque nunca foi visitá-la? Não que eu quisesse ter Suelly por perto,na verdade bem pelo contrario,i hate Suelly!! e sempre vou odiar ela!

Adormeci em meu choro caladinho, melancólico e minha profunda tristeza-saudade, sonhei com nossa casa,eu,Klara e papai cavalgando,meu sonho de sempre,de todas as noites,queria tanto poder reviver este sonho,estar lá novamente como se nada tivesse acontecido,a cada pensamento eu chorava mais e me forçava mais a dormir.

Eram quatro e meia da manhã quando despertei dos meus saudosos sonhos,Klara ainda dormia na cama ao lado,óbvio ela não acordaria as quatro meia da manha,ela não dormiu as sete da noite chorando horrores e sonhando maravilhas.Eu estava com fome,com muita fome,a ultima vez que me lembrara de comer foi no almoço do dia anterior .Revirei minha mochila rosa surrada na esperança de encontrar ao menos um biscoito que trouxera para a viagem,encontrei um club social e devorei até os farelos.

Já eram cinco quando terminei,abri uma brechinha da janela e pude ver o sol nascendo,decidi tentar algo meio arriscado e que talvez não desse certo,desci as escadas e abri as centenas de portas que tinha na casa,até a ultima que dava para a rua,fui para os fundos da casa,onde localizava-se a praia(toda a cidade estava de costas para a praia),vista da janela do meu quarto.

Sentei-me na areia (ainda com roupas de dormir), e assisti á aquela visão de filme, sem contar na deliciosa brisa de amanhecer em meu rosto e cabelos lisos castanhos levemente encaracolados.

Me senti novamente em casa,aquela brisa era a mesma que eu sentia na fazenda,era a mesma que eu sentia quando cavalgava,o que me levava a novamente lembrar do meu sonho diário: eu,Klara e papai cavalgando.Caminhei até o mar e deixei que a água salgada molhasse meus pés suavemente,caminhei um pouco e sem perceber a água já beirava meu vestido,a pouco estaria nadando,olhei no relógio e já eram sete horas,sai as pressas pois não queria que Klara,Suelly ou pior,Sue me vissem fora de casa.Corri e até consegui molhar meu vestido com isso,eu havia deixado a porta aberta,mas quando tentei entrar estava fechada,tentei olhar pela vidraça que tinha na porta e consegui avistar Sue pegando um copo d’água,quando me viu foi até a porta,esperava que ela abrisse,claro,mas não,claro que não,ao invés disso,ela trancou a porta,me deu um “xauzinho” sínico e subiu as escadas.

Notas finais
que tal?