Lamentos das asas de Um Kresnik

2 Capítulo 1 – Temendo por Ela


Notas iniciais
Hoje não é um bom dia, mas é perfeito pra ser eu... Ainda mais por que me apaixonei por um alguém que desconheço por completo e mal sei se posso reencontra-lo um dia pra saber se ele me ama ou não...

Já amanhecia e eu percebi que Lílian estava sonhando profundamente por isso sai debaixo dela sem acordá-la e fui ao rio tomar um banho, mas quando saio do casebre eu senti como se estivesse sendo observado por alguém que poderá por a vida de Lílian em perigo...

—Que noite... Melhor eu tomar um banho...

Bem, eu não sou o melhor ator do mundo, mas consegui que esse alguém me seguisse. Quando estou no lago eu percebo que ele se aproxima.

—Quem é você? E a que veio?

—Nossa! Atento como sempre, né? Irmão Zero?

—Seth? O que faz aqui? Pensei que você estivesse cuidando dos seus filhos?

—E estou, mas antes disso eu percebi que tinha um cheiro estranho de sangue Terran e vim observar melhor a origem para saber se era ou não um grupo rebelde, mas ao que parece você continua a não se importar com as vidas dos Terrans e Methuselahs assim como antes, não é Zero?

—Na verdade não me preocupo mesmo, mas não fui eu que fiz esse banho de sangue Terran e sim um de seus queridos filhos, mas não se preocupe eu mesmo vou matá-los...

—E por que você faria isso? Não me diga que você agora adotou uma política de justiceiro? Isso não combina contigo...

—Não, realmente não combina, mas eu vou atrás deles por que eles mataram a mãe de uma Terran que conheci...

—Espere um pouco... Você conheceu uma Terran que lhe deu interesse? E ela, é bonita?

—Ela é linda, mas não tem nada a ver com o que imagina... ela é uma criança que achei abandonada na rua e que me pediu para cuidar dela...

—Sim... Sei... Mas você não acha que ela não é nova demais para você?

—Eu já disse que não tenho interesse físico nela e que só estou fazendo um favor a uma pessoa...

—Tudo bem... Se você não quer aceitar o que realmente é... O que eu posso fazer, mas saiba que ela pode lhe trazer problemas maiores do que pensa.

—O que você quer dizer?

—Eu estou querendo dizer que se você se apegar a ela pode ter grandes problemas a sua frente, por que ela será seu ponto fraco assim com meus filhos são os meus...

—Não diga besteiras... Ela não poderia trazer problemas nem a ela mesma...

—Se você acha assim... Não tenho mais nada a dizer, além de um adeus.

Ela tinha ido embora e eu tinha ficado estático em relação às palavras dela, mas mal podia pensar em perdê-la... Seria como perder o pouco que posso chamar de família nesse mundo. Acabei por voltar para a casa e vi que Lílian ainda adormecida sobre o aglomerado de panos e trapos que eu juntei para cobri o chão e a nós... Mas aquela sensação ruim não saia da minha cabeça era como se eu soubesse que ela era frágil demais para estar ao meu lado... Eu já não sabia como raciocinar...

—Ah... Petter você já acordou?

—Hã? Sim... E você ainda está dormindo, sua preguiçosa.

—Eu não sou preguiçosa! Só não consegui acordar mais cedo...

—Isso é sinal de preguiça e isso quer dizer que você é preguiçosa...

—Não sou não!

Seth me observava de fora da casa.

—Será que você está pronto para ter o peso de uma vida em suas mãos?

Depois disso, ela foi embora e eu comecei a brincar com Lílian de pô-la na corcunda.

—Petter... Você vai realmente ficar ao meu lado para me proteger para sempre?

—Sim, mas você também tem que aprender a se cuidar um pouco, por que eu posso, às vezes, estar ocupado e não poder vir te ajudar, então você tem que começar a buscar uma forma de se proteger, ta?

—Ta! Mas como eu faço isso?

—Deixe-me te mostrar.

Ela prestou muita atenção como se fosse à primeira aula no colégio.

—Você deve atacar com habilidade quem tentar lhe fazer mal! Tome esse graveto.

—Sim!

—Segure assim e depois golpeie aquele tronco como se ele fosse um inimigo.

Ela batia como se ele quisesse tirar a vida dela e eu via que agora só faltava ela aprender como golpear. Eu passei a tarde inteira treinando-a na arte da esgrima japonesa perdida chamada Iai-Dô... ela tinha jeito, mas lhe faltava um pouco de habilidade e coragem... Nada que um bom mestre não possa ensinar, mesmo que ela fosse assim por causa do medo de ser morta e de matar... Ela tinha que aprender um pouco de auto-defesa... daí começaram os mais longos e árduos dois anos que um imortal poderia viver.

Notas finais
Mesmo que ainda sofrendo de uma falta de sentimento espero reencontrá-lo querido desconhecido...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.