Lamentações E Esperanças De Um Monstro

3 Capítulo 3 - Roberto Version - Seven Deadly Apples


Notas iniciais
Espero que esteja bom! Foi dificil de escrever e foi o maior capitulo que já escrevi em qualquer de minhas fics, então comentem por favor!

PoV Roberto

Meu nome é Roberto, tenho 21 anos. Vim falar da minha vida, por isso escute-a. É uma ordem, e você não vai querer desobedecê-la, pois as conseqüências podem ser graves.

Vou começar pela minha infância. Tive uma infância bastante clichê, pelo menos é o que pensava, pois eu vi várias vidas parecidas com a minha em filmes quando era criança, mas isso já faz tempo, muito tempo.

Quando criança, não frequentei escolas. Passei minha infância estudando em casa, o que me fez ser muito inteligente, pois estudava em um ritmo mais puxado, pois meu pai, com quem eu morava sozinho, me forçava a estudar quase todo o tempo, mas isso não me impedia de sair de casa e encontrar outras crianças.

Quase nenhuma criança gostava de brincar comigo, pois me chamavam de nerd feioso e anti-social. Que pessoa falava comigo? Somente uma garota de cabelos escuros que me olhava com carinho, mas depois de alguns anos ela teve de se mudar uma semana depois do meu aniversário de 8 anos, além dela somente um garotinho de cabelos castanhos que me dizia para ser confiante e não ligar para os outros, mas eu me cansava da animação dele e quando completei dez anos e ninguém compareceu ao meu aniversário, exceto ele e ele me disse pra brincar com os outros na rua. Nós brigamos e eu fiquei sozinho a partir desse momento, pois me isolei na minha casa.

Depois do meu aniversário de dezesseis anos minha vida começou a mudar bastante, principalmente depois da morte de meu pai, de quem eu disse não sentir muita falta, porque ele não era uma pessoa que me dava “muita” atenção, nem uma pessoa que me queria por perto. No dia do enterro dele, antes de comparecer a cerimônia encontrei um pedaço de papel em cima da mesa dele. Coincidência? Foi o que pensei, mas não era bem isso. No papel encontrei uma mensagem que dizia.

“Para: Yokubō e Kuiiji. — Como vocês não cumpriram com o acordo, então me deixem livre dessa maldição. De: Yokubō e Kuiiji. – Sobre o seu pedido a respo...”


Não era possível ler mais do que isso, pois o papel estava rasgado e manchado de sangue e lagrimas. O que, ou quem era, eram Yokubō e Kuiiji? O que aquelas palavras significavam? Não era dia de procurar respostas, mas não queria ir mesmo para o enterro, então fui para o hospital falar com os médicos responsáveis pela autopsia de meu pai.


Os médicos disseram que havia sido uma parada cardíaca, mas eu não acreditei nem um pouco, fiquei desiludido e continuei procurando por pistas andando na cidade. É um método nada comum, mas tinha certa intuição que andar na cidade era o melhor a se fazer. Estava desiludido, pois não havia conseguido nenhuma resposta. Não sabia como meu pai havia morrido de verdade, mas sabia que tinha alguma relação com a parte do papel que estava rasgada.


Eu estava caminhando de volta para casa quando ouvi uma voz. Era uma voz grave e hipnotizante, daquelas que se você passar muito tempo escutando você pode acabar adormecendo. Era uma voz suave, tentadora e sem definição, parecia algo proibido de ouvir, mas era algo aparentemente agradável de ouvir e ao mesmo tempo algo que machucava a alma. A voz disse:


- Meu nome é Tsumi e eu tenho algo para te oferecer, basta você vir ao meu encontro.

- Onde você está? Eu nem te conheço. – Eu gritava e procurava loucamente. Parecia um louco na rua.

- Você seria capaz de não confiar em uma mãe de sete filhos.

- Você não tem uma voz feminina.

- Então num pai de sete filhos.

- É... Sua voz também não é masculina.

- De qualquer maneira... Você só tem que ir para a praça e se escorar em uma árvore.


Não quis acreditar, mas fiz o que a voz mandava. Fui para a praça e me escorei em uma árvore. Estava bem ativo, mas aquela árvore me fez sentir sono e eu acabei adormecendo ali mesmo.


No meu sonho encontrei uma criatura disforme escondida em névoas vermelhas e pretas. Ela disse que se eu me encontrasse e saísse com cada um de seus filhos. A cada filho que eu encontrasse eu conseguiria mais coisas. Eu disse que não! Eu não ia sair com homens! Mas ela/ele disse que não era esse tipo de sair e depois me deu um cesta com oito maçãs dizendo que eram os filhos dela. Ela disse que toda vez que eu comece uma maçã um dos filhos dela falaria comigo.


Ele/ela disse que eu deveria começar pela maçã mais vermelha e depois pela maior como o meu pai. O que meu pai havia feito? Não sabia, mas se ele fez, deveria se algo seguro.


Quando me acordei, em um susto, aliás. Tinha uma cesta de maçãs ao meu lado. Uma bem vermelha, uma bem grande, uma bem no fundo, uma tão bonita que não parecia possível dividi-la, uma verde (nesse caso verde é porque ainda falta amadurecer), uma sem nenhuma deformidade, daquelas que não se vê nem em filmes e um cacho com uma pequena maça de aparência boa e outra disforme e grande.


Eu fiz o que a voz falou e peguei a maçã mais vermelha. Um frio forte apareceu na minha espinha me impedindo de morder a maçã. Ia desmaiar, mas uma maçã que caiu em cima da minha cabeça me trouxe de volta a realidade. Mordi a maçã vermelha. Uma voz passou pala minha cabeça e eu der repente entrei em transe e perdi a consciência sobre meus atos. A voz na minha cabeça se apresentou e disse:

- Meu nome é Yokubō, mas você me conhece melhor como Luxúria.

- O que você vai fazer?

- Como você me aceitou, você vai ter cada garota que quiser, podendo fazer o que quiser com elas, incluindo ganhar presentes “especiais”


A partir desse momento comecei a conquistar as garotas mais belas da cidade, depois de alguns dias me lembrei da segunda maçã, a maior:

- Meu nome Kuiiji, mas você me conhece melhor como gula.

- E agora o que você fará?

- Como você me aceitou irá aguentar o quanto quiser consumir, mas dificilmente conseguirá parar.

A partir desse momento eu passei a conquistar TODAS as garotas que via e a adquirir muitos produtos, não alimentícios, pois algo me impedia de comer em excesso. Minha casa estava lotada de objetos e papeis com telefones. Estava tudo muito bom, mas fui atrás da terceira maçã, depois de um mês, fui comer a mais no fundo ela estava relativamente perto, mas ir pegá-la me cansava. Mordi e outra voz apareceu na minha cabeça:

- Meu nome é Bushō, mas você deve me conhecer como preguiça.

- E você o que me dará?

- Você fará com que qualquer pessoa que você quiser faça o que você mandar, basta à pessoa ter um espírito um pouco mais enfraquecido.

- Entendido!

Todas as garotas que conquistava me faziam café da manhã e arrumavam minha casa. Tinha dia que a casa lotava de gente. Usei a luxúria para uma delas me dar uma casa grande e escondida. Foi o que aconteceu me mudei para a floresta.

A casa era grande branca e bonita. Dentro tinha 9 portas. Quatro do lado esquerdo e quadro do direito mais uma o final. As portas dos lados levavam a quarto que estavam vazios, mas o do final do corredor tinha uma mensagem na porta e: “Coma a maçã que não lhe permite dividi-la.” Eu peguei a que mais se parecia com algo que não dividiria e dei uma boa mordida. Dessa vez, nenhuma voz apareceu na minha cabeça, mas sim uma avalanche de informações científicas sobre mudar a aparência de humanos para impedi-los de se relacionarem com outras pessoas.

Entrei no quarto e olhei, dentro tinha uma maca de hospital e um armário. Como se a dona da casa me disse que tinha deixado tudo vazio?

Comecei a transformar as garotas de quem me enamorava, eram muitas, mas eu as convencia e elas concordavam em ficar comigo. Eu dizia:

- Você poderá ser somente minha.

E elas acreditavam.

Na minha sexta operação, uma garota com orelhas de asas de morcego. Uma forma familiar apareceu para mim, não era uma, eram duas. Uma disse:

- Amigo, encontrei um quebrador de contrato.

- Quem é você?

- Fui eu quem lhe dei conhecimento... Não lembra... Migatte-sa, ou egoísmo se preferir.

- E ele?

- É seu pai, que morreu por não fazer o que luxuria e gula disseram.

- Ele disse que se puniria seguindo-o e vendo você se virar contra o bem.

- Que seja.

- As figuras desapareceram e eu pude terminar a minha operação em paz.


Em plenos dezoito anos, quando estava passando pela rua encontrei uma garota, diferente das outras, alguém cuja presença me confortava. O nome dela? Yllianna. Ela me viu e a magia funcionou. Ela ficou me observando, mas ela não fazia tudo que eu queria, ela tinha um forte espírito. Tentei fazê-la comer uma maçã também. A da luxúria, mas o espírito de meu pai tocou nela e ela desmaiou. Não consegui me segurar. Eu a queria demais para deixá-la escapar. Levei-a para meu laboratório. Ela acordou, mas eu a confortei e consegui pôr escamas em suas pernas.


Nesse mesmo dia eu comi o cacho com duas maçãs e uma voz apareceu na minha mente.

- Meu nome é Netami, ou inveja. Todos que te virem com algo sentiram inveja. E com isso você poderá ter aquilo por que sentir inveja.


Pela janela do Laboratório um homem via tudo. Depois de um tempo ele bateu na porta de entrada. Quando abri o encontrei e ele pediu para poder ver as minhas criações e levar algumas. Ele me disse que elas estariam seguras e me ofereceu muito dinheiro. Concordei com um sorriso diabólico no rosto.


No dia seguinte elas iriam se apresentar para nós no lado direito da casa, que tinha três portas, mas só uma grande sala, pois derrubei as paredes dos quartos. Yllianna me implorou para não ir com ele, na hora em que o homem levou as outras duas garotas, pois decidi apresentar três a cada vez que ele viesse. Eu a deixei ficar.


Yllianna todo dia me fazia perguntas então um dia respondi diretamente e parei de falar com ela, pois estava com outra garota chamada Clynn, mas não era só por isso. Comecei a repugnar a presença dela. A enjoar dela.


No dia que ia transformar Clynn ela lutou comigo, quebrou minha grande estante, mas eu era mais forte e consegui domá-la. Aquela garota era neurótica, vivia amedrontado as outras garotas e tentando me atacar.


Com 20 anos encontrei a cesta em um dos meus quartos e lembrei-me do “bem” que elas me faziam. Resolvi comer a maçã sem nenhuma deformidade. Era o orgulho, que se apresentou Puraido. Senti-me importante e com o poder de driblar a morte comum.


Continuei fazendo o que sempre fazia e aquilo funcionou até eu conhecer Lira. Aquela garota me salvou e arruinou ao mesmo tempo. Como? Você vai ver. Começou quando eu terminei a operação dela, pois o espírito do meu pai, que achei que tivesse desaparecido depois de atacar Yllianna, reapareceu em meus sonhos e me disse que Lira era quem me salvaria dessa maldição.


Quando ela se tocou e eu fui buscá-la ela não quis vir comigo, mas a preguiça fez com que ela obedecesse minhas ordens o que me poupou de tentar convencê-la. Levá-la até a casa dela, para que ela não acordasse assustada e viesse logo me atacar, que foi o que aconteceu com as primeiras.


Coloquei-a no quarto com Yllianna e Clynn, as que me davam mais trabalho e as mandei se apresentarem. Na hora da apresentação, tudo corria bem, cada uma fazendo o que eu mandei até alguém bater na porta. A localização da casa não era conhecida? Quem poderia ser? Fui abrir a porta.


Um rapaz empurrou com tanta força as portas que eu tropecei em meus pés e caí no chão. Ele não era qualquer pessoa, era aquele meu amigo, que há muito tempo eu não via, depois daquela briga. Ele me viu e me reconheceu, eu acho, mas não demonstrou que me conhecia, pois ele segurou meu pescoço com uma navalha enquanto dizia que a policia estava vindo, mas depois de ver as deformidades das garotas ele fugiu correndo junto a elas.


Levantei-me rapidamente, para segui-lo acompanhado do outro homem com quem fazia negócios, que afinal, se chamava Tedy, mas não pude acompanhá-los, pois a sirene da policia ressoava alto e sabia que não dava tempo de fugir, mas Tedy tentou e saiu correndo pela floresta em diante. Nunca más o vi, mas não sou alguém para dizer isso, pois vivi pouco.


Voltei e vi a cesta com a única maçã restante. A que parecia ter gosto ruim e na verdade tinha, mas quando engolia você sentia uma sensação de realização. Dessa vez a voz era de Ikari, que tinha uma voz feminina, a primeira vez que ouvi uma voz completamente feminina na minha cabeça, mas também era uma voz violenta e grossa. Ela disse eu poderia me vingar de quem quisesse e uma arma veio da porta e bateu no meu pé. Olhei para a arma e a empunhei.


A polícia invadiu a minha casa e um dos policiais estava sem arma, era a arma dela que eu estava empunhando. Um deles disse para mim que baixasse a arma e colocasse as mãos para cima. Levantei uma mão e com a outra... Atirei no peito do policial e saí correndo e atirando, mas também levei alguns tiros e cacetadas o que me deixou totalmente ferido.


O policial sem arma tinha arranjado uma arma e me seguiu. Eu corria pela floresta sem propósito “aparente”, pois havia o propósito de me vingar do meu antigo “amigo”. Encontrei uma pequena cabana, onde uma garota com ferro nas unhas e cauda de tigre estava na porta. Vi pela janela o rapaz, meu antigo amigo, cujo nome havia me esquecido e levantei minha arma, estava com a mão no gatilho, quando eu senti um ardor nas costas (aquele policial de uma figa havia atirado em mim) e vi meu pai a minha frente dizendo:


- Eu tentei lhe impedir, mas a tentação foi maior não foi? Você sabe que não poderá ficar em paz na sua morte não sabe? Mas não se preocupe, pois lhe farei companhia. Meu filho.


Antes de morrer apertei mais o gatilho e vi meu amigo, que agora sabia que tinha razão esse tempo todo, morrer e Yllianna olhar para trás, agora com o rosto daquela minha amiga que tinha viajado. O quê que eu fiz? Eu me tornei um monstro... Não tinha mais uma alma... Não era mais eu... Eu arruinei mais vidas do que só a minha... Espero que alguém algum dia me perdoe.


Agora sei que a vida não pode ser jogada para fora com o intuito de se dar bem, ser melhor, ter mais. Agora sei que tudo que eu fiz e ganhei não serviu de nada. O tempo que passamos nessa vida não deve ser gasto com coisas “ruins” assim como eu fiz. Espero que agora você saiba o mesmo que eu. Boa sorte com a sua vida.


PoV Normal

Yllianna se retirava da casa onde ela passou muito tempo confinada e saia chorando com um caderno na mão. Enquanto ela chorava, dizia:


- Não. Isso não pode ser verdade. Não é justo! É mentira! Não foi culpa dele! Tragam-no de volta! Tragam nossa vida de volta! Eu o perdôo. Isso não é o certo. Tirem-me desse pesadelo. Alguém me acorde.


O fantasma do pai de Roberto tocou no ombro de garota, mas ela não se moveu. O fantasma disse:


- Ele me ditava enquanto eu escrevia a parte após a morte dele. Ele também me mandou dizer que tudo vai dar certo. Que você nunca deve perder as esperanças e seguir sempre em frente. Disse para você viver a sua vida como ela merece ser vivida.


Depois de dizer isso ele desapareceu. Yllianna se virou esperando que ele ainda estivesse ali para agradecer, mas não viu nada. Pegou o caderno e deu um abraço. Agora chorava de saudade, não mais de indignação e tristeza. Ela disse:


- Vou levar esse caderno para nunca me esquecer de você... Velho amigo.


Clynn, Lira e as outras garotas apareceram na porta chamando-a. E Yllianna saiu deixando uma folha de papel cair do caderno no chão. A folha só tinha uma curta frase, escrita em letras grandes:


“Viva a sua vida o mais feliz possível”


Notas finais
Reviews, Mereço? Espero que sim...!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.