Depois de duas e longas semanas eu já estava com meu cabelo loiro e roxo e estávamos no dia da renovação dos votos dos meus pais.

Eu estava nervosa pela renovação de votos que nem ao menos minha era. Não estava feliz com a idéia, mas quem era eu pra discutir com meus pais sobre isso?

Meu relacionamento com minha mãe não tinha melhorado e nem piorado. Allan não tinha me ligado e nem ao menos mandado uma mensagem nas ultimas duas semanas, definitivamente ele arrumou outra mulher e não quer saber mais de mim.

Eu estava com o vestido azul que mamãe havia escolhido para eu antes da renovação, também estava com um salto preto dois centímetros maior que o ultimo que eu usei, passei a semana toda andando com ele pra cima e pra baixo pra acostumar.

Segurei no braço do meu pai e respirei fundo, seria a primeira vez que eu entraria em uma igreja e todos parariam para ver, e olha que esse nem seria meu casamento, Tá eu nem sei se um dia eu terei um, mas não custa sonhar. Meus primeiros passos foram desajeitados, mas normalizou quando chegamos perto das primeiras pessoas.

– E nem ao menos é seu casamento pra você ficar nervosa dessa maneira. – Meu pai falou baixo para que apenas eu ouvisse.

– Eu nem ao menos sei se um dia irei me casar então acho melhor eu ficar nervosa hoje pra ter a essa sensação. – Disse sorrindo.

– Você vai se casar, Allan ainda vai te pedir em casamento. – Eu fiquei quieta quando escutei aquele nome.

– Acho que ele não quer mais saber de mim. – Disse largando os ombros.

– Mais tarde nós conversamos sobre isso agora sorria, nem se for falsamente. – Meu pai era um amor e ainda conseguiu me fazer rir.

O deixei de frente para o padre e o olhei.

– Não gagueje. – Sorri.

– Vou tentar. – Ele piscou e eu fui para o lado de minha avó.

– Você esta linda. – a Sra. Sellivem minha querida e adorável avó.

Ela realmente era uma senhora muito bem arrumada, não tinha um fio branco nos cabelos e parecia ser bem mais jovem do que realmente era.

– Obrigada Vovó. – Sorri gentilmente.

– Ele vai cair aos seus pés quando te ver...

– Ele... Não vai vir. – Disse tentando forçar um sorriso inutilmente.

– Sinto muito. – Ela deu algumas batidinhas no meu ombro.

– Não sinta. – Sorri sem animo.

Ficamos esperando por volta de quase uma hora. O olhar de meu pai estava preocupado.

– Você sabe que ela nunca foi pontual. – Disse eu baixo.

– Eu sei. – Concordou ele.

– Sua mãe nunca mereceu o marido que tem. – Minha avó disse pra me olhando.

– Disso eu tenho certeza.

A marchar nupcial começou a tocar, e um olhar de alivio surgiu no rosto do meu pai. Na porta da igreja minha mãe entrava com um vestido lindo violeta, meu irmão entrava ao seu lado com um terno preto parecido com o que meu pai usava. Com a maior lerdeza do mundo eles caminharam até o altar, quando finalmente chegaram até a onde meu pai estava meu irmão e eles apertaram as mãos e Carlos veio até meu lado.

– Tá linda. – Ele disse beijando meu rosto.

– Você também não esta nada mal. – Pisquei.

Logo em seguida uma menina fofa de quatro anos entrou junto com um garotinho da mesma idade levando as alianças. A menina era filha do meu pai. Pois é ele teve uma filha fora do casamento que eu só tive conhecimento alguns dias antes do casamento, foi uma época que ele estava trabalhando fora da cidade e ai ele conheceu uma mulher e teve um caso brevemente, o casamento estava acontecendo por causa disso, minha mãe descobriu que ele tinha outra filha então meu pai decidiu pedir ela em casamento novamente. Ela era uma fofa me apeguei rápido a ela e ela a mim.

Segurei no braço dele e passamos toda a cerimônia conversando baixo o suficiente só para nos dois escutarmos.

Quando eles viraram de costas pra sair da igreja eu e Carlos já estávamos lá fora dentro do carro.

– Temos que chegar primeiro lá, porque quem vai recepcionar os convidados vai ser nós dois...

– Ótimo, era tudo que eu queria hoje. – Revirei os olhos entrando no carro.

– Sei que não esta bem. – Ele me olhou. – Se quiser ir pra casa pode ir eu fico...

– Não tudo bem, isso vai me distrair. – Sorri.

– Ok. Então vamos lá.

Fomos direto a onde seria a festa, um salão enorme.

A cerimônia foi só para os mais íntimos agora a festa seria pra muita gente. Carlos estacionou e em seguida me ajudou a sair do carro. Entramos no salão e Carlos saiu me arrastando pra pista de dança.

– Me ajuda a dançar... Não quero errar na frente de todos. – Sorri E segurei em seu ombro. – E um, dois, três... E um, dois, três... – E continuei mentalmente e Carlos pelo jeito fez o mesmo. – Posso te desconcentrar?

– Não. – Ele disse sério.

– Vai Deixa? – Fiz bico.

– Não... Pronto perdi a conta, satisfeita? – Carlos perguntou e eu ri. – De novo.

Começamos a contar e voltamos a dançar sem musica.

Os primeiros convidados começaram a chegar e nós paramos de dançar. Em minutos havia Garçons andando por todo o salão.

Vi uma família entrando com uma mulher loira, bonita que eu jurava conhecer de algum lugar.

– Carlos...

– Eu. – Ele me olhou.

– Sabe quem é aquela mulher loira que acabou de entrar? – Perguntei ainda a olhando.

– Não, mas o homem que entrou eu sei quem é...

– Quem? – Perguntei elevando minha voz um décimo.

– Calma. – Carlos pediu arregalando os olhos. – Ele era guitarrista da banda do papai.

– Ah. – Fiz uma careta. – Foi o baixista que morreu não foi?

– Sim. – Concordou.

– Sua banda vai tocar hoje?

– Vão... Mas só vou tocar uma, que vai ser a mesma que você vai cantar. – Ele visou.

– Ok. – Olhei novamente aquela mulher e então eu me lembrei da onde eu a conhecia. – Não creio.

– Que?

– Aquela mulher loira ela é... – Não terminei e quando Carlos percebeu ficou me olhando

– Ela é?

– Ex-namorada do Allan. – Respondi deixando os ombros caírem.

– Isso. – Ele riu. – Ciuminho... Ele não vai vir então não precisa se preocupar.

– É eu sei.

Meus pais chegaram logo em seguida, a maioria foi direto a eles para cumprimentá-los. Mas varias pessoas entraram no salão, até que eu reconheci uma família entrando, estava até indo atrás deles quando Carlos me puxou.

– Vai a onde? – Carlos perguntou.

– Falar com alguém. – respondi.

– Não vai já vamos dançar e eu preciso de você aqui. – Ele disse bravo.

– É rápido.

– Te conheço...

– Tá eu fico. – Mostrei a língua.

Havia um palco montando com vários instrumentos, os amigos do meu irmão entraram no palco e já pegaram os instrumentos.

– Agora vai começa o show. – Carlos disse animado.

O baterista contou batendo as baquetas e logo em seguida eles começaram a tocar.

– Quem é aqueles que estão falando com nossos pais? – Meu irmão perguntou de costas pra mim.

– São os Stewart, a família de Allan. – Respondi.

– O que eles estão fazendo aqui?

– Pelo que eu sei o David é um grande amigo do nosso pai. – O olhei.

– Ah... Vamos lá. – Ele pegou na minha mão e me puxou.

– Agora a gente vai lá, né? Quando eu queria ir você vira pra mim e disse “não vai não”. – Tentei imitar a voz dele, mas só o que conseguir foi fazer ele rir.

Chegamos perto deles e Sammy abriu um sorriso.

– Oi. – Ela se levantou e veio me abraçar.

– Oi Sammy. – Sorri e abracei-a. – Como esta?

– Bem, Obrigada, Você esta linda.

– Você também está. – Ela estava com um vestido rosa retro que ia um pouco acima dos joelhos, e um salto alto branco

– Oi Andersom, oi Samara. – Sorri sem graça, Samara estava em um vestido azul, Michael estava em seu colo quase adormecido ao seu lado havia um homem que mexia desesperadamente em seu celular, Andersom estava com um terno preto largado em uma cadeira, só então reparei que ao seu lado havia uma garota a Gio, que olhava o chão.

– Karla querida. – Rose veio em minha direção e também me abraçou.

– Oi Sra. Stewart.

– Sem senhora. – Ela pediu, seu vestido era um canela que ia até os joelhos.

– Eu estava procurando vocês dois. – Meu pai se voltou para nós.

– Não fiz nada juro. – Levantei as mãos e o encarei.

Carlos segurava uma mecha do meu cabelo e enrolava no dedo.

– Quer fazer o favor de parar de mexer no meu cabelo? – Perguntei entre os dentes.

– Que saco viu. – Ele soltou a mexa. – Que tipo de irmã é você? Fala pra mim, você quase me deixou careca uma vez e não vai me deixar arrancar uma mecha do seu cabelo...

– Ele é seu irmão? – Andersom perguntou.

– É. – respondi me virando para olhá-lo.

– Acho que eu era o que namorado? – Carlos perguntou rindo, mas parou quando viu a reação de todos. – Eca. A imaginação de vocês é bem fértil em?

Sammy escondia um riso.

– Carlos já pedi pra parar de mexer no meu cabelo. – O encarei séria.

– Tá desculpa, foi sem querer dessa vez. – Ele ergueu as mãos.

– Meus filhos. – Meu pai respirou fundo.

– Conheço dois assim. – David olhou Sammy e Andersom.

– Karla seu celular, tá tocando. – Carlos o pegou do bolso e me entregou.

Olhei o visor e sorri quando vi marcado quem era.

– Fala Tommy. – Falei rindo.

– Não me chama assim. – Ele disse bravo. – Ninguém me chama assim desde os oito anos.

– Eu sei. – Escondi o riso. – Então diga.

– Minha mãe tá perdida...

– EU NÃO ESTOU PERDIDA. – Escutei sua mãe gritando.

– Você escutou né, estamos rodando a um bom tempo aqui, vem me buscar antes que eu apanhe. – Tomas fez voz de choro.

Abaixei o telefone e comecei a rir.

– Que? – Carlos perguntou.

– Tomas tá perdido. – Respondi.

– O Tommy tá perdido... – Carlos tomou o celular da minha mão. – Tommy eu tô aqui, eu vou te ajudar a chegar sã e salvo, ok?

– Pai ele precisa de ajuda, olha eu entendo que você não quer um filho gay, mas depois do fim de semana que eu passei em casa e dessa conversa eu acho que ele precisa de ajuda pra se assumi. – Cheguei perto do meu pai que me olhava sério. – Relaxa.

– Como que Tomas esta perdido? – Minha mãe perguntou.

– Só perguntando pra ele. – Respondi curvando a boca.

– Ele tá chegando. – Carlos me entregou o celular, o encarei e ele sorriu como se fosse um pedido de desculpas e guardou em seu bolso.

A banda parou por alguns minutos e todos pararam para olhá-los, tentando entender o porque.

– Carlos, temos problemas, Jack teve um probleminha com as baquetas... – O Vocalista e guitarrista da noite começou a dizer desesperado.

– Karla...

– No quarto do fundo na primeira gaveta da mesa. – Respondi.

– Valeu. – Ele agradeceu e saiu quase correndo.

– Qual é o problema de baterista? Não saber que sempre dever levar baquetas reservas junto com sigo? – Perguntei com uma careta.

– Ela toca? – Escutei David perguntando.

– Sim, desde os dez anos. – Meu pai respondeu orgulhoso.

– Rapunzel. – Tomas gritou da entrada.

– Príncipe de Araque. – Gritei e fui em sua direção.

– Finalmente livre da minha mãe. – Ele disse me abraçando. – Tá linda.

– Obrigada. – Agradeci o soltando. – Oi Ananda. – Sorri E fui abraçá-la.

– Oi Kira. – Ela me abraçou sorrindo animada.

– Tá feliz também porque se livrou da mãe dele não é?

– É. – Ela sussurrou. – Como está?

– Bem. – Forcei um sorriso.

– Já te disse que você não me engana? – Tomas perguntou.

– Já. – Concordei.

– Ele não vem não é? – Perguntou Tomas baixo o suficiente só pra eu escutar.

– Não. – Respondi.

– Sinto.

– Não sinta.

– Hora de me unir a minha querida mãe novamente. – Tomas olhou o teto respirando fundo. – Ela já deve ter se acalmado.

– Boa sorte. – Me virei e voltei a onde toda a minha família estava.

– Aquela é a Ananda? – Carlos perguntou olhando Tomas e Ananda.

– É, por quê?

– Eles tão namorando?

– Tão. – Dei risada. – Tá com ciuminho do Tomas, tá bebe? – Perguntei ainda rindo.

– HAHA.

– Acho que faz um mês que eles estão juntos. – Disse pensativa, arregalei os olhos. – Seu cretino. – O encarei e Carlos arregalou os olhos. – Gostava dela.

– Que? – Carlos perguntou arregalando os olhos mais ainda.

– Você gostava da Ananda. – Disse só para ele escutar.

– Garota você é boa nessas coisas. – Ele sorriu. – Mas esquece já era, não vou acabar com a alegria dos meus amigos. – Carlos passou braços pelos meus ombros e começou a caminhar. – Quem é a garota, a tal de Sammy?

– O nome dela é Samantha, irmã mais nova do Allan. – Respondi sorrindo. – Ela é uma fofa, tem dezesseis anos, só tomaria cuidado com o Allan ele é um tanto ciumento com a irmã, então se for fazer alguma coisa faça direito e não o deixe saber. – Olhei para trás e vi, David, papai e o cara que eu achava que eu achava que era o pai de Viviane. – Como ele chama?

– Não sei. – Carlos estava olhando pra lá também.

– Preciso de uma bebida.

Fomos até o bar e pegamos batidas com álcool, eu adorava batidas coloridas, tinham um gosto ótimo e me faziam ir pro estagio da alegria depois da quinta. Estamos voltando pra perto da nossa mãe quando nosso querido pai nos chamou. Nos aproximamos e o homem que eu não sabia o nome estava nos olhando.

– Rain esses são meus filhos, Karla e Carlos. – Meu pai apontou para nos.

– Não vejo vocês dois desde os dois anos. – Rain disse sorrindo.

– Oi David. – Viviane parou na roda a onde nós estávamos.

– Respira. – Carlos disse no meu ouvido.

– Oi Viviane. – Ele sorriu.

– Essa é minha filha mais velha. – Rain ainda estava sorrindo.

– Eu me lembro de você tinha uns sete anos, quando a vi. – Meu pai sorriu empolgado.

– Eu me lembro de você, não muito, mas lembro. – Ela tinha um sorriso bonito. – E Allan como esta?

Apertei o braço de Carlos que exclamou algo.

– Foi transferido, esta em outro estado um bem longe por sinal. – David respondeu sem me olhar.

– Por quê? – Curiosa, meu mau humor ficou evidente com o interesse dela repentino.

– Aconteceram algumas coisas em um caso e o afastou, logo em seguida o transferiram. – David explicou.

– De novo. – Carlos bufou colocando a mão no bolso e me entregando o celular.

Um sorriso enorme apareceu no meu rosto.

– Sei que isso não é legal, mas eu sinto a falta dele, foi um erro ter pedido pra terminar. – Viviane disse e o sorriso se apagou de imediato.

– Caralho. – Xinguei quando vi que tinha perdido a chamada. – Legal ótimo, quando ele dá sinal de vida eu perco a porra da chamada.

– Karla. – Carlos disse meu nome em um tom de reprovação.

– Desculpa. – Pedi olhando-os com vergonha.

– Era ele? – Meu pai perguntou erguendo a sobrancelha.

– É, era. – Respondi mal humorada.

– Namorado te deixou na mão? – Viviane perguntou.

– Ele já tinha avisado que não vinha. – Sorri sem humor.

– Então quando que Allan vem? Queria falar com ele. – Uns olhares estranhos passaram por mim e depois foram a Viviane.

Meu celular começou a tocar novamente, um novo sorriso abriu em meu rosto.

– Oi. – Disse animada.

– Eu sei você tá no meio da festa agora, sai de perto do seu irmão porque eu tô escutando a voz dele. – Allan pediu.

– Carlos sai de perto de mim. – Falei séria e escutei uma risada do outro lado da linha, David acabou rindo do meu desespero.

– Esse foi meu pai rindo?

– É foi. – Concordei.

– Sai logo daí vai.

– Espera. – Abaixei o telefone. – Olha só eu vou da uma voltinha pelo jardim, se alguém for atrás de mim me escutar, Carlos isso é pra você, eu acabo com a sua guitarra, aquela mesmo que tem uma assinatura linda.

– Tá eu vou ficar aqui quietinho. – Carlos deixou os ombros caírem. – Tá eu vou arruma alguém pra eu conversar.

Comecei a andar e vi Carlos se sentando ao lado de Sammy sorri e coloquei o celular no ouvido novamente.

– Pronto. – Entrei no jardim.

– Não precisava ameaçar ele. – Ele parecia sorrir. – Desculpa.

– Pelo que? — Perguntei.

– Por não estar ai. – Respondeu.

– Depois de que eu vi sua ex aqui eu até agradeci por não ter vindo. – Disse olhando os detalhes dos vestidos.

– Sério?

– É ela quer voltar com você, pelo que entendi, acho melhor você aparecer por aqui pra gente poder conversar...

– Sim, talvez... — Escutei um silencio repentino do outro lado e olhei o celular pra ver se não tinha caído, a ligação estava normal. – Hoje. – Alguém sussurrou no meu ouvido e eu me virei já sabendo quem era.

– Desgraçado. – O abracei com tanta força que meus braços chegaram a doer. – Te amo. – Um lagrima escorreu do meu rosto.

– Te amo mais. – Ele beijou minha bochecha. — Não chora. – Limpou a lagrima que tinha escorrido.

– Achei mesmo que não iria vir. – Disse o olhando.

– Era pra ser surpresa, iria aparecer só na valsa, mas me fizeram entrar em cena antes. – Ele curvou a boca igual a mim. – Meu pai me avisou que você poderia pular no pescoço de Viviane a qualquer momento, resolvi aparecer antes que você o fizesse.

– Tá esquece isso. – Fiquei brava. – Quando vai dizer que eu estou linda, que você me ama e vai me beijar?

Ele sorriu e segurou com as duas mãos minha cintura.

– Tem que ser nessa ordem? – Allan perguntou com um olhar sapeca.

– Qualquer uma que você quiser. – Respondi.

Ele me puxou pra mais perto, sua mão foi pro meu cabelo, seus lábios encostaram-se aos meus, sua língua invadiu minha boca e eu fiz o mesmo, passei meus braços pelo seu pescoço e colei nossos corpos, nossas línguas brincavam uma com a outra, e uma sensação boa voltou a estar no meu corpo.

– Você ta maravilhosa. – Disse ele no meio do beijo.

Finalizei com um selinho demorado e o olhei mordendo o lábio inferior.

– Não morde. – Como sempre ele me fez para de morder o lábio. – Acho que são essas suas manias que me fazer te amar tanto.

O abracei de novo.

– Nem com salto fico da sua altura. – Falei desanimada.

– E isso te preocupada? Porque nunca foi problema pra mim. – Senti que ele mordeu minha orelha.

– Temos que entrar. – Disse me distanciando.

– Tava bom de mais. – Ele revirou os olhos me fazendo rir.

– Tenho que te falar algumas coisas antes... – Disse séria, ele arqueou a sobrancelha esperando eu falar. – Sem abraços e beijos com a Viviane, um oi distante tá ótimo ela não precisa chegar perto, e... Carlos pode estar flertando com sua irmã, então se prepare.

– Seu irmão pode tá o que com aminha irmã? – Ele perguntou como se não tivesse entendido.

– Você entendeu e escutou bem. – Disse séria.

– Mato seu irmão se deixar Sammy mal. – Ele disse sério.

– Tá, que seja, agora temos que entrar. – Peguei meu celular e coloquei em seu bolso.

Virei-me para a entrada. Seus dedos apertaram a minha cintura e nos passamos pela porta de vidro, muitos pararam para olhar outros fingiram não ver, estávamos nos aproximando da onde nossas famílias estavam, respirei fundo algumas vezes e Allan percebeu que eu estava nervosa.

– Você já os conhece tá nervosa por quê? – Ele perguntou no meu ouvido.

– Vai ver é porque seu ex esta aqui. – Respondi.

– Não fala como se eu tivesse culpa, eu não sabia que seu pai iria convidar a família dela. – Ele ficou sério.

Olhei para onde Rain, David e Papai estavam, reparei um pouco mais em Rain em suas mãos na verdade.

– Allan seu pai tem um anel igual o de Rain não tem? – Perguntei.

– Idêntico.

– WOW. – Arregalei os olhos e parei.

– Que foi? – Ele também parou e me olhou.

Acelerei o passo puxando Allan junto, paramos na frente de Allan que estava com um sorriso enorme conversando com Sammy.

– Carlos vem aqui. – Quando o chamei desviou os olhos Allan e eu.

– Cara que você tá fazendo aqui? – Carlos perguntou fazendo uma careta de desentendido.

– Oi Allan. – Sammy sorriu sem graça.

– Carlos, olha na mão de Rain, conhece aquele anel? – Perguntei.

– Claro que conheço. – Ele revirou os olhos. – Papai tem um, é diferente, carrega a letra “B”.

– O do meu pai e de Rain tem a letra “G”. – Alan disse dando de ombros.

Carlos pegou o celular e me mostrou uma foto de quatro rapazes.

– Todos eles têm o mesmo anel tá vendo. – Concordei com a cabeça.

– Caralho. – Falei um pouco. – Vem comigo... Os três.

Caminhei na frente e paramos a onde as três famílias estavam.

– Vocês três. – Eu disse encarando Rain, David e papai que conversavam.

– Allan. – Viviane disse seu nome animada.

Ele se aproximou de mim e segurou minha cintura.

– O que tá fazendo? – Ele perguntou.

– Só escuta. – Disse com meio sorriso. – Quem era o baixista?

– Do que ela tá falando? – Viviane perguntou.

– Nossa não creio. – Carlos disse batendo a mão na testa. – Os três na minha frente eu boiando.

– Você contou a eles? – Rain perguntou ao meu pai.

– Prometemos pela alma de Hunter. – David estava sério.

– Fotos, bateria, musica... Descobriram por conta própria. – Meu pai respondeu. – Como agora.

– Tá, quem vai me explicar? – Sammy perguntou.

– Não podem ter descobertos assim do nada...

– Sim podemos, vimos fotos de vocês quando éramos pequenos, eu sabia que meu pai tocava bateria, foi por isso que eu quis aprender, Carlos achou uma caixa com varias fotos antigas e adivinha vocês estavam nelas, e os anéis, sabe é complicado guardar um segredo quando os objetos que vocês usam deduram quase toda a historia. – Eu disse sem parar.

Quando percebi as três famílias estavam nos olhando.

– Rain você não mudou muito desde os anos oitenta, muito menos o papai, agora David você foi o que mais mudou eu não teria descoberto se Karla não tivesse falado do anel. – Carlos disse sorrindo.

– Eu quero mesmo saber do que estão falando. – Samara estava observando Carlos.

– Nos anos oitenta, Rain, Charles, David e Hunter tiveram uma banda e por algum motivo escolheram esconder da família. – Respondi.

Todos estavam se olhando desconfiando do que eu disse quase se fosse impossível, Então vi Rose, Mamãe, e Belinda sorrindo.

– Ela é bem esperta. – Belinda me olhou.

– Minha irmã é foda. – Carlos levantou a mão e eu bati.

– Acho que isso explica a guitarra pendurada na parede. – Allan disse pensativo.

– É explica o fato de você conhecer Beatles, e de gostar de rock, vai dizer que nunca se perguntou por que seu pai colocava esse tipo de musica pra você escutar quando era pequeno? – O olhei por um segundo sorrindo.

– Papai você tinha uma banda? – Viviane perguntou com uma cara estranha.

– Tinha. – Rain assumiu. – Não era pra vocês saberem.

– Desculpa, eu tenho essa fama de ser chata e contar os segredos das pessoas. — Disse com um sorriso idiota no rosto.

– Os anéis nem ao menos são iguais. – Rain disse pensativo.

– Sim são. – Carlos contrariou. – O seu e o David são idênticos pelo fato de que os dois tocavam guitarra e por isso tem um “G” gravado neles, o do papai tem um “B” por tocar bateria, e resumo que o de Hunter deveria ter um “B” também por ele tocar baixo.

– E se eu estiver certa, o nome da banda esta gravado dentro no anel. – Pisquei.

– É, eles são bons. – David pegou o anel do bolso e olhou por dentro só pra ter certeza.

– É muita informação pra um dia só. – Allan disse baixo.

– Sinceramente, eu agradeço a vocês dois, porque foi por causa de vocês que eu toco guitarra. – Carlos disse orgulhoso.

– Agora me respondão porque decidiram esconder dos seus filhos que vocês um dia tiveram uma banda que gravaram dois discos? – Perguntei.

– Porque Hunter se matou. – Rain respondeu. – Quando Hunter morreu cada um decidiu seguir sua vida, bem distante da musica, já tínhamos filhos não queríamos que acontecesse o mesmo, e acabamos optando por esconder isso de vocês, a banda morreu quando Hunter morreu, não valia apena continuar sem um de nós.

– Eu tô satisfeita com a resposta. – Falei sorrindo vitoriosa.

– Não acredito que era de uma banda. – Viviane estava em choque.

– Conheci sua mãe em um show. – Rain sorriu para Belinda.

Sammy, Samanta, Anderson e Allan estavam olhando para David e Rose.

– Não conheci a mãe de vocês em um show se é isso que vocês estão se perguntando, já a namorava quando começamos a banda. – David disse se defendendo.

– Não vão pergunta pro pai de vocês? – Rain perguntou olhando pra mim e pra Carlos.

– A gente já sabe. – Dei de ombros.

– Sério? – David perguntou me olhando.

– É, a gente sabe que ela era uma fã, então meio que... Vocês sabem. – Disse virando de costas e me escondendo em Allan porque tinha ficado vermelha de vergonha.

– Quem contou a vocês? – Meu pai perguntou.

– Não vou contar. – Disse ainda com os rosto escondido.

– A Becca. – Carlos respondeu. Olhei encarei Carlos. – Perdi minha guitarra.

– Tá chega dessa historia, eu tenho uma dança ainda. – Meu pai se levantou.

– Fudeu. – Carlos enrugou a boca.

– Eu tenho que ir. – Sussurrei. – Se falar muito com ela, te castro.

– Ai. – Allan tinha uma voz de dor. – Eu te amo tá, não se esqueça disso.

– Tá. – Disse brava lhe dei um selinho e fui em direção a Carlos. – Não erra, ou vai querer passar vergonha na frete da Sammy?

– Não provoca tá, e não me desconcentra. – Ele pediu e eu sorri.

– Ela tá brava. – Allan engoliu seco.

Fizeram uma roda no salão, a valsa começou a tocar e os primeiros Foram minha mãe e meu pai, logo em seguida foi eu e Carlos, então todos começaram a entrar. Comecei a rir e Carlos ficou bravo.

– Para, vai me fazer errar, pela Sammy, Kira. – Ele pediu e eu concordei. Quando pegamos o ritmo e pelo jeito Carlos parou de contar ele começou a falar. – Gostei dela, ela meiga, tem um jeitinho de menina, foi pedir pra fica com ela hoje.

– Se esconde do Allan. – Disse rindo.

– E falando nele, o que ele tá fazendo aqui?

– Veio me fazer surpresa... Aprenda com ele. – Pisquei.

– Tá... Tá com ciúmes dele? – Carlos perguntou.

– Sim. Muito por sinal, quero enforcar aquela Viviane. – Fiquei irritada.

– Calma ai. – Ele começou a rir.

– Carlos, Já dançou de mais, vai fazer alguma outra coisa vai. – Allan disse bravo.

– Tá vou dançar com a sua irmã também. – Carlos me soltou.

– Tô de olho em ti garoto. – Allan estava sério. – E olha aonde você vai colocar essa sua mão na minha irmã.

– Eu não vou matá-la. – Carlos revirou os olhos.

O olhar de Allan estava sério.

– Eles não vão fazer nada de mais. – Disse rindo. – Se acalma, deixe a se divertir.

– Viviane tá surtando. – O encarei séria por ele ter falado aquele nome.

– Por?

– Surtou quando ela me chamou e eu fui até você e segurei na sua cintura, ela terminou comigo e tá com ciúmes porque eu você me deu um selinho na frente dela...

– Cala essa boca se não você vai levar um tapa nesse rostinho bonito. – Disse ainda séria.

– Ainda bem que você acha meu “rostinho” bonito. – Ele respirou fundo.

– Você é meu agora, se ela te chutou problema é dela, e se eu ver ela dando em cima de você, a coisa não vai ser boa pro seu lado. – Nós íamos de um lado para o outro dançando conforme a musica tocava.

– Eu te amo. – Ele disse olhando nos meus olhos.

– Te amo mais. – Sorri.

Ele sabia como me fazer parar de falar de um assunto desagradável. A valsa parou e nós saímos da pista.

– Kira. – Olivia minha mais recente irmã me gritou e veio na minha direção com os braços abertos para pega-la no colo, abaixei e a peguei no colo.

– Allan essa é minha irmã Olivia. – Falei sorrindo.

– Sua o que? – Ele perguntou sem entender. – Achei que não tinha outra irmã.

– Descobri recentemente, você sabe meu pai conheceu a mãe dela há um tempo e ela nasceu. – Dei risada e ele sorriu.

– Você é bonito. – Ela disse olhando Allan.

– Obrigado anjo. – Ele disse com tranqüilidade.

– Sem anjo ok. – O encarei.

– Desculpa. – Allan pediu tirando o sorriso do rosto. – Esqueci que Anjo é só seu e que nem menininhas com quatro anos devem ser chamadas assim.

– Sem graça. – Mostrei a língua a ele.

– A tia Ashley avisou pra você trocar o vestido. – Liv disse me olhando. – Ou era que você podia trocar o vestido? – Ela colocou a mão na boca e eu sorri.

– Obrigada Liv, pode ir brincar se você quiser. – A coloquei no chão e me virei para Allan — Eu vou trocar o vestido. – Avisei. – Fica aqui, e olha bem o que vai fazer.

Fui até um quarto que havia ali, peguei o vestido que estava guardado, era um azul escuro tomara que caia curto, um uma fita preta em baixo do busto com um lacinho, tirei o vestido azul clarinho e coloquei o outro. Voltei pro salão e a minha vontade era de esmagar o crânio de Allan, me aproximei dele e beijei seu pescoço.

– Tá brava por quê? – Ele perguntou sem me olhar.

– Porque eu estaria brava? – Perguntei.

– Você bate o salto no chão quando tá brava. – Seus olhos foram dos pés a cabeça e eu ri. – Tá linda, mas ainda prefiro ou outro vestido, sabe eles esconde suas pernas. – Revirei os olhos. – Quando você deve usar meia calça não usa, não te entendo.

– Eu não te entendo, quando uso elas você reclama, quando não uso você acha ruim, se decide. – O encarei.

– Tá brava por quê? – Ele se aproximou.

– Preciso mesmo responder?

– É precisa, porque eu não tava perto dela, eu tava pelo menos uns dois metros de distancia do lado da minha mãe falando com ela pra você não surta. – Ele segurou minha cintura.

– Não adiantou. – Fiquei séria.

– Eu sabia que você era ciumenta, mas não sabia o quanto. – Tinha um sorriso idiota em seu rosto que me deixou com raiva. Ele passou o dedo no colar que ele avia me dado com a letra “k” e depois segurou a outra corrente que era dele.

– Vocês poderiam tocar uma musica. – Escutei Carlos falando.

– Não. – Meu pai disse sério.

– Qual é? Só uma. – Berrei me virando para eles.

– Não. – Meu pai me olhou.

– Uminha. – Fiz carinha de cachorrinho sem dono.

– Mesmo se quiséssemos não temos um baixista. – David me olhou também.

Aproximei-me deles com um sorriso maligno no rosto, Viviane me metralhava.

– Carlos sabe tocar baixo. – Disse olhando Carlos.

– Sabe? – Meu pai perguntou.

– Aham, ele aprendeu com um garoto do colégio. – Pisquei.

– Eu acho bem justo vocês tocarem. – Sammy olhava sei pai.

– Acha justo? – Allan perguntou.

– Olha eu passei dezesseis anos sem saber que meu pai tocava em uma banda, e eu acho que merecemos escutar eles tocando pelo menos uma vez. – Sammy desviou seu olhar para Allan.

– Karla porque você não vai tocar? – Carlos perguntou revoltado.

– Ela não vai tocar. – Allan me abraçou me afastando de Carlos.

– Porque não? – Perguntei.

– Não vai subir naquele palco com esse vestido. – Seus olhos me encaravam.

– É isso. – Sorri.

– Duvido que ela toque bem. – Escutei Viviane falando e esperei mesmo que isso não fosse pra mim.

Virei-me para encará-la, mas Allan começou a me afastar de perto dela.

– Vadia. – Sussurrei a encarando.

– Deixa ela lá. – Ele disse rindo me puxando pela cintura. – Ela tá chorando?

– Quem? – Perguntei procurando e vi Viviane derramando algumas lagrimas. – Palhaçada.

– Vem vamos sair daqui antes que alguém me culpe por isso. – Saímos para o jardim.

Estava um vento gelado, me encolhi com frio Allan passou os braços ao meu redor.

– Acho que foi má idéia vir pro jardim. – Ele disse me levando até um banco. – Quer entrar?

– Tá tudo bem. – Sorri.

– Meu pai te contou sobre a corrente? – Seus dedos seguraram a corrente que ele me entregou no dia que pegaram Clarisse.

– Sim. – Respondi a olhando. – Eu queria te fazer uma pergunta sobre ela.

– Então faça. – Ele soltou a corrente e me olhou.

– Entregou ela pra alguém antes de mim? Seja sincero. – Pedi, ele balançou a cabeça em um não.

– Nunca entreguei ela a ninguém, mas todas as minhas namoradas sabiam sobre o que significa a corrente, muitas esperaram por ela... Eu não queria que te contassem, mas sempre tem um estraga prazer. – Sua mão segurou a minha e entrelaçou nossos dedos.

– Achei vocês. – Carlos apareceu com Sammy no jardim. – Nossos pais vão tocar, e eu aconselharia a vocês dois ficaram bem longe da filha do Rain... Como é que ela chama mesmo?

– Viviane. – Sammy respondeu sem olhar para nos.

– Isso mesmo... Ela surtou legal, disse que esperou por aquela corrente durante dois anos e alguém entregou a outro alguém. – Carlos parecia tentar entender o raciocínio dela.

Sammy começou a rir olhando Carlos.

– Meu pai nos fez jurar de pés juntos que quando encontrássemos a pessoa certa pra passar o resto da vida juntos, entregaríamos nossa corrente a ela, Viviane namorou com Allan por anos, uma vez ela me disse que esperava que Allan a entregasse a corrente no aniversario de namoro só que ele nunca o fez, e quando ela viu a correte com a Karla ela começou a chorar dizendo que eles passaram tempo suficientes juntos pra ele ter entregue a corrente e pedido ela em casamento. – Sammy explicou olhando Carlos.

– Achei que a corrente já era um pedido de casamento. – Carlos olhou sem entender.

– Não, só que dizer que queremos ficar com alguém pro resto da vida, a corrente pode ser doada antes ou depois do casamento. – Sammy disse ainda o olhando. – Samara entregou depois.

– Ah. – Carlos exclamou e me olhou em seguida como se tivesse perguntando algo. – Temos que entrar.

– Eu quero ver nossos pais tocando. – Me levantei rindo.

Fui para o lado de Sammy que tinha o olhar baixo.

– Ficou com ele não foi? – Perguntei em seu ouvido, ela balançou a cabeça e um sim com um sorriso tímido.

– Não o deixe saber...

– Não sei se ele é lerdo o suficiente, mas não vou contar, prometo. – Beijei sua bochecha e voltei para o lado de Allan.

Entramos novamente no salão, Meu pai, David e Rain estava no palco, Carlos correu pra lá e pegou o baixo, olhei ao redor Viviane estava com sua mãe perto do palco, ela parecia ter parado de chorar, mas seus olhos estavam avermelhados.

Ver meu pai sentado na bateria me fez sorrir, ele começou a tocar nos pratos e logo em seguida escutei a voz de David.

– Não sabia que ele cantava. – Allan disse o olhando estranho.

– Beatles. – Sorri quando escutei as primeiras palavras de All My Loving. – Já já o Carlos vai se sentir porque só vai ficar ele e o baixo. – Fiz uma careta. Rain começou a cantar e Carlos fez a voz de fundo, bem de fundo mesmo, e eu soltei um riso olhando ele fazendo “UUUUUUUUUUH” – Eu mereço meu irmão.

A musica acabou e todos em volta bateram palmas e gritaram, eles se olharam e Rain falou com Carlos, ele balançou a cabeça em um sim, e começaram a tocar uma do Kiss o que me assustou um pouco.

– Que eles não surtem e não quebrem nada. – Pedi olhando pra cima enquanto escutava Forever.


Vi varias pessoas cantando juntos o que me fez sorrir ainda mais, senti uma mão pegando na minha e um braço dando a volta na minha cintura, ele apoiou a cabeça no meu ombro e então o escutei cantar, sua voz chegava ao meu ouvido suavemente, era parecida com a do seu pai, um pouco mais rouca.


– Nunca te escutei cantando. – Disse Sem olhá-lo.

– Foi porque eu nunca cantei pra ninguém. – Ele disse e logo voltou a cantar.

– Então eu tive a sorte de ser a primeira? – Perguntei sorrindo.

– Azar você quis dizer...

– Sorte, sua voz é bonita, um tanto parecida com a do seu pai. – Respondi. – Deve ser de família.

– Acho que não... Samara não canta tão bem. – Mesmo sem velo sabia que ele havia feito uma careta.

– Eu também não. – Disse com meio sorriso.

– Ai que se engana... It's forever, this time I know And there's no doubt in my mind Forever, until my life is through Girl, I'll be loving you forever... – Ele cantou no meu ouvido e um sorriso bobo surgiu em meu rosto.

Eles pararam de tocar e saíram do palco.

– Sua vez Karla. – Meu pai disse me olhando e Allan meio que me soltou.

– Não. – Fiz bico. – Não vou tocar tô de vestido.

– Então vai cantar... Vai. – Ele fez um gesto pra eu ir.

– Eu quero meu namorado vivo tá? – Falei e fui saindo me virei no meio do caminho e olhei Allan. – Já volto. – Não deixei nem uma palavra sai da minha boca.

Subi no palco e todos os meninos da banda me olharam.

– Que? – perguntei.

– Que musica? – Mark perguntou.

– Ah, My heart. – Respondi.

Carlos sorriu devolvendo o baixo a Bob. Cada um foi pro seu lugar.

Os meninos começara a tocar e jogar a cabeça pra baixo conforme o ritmo, segurei o microfone no suporte e comecei a cantar, olhei pra Allan que estava com uma expressão não identificada por mim, meu pai não entendeu e olhava de Allan pra mim e vise versa, quando chegou ao refrão ele sorriu e bateu nas costas dele.

As pessoas já estavam se dispersando para os lados, Carlos começou a cantar de acordo com a musica e alguns pessoas olharam assustadas o que me fez sorrir olhei pelo lugar e vi Sammy olhando diretamente para Carlos, Viviane tinha os olhos colados em mim, seu olhar era assassino se ela pudesse me dava um tiro na frente de todos. A musica acabou e muitos estavam me olhando.

– Tem uma lagrima teimosa no seu rosto. – Carlos avisou e eu a limpei em seguida.

Desci do palco e fui a onde, Allan, Anderson, Rain, David e meu pai estavam.

– Você canta bem. – Rain disse sorrindo.

– Obrigada. – Agradeci com um sorriso.

– Minha filha já não teve a mesma sorte. – Rain fez uma careta.

– Vocês só gostam de rock é, não podem tocar outra coisa? – Viviane perguntou bufando.

– Não. – Respondi e Allan me olhou quase me dando uma bronca. – Se quiser ir lá e pedir a eles, só digo boa sorte, Bob não costuma ser muito gentil com quem critica o que eles tocam.

– Eles? Não faz parte da bandinha? – Ela perguntou com uma voizinha enjoada. – o que é mesmo que você toca...

– Uma coisa chamada bateria que até a minutos atrás você não sabia o que era, então desculpa se eu sei tocar e cantar e você nem ao menos saber fazer um cara... – Allan tampou minha boca e me arrastou pra longe dela. – Hey, eu queria ter terminado.

– Mas não queria que você terminasse aquela frase, não me envolva, se você duas não se deram bem por um motivo, não me coloquem no meio. — Ele estava sério.

– Ela que começou você viu. – Fiz bico.

– Eu sei meu anjo, eu vi. – Ele me abraçou. – Agora chega disso, chega de encrenca, já fez de mais por hoje.

Estávamos voltando quando vi Sammy o palco cantando uma musica calma e romântica que eu não tinha idéia do nome, alguns casais estavam na pisca abraçados indo pra lá e pra cá no ritmo da musica, tomas e Ananda era um deles.

– Vou te manter um pouco mais distante deles. – Ele me puxou pra pista, segurou na minha cintura e me aproximou dele. – Quero te pedir uma coisa.

– O que? – Começamos a nos movimentar no ritmo lento da musica.

– Casa comigo? – Ele perguntou no meu ouvido.

– Espera. – Arregalei os olhos. – Escutei direito ou foi minha imaginação?

Ele me olhou no fundo dos olhos.

– Casa comigo? – Ele perguntou novamente e lagrimas se formaram em meus olhos.

Balancei minha cabeça algumas vezes em um sim tentando não deixar as lagrimas caírem.

– Sim. – Respondi e um sorriso apareceu na face de Allan.

Ele se ajoelhou e tirou uma caixinha de veludo e me olhou.

– Karla Christine Kira Sellivem, aceita ser a minha mulher? – Ele perguntou me olhando.

– Aceito. – Respondi deixando as lagrimas caírem de vez.

Ele tirou o anel colocou no meu dedo se levantou e me beijou, Aplausos ecoaram pelo salão.

– Te amo. – Nós dois dissemos juntos.


Notas finais
mals pessoa net tava brincando de queda livre ai não deu pra postar mais cedo

Amanha eu faço os agradecimentos e tals, hoje tô sem tempo ¬¬

~*~

Mas gente como vocês são mas a Jenna é um amor '-'

ela tava ajudando o Allan a escolher o anel de noivado da karla u_u

~*~

Mals gente linda da minha vida, mas não vai da pra eu responder vocês

amanha nos agradecimentos eu respondo tudo.

beijos da tia keller espero que tenham gostado já que acaba aqui nossa linda jornada hsuahsuahsuah
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!