Lake Forest Academy
61 Capítulo 61
Nós estávamos no sofá do mesmo jeito que antes, Karla me olhava atenta. Ela queria me falar algo, mas estava em duvida.
– Quero usar aquela bolinha que a Meddie falou. — Ela se sentou e se aproximou passando o dedo pela minha boca. — Depois eu até faço massagem em você.
– Só por causa da bolinha. — A encarei com o mesmo sorriso.
– Primeiro eu quero ver se você topa isso... — Ela colocou a mão no bolso e tirou um dadinho. — Têm mais alguns lá em cima, mas são diferentes e eu quero usar esse.
Peguei o dado de sua mão e olhei as opções dele.
– Minhas regras. — Disse sorrindo. — Eu jogo e o que cair você tira ou faz e visse versa.
– Tá você começa. — Ela sorriu animada.
Sentamos um de frente pro outro e eu joguei o dado.
– Tira a blusa. — Disse rindo.
– Você escolhe também? — Ela perguntou indignada.
– Quer tirar o short? — Perguntei a olhando. Ela tirou a blusa e a jogou em mim.
Ela pegou o dado e o jogou.
– Vai baby, pode ir tirando a blusa e a calça. — Ela fez sinal com as mãos.
– Não deveria ter topado isso. — Tirei a blusa e joguei nela. — Isso é injustiça, você tá usando uma peça a mais que eu, eu vou ficar sem nada primeiro...
– Eu não me importo. — Karla mordeu o lábio inferior enquanto eu tirava a calça.
– Safada. — Joguei a calça nela também. Ela riu e me entregou o dado o Joguei em cima do sofá e ri pelo resultado.
Ela olhou curiosa e ficou séria.
– Isso é muito injusto.
– A ideia do jogo foi sua. — Ri. — Espera que eu vou colocar musica. — Fui até a estante a onde havia alguns CDs e como a antiga dona não era nada santa deveria ter algo apropriado. Achei a musica, coloquei o cd pra tocar. — É com você.
– Buttons? — Ela perguntou indignada. — Não pode ser sem musica?
– Com musica fica mais divertido. — Pisquei e me sentei no sofá.
A musica começou a tocar ela escondeu o rosto na mão envergonhada.
– Vira de costas é mais fácil. — Disse rindo.
– Você me paga. — Ela virou de costas e começou a mexer o corpo no ritmo da musica. Ela se virou mordeu a ponta da língua e piscou, colocou a mão no cós da calça e abriu o botão de vagar rebolando, ela deu uma volta de 360 graus se abaixou com as pernas abertas levantou empinando a bunda. Ela abriu o zíper e abaixou o short de vagar até ele cair no chão, ela o pegou e jogou pra mim. O peguei e dei meio sorriso, Karla se aproximou e virou de costas na minha frente e se inclinou, dei um tapa na sua bunda e ela soltou um riso voltando a se virar, segurei em sua cintura e em resposta levei um tapa na mão, ela passou a língua nos lábios e fez não com o dedo, seus dedos passaram pelo busto os apertando e abaixou uma alça fazendo o mesmo com a outra. Ela mexeu no cabelo e abriu o fecho do sutiã rebolou e se virou tirando o sutiã e jogou ele na minha direção, seu dedo foi pra boca em uma típica cena de stripper, ela se aproximou novamente puxando um dos laços da calcinha só deixando o nó, puxei o outro laço com os dedos e ela se sentou no meu colo, entrelaçou os dedos no meu cabelo e os puxou pra trás, beijou o canto da minha boca e eu desfiz os nós sem ela perceber a calcinha dela caiu e voltou a dançar na minha frente, dei uma boa olhada nela e eu já estava louco numa hora dessas.
A musica acabou e ela estava com os braços no encosto do sofá olhando pra mim mordendo o lábio inferior.
– Eu ganhei. — Ri e a segurei pela cintura a puxando pra se sentar no meu colo enquanto eu a beijava.
– Tô vendo que fiz direito. — Ela passou a mão na minha ereção e riu. — Agora a gente vai usar os outros dadinhos?
– Agora eu vou abusar um pouco de você aqui no sofá mesmo. — Disse a deitando no sofá e ficando por cima.
***
Karla ainda dormia em cima de mim, mas ao contrario de antes uma manta nos cobria, ela provavelmente deveria ter se levantado no meio da noite pra ir buscar.
Passei os dedos pela suas costas e ela se mexeu resmungando, seus olhos pararam nos meus e ela estava sonolenta provavelmente não queria acordar, ela me olhou de um jeito estranho e deu um tapa no meu braço.
– Que horas são?
– Não tenho a mínima ideia. — Respondi. – Porque me bateu? – Perguntei a olhando.
– Porque me acordou. — Ela se levantou e foi em direção ao quarto. — Vou tomar banho e ir pra piscina. — Ela disse subindo as escadas.
– Não se esqueaça de comer. — Disse a olhando.
– Tá papai. — Karla riu.
Continuei deitado no sofá encarnado a TV desligada e olhei pela sala pra ver se achava o controle, ele estava tão longe jogado em uma das poltronas e eu não queria me levantar. Respirei fundo tomando coragem e me levantei pegando o controle e caindo no sofá novamente ligando a TV e coloquei em um canal desenho.
Karla desceu as escadas e passou na minha frente ela estava com um short curto e colado e a parte de cima de um sutiã azul florescente, ela foi em direção a cozinha e meus olhos foram juntos deixando os desenhos quietos na TV.
– Vou te deixar feliz eu vou me alimentar. – Ela me olhou sorrindo e entrou na cozinha.
– Não quero levar ninguém pro hospital, tá? – Karla quebrou o quadril e se inclinou pra pegar algo. – Oh senhor. – Me levantei do sofá e subi as escadas indo pro quarto para tomar banho.
Sai do quarto e foi direto pra academia, passei pela piscina e Karla estava deitada no chão de olhos fechados tomando sol.
– Achei que ia estar na piscina. – Disse a olhando
– Sol faz bem pra pele, então decidi tomar um banho dele — Ela me olhou dando de ombros.
– Protetor solar também faz bem pra pele. — Entrei na academia.
– EU PASSEI. — Ela gritou.
Foi para um dos aparelhos e enquanto eu estava na minha série de exercícios Karla mofava no sol, eu queria ver amanha do jeito que ela iria estar. A olhei pelos vidros da academia e ela me olhou.
– Eu quero subir naquela parede de novo. — Karla gritou olhando pra academia.
– Coloca o Tênis que eu te ajudo. — Disse a olhando.
– Tá. — Ela se levantou e entrou na casa toda animada.
Era engraçado o quão ela era ansiosa com as coisas. Ela era um Sellivem era de se esperar por isso, não escutar, ser ansiosa, não escutar, ser mandona, não escutar, ter um problema sério em gastar de mais, não escutar...
– Pronto. — Ela entrou na academia com o all star nos pés.
Como da ultima vez a ajudei colocar o equipamento e a prendi na corda, ela começou a subir na parede e como antes ela soltava a mão antes de ter certeza que o pé estava seguro o que fez com que ela escorregasse varias vezes e caísse duas vezes lá de cima.
– Karla o pé, não solta à mão sem ter certeza do pé. — Disse respirando fundo. — Vou te que te falar isso quantas vezes?
– Até eu não soltar a mão sem ter certeza do pé. — Ela disse brava.
Ela escorregou por causa do maldito pé e eu puxei a corda pra ela não cair.
– O que eu falei? — A desci de vagar.
– Eu achei que não ia escorregar. — Ela me encarou. — Vou de novo.
Ela subiu novamente tendo mais cuidando quando soltava a mão, ela chegou até o topo e gritou comemorando.
– Agora me fala como eu desço? Sem você me mandar soltar...
– Do mesmo jeito que subiu, firma o pé e solta a mão. Se escorregar eu tô aqui. — Disse enrolando a corda na mão.
– Tá. — E como sempre ela não me escutou.
– O pé Sellivem. — Disse irritado, já havia repetido isso a ela pelo menos cem vezes.
– Calma Stewart. — Ela disse brava. — Que caramba eu achei que não ia escorregar, da pra ter calma comigo?
– Não quando digo uma coisa pelo menos cem vezes.
– Tô vendo que paciência não é seu ponto forte. — Ela disse brava.
– E escutar não é o seu. — Disse no mesmo tom de voz que o dela.
– É eu sei. — Ela escorregou e ficou voando pela academia. — ALLAN ME DESCE, ME DESCE. — Ela começou a gritar quando ficou de ponta cabeça. – SOCORRO, SOCORRO, SOCORRO...
– Não posso você tem que virar primeiro. — Avisei.
– Eu não consigo. — Ela fez voz de choro.
Fui descendo ela de vagar até que ela virou respirando aliviada.
– Chega se não eu surto com você hoje. — Avisei soltando a corda.
– Você anda muito estressado Allan. — Karla tirou o equipamento. — Eu vou voltar pra piscina pra relaxar, mas amanha eu quero subir de novo, quero descer desse bagulho.
– Se eu tiver que falar do pé de novo eu largo a corta e te deixo subir sozinha. — Avisei.
– Que amor. — Ela revirou os olhos e saiu da academia.
Voltei pros meus exercícios pra me acalmar e não tentar matar a Karla.
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